[…] Era, aliás, um costume comum que clérigos repreendessem publicamente os ofensores [que atrapalhassem os serviços sagrados]. Houve o caso que aconteceu a um jovem que, ao sentar-se em uma posição privilegiada na igreja, tirou seu lenço [de seu bolso] e com ele veio um maço de cartas de baralho que voaram em todas as direções possíveis. Ele esteve, soube-se mais tarde, acordado até altas horas na noite anterior, e havia metido as cartas com que jogara em seu bolso e elas ali ficaram esquecidas. O povo ficou surpreso e horrorizado, mas o clérigo simplesmente olhou para o ofensor e disse, com um discreto porém seco sarcasmo: “Sir, esse seu livro de orações estava muito mal encadernado!”. Mas às vezes o reproche era prontamente lançado de volta ao pregador. “Você está com sono, John”, disse um [outro] clérigo, fazendo uma pausa no meio de um sonolento discurso. Olhando com dureza para o homem, ele ainda acrescentou: “Tome um pouco de rapé, John”. “Então ponha um pouco de rapé no sermão!”, reagiu John. As expressões na audiência mostravam claramente que a réplica havia sido unanimemente apreciada. — Rev. R. Wilkins REES, “Curious Anoucements in the Church” [“Curiosos Anúncios na Igreja”] in: William ANDREWS (org.), Ecclesiastical Curiosities [Curiosidades Eclesiásticas]. Londres: 1899.

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