Em carta ao general Charles Lee datada de fevereiro de 1776, Benjamin Franklin argumentava que o exército das colônias deveria se armar com instrumentos tipicamente americanos — arcos e flechas. Franklin os considerava “boas armas, insensatamente postas de lado”. O inventor e diplomata americano apresentou seis razões para o uso estratégico de um arsenal low-tech:

  1. 1. “Porque um homem pode atirar tão verdadeiramente com um arco quanto com um mosquete comum.”
  2. 2. “Ele pode lançar quatro flechas no intervalo entre carregar e descarregar uma bala.”
  3. 3. “Seu alvo não lhe é tirado de vista por fumaça do seu próprio lado.”
  4. 4. “Uma chuva de flechas, vista por baixo, aterroriza e perturba a atenção do inimigo.”
  5. 5. “Uma flecha que acerte qualquer parte de um homem o põe hors de combat até que seja extraída.”
  6. 6. “Arcos e flechas são mais fáceis de se arranjar em qualquer lugar do que mosquetes e munições.”

Franklin também recomendava a utilização do pique (uma longa lança com ponta de aço, comum na Idade Média). Mesmo que não tenham sido postas em prática, as recomendações militares de Franklin continuaram a ser debatidas muito tempo após a Revolução Americana.

Um teórico calculou que, em 22 de maio de 1794, na Batalha de Tournay, os franceses revolucionários e a coalizão antirepublicana (Áustria, Grã-Bretanha e Hanôver) trocaram 1.280.000 tiros. Com estimadas 8.500 baixas de ambos os lados, o resultado foi uma média de 150 disparos para cada baixa, “o que evidentemente aparece em favor do arco, em termos da certeza de seu tiro, de não mais de 20 [disparos] para 1 [morte].”

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