Ao passear com seu cachorro por uma floresta Jocasta Jones descobre um congelador que contém um homem. Ela o reaquece, ele acorda e se apresenta como Dum. Depois, ele mostra a Jocasta um livro com instruções para construir uma máquina do tempo e um congelador.

Jocasta e Dum acabam se apaixonando e têm um filho, Dee. Após crescer, o menino descobre aquele manual de instruções. Dee, então, constroi uma máquina do tempo e entra dentro dela, acompanhado do pai e levando o livro. Por motivos imprevistos, a jornada para o passado leva um longo tempo e, na falta de provisões, o jovem Dee é forçado a matar seu pai para comê-lo e sobreviver.

Tomado pela culpa, Dee chega ao seu destino e destroi a máquina do tempo. Ele muda seu nome para Dum, constroi um congelador e, com o livro, se mete lá dentro até ser encontrado por Jocasta.

Parece o mito edipiano em forma de ficção científica, mas é um artigo de filosofia publicado na revista Analysis em 1979. Nele, o então professor de filosofia Jonathan Harrison, da Universidade de Nottingham, pergunta: “É logicamente possível que Jocasta cometa um crime?”

Do ponto de vista dela, Dum entra em sua vida, eles têm um filho e depois de alguns anos tanto o marido quanto o filho desaparecem. Mas, para Dee, Jocasta se casa com seu próprio filho e dá à luz uma criança — que é o próprio Dee. Isso seria incesto? Freud explica?

Harrison, J. “Jocasta’s crime” [“O crime de Jocasta”], Analysis (1979) 39 (2): 65-66. doi: 10.1093/analys/39.2.65. (Disponível apenas para assinantes, mas há um pdf com o conto-artigo original no site do prof. Harrison)

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