Em 1662, uma companhia de homens proeminentes de Paris foi organizada com o propósito de prover transporte barato para aqueles que não podiam sustentar uma carruagem. Blaise Pascal, o grande escritor, fazia parte da companhia e foi o idealizador do esquema. De acordo com os desejos da companhia, o Rei Luís XIV publicou um decreto real, autorizando o estabelecimento de uma linha de ônibus de dois pence e half penny “para o benefício”, rezava o decreto, “de um grande número de pessoas mal-providas como pessoas envolvidas em processos, pessoas infirmes e outras, que não têm os meios para locomover-se de cadeira ou carruagem”. O decreto exigia expressamente que os ônibus deveriam correr em horários fixos, estando cheios ou vazios, e partindo de certos bairros distantes da cidade. O serviço foi inaugurado em 18 de Março de 1662, às sete da manhã. Grande foi o interesse demonstrado e a ocasião foi festiva. A linha começou a operar com sete coches, cada qual com oito assentos. Quatro partiam de um lado da cidade e três, do lado oposto. Cada um era acompanhado por uma escolta militar e havia grande satisfação. Por um tempo, os ônibus foram bastante populares. Todo mundo queria andar de ônibus. Até o rei experimentou. Muitos que tinham coches próprios esperavam até uma semana para conseguir uma passagem para os novos comboios. Mas a novidade logo envelheceu: os ricos voltaram ás suas carruagens como dantes, os pobres passaram a andar a pé de novo e a companhia ficou sem serviço antes mesmo do fim do ano. Após essa falência seria necessário um século e meio antes que outro experimento do tipo fosse tentado. — Albert W. Macy, Curious Bits of History [Bocados Curiosos da História], 1912

Empresas de transporte coletivo: falhando miseravelmente desde o princípio.

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