O mundo não acabou mas 2012 já era. E, apesar das aparências, este blog também não acabou: apenas sucumbiu à preguiça induzida pelo início das férias e festas de fim de ano, aliados a um calor apocalíptico intensificado pelo alinhamento galáctico (ou não).

Embora eu tenha evitado fazer mais uma retrospectiva (quase fiz minhas as palavras do Samir), não resisti. Mesmo porque 2012 foi um ano especial para o Hypercubic: o primeiro ano de ScienceBlogs Brasil (embora a migração tenha ocorrido umas duas semanas antes do fim de 2011).

Pra começar, alguns números. Quando deixei o (algo saudoso) blogspot, tinha cerca de 70 fãs no Facebook (a maioria de amigos, claro). Hoje tenho mais de 400! (+571%!) É PRA GLORIFICAR DE PÉ, IGREJA! Superamos a marca de 100 edições do Em uma palavra e batemos a marca de 1000 posts, com quase 700 comentários! YAY!

Agora o que mais me diverte em retrospectivas: falar dos posts que eu mais gostei — que não são necessariamente os melhores, os maiores nem os mais populares — e bricar de encaixar títulos no texto.

Começamos 2012 olhando para um conflito esquecido (nota mental: preciso retomar essa série): o incidente Schäffer ; buscamos um signo do crime; descobrimos que é possível ser herdeiro por telefone e visitamos um matemático lunático. Observamos ainda a outra caixa de Skinner, a flora fatal de Alnwick e o planeta vapor-de-mercúrio.

Fevereiro foi mais preguiçoso (só 17 postagens), mas lembramos um herói desconhecido e desenterramos uma kombi. Duas publicações foram celestiais: o rombo orçamentário e astronômico da Estrela da Morte e a queda do céu (isso mesmo, o céu está caindo!). E, no dia bissexto, encontramos a primeira mensagem de erro.

Março foi meio bizarro: a árvore mais velha da Flórida morreu de overdose, Elvis apareceu em tumbas romanas, encontramos um paraquedista heroicamente azarado (Gerônimo!), planetas forever-alone, uma galáxia-esmeralda e, em pleno século XXI, um casal condenado por assassinato motivado por bruxaria. Parece uma temporada de Doctor Who, mas não é.

Em abril, vimos que é possível fazer ciência com as próprias mãos (literalmente) e escrever romances automaticamente; chamamos Sagan para relembrar Asimov enquanto Feynman fez uma aposta com Weisskopf e o LHC jogou a toalha. Verde foi tendência: um homenzinho verde (de triste fim) e uma moça de maiô verde deram as caras por aqui. Também chegamos à marca de 100 palavras reunidas (#WIN) e por isso propus um concurso — que foi um fracasso de público (#FAIL).

Depois de muito tempo, em maio voltei a publicar enigmas, o que seria um dos grandes sucessos do ano. Mas o mês começou mesmo com os demônios de Berbiguier e terminou com o vídeo Nature by Numbers, passando pelo paradoxo do aborto, um círculo cúbico, um lago bipolar, 16 lições para colonizar a galáxia e um longplayer bem longo.

Em junho descobrimos a grande muralha da… Índia?? Bisbilhotamos a lista de Edison, ouvimos um mapa-múndi, revisitamos o complexo de Édipo, lembramos o fracasso da primeira companhia de ônibus e vimos que um crime eletrônico merece castigo eletrônico.

No sétimo mês do ano, pudemos observar (de maneira segura) todos os terremotos do século, topamos com o Sr. Nonsense, distorcemos a luz para ter internet mais rápida, listamos compostos ignóbeis, observamos religiosamente os 10 mandamentos do Papa-Léguas. Discutimos clonagens olímpicas, guerras de patentes (coisa mais patético que muitas patentes) e futuras missões interestelares. Ah, também relatei, com grande atraso, a saga do III Prêmio Bê Neviani, o primeiro recebido pelo Hypercubic.

Em agosto, descobrimos que o Universo tem cor (spoiler: não é preto), que é possível levar a vida, o Universo e tudo mais na ponta da língua; desenterramos as naus de Nemi e dançamos a dança da manivela para dar a partida em automóveis. Também tivemos momentos paparazzi: flagramos uma estrela em pleno jantar, a intimidade da luz em escala femtofotográfica e (sem pedir licença) acompanhamos  um século e meio de grandes perturbações atmosféricas.

Começamos o último trimestre com um caso extremo de amor a uma perna. Depois encontramos filosofia na porra, Amijubi Amikejo,o quase-país do Esperanto e até o cinquentão George Jetson. Perdemos a vida, mas não a elegância, escrevinhamos em outras dimensões, nos desviamos de anjos cadentes e queimamos hereges galináceos (o que, pensando bem, é tipo a ceia de natal). Sabemos até que cães deixam as praias mais limpas, mas será que o Monte Fuji está perdendo a paciência?

No comecinho de outubro — dia 4, pra ser mais preciso —, chegamos à 1000ª. dimensão. Ao longo do mês, quebramos a cabeça com homenzinhos verdes devoradores de titânio. Descobrimos que havia escravisauras na Inglaterra vitoriana, que tubarões podem cair do céu, que o coala irado não era assim tão assustador e que dá pra varrer ruas com ímãs (ou não).

Em novembro finalmente conseguimos um grande avanço na Química: colocar o J na tabela periódica. Outras grandes descobertas: um cavalo míope, uma árvore dona de si, quatro volumes que mudaram a história americana, um museu de fraudes médicas e as relações profundas entre cérebros, internet e universo (também tentamos quebrar o recorde do uso de parênteses). O enigma do café da manhã dos anões foi uma das publicações mais vistas do ano.

Instruções foram encontradas no lixo e o primeiro telespectador encontrou a primeira TV em dezembro. Processamos seres inanimados e vimos que um banco e uma placa podem ser mais complicados do que pode parecer.

Que 2013 seja fantástico pra todo mundo!

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