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Num fim de ano, numa virada de século, enquanto o resto do mundo se dedica às festas ou ao trabalho, os astrônomos percebem que há alguma coisa errada com Netuno. Para a comunidade astronômica isso já seria o bastante para causar rebuliço — seria a perturbação causada por um outro planeta? Imaginem, então, quando os estudiosos do céu descobrem um clarão cada vez maior e mais brilhante vindo justamente da direção de Netuno. Nos primeiros dias do ano-novo, os jornais se dividem ao noticiar a descoberta. Uns dizem que é uma tragédia anunciada, é o fim do mundo e vamos todos morrer. Outros afirmam que não vai ser bem assim, que foi a mesma coisa com o ano 1000 e, no máximo, pode ser uma passagem de raspão de um segundo sol mas não há motivos para pânico.

Ou será que há?

Assim começa a história que H.G. Wells conta com tons apocalípticos em A Estrela, conto escrito em 1897, pouco antes de A Guerra dos Mundos. Como sempre ocorre na obra wellsiana, um acontecimento científico — no caso, um inusitado fenômeno astronômico — é um pretexto para uma análise minuciosa da Inglaterra (e do mundo) do fim da Era Vitoriana. Neste conto Wells descreve como uma civilização anterior à era espacial reagiria a uma catástrofe astronômica com consequências de proporções globais para a Terra.

Traduzido, anotado e tipograficamente composto (num estilo próximo ao fin-de-siècle) por este que vos escreve, A Estrela é um pequeno e-book em .pdf que ainda contém um perfil biográfico de Herbert George Wells e uma breve análise do conto. Disponível para download (sem fins lucrativos, é claro) no Dropbox e para leitura on-line no Scribd.

A estrela.pdf by Renato Pincelli

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