A não ser que você pudesse ver todos os milhões de elétrons se movimentando pelos microcircuitos de uma placa-mãe, observar o funcionamento de um computador eletrônico não é lá muito instigante. Ao menos nesse aspecto um computador mecânico é muito superior a qualquer gadget de bolso.

Ao contrário da inicialização quase instantânea dos sistemas atuais, um sistema mecânico precisava de vários passos de setup antes de qualquer processamento, mesmo que fosse só para calcular 2+2. Ainda que seja bastante limitado para qualquer padrão computacional de hoje em dia, o analisador diferencial inventado por Vannevar Bush (1890-1974) é uma coisa linda de se ver.

UCLA’s 1948 Mechanical Computer from Gizmodo on Vimeo.

Entretanto, o “cérebro mecânico” não era assim tão imbecil: as quatro (grandes) máquinas que a UCLA (Universidade da Califórnia – Los Angeles) usava em 1948 serviam para fazer cálculos de trajetórias ou forças de impacto para a indústria aeronáutica. Durante o processamento, o resultado ia sendo literalmente desenhado para que os engenheiros os entendessem. Segundo uma página da UCLA,

A primeira máquina recebida, o analisador diferencial mecânico da General Electric, consistia de um sistema de eixos, motores, engrenagens e elementos eletromecânicos. A máquina emprega esses elementos mecânicos, ronronando, sussurrando e tilintando, para fazer adição, subtração, multiplicação e divisão e os elementos eletromecânicos para funções mais complexas. […] Catorze dispositivos altamente sensíveis eram instalados na máquina, permitindo assim soluções rápidas e precisas de equações diferenciais que exigem até catorze integrações simultâneas.

Ainda segundo a UCLA, seus cérebros mecânicos continuaram a ser utilizados até o começo dos anos 1960. Em 1977, foram doados ao Smithsonian Institute como memorabilia dos primórdios da computação.

[via Paleofuture]

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