Ô, da poltrona! Tu acha que esse seu sofá aí, de um só lugar, é lugar de descansar? Nada disso! Tu devia usar essa poltrona onde tu abunda pra se tornar menos abundante! Vamos, vamos, pedalando! pedalando! Remando! remando! O quê? Não dá pra se exercitar na tua poltrona? Chega de desculpa! O Exercise apparatus [Aparelho de exercício] de James Curtis é a solução para transformar perdedores de controle-remoto em vencedores:

Apresenta-se um aparelho de exercícios que inclui uma poltrona, uma estação de exercício dos braços e uma estação de exercício das pernas. A estação de exercício dos braços é montada nos braços da poltrona e inclui uma estrutura de apoio anexa à porção base da poltrona, um par de barras de exercício alongadas, esquerda e direita, dispostas no interior dos braços esquerdo e direito da poltrona, operáveis por movimento pivotante seletivo no interior dos braços [da poltrona, é claro] e um dispositivo de resistência ligado às barras para resistir [d’oh!] ao movimento pivotante das barras. A estação de exercício das pernas é associada com a porção inferior de descanso dos pés da cadeira e inclui um pedal montado e configurado para movimento rotacional. O equipamento pedal é automaticamente levantado e posicionado para uso quando o descanso dos pés é dobrado para frente. A estação de exercício das pernas é ocultada no interior da cadeira quando fora de uso.

Como muita gente, James Curtis sentia-se frustrado e desmotivado com os aparelhos de ginástica. Principalmente com os de uso doméstico. Ao descrever a arte anterior sobre o tema, que remonta aos anos 1930, Mr. Curtis descreve aquilo que todo mundo já percebeu: os aparelhos de exercício doméstico, como esteiras e bicicletas ergométricas,

são grandes e volumosos, e assim exigem uma significativa área útil […], tipicamente [são] fabricados com numerosas partes móveis formadas de aço tubular ou borracha e, portanto, são desagradáveis à vista. […] Assim, o equipamento é relegado ao porão, onde acaba usado com pouca frequência ou mesmo totalmente esquecido.

Um minuto de silêncio por todos os equipamentos aeróbicos que acabaram como cabides de roupas. Outro minuto de silêncio pelo US Patent Office, que aprovou a ideia de Mr. Curtis em 27 de dezembro de 2005, sob nº. 6.979.284 [pdf].

Prosseguindo, Curtis argumenta que se tais equipamentos fossem mais apresentáveis, macios e confortáveis eles não acabariam abandonados. Pelo menos não se fossem revestidos em couro e bonitos a ponto de ficarem na sala de estar, por exemplo. Porém, nosso inventor — de Cameron, Missouri —, reconhece que a ideia de transformar uma poltrona numa estação aeróbica não é nova.

No entanto, Curtis vê duas grandes desvantagens nas versões anteriores da sofacademia: 1. como precisam ser montados e configurados antes do exercício, “a operação é incômoda e consome tempo, o que limita a conveniência do equipamento, especialmente para usuários sêniores”; 2. os possíveis exercícios são “operações limitadas, que não permitem ao usuário exercitar sua parte superior e inferior do corpo simultaneamente”.

Para resolver isso, Curtis coloca um pedal retrátil e um par de alavancas numa poltrona. Há alguns mecanismos de resistência — que podem até ser confortavelmente regulados “on-the-fly” — mas é difícil saber se realmente dá pra ficar em forma pedalando e remando sem sair do sofá. Se não der certo, pelo menos a poltrona ergométrica de Curtis pode ficar acumulando roupas (ou gordura) na sala mesmo, sem o esforço de ter que ser empurrada pra algum canto…

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