Saindo da Antártica, você passa por uma ponte, atravessa a África com alguns passos, pula o Mediterrâneo, dá mais alguns passos pela Europa e vai aos saltos até o Polo Norte. Parece loucura, mas é possível fazer uma viagem de polo a polo com esse roteiro bastante simplificado. Tudo o que você precisa é de um mapa-múndi em escala adequada criado por um dinamarquês.

Seu nome era Søren Poulsen e ele foi bem viajado antes de construir seu Verdenskortet (Mapa-Múndi). Nascido em 1888 numa fazenda à beira do Lago Kleijtrub, na Dinamarca, Poulsen emigrou para os EUA na juventude. Depois de passar vinte anos nos States, voltou para a propriedade da família. Em 1944, após falir plantando um pomar, Poulsen decidiu transformar sua fazenda em atração turística, com um café-restaurante e um mapa do mundo às margens do lago.

A cada inverno, Poulsen desenhava os continentes com pedras sobre o gelo. Na primavera, as pedras afundavam e assim, ao longo de 25 anos, foi sendo criado um aterro em forma de mapa. O ex-agricultor nunca usou mais do pás, carrinhos de mão e outras ferramentas simples em sua empreitada. Concluído o trabalho, ele faleceu aos 81 anos, em 1969.

Salpicado com bandeirinhas que indicam cada país, o mapa em si mede 45 por 90 metros, numa escala em que cada 27cm correspondem a 111km. Os continentes são massas de terra delimitados com pedras e cobertos com grama e areia. Há cadeias de pedras em lugar das montanhas e pequenas canaletas fazem o papel dos maiores rios. Ali é possível atravessar o Pacífico em pedalinhos, jogar mini-golfe nos continentes e, no inverno, patinar no mar do Caribe ou fazer um boneco de neve no sertão nordestino.

[via Atlas Obscura]
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