De todas os erros de impressão nenhum se iguala à edição da Vulgata por Sixto V. Sua Santidade supervisionou cuidadosamente cada folha assim que saía da prensa. Para a surpresa do mundo, a obra saiu sem rival — recheada de errata! De modo a dar o texto verdadeiro, uma multidão de fragmentos foi então impressa para serem colados sobre as passagens errôneas. Tais remendos deixaram o livro com aparência bastante esquisita e os heréticos festejaram essa demonstração da infalibilidade papal! Os exemplares foram recolhidos, muitas vezes sob violência, para tentar sua destruição. Alguns, porém, sobreviveram nas mãos de colecionadores bíblicos. Não faz muito, uma bíblia de Sixto V alcançou mais de sessenta guinéus — não muito para um mero livro de gralhas! Ainda mais surpreso ficou o mundo com a bula que o Papa-editor anexou ao primeiro volume, excomungando todo impressor que fizesse qualquer alteração no texto! — D’ISRAELI, Isaac. Curiosities of Literature [Curiosidades da Literatura], Vol. I. Paris: Baudry’s European Library, 1835. p. 65

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