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No século XVI, bem antes de Isaac Newton e sua lendária maçã, o fruto da macieira ainda era encarado como o fruto proibido da mitologia bíblica. Assim, era melhor não chegar perto:

Um dos meios usualmente empregados por um bruxo para possuir suas vítimas com um demônio é oferecer-lhe algum tipo de comida e eu tenho notado que o mais comum é que se usem maçãs. Nestas, Satã continuamente reencena os meios pelo qual ele tentou Adão e Eva no Paraíso terrestre. Quanto a isso não posso deixar de mencionar o ocorrido em Annecy, na Savoia, no ano de 1585. Na borda da Ponte Hasli foi observada durante duas horas uma maçã, da qual emanava um ruído tão grande e confuso que, apesar de muito usada, as pessoas evitavam passar pela ponte. Todo mundo correu para ver essa coisa, embora ninguém ousasse se aproximar. Até que, como costuma acontecer, surgiu um homem mais ousado que os demais e, armado de um longo porrete, bateu na maçã, derrubando-a no Thoiu, um canal do lago de Annecy que passa sob aquela ponte. Depois disso, nada mais foi ouvido. Não se pode duvidar que aquela maçã estava cheia de demônios e que um bruxo foi frustrado em sua tentativa de dá-la a alguém. — Henry Boguet, Examen of Witches [Exame das Bruxas], 1590.

Uma maçã barulhenta? Seria um iPod ou um iPhone?

[Crédito da imagem: P1r via Visual Hunt / CC BY-NC-SA]
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