A revista Medicina Soviética assim descreve o aparelho que os homens de 1980 poderão utilizar: “Um eletrodo perto do ôlho, um outro atrás da cabeça, uma corrente de dez volts e se adormece. A máquina emitirá ondas ultracurtas, correspondentes às freqüências das moléculas de toxina produzidas pela fadiga, no corpo humano, durante as horas de vigília. Por um fenômeno de ressonância, as toxinas serão destruídas.”

Nem todo cientista soviético sonhava com um futuro com mais sono. O engenheiro Vassiliev descrevia assim o que considerava a mais importante descoberta dos anos 1990:

sùbitamente meu olhar caiu sôbre o pequeno aparelho suspenso acima de meu leito. Ei-la, a descoberta mais interessante dêste ano de 1990. Não, não sofro de insônia e sempre dormi bem, oito horas, e se não me acordassem, nove ou dez horas por dia. Quando penso que consagrei mais do que a têrça parte da minha vida dormindo! Quantas coisas poderia eu ter aprendido durante êsse tempo! De fato, êsse pequeno aparelho me permitiu reduzir o sono a duas horas por noite, sem causar dano ao meu organismo. Êle aumentou a vida dos homens de quase um têrço. Atualmente, o tempo de repouso não dura senão duas horas, para todo mundo. À uma hora da manhã apaga-se o sol artificial que ilumina o quarto, que será acendido de novo às três horas.  — BARNIER, Lucien. A nova ciência dos soviéticos. São Paulo: IBRASA, 1959. pp. 239-40

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