O Caso do Cão Vivissecado
Indignado, o secretário da Sociedade Nacional Anti-Vivissecção, Stephen Coleridge processou o fisiologista por maus-tratos. Em discursos inflamados e detalhados, Coleridge acusava o cientista não apenas de usar o terrier em uma operação sem anestesia, mas também de usar o mesmo animal em três operações diferentes (a lei de maus-tratos de 1876 permitia o uso de animais em apenas um experimento). Após um julgamento de grande repercursão, que teve até mesmo uma reconstituição, Bayliss acabou absolvido. Mesmo assim ele ainda processaria Coleridge por danos morais, pois considerava que sua vida profissional havia sido desonrada. Novamente, ele venceu.
Para não deixar o caso cair no esquecimento, os opositores do Dr. Bayliss se uniram para levantar uma estátua em memória do cão:
Em Memória do Cão Terrier Brown [Castanho], levado à Morte pelos Laboratórios da University College em Fevereiro de 1903, após passar por Vivissecção por mais de dois meses, tendo passado pelas mãos de um Vivissector após outro até que a Morte veio Libertá-lo. Também em Memória dos 232 cães viviseccionados no mesmo local durante o ano de 1902. Homens e Mulheres da Inglaterra, até quando isso continuará?
Aigpreguiça!
A preguiça foi tamanha que esse post levou praticamente 1 ano pra sair da pasta de rascunhos… (e eu ainda fiquei com preguiça de trocar o endereço do blog) #macunaimafeelings
Patentes Patéticas (nº. 48)
Você já tentou trollar seu gato com um laser? Se já fez isso com a intenção de exercitar seu bichano, você pode ter quebrado pelo menos uma patente norte-americana registrada em 1993 para um “Método de exercitar um gato” que serve para
induzir gatos a se exercitar consistindo no direcionamento de um feixe de luz invisível, produzido por um aparelho laser portátil, sobre o solo ou parede ou outra superfície opaca nas vizinhanças do gato, seguido da movimentação do laser de modo a causar o movimento do padrão luminoso brilhante de uma maneira irregular que é fascinante para gatos e para qualquer outro animal com um instinto de caça.
Ou seja, se você já tentou fazer a trollagem a laser com o seu cão, também está violando a patente nº. 5.443.036, emitida em 22 de agosto de 1995 em nome de Kevin T. Amiss e Martin H. Abbott, respectivamente de Alexandria e Fairfax, Virgínia. Entre suas justificativas, os “geniais” inventores afirmam que
Gatos não são caracteristicamente dispostos ao exercício aeróbico voluntário. É um dever do proprietário do gato criar situações de suficiente interesse para o felino para a indução de mesmo uma breve e modesta exercitação pela saúde de bem-estar do animal. Gatos são, entretanto, fascinados pela luz e atraídos por movimentos saltitantes imprevisíveis, como, por exemplo, pela ponta de uma peça ou fio de barbante ou por uma bola rolando e quicando através do solo.
Sim, foram necessários dois norte-americanos para perceber isso. Mas em seguida vem o pulo-do-gato que nos deu a luminosa ideia de juntar laser e Felis domesticus:
Intensa luz solar, refletida por um espelho ou focada através de um prisma, se a sala for suficientemente escura, ira, quando movida irregularmente, causar até o mais sedentário dos gatos a perseguir desabaladamente a imagem iluminada em um divertido e terapêutico jogo de “gato e rato”. O inconveniente de ter que escurecer uma sala para preparar a atividade de um gato e a incerteza de coletar um raio de sol conveniente em uma lente ou espelho torna esse método de estabelecer uma regular rotina de exercícios que melhoram a vida dos gatos no mínimo inconveniente.
Ok, amiraleiser é mais prática que lentes ou espelhos em ambientes escuros. Só que até os bichanos seriam capazes de ver que esse método a laser não é exatamente orginal. Praticamente a mesma ideia já havia sido apresentada em 1982 no livro One Hundred and Eighty-Seven Ways to Amuse a Bored Cat [187 Maneiras de Divertir um Gato Entediado], publicado pela Ballantine Books. A única diferença é que, em vez de laser, o livro recomendava o uso de uma lanterna.
Mesmo a ideia apresentada no livro pode não ser a original. Quando o método Amiss-Abbott foi aprovado, o conceito básico já era recorrente há décadas nos arquivos do próprio U.S. Patent Office. De fato, os dois inventores virginianos (seriam virgens?) listam entre suas referências nove — NOVE! — patentes relativas a lasers e/ou brinquedos luminosos emitidas entre 1975 e 1993. A aplicação de lasers ao entretenimento de felinos por seres humanos entediados simplesmente não cumpre o critério de originalidade. Nada disso impediu que, entre 2002 e 2003, o próprio USPTO fosse idiota o bastante para aprovar outras quatro patentes (6.505.576, 6.557.495, 6.651.591, 6.701.872) que são basicamente a mesma coisa!
Em uma palavra [91]
dinoteriano (di.no.te.ri.ano)
adj. (Paleont.) relativo aos dinotérios, grandes mamíferos pré-hitóricos do gênero Deinotherium, aparentados dos elefantes; por extensão, algo ou alguém muito grande; elefantino. [do grego dheinos = terrível + therios = fera, cf. com dinossauro, lagarto terrível]
Dinotérios tinham entre 3,5 e 4,5 metros de altura (alguns espécimes têm mais de 5 metros), pesando entre 5 e 10 toneladas (o maior conhecido pesaria 14 toneladas). São conhecidas três espécies: D. giganteum, D. indicum e D. bozasi. Os dinotérios foram extintos no começo do período pleistocênico.
Um ganso equivocado
No jardim público de Halifax há um excêntrico ganso que parece manifestar uma afeição genuína. Sempre que um velho gentleman, cujo nome não conhecemos, se aproxima do lago e chama “Bobby”, o ganso deixa o lago para sentar-se perto dele. Quando ele vai embora, o ganso segue-o de perto, como um cachorro, até o portão e algumas vezes até a rua. Uma vez ali, tem que forçosamente voltar, para seu manifesto desgosto, e retorna ao seu elemento nativo torcendo sua cauda com indignação e dando voz a discordantes grasnidos. O velho gentleman diz que nunca alimentou-o ou brincou com ele de maneira alguma, o que torna o caso ainda mais notável. Mas, segundo nos informa um frequentador do jardim, há uns dois ou três anos um homem costumava aparecer regularmente ali para alimentar esse mesmo ganso. Assim, estamos inclinados a pensar que se trata de um equívoco de identidade por pare dessa ave. — McCLURE, J. B. “Entertaing Anecdotes from Every Available Source” [“Anedotas para Entretenimento de Todas as Fontes Disponíveis”]. Chicago, 1880.
Patentes Patéticas (nº 40)
Nestes tempos de aquecimento global a todo vapor (com trocadilho, por favor), era de se esperar que a inventividade de gente comum disposta a salvar o mundo explodisse. Como a emissão pecuária de metano tem sido apontada como um dos problemas mais sérios, o californiano Markus Donald Herrema propôs uma solução: em vez de tentar bloquear essas emissões naturais, porque não usar esse metano como fonte de energia? Em certo sentido, ele tem razão (já que o metano é, de fato, um gás mais “estufado”). O problema é que seu “Processo para Utilização de Emissões de Metano por Animais Ruminantes” parece no mínimo ridículo. Com uma apresentação em estilo devidamente ruminate, Mr. Herrema explica sua ideia de: Continue reading “Patentes Patéticas (nº 40)” »
>Patentes Patéticas (nº. 37)
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Você gostaria de ter um animal de estimação para passear, mas não quer saber de problemas como alimentação, carinho, espaço (e muito menos risco de mordidas)? Ou será que você é um troll incurável e deseja testar a sanidade mental de seus amigos com um “cachorro invisível”? Qualquer que seja a sua situação, Daniel J. Klees e Terri Shepherd já têm a solução: a “Guia Sonora”. Isso mesmo, o casal de Mundelin (Illinois), inventou uma coleira especialmente para
criar a ilusão de um animal de estimação imaginário, incluindo uma guia longa e oca, com uma empunhadura em uma extremidade e uma coleira adjacente ao outro fim. No interior da empunhadura, que é oca, está uma bateria e um circuito integrado para produzir uma pluralidade de sons animais. Também no interior da empunhadura há um botão liga/desliga e pelo menos um seletor para o circuito sonoro. Montado por dentro da coleira, na extremidade oposta da guia, está um micro-falante que é conectado através da guia oca ao circuito da empunhadura.
Há ainda dois apêndices, adicionados em 8 de outubro de 1996: o primeiro corrige a data do pedido do registro, de 29 de julho de 1995 para 29 de junho de 1995; o segundo muda o nome do dispositivo de “Guia Sonora” para “Inovadora Guia Sonora”. Pelo visto, Daniel Klees e Terri Shepherd gostavam de dar trabalho ao pessoal do Escritório de Patentes.
>Patentes patéticas (nº. 26)
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>Patentes patéticas (nº. 22)
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Coleiras animais padronizadas, como as projetadas para cães e gatos bem como para outros animais com pernas não se prestam ao estilo corporal de uma cobra porque a cobra não tem qualquer apêndice externo. [...] O movimento sinuoso de uma cobra, combinado com a capacidade de alterar o diâmetro de sua circunferência permite-lhe atravessar e escapar de qualquer freio anular como uma coleira de pescoço.









É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.