Em uma palavra [100]
hecatostilo (he.ca.tos.ti.lo)
s.m. Arq. pórtico ou edifício adornado com cem colunas. [do grego hekáton = cem + stylos = coluna]
Em ordem de publicação, eis as 100 colunas do edifício Em uma palavra. [As 83 primeiras estão ligadas ao blog antigo.] Continue reading “Em uma palavra [100]” »
Botijões de gente
Você já pensou em morar em um botijão de gás? Não é preciso ter dimensões liliputianas para isso. Basta morar em um gasômetro.
Praticamente esquecidos nesse começo de século, os gasômetros eram bastante comuns na virada do século passado (ainda acho estranho referir-me ao meu século XX natal como “passado”), principalmente na Europa. A principal função desses imensos edifícios era similar à de uma caixa d’água comum. Só que, em vez de água, os gasômetros armazenavam gás de rua (em pressão atmosférica), que podia ser consumido tanto domestica quanto industrialmente. Gasômetros também funcionavam como reguladores da pressão do sistema de distribuição local de gás: se a pressão estivesse baixa, bastava liberar mais gás armazenado; se estivesse alta demais, bastava desviá-lo das tubulações para os reservatórios.
Entretanto, à medida que os sistemas de distribuição de gás avançavam, tais formas de controle foram sendo abandonadas — afinal, sempre existia o risco de gasômetros explodirem. Portanto, a maioria dos gasômetros foi sendo demolida ou abandonada. Mas, em Viena, há uma notável exceção. Quatro gasômetros da antiga companhia Gaswerk Simmeringforam foram construídos entre 1896 e 1899, inicialmente para fornecer gás para a iluminação pública. Cada um desses imensos botijões feitos de tijolos vermelhos poderia armazenar até 90.000 metros cúbicos de gás.
A excepcionalidade dos gasômetros vienenses já começou na sua vida útil. Eles só foram desativados em 1984, após quase um século de uso. Só não foram destruídos porque foram considerados belos demais para serem demolidos. Em vez disso, toda a área, outrora industrial, seria revitalizada e passaria a abrigar apartamentos residenciais e comerciais.
Porém, antes do início das reformas, os gasômetros tiveram um uso bastante modernoso: graças às suas peculiaridades acústicas, foram bastante usados como palcos de raves.
Das estruturas originais, apenas as fachadas externas de tijolos vermelhos e as cúpulas metálicas foram conservadas nas obras iniciadas em 1995. Cada uma dos quatro unidades foi revitalizada por um arquiteto diferente: Jean Nouvel retrabalhou o Gasômetro A; Coop Himmelblau foi o responsável pelo B; o C foi obra de Manfred Wehdorn e o D ficou aos cuidados de Wilhelm Holzbauer. As unidades foram inauguradas entre 1999 e 2001.
Apesar das diferenças, o layout básico dos quatro botijões de gente é o mesmo: lojas nos andares inferiores, salas comerciais no meio e apartamentos residenciais nos andares superiores. Além disso, ainda há uma sala de concertos, um cinema e cerca de 800 apartamentos — dos quais uns 70 são usados como dormitórios estudantis. Como não falta espaço, também há jardins internos e garagens no subsolo.
>Igreja Fatiada
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Dizem que a fé move montanhas. Mas a engenharia move igrejas:
Um dos mais incomuns feitos da engenharia em tempos recentes foi a moção da torre de 1814 toneladas de uma igreja em Detroit para abrir espaço para o alargamento de uma rua. A torre de pedra de 55 metros foi movida por sete homens sob os olhares de centenas de espectadores que seguravam o fôlego. Trabalhando sob a direção de Carl F. Henrichsen e Carl A. Johnson, veteranos motores de edifícios, os homens primeiro removeram uma secção de 8,2296m da igreja para que a fronte pudesse ser movida para trás o mesmo tanto. A porção frontal foi então levantada e colocada sobre calços. Polegada por polegada a estrutura foi empurrada através de força manual até encostar na parte posterior da igreja, quando os calços foram retirados e a fundação foi rapidamente cimentada. Devido ao risco de desequilíbrio e tombamento da torre, foi necessário eliminar todo o equipamento mecânico. — Modern Mechanix, Dezembro de 1936
>A Torre de Eben-Ezer
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| Robert Garcet (1912-2001): uma figura! |
Com sete andares, a torre de 30 metros de altura é feita de sílex e, de acordo com M. Garcet, foi projetada com auxílio de antigas medidas místicas. O interior da obra está repleto das coleções bíblica, arqueológica, paleontológica e geológica de M. Garcet. Estátuas de quatro enormes animais bíblicos fazem a vigilância no topo do castelo.
Na entrada da propriedade, uma pequena placa de madeira deixa bem claro quem é bem-vindo:
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| Sejam Bem-vindos Os Pacifistas, Mundialistas, Esperantistas, An-arquistas (sic), Resistentes à Guerra, Todos os que lutam pela paz, Todos os que engedram a Fraternidade |
Por outro lado, à esquerda, há as obrigações da humanidade que, segundo Garcet são: Aimer – Penser – Créer [Amar, Pensar, Criar].
Ironicamente, a torre, embora pareça antiga, está situada sobre uma rede de túneis verdadeiramente antigos. Garcet dizia ter descoberto mais de uma centena de “novas” criaturas fossilizadas e até uma (suposta) vila de 70 milhões de anos perdida no labirinto de túneis no subsolo de sua torre. Infelizmente — ou talvez intencionalmente —, a vila pré-histórica foi destruída por uma explosão durante trabalhos de mineração antes de ser estudada.
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[via: Atlas Obscura e crazy chris here and there]
>Beer House, a Casa de Cerveja
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| Detalhe da cerca |
No começo, Milkovisch revestiu as paredes externas e o topo da chaminé com suas latinhas. Obviamente ele continuava a beber e por isso teve buscar bons usos para as milhares de latas de cerveja que juntou. Com elas, ele fez móbiles, cercas, esculturas e cata-ventos. Os anéis foram usados para fazer cortinas.
>O verdadeiro apart-hotel
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Ironicamente, a situação ficou brutal mesmo após o fim do apartheid. O bairro de Hillbrow, outrora de alto padrão, entrou em rápido declínio. Graças à sua estrutura imponente, Ponte Tower tornou-se a verdadeira sede do crime organizado da cidade. Os pobres senhores brancos nada puderam fazer a não ser abandonar o espigão. A quebrada se tornou tão sinistra que nem os lixeiros entravam — houve épocas em que o lixo formava uma montanha de cinco andares no pátio central.>Elefante Branco
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>O Menor Parque do Mundo
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| Mill Ends Park: mais uma criação de um jornalista entediado… Ô raça! |
>Em uma palavra [27]
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Deponticação ou depontificação
s.f. Ato de lançar ou jogar algo ou alguém de uma ponte. “Todos viram a deponticação do suicida.” “Depontificação de ônibus mata 20 crianças” [formado do latim pons, pontis, ponte por comparação com defenestração] Deponti(fi)car, verbo.
>Em uma palavra [24]
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antivitrúvio
[derivado de Vitrúvio, grande arquiteto romano da Antiguidade] subst. 1. aquele que se opõe às ideias de Vitrúvio. 2. aquele que tem prazer em destruir obras e monumentos arquitetônicos. antivitruviano, adj.














É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.