>Civlização FDP
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Isso explica por que o terrorismo, o sexismo e a mútua intolerância religiosa grassam nesses tempos de “politicamente correto” de merda, quando não se pode dizer porra nenhuma com um palavrão. Nem pra se aliviar, caralho! Puta falta de sacanagem civilidade!!! #prontofalei
>Loucura, loucura, loucura
Na foto, dois dos maiores loucos do século XIX: Mark Twain e Nikola Tesla. Os dois eram amigos muito próximos e enquanto Twain escrevia literatura infanto-juvenil realista e cheia de sátiras sociais (loucura!), Tesla desenvolvia todo o sistema elétrico que existe até hoje. Mas a maior loucura de Tesla foi a transmissão de eletricidade sem fio, coisa que muitos ainda consideram uma loucura.
>O último dia de Saramago
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| José Saramago foi o único autor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Saramago no documentário “Língua – Vidas em Português” (2004) |
José Saramago deixou de viver hoje, aos 87 anos de idade em sua casa, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Não é apenas a literatura portuguesa que perde um grande nome — o maior de nossa era. O mundo também perde um grande homem, um dos mais lúcidos pensadores dos séculos XX e XXI. Saramago não temia a morte; sabia que não há diferença substancial entre o nascimento e o falecimento. Antes do nascimento e depois da morte simplesmente não se existe. Certamente, ele não desejaria luto nem discursos como esse em seu funeral. Mas é impossível deixar passar a passagem de um homem tão importante, que teve uma obra que revela a humanidade em seu estado mais profundo e mais verdadeiro.
Saramago passa. Mas seus pensamentos vão ficar para sempre:
Sobre a língua:
“Não há uma língua portuguesa. Há línguas em português.”
Sobre a política:
“Os únicos interessados em mudar o mundo são os pessimistas, porque os otimistas estão encantados com o que há.”
Sobre religião:
“Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.”
“À igreja não importa nada as almas.”
Sobre a vida:
“Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais.”
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
‘Não há mais o que ver’, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
“…é certo, se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-los, para congratular-nos, ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade que tanto se fala…”.
E sobre a morte:
“Não tenhas medo, a escuridão em que estás metido aqui não é maior do que a que existe dentro do teu corpo; são duas escuridões separadas por uma pele, aposto que nunca tinhas pensado nisto. Transportas todo o tempo de um lado para outro uma escuridão, e isso não te assusta…”
>Ninguém deu ouvidos ao Bismarck
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| Pior é que ele acertou duas vezes: uma na Primeira Guerra Mundial (1914-18); outra na Guerra da Iugoslávia (1991-99). Não duvidem se ele acertar de novo… |
>O futuro do cinema, segundo Thomas Edison
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Os americanos preferem um descanso tranquilo na sala de cinema e, para eles, as palavras saindo dos lábios das figuras na tela acabariam com a ilusão. Aparelhos para projetar o discurso do ator do filme podem ser viáveis, mas a ideia não é prática. O palco é o lugar para a palavra falada. As reações do público americano até agora indicam que os filmes não vão substitui-lo.— Thomas Edison, em entrevista para o New York Times em 21 de maio de 1926.
Embora já estivesse velho, Edison viveu o bastante para ver como estava errado em relação ao futuro do cinema — uma arte que deve muito a ele. Um ano e meio depois dessa entrevista, estreava ali mesmo, em Nova York, o primeiro filme falado da história: The Jazz Singer [O Cantor de Jazz].
Ironicamente, o próprio Edison foi um pioneiro na sonorização do cinema: já em 1894, ele tentou sincronizar duas de suas invenções: o fonógrafo e o kinetoscópio, mas não teve sucesso.
Aliás, não é de hoje que Hollywood tem uma queda pelas novidade tecnológicas: The Jazz Singer foi um dos primeiros filmes a ganhar o Oscar.
>Frase Sedentária da Semana
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“Eu odeio todos os esportes tão fanaticamente quanto uma pessoa que gosta de esportes odeia o senso comum”
— Henry Louis Mencken (1880-1956)
H. L. Mencken, como ele assinava, foi um jornalista norte-americano célebre por suas frases de efeito — como a acima — que sempre criticavam de maneira ácida e irônica o próprio american way of life. É autor do famoso Livro dos Insultos. Foi considerado por muitos como o “Nietzsche americano”, o que pode ser exagero.
>Mas que pergunta!
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Certa vez, alguém fez a seguinte pergunta a Jean Cocteau: “Suponha que sua casa está em chamas e você só possa remover uma coisa. O que você tiraria?”
Cocteau parou para pensar e respondeu: “Eu tiraria o fogo.”








É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.