O pesquisador-artista
David S. Goodsell é um professor-associado de Biologia Molecular no Scripps Research Institute em La Jolla, Califórnia. David S. Goodsell é um artista que cria belas pinturas inspirado pelos mecanismos intracelulares. Os Goodsell não são homônimos. O pesquisador e o artista são a mesma e única pessoa. Goodsell cria suas obras a partir de seus experimentos científicos. Ele faz isso como forma de divulgar a biologia celular e molecular, facilitando — e embelezando — suas imagens.
O cientista-artista usa “uma combinação de desenho à mão e ilustrações de computação gráfica para revelar o mundo invisível das moléculas no interior das células.” As imagens científicas são obtidas através de cristalografia com raios-x. Já as obras de arte são pinturas ou aquarelas baseadas nos modelos criados por computador a partir das imagens cristalográficas. Veja algumas dessas obras que unem arte e ciência: Continue reading “O pesquisador-artista” »
Patentes Patéticas (nº 40)
Nestes tempos de aquecimento global a todo vapor (com trocadilho, por favor), era de se esperar que a inventividade de gente comum disposta a salvar o mundo explodisse. Como a emissão pecuária de metano tem sido apontada como um dos problemas mais sérios, o californiano Markus Donald Herrema propôs uma solução: em vez de tentar bloquear essas emissões naturais, porque não usar esse metano como fonte de energia? Em certo sentido, ele tem razão (já que o metano é, de fato, um gás mais “estufado”). O problema é que seu “Processo para Utilização de Emissões de Metano por Animais Ruminantes” parece no mínimo ridículo. Com uma apresentação em estilo devidamente ruminate, Mr. Herrema explica sua ideia de: Continue reading “Patentes Patéticas (nº 40)” »
>Em uma palavra [80]
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écdise (éc.di.se)
s.f. a troca de pele pela qual passam alguns insetos, crustáceos ou cobras. [do grego ekdusis, através do inglês ecdysis]
>Apetite Paleontológico
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| “William Buckland segurando o crânio de uma hiena das cavernas” (1833) |
Pioneiro da ciência paleontológica, William Buckland (1784-1856) era um cara no mínimo estranho. Entre outras esquisitices, Mr. Buckland fez a primeira descrição completa de um fóssil de dinossauro, cunhou o termo que designa as fezes fósseis [coprólito, lit. “cocô empedrado”], e não raro fazia seu trabalho de campo usando uma beca — aquela roupa ridícula que só se usa na formatura.
>Contra a parede
>Isso é o que se pode chamar de uma trollagem romântica:
Uma lady, que ficou lisonjeada após ter seu nome usado para a denominação de uma rosa, mudou de ideia ao ver a descrição da rosa em um catálogo botânico. Contra seu nome, dizia-se: “tímida em uma cama, mas bastante vigorosa contra uma parede.” — Leslie Dunkling, The Guiness Book of Names, 1993
>Tretretretre
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Em 1658, o almirante francês Etienne de Flacourt (1607-1660) relatou uma curiosa lenda que descobrira entre os nativos de Madagascar. Eles contavam histórias sobre uma criatura estranha, do tamanho de um bezerro de dois anos, com uma cabeça redonda, pés de macaco, uma cauda curta, muito peluda e orelhas e face que pareciam humanas. Os madagascarenhos malgaxes a chamavam tretretretre.
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| Megaladapis m., em uma reconstituição de 1902: um lêmure de 1,5m e 50kg |
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| Palaeopropithecus ingens: menor, mas com uma face mais “humana” |
Com um nome científico bem mais fácil de pronunciar, o Megaladapis madagascariensis foi descoberto em 1894. Era uma espécie de lêmure gigante que estaria extinto há milhares de anos. Mas agora os zoologistas pensam que o megalêmure teria vivido pelo menos até meados do século VI, quando os humanos ocuparam a ilha e extinguiram sua megafauna.
Outros, porém, afirmam que o Palaeopropithecus ingens, descoberto em 1899, seria a inspiração por trás da lenda. O Palaeopropithecus era um lêmure um pouco menor que o Megaladapis e com uma face mais “humana”.
>Peixes-siameses
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A ilustração em anexo representa um par de peixes-gato (da espécie Silurus? L.) que foi encontrado vivo em uma rede de camarões na boca do rio Cape Fear, perto de Fort Johnson, Carolina do Norte, em agosto de 1833. Um deles tem três polegadas e meia [8,9 cm] e o outro, duas e meia [6,35 cm] de comprimento, incluindo a cauda. O menor tem uma aparência frágil e doentia. Eles estão ligados pela pele do peito, à maneira dos gêmeos siameses. Essa pele é marcada por uma escura raia na linha de união. Exceto por isso, a pele é igual à da barriga em cor e textura. A boca, as vísceras, &c. estavam perfeitas e intactas em cada peixe [...] Quando esses peixes ganharam vida, é provável que fossem quase do mesmo tamanho e força, mas um, o que “nasceu virado para a Lua” — ou o mais engenhoso — tornou-se o dominante, o que ampliou a disparidade. [Assim, o maior] pôde extender sua boca antes do outro, alcançando e capturando primeiro a melhor comida. Ainda que ele provavelmente odiasse seu companheiro e desejasse o desenlace, o maior acabou protegendo sua “metade mais frágil” e não poderia comê-lo sem engolir a si próprio. — American Journal of Science and Arts [Jornal Americano de Artes e Ciências], Julho de 1834
>A Mosca Supersônica de Townsend
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A potência necessária para alcançar tamanha velocidade seria de 370 watts ou quase meio cavalo-vapor. Para voar tão rápido, a mosca teria que consumir 1,5 vez o seu próprio peso em comida — por segundo.
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Fórmulas da Balística mostram que a pressão do vento sobre a cabecinha da mosca chegaria a 8 libras por polegada quadrada. Isso seria mais que o suficiente para esmagá-la completamente.
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Uma mosca de 800 mph seria capaz de atingir a pele humana com uma força de 310 libras [140 kg]. “É óbvio que tal projétil penetraria profundamente na pele humana.”
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Uma mosca supersônica seria invisível ao olho humano e não algo como o “borrão amarronzado” descrito por Townsend.
>Senhor Tripé
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| Francesco “Frank” Lentini (1889-1966) com cerca de 30 anos. |
O menino de três pernas teve uma infância obviamente difícil: seus pais o abandonaram; uma tia tentou criá-lo, mas ele acabou abandonado de novo, desta vez em um abrigo para crianças deficientes. Mais tarde, o jovem Lentini decidiu partir para os Estados Unidos, onde fez carreira em chutando bolas de futebol em números de circo.
>O Papagaio dos Atures
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Mas há vários motivos para duvidar dessa história. Quando o naturalista alemão fez seu registro, não havia um alfabeto fonético internacional. Mesmo que os papagaios tenham sido treinados de acordo com os escritos de Humboldt, o “vocabulário” que ele registrou pode não ser muito fiel à suposta língua Ature.
Digo suposta língua por que o papagaio apresentado ao cientista alemão pode ter sido simplesmente um truque, uma forma de chamar a atenção e talvez até de obter dinheiro de forasteiros. Humboldt era um grande cientista, mas como ninguém é perfeito, ele pode ter sido enganado.









É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.