>O nome do gato é PMDB

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negociata
E o dono dele é a família Sarney

>Fica a Dica (7) — Como dar Pausa no Atari?

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Na longínqua era pré-Nintendo, as maratonas gamísticas eram praticamente intermináveis. Não havia uma maneira de “dar um tempo” no game para, digamos, responder às “necessidades fisiológicas” de seu corpo. Quando o Atari 5200 foi lançado como upgrade do 2600, uma das maiores novidades era o primeiro botão “pause” da história. Obviamente, a novidade manteve-se no 7800, no qual também dava pra jogar todos os clássicos do 2600 — mas os fãs dos jogos mais antigos não podiam usar a novidade.


onix jr
Onyx Jr.: clone brazuca era
melhor que o original
Não podiam até agora. Levou trinta anos, mas agora dá pra dar uma pausa no Atari! E tudo graças a um brasileiro (e à pirataria). Victor Trucco era mais um dentre muitos que buscavam inutilmente uma pausa para o Atari. Um dia, ele trabalhava num console Onyx Jr, um clone brasileiro do Atari feito nos anos 80. Por uma simples diferença de processador, a cópia pirata saía-se melhor que o original — o Onix Jr. foi o único sistema Atari com pausa.
Com o perdão do trocadilho, Trucco descobriu o truque simples que faria qualquer Atari pré-pausa pausar (perdão pela aliteração). Tudo o que você tem que fazer é comprar uns componentes eletrônicos e ter um pouco de trabalho para soldá-los da maneira correta. Ou, se você for um nerd preguiçoso, porém rico, pode comprar um kit pré-montado que a gringa AtariAge oferece por US$ 20 — irônico como a solução também foi “pirateada” para ser vendida.
As instruções detalhadas para um upgrade faça-você-mesmo no seu Atari estão no site do Victor Trucco. Mas se você prefere gastar 20 doletas, pode comprar o kit aqui.
PS: a solução é nacional, mas eu só fiquei sabendo através do RetroThing.

>Expurgo à moda lulista

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É tradicional na esquerda brasileira a desunião e o desentendimento mútuo entre os diversos partidos vermelhos no plano interno. Na política externa, porém, não parece muito difícil apoiar os camaradas, por mais controversos e ultrapassados que eles sejam. O socialismo lulista não é diferente. O verdadeiro expurgo de Ciro Gomes em favor de uma candidata inexpressiva — Dilma Rousseff  — repete os mesmos erros de Stalin e JK. É um gesto emblemático da personalidade contraditória do presidente-operário.

Lula, tal qual um czar vermelho, considera-se acima do bem e do mal e acha que, por isso mesmo, o que diz deve virar lei — ainda mais quando se diz que todo mundo gosta dele. Ele se recusa a se submeter aos mais básicos princípios democráticos, como a imprensa livre e a vigilância da Justiça Eleitoral. Ainda assim, insiste em vender ao país e ao mundo uma imagem de democrata impecável, um exemplo de que a democracia funciona. Na verdade, a democracia serviu apenas para alçar Luís Inácio ao Planalto e mantê-lo lá em cima. Agora, quando, de acordo com as regras do jogo, deve descer a rampa, Lula não concorda e faz de tudo para ficar.
Assim como JK não tentou mudar as regras para se reeleger, Lula não aceitou a possibilidade de um terceiro mandato. Mas isso não o torna necessariamente mais “republicano”, como ele mesmo diria. Não há nada de errado em um presidente escolher um sucessor. Mas impor esse sucessor ao próprio partido e, mais ainda, interferir abertamente no processo partidário de um partido aliado descontente não é nem um pouco republicano.
Lula também nunca escondeu sua admiração por gente como Fidel Castro e, mais recentemente, Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad. Não haveria problema nenhum nisso, mas ele faz toda a política externa brasileira orbitar em torno dessas figuras controversas e não considera essa imposição um erro. Mais que isso, ele não tolera nem a crítica a esse modelo de política externa. Lula respondeu indignado a um mero editorial de um jornal inglês que questiona a atual política do Itamaraty e classifica-a, corretamente, como “narcisista”. Para quem já expulsou do país um jornalista estrageiro, não surpreende.
Reações às críticas feitas pela imprensa nacional também não são das melhores. E, embora se considere republicano e defensor da liberdade, nada fez para derrubar a censura feita por um de seus mais improváveis aliados — o clã Sarney — ao maior jornal do país. Lula parece não entender que muito da crítica que recebe vem de sua inação frente aos erros de seu governo, das ações de seus aliados e das alianças que tem feito. Frente ao mensalão, Lula poderia ter expulso imediatamente José Dirceu e sua laia do governo e do PT. Mas nada fez a não ser dizer “Eu não sei de nada” e a culpar uns “aloprados” sem nem pensar em puni-los.
Marina e Ciro: sufocados por suas críticas,
não tiveram saída a não ser deixar o geverno.
Agora que começa a ficar claro que fez uma escolha eleitoral errada ao apostar em Dilma, Lula tenta desesperadamente fazer das Eleições Presidenciais uma mera escolha plebiscitária do tipo “nós contra eles”, sem admitir a democrática e tradicional possibilidade de terceiros ou quartos caminhos. Não é à toa que Ciro Gomes e Marina Silva, dois candidatos mais naturais à sucessão de Lula, tenham deixado o governo após serem sufocados e preteridos por suas posições críticas.
Lott: Popularidade de JK não
ajudou um candidato sem
experiência política
O presidente acha que apenas popularidade e carisma ganham eleição e ignora exemplos que demonstram o contrário. JK era tão popular quanto Lula e, sem poder se reeleger, apontou como sucessor um ministro de sua confiança, mas que não tinha experiência política. O Marechal Lott perdeu para Jânio Quadros, candidato da oposição. O caso similar mais recente é o da (ex-)presidente chilena Michele Bachelet. Ela também não conseguiu transferir sua grande popularidade ao seu candidato e a oposição, liderada por Sebastian Piñera, elegeu seu primeiro presidente em 20 anos.
Lula repete os mesmos erros políticos daqueles que admira. O fim da história vai ser o mesmo: a derrota. Vamos ver se, após ser derrotado, Lula vai ser tão republicano quanto diz que é.

>Fala que eu desmonto!

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Wagner Montes apresenta o Balanço Geral na TV Record do Rio de Janeiro. Parece que as sessões de descarrego não funcionam e ele anda balançando demais:

Não liga não, seu Pedir Maiscedo Edir Macedo. Não é nada que você possa fazer uma mega-campanha de arrecadação na Universal pra comprar dois parafusos abençoados.
Pra quem não sabe, o Wagner Montes teve a perna direita amputada após um acidente de moto em 1981.

Como era de se esperar, ele não tem diploma. Montes também atua na política — onde, afinal, não se precisa de diploma — e é deputado estadual no Rio pelo partido do Brizolla PDT desde 2007. É cotado como candidato ao governo do Estado nas eleições deste ano. Imaginem o que ele vai ser capaz de fazer com esse comportamento infantil quando chegar ao Palácio das Laranjeiras…

E ainda tem fluminense que não sabe por que o seu querido Rio de Janeiro só dá pra trás. Tem povo que é cego!
PS: a gente nem precisa fazer campanha a favor do diploma de jornalista. O desempenho, a seriedade, a isenção e o sensacionalismo dos sem-diploma já são argumentos suficientes a nosso favor.

>PT: Perda Total

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Por que o Partido dos Trabalhadores, um dos pioneiros da redemocratização e outrora o partido da ética política, foi transformado num feudo lulista que envergonha até seus próprios parlamentares?

(a) pelas desconhecidas tendências autoritárias do ex-líder sindical;

(b) pelas más companhias que ele (re)encontrou após subir a rampa do Planalto: Fernando “Parlapatão” Collor, José “Bigodão” Sarney (e família Ltda..) e Renan Calheiros, o encalhado no lamaçal;

(c) pela expulsão e/ou demissão das figuras mais fiéis aos valores da ética política que sempre guiaram o partido;

(d) todas as anteriores.

Quem respondeu a alternativa…

(d) está correto e atento à realidade política atual. Se o PT é um partido tão importante e popular, por que precisaria cortejar o apoio de um PMDB apodrecido a ponto de abrigar até o Sarney, que vivia batendo continência para os militares? O PMDB pode ser o maior partido do país em número de filiados (que se mantém por inércia política) e de cargos (puro oportunismo), mas quantidade nunca foi sinônimo de qualidade.

Há muito que o PMDB deixou de ser o “Partidão” íntegro de oposição aos milicos para se converter num refúgio das oligarquias que ficaram órfãs com a queda da “Redentora”: Quércia em São Paulo, Sarney no Maranhão… E o Lula acha isso muito bonito, muito natural. Claro, é muito natural que o maior partido do Brasil tenha virado a casaca e tenha se vendido em troca de cargos e mais cargos em todos os escalões possíveis e imagináveis. Os infindáveis parentes  e aderentes do “Bigodão” que o digam!

sujô-çarnei

O presidente-molusco está fazendo de tudo para peemebedizar o PT. E, com o apoio daquelas más companhias, daquelas velhas raposas nordestinas, que perdem a dignidade mas não largam o osso, ele está conseguindo. Já no começo de seu governo a chamada “ala radical”, capitaneada por Heloísa Helena foi sumariamente expurgada à la Trotsky e teve que se exilar num partido próprio, o PSOL.

Não demorou muito e Marina Silva, uma das poucas pessoas respeitáveis dentro do atual governo, também foi expulsa do Ministério do Meio-Ambiente. Ela não concorda com esse crescimento econômico movido por um impiedoso desmatamento que avança sobre a Amazônia financiado pelas motosserras dos grandes produtores de gado e soja. Até gente do MST começa a chamar Lula de traidor. Aí, para mostrar serviço, a Dilma teve a brilhante ideia do PAC (por que o Lula não sabe pensar), mas ninguém se lembrou dos impactos ambientais da aceleração de tantas obras pelo país (parece que a Dilma também não sabe pensar tão bem).

piruk

Dilminha ficou irritada com os atrasos na liberação ambiental de suas obras, e, temendo ser prejudicada numa corrida presidencial que ainda nem começou, pediu pra Marina sair. Como a acreana é fiel aos seus princípios e não ao cargo – ao contrário de todos os outros petistas – ela se demitiu e voltou ao Senado. Finalmente, ela acaba de sair corajosamente do PT e agora tem boas chances de ser a primeira presidenciável – pelo PV de Gabeira.

O que era pra ser uma eleição meramente plebiscitária, polarizada, numa democracia bem ao gosto dos militares do passado, acabou se tornando uma eleição viva e florescente. Graças aos “aloprados” do governo.  Até mesmo o Ciro Gomes, que levou a sogra pra passear na Europa, ressuscitou e está empatado com Dilma.

Aliás, é muito estranho que mesmo quando tinha uma Marina Silva no seu partido e no seu governo, Lula tenha escolhido uma figura tão controversa e sem-graça quanto a Dilma para tentar sucedê-lo. Ela tem curso superior – aparentemente falsificado, sabe-se agora –, coisa que ele sempre teve orgulho de não ter. Ela foi uma guerrilheira, uma terrorista para os mais idosos. Uma candidata desse nível – que ainda por cima não tem carisma e pode ter uma saúde frágil – é simplesmente incapaz de agradar a flamenguistas e corintianos.

sarney-chefao

O fato é que Dilma era uma poderosa Ministra de Minas e Energia, um setor que – tal como o Maranhão e o inventado estado do Amapá – está há muito tempo  sob influência de Sarney e família. Isso sim explica tudo. Quem escolheu Dilma, tanto como ministra quanto como candidata foi o clã do Bigodão. E dane-se o PT, que elegeu Lula,  e deveria ser o principal partido do governo.

corrupcao

Agora não é mais “Partido dos Trabalhadores”. É Partido dos Traidores. O PT deu Perda Total mesmo.

>Brasileiros descobrem o elemento químico mais pesado

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Os Institutos de Química e Física da Universidade de Brasília (UnB) acabam de anunciar a sua mais importante descoberta. Os cientistas brasilienses descobriram no Distrito Federal o elemento químico mais pesado que se conhece.
O novo elemento, chamado Governônio (Gv), tem uma complexa e inédita estrutura nuclear: um nêutron-alcóolatra, 38 nêutrons-ministros, 81 nêutrons-senadores e 513 nêutrons-deputados, somando uma incrível massa atômica 634 unidades atômicas.


lula, sarney e temer
Foto de algumas importantes partículas nucleares do novo elemento: à esquerda, como sempre, o nêutron-alcoólatra; no centro, um reacionário nêutron-senador com forte influência sobre os parêntons; à direita um nêutron-deputado que aparentemente não faz nada.

Todas essas 634 partículas são mantidas em estado de coesão por  partículas subatômicas mediadoras de força (quarks)  até então desconhecidas, chamadas impóstores. Vastas quantidades de partículas cleptônicas conhecidas como párentons e fantásmions cercam o pesado núcleo neutrônico.

Os párentons são nomeados pelos nêutrons do núcleo para ocupar as diferentes camadas (repartições) da eletrosfera, expulsando os elétrons adquiridos através de eventuais reações de síntese (concursus publicus) com o elemento Públicon (Pc). Assim, a eletrosfera se transforma em cleptosfera. Teoricamente, os fantásmions existem, embora ainda não tenham sido observados em nenhuma repartição cleptônica.
Uma vez que o Governônio não tem elétrons, ele é inerte. Isso explica a morosidade das reações químicas que envolvem Gv. Um processo químico que poderia levar menos de um minuto para ser concluído (nas CNTP) pode demorar de 30 dias a 10 anos para apresentar resultados sólidos. Isso é resultado do grande número de repartições cleptônicas associado à existên-cia de párentons e fantásmions no lugar dos elétrons.

O Governônio não tem decaimento, pois seus nêutrons nunca abandonam o núcleo, apenas trocam de lugares (reorganização nuclear, também conhecida como “eleição atômica”). O Gv apresenta uma meia-vida de 4 a 8 anos, mas há  a possibilidade de extensão da meia-vida através de um processo de reações em cadeia conhecido popularmente como “reeleição ilimitada”, que pode ocorrer sob certas condições, dando origem ao isótopo conhecido como Ditadúrio (Dd). Tal isótopo, além de pesado, apresenta grande dureza e tende a ser formado por nêutrons reacionários (!!).

Na realidade, a massa do Governônio tende sempre a aumentar, uma vez que a cada reorganização nuclear, mais parêntons e fantásmions se transformarão em nêutrons, levando à formação de isobarões. Esta característica promoção de parêntons e fantásmions levou alguns cientistas à conclu-são de que o Governônio se forma sempre que há uma grande concentração de impóstores.

Esse estado de concentração é um tanto instável, e por analogia, é chamado de lamaçal quântico (popularmente chamado de “mar de lama”). A formação de lamaçal é fortemente catalisada por grandes concentrações de Dinheirônio, elemento extraído do Públicon através de processos diversos, tais como taxas de juros, impostos e tributos.

Dadas suas características bastante incomuns, ainda não se sabe em qual família da tabela periódica o Governônio será classificado. Há quem defenda a criação de uma nova família de elementos que seria chamada de família dos gases podres, uma vez que o Governônio é um gás inerte (como um gás nobre), só que fede muito. Também não se sabe se os descobridores do novo elemento serão indicados  apenas ao Prêmio Nobel ou ao respeitadíssimo Prêmio IgNobel.

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