Patentes Patéticas (nº. 57)

image

Evitar acidentes de trânsito é importante. Usar fogos de artifício para tentar fazer isso é… patético. O californiano Harry Rudolph Rodrigues não deve ter percebido os riscos envolvidos nesse método ao inventar o Vehicular Impact Signaling Device [Dispositivo de Sinalização de Impacto Veicular]. O U.S. Patent Office também não, pois aprovou um pedido de patente para Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 57)” »

Patentes Patéticas (nº. 39)

forno-painel

Já vimos nessa série como algumas pessoas tentaram trazer a cozinha para dentro do carro. Se um fogão aquecido pela fumaça do motor não parecia uma boa ideia, que tal um microondas no painel? Convenhamos, quem ainda usa o porta-luvas? Aliás, quem ainda usa luvas para dirigir? Basicamente, esse foi o raciocínio que levou Daniel Perlman e Jane Ilene Katims (de Arlington, Massachussets) a inventar e patentear um “Forno Microondas com Cassete de Armazenamento Removível no Painel de um Veículo Motorizado”. O resumo da patente tenta esclarecer o conceito:

Um forno microondas adaptado para uso no interior do painel de um veículo motorizado. O forno microondas possui um cassete de armazenamento removível [i.e., uma gaveta] e plataformas deslizantes para segurar e servir recipientes de bebidas e alimentos. Um veículo motorizado caracterizado por um forno microondas no qual alimentos podem ser aquecidos por um magnetron gerador de microondas alimentado direta ou indiretamente pela bateria e/ou alternador do veículo. O espaço necessário para o forno microondas é providenciado pela eliminação do maior compartimento de armazenamento do painel, i.e., o porta-luvas. A porta do forno microondas abre em posição horizontal para resultar em uma superfície segura para servir bebidas e alimentos aquecidos. Acompanha o forno microondas um cassete removível para armazenamento de itens do compartimento de luvas. O cassete de armazenamento deve ser removido como condição principal, e a porta do forno deve ser fechada como condição secundária para que o magnetron receba energia elétrica.

Simplificando, isso significa que a patente nº. 6.060.700, emitida em 9 de maio de 2000, é de um forno microondas instalado em um porta-luvas, mas que ainda permite que o porta-luvas seja usado e cuja porta pode ser usada como mesinha.

A ideia em si, de um microondas sobre rodas, não era nova. Mr. Perlman e Mrs. Katims relatam a existência de diversas patentes anteriores sobre o assunto (algumas se aplicam a barcos ou caminhões, mas a maioria lida com aperfeiçoamentos de segurança para microondas).

No entanto, o casal de inventores argumenta — de forma irritantemente repetitiva, numa patente que se estende por 10 páginas — que seu forno é mais seguro e mais prático, já que as alternativas anteriores não previam um meio para usar o forno como porta-luvas enquanto estivesse desligado.

Mas se tal invento é tão pratico assim, porque não pegou? Porque não temos carros equipados com microondas? Porque não é tão prático quanto parece. Se você quiser usar o microondas enquanto estiver preso no trânsito, por exemplo, vai ter que levar comida de microondas no carro. Ainda que você possa armazená-la no porta-luvas “intra-forno”, isso não vai adiantar muito, uma vez que comida de microondas geralmente é congelada (e um porta-luvas, especialmente no verão, já funciona como um “forno”).

Modelos mais modernos de carros até têm pequenos refrigeradores no painel. Mas se você também quiser um microondas muito provavelmente vai ter que abrir mão de um airbag, ou de um bom sistema de som ou de equipamentos de segurança. Isso sem falar no grande consumo de energia, que facilmente sobrecarregaria um sistema de 12V.

>Patentes patéticas (nº. 34)

>

Já em 1930 havia gente bastante preocupada com atropelamentos a ponto de pensar em soluções práticas (ou não). Heinrich Karl, de Jersey City, New Jersey, é um exemplo desse tipo de pessoa: ele inventou um complexo mecanismo para impedir ou minimizar os efeitos de um atropelamento. O sistema, totalmente mecânico, “sentiria” o choque com um pedestre, pararia o veículo e ainda teria a gentileza de lançar um lençol no solo para que “as roupas [da vítima] não sejam sujas.”

A geringonça anti-atropelo era tão imensamente complicada que a patente tinha oito páginas para descrever o sistema ilustrado em outras duas páginas — normalmente as patente têm só quatro ou cinco páginas. Até o título completo da patente nº. 1.865.014 é enorme: Dispositivo Automático para Veículos Sem-Cavalos para Proteção dos Pedestres e do Próprio Veículo. Um resumo simplificado é apresentado em partes do primeiro parágrafo (que soma quase 40 linhas) da patente, emitida em 28 de junho de 1932:

[...] Mais particularmente, este dispositivo inclui meios para prevenir o pedestre [...] de ser atropelado pelas rodas do dito automóvel ou caminhão, etc, [...] de tal maneira que a pessoa que for atingida não apenas cairá sobre o dito lençol [...] mas sua queda será amortecida pelo lençol, o qual não se apoiará diretamente no solo, previnindo assim ferimentos na dita pessoa. [...] Meios similares também são empregados na traseira do automóvel, etc, para proteger pessoas e o automóvel quando ele se move para trás. [...]

Entretanto, bem mais adiante, Mr. Karl via nessa complicação toda uma virtude e não um defeito:
O fato de que será necessária uma certa quantidade de trabalho e alguma perda de tempo para repor as diversas partes em suas posições normais após a ocorrência de uma colisão é uma razão para que o motorista do veículo seja mais cauteloso ao dirigir seu carro ou caminhão, etc, o que por sua vez diminuiria o alto número de acidentes decorrentes de colisões entre pessoas ou veículos.

Essa ideia pode parecer bastante lógica, mas é bom lembrarmos que um sistema de air-bag (que é muito mais simples) também demanda bastante perda de tempo e dinheiro após o uso — e mesmo assim, atropelamentos continuam ocorrendo. Pois na maior parte das vezes o defeito encontra-se entre o volante e o assento do banco dianteiro esquerdo (ou direito, em alguns casos).

>A indústria ‘brasileira’ está com medinho

>

Durante sua breve presidência, Fernando Collor declarou que nossos automóveis eram “umas carroças” e, com o objetivo de estimular o desenvolvimento e a queda nos preços, acabou com o protecionismo dado à “nossa” indústria automobilística e abriu as portas para a importação. Duas décadas se passaram. Apesar de alguns avanços — mais estéticos do que mecânicos —, nossos carros continuam defasados. Mesmo assim, as montadoras reclamam dos importados. Entre proteger uma indústria defasada e apoiar a concorrência do Mercosul e a pesquisa e o desenvolvimento, Dilma escolheu proteger os fabricantes estrangeiros de carroças.

Em duas décadas de competição ora mais ora menos justa com os importados, as indústrias automobilísticas que têm fábricas no Brasil pouco avançaram. Para ajudar ainda mais, o governo aumentou os impostos sobre os veículos ao longo dos últimos anos. Mesmo com uma “inflação controlada”, o preço do carro mais barato do mercado nacional — o Fiat Uno/Mille — mais do que dobrou, passando de R$ 11.116,00 em 1999 para mais de 23.220,00 hoje. Isso, claro, tratando-se de  um projeto com mais de 25 anos e de um modelo bem basicão — que saiu de linha na Europa em 1995!

Modernização Conservadora Em vez de se manter atualizada, com carros do mesmo nível dos importados (ou até se esforçando para produzir algo melhor), o que aconteceu com a indústria automotiva no Brasil foi justamente o contrário. O mesmo marasmo que vigorava na era pré-importação continuou e continuou e continuou. A ausência de importados foi o que permitiu, entre outros absurdos tecnológicos, que o brasileiro continuasse comprando carros com carburador até bem depois do fim da importação: em 1996, ainda comprava-se um Fusca carburado. Zero quilômetro.
Sem importações, o Opala manteve-se praticamente inalterado por quase um quarto de século. Independente do ano de fabricação, o Opala, fabricado de 1968 a 1992, era essencialmente o mesmo. A importação deveria ter melhorado esse cenário, mas não foi isso o que se viu. O Santana e o Vectra, carros teoricamente dirigidos a um público mais exigente, permaneceram na mesma por mais de uma década. O modelo da VW foi renovado em 1992 — quatro anos depois do modelo europeu — e se manteve intacto até uma discretíssima despedida em 2005. O da GM, que estreou sem qualquer defasagem em 1996, causando frisson no mercado, também permaneceu intocável até 2005. A indústria diz que nós amamos modelos longevos.
Talvez seja verdade, dado o conservadorismo tipicamente nacional. Mas será que mesmo um público como os consumidores iniciais de Santana e Vectra — gente capaz de viajar para o exterior, por exemplo — gostam de saber que estão comprando um modelo defasado em relação às matrizes europeias ou americanas? É óbvio que não. Um dos motivos que levou à maxidesvalorização do real em 1998 foi a crescente importação de veículos. Os importados compensavam muito mais.

Brasília em ponto-morto Como compensam agora. Novamente, a sociedade inteira corre o risco de uma séria crise econômica por que nem o governo nem as montadoras querem se mexer. Por seu lado, o governo sabe que a solução está no corte de gastos e redução de impostos. Isso foi claramente demonstrado quando o IPI reduzido transformou “tsunami em marolinha” após a crise de 2008. Se isso pôde ser feito em tempos de crise, por que não se mantém em época de recuperação?
Por que o governo não quer fazer sua parte reduzindo seus gastos e realmente punindo envolvidos em corrupção. Do corte de gasto de R$50 bilhões anunciado logo no início do governo Dilma, nenhum centavo iria pagar supersalários de deputados, senadores e ministros. Dilma não forçou nenhum dos três poderes a respeitar o teto do funcionalismo público. Vinte anos depois de Collor, os marajás continuam aí, livres leves e soltos. Em vez de excomungá-lo — ou até lutar para que ele fosse condenado pela Justiça — o PT acaba de readmitir com festa Delúbio Soares, o tesoureiro do mensalão. Graças às manobras de José Dirceu, o pseudo-Che Guevara.
Como naquele irônico comercial da Nissan (“o luxo todo é do dinheiro de vocês!”), a indústria automotiva — que de nacional nunca teve nada — usa orgulhosamente os lucros obtidos com produtos obsoletos aqui no Brasil para salvar sua pele lá fora. Como não há investimento nem incentivo para inovação por aqui, a qualquer sinal de concorrência, as montadoras correm pedir proteção ao papai (ou agora seria mamãe?) governo. Tá todo mundo com medinho de carros argentinos.
Entretanto, parece que ninguém teme os chinesinhos. Embora os preços sejam baixos, especialmente entre os “populares”, ninguém teme uma invasão chinesa exatamente por que o que está chegando da China é o mesmo que temos no Brasil.  Tanto lá quanto cá, o que se fabrica são modelos de baixa qualidade e pouco inovadores, que já saíram de linha há muito em seus mercados de origem. 
Isso quando não são carros pirateados. O Cherry QQ, por exemplo, que se vende como o mais barato do Brasil, é uma cópia descarada do Daewoo Matiz produzido entre 1998 e 2008 na Coréia do Sul e exportado para a Europa até 2004 (sob uma plétora de outros nomes e graças à balbúrdia chamada GM, o carrinho ainda é vendido pela Chevrolet em diversos países). O JAC J3, que é anunciado como “inesperado” tem um visual muito pouco surpreendente perto do Hyundai i30 (que, por sua vez, também é supervalorizado pela publicidade).

Que País é Este? Não bastasse tudo isso, o próprio Poder Executivo parece se esquecer que este país é uma República Federativa, uma união de Estados autônomos no plano interno. Mas na República Federativa do Brasil, os Estados simplesmente não têm o direito de reduzir seus próprios impostos para competir livremente entre si. Tal qual Lula (e até FHC), Dilma faz de tudo para evitar guerras fiscais entre os 27 Estados, mesmo sabendo que isso estimularia a competividade, descentralizaria a indústria (e não apenas a automobilística), gerando mais empregos e preços menores.  Apesar disso, deputados, senadores e governadores não parecem muito incomodados com o catastrófico gigantismo político-econômico do governo federal. Muito se fala em “pacto federativo”, mas ninguém defende um federalismo de facto.
Nós temos uma matriz energética que faz muito sucesso lá fora, mas tanto o governo como a indústria parecem achar que isso é o suficiente e que apenas carros flexíveis vão ajudar a salvar o planeta. Entretanto, mesmo com o petróleo pesado do Pré-Sal — excelente para a produção de óleo diesel — os econômicos carros a óleo continuam proibidos sob a desculpa de que atrapalhariam o transporte de cargas no país. Ninguém no governo deve ter percebido que  a competição entre carros e caminhões faria o preço do diesel cair naturalmente, sem precisar dos atuais subsídios estatais.
Embora haja subsídio para o álcool e até para o detestado óleo diesel, não há nenhum incentivo fiscal para fabricação, pesquisa e desenvolvimento de carros híbridos ou elétricos no Brasil — e em alguns Estados até os adorados carros flex pagam o mesmo imposto de veículos a gasolina, ainda que na prática só usem álcool. Sendo assim, apenas para falar em “populares”, Gol (já trintão), Palio e Ford Ka (com uma década e meia nas costas), que já deviam estar sendo substituídos, devem ter pelo menos mais uma década de vida.
Ninguém vai achar ruim mesmo, por que não existe consumidor exigente abaixo da linha do Equador.

>Patentes Patéticas (nº 06)

>

Em 1949 — muito antes de se falar em economia de energia, energias alternativas ou carros híbridos —, J. D. Stokes teve uma ideia sensacional: por que desperdiçar energia com um carro e uma máquina de lavar quando é possível acoplar uma lavadora em uma das rodas?

Para lavar roupas em suas calotas, adicione água e sabão por uma abertura (nº. 48, segundo a figura) e dirija em baixa velocidade. Para secar, basta repetir o ciclo (ou o percurso), preferencialmente em velocidade maior. Se a capacidade da calota-lavadora lhe parece pequena, lembre-se de que você pode multiplicá-la por quatro e lavar as roupas da família inteira.
Na patente, Stokes afirmava que sua invenção seria útil para “campistas, aqueles que vivem em trailers e outros viajantes.” Também poderia ser altamente recomendável para quem não tem espaço em casa para um varal ou uma máquina de lavar — ou então para assassinos, que podem fugir rapidamente e livrar-se das roupas ensanguentadas en route.
A não ser, é claro, que as calotas sejam roubadas. Afinal, uma peça multiuso certamente valeria muito mais que um disco de plástico.

>Cosplay sobre Rodas: Modelo 313

>

Você já deve ter ouvido falar em cosplay. Mas não são apenas os personagens que são homenageados por seus fãs. Porém, quando se fala em cosplay automotivo, o que geralmente aparece são réplicas de carros de super-heróis como o do Batman ou de veículos famosos do cinema, como o simpático Herbie de Se Meu Fusca Falasse. Mas e quanto aos veículos que aparecem nos quadrinhos ou nas animações?

Um dos exemplos mais famosos, icônico mesmo, nessa categoria é o pequeno calhambeque vermelho do Pato Donald. Direto das ruas de Patópolis para a vida real, o carro parece ter sido feito exatamente como Donald o construiu — com o uso de diversas peças usadas.

Os enormes pneus faixa-branca são um detalhe bastante fiel e, na vida real, fazem o carro parecer bem maior do que é. Na verdade apenas duas pessoas (não muito grandes) são capazes de passear pelo carrinho com a placa 313.

A réplica parece ser obra de algum fã islandês do rouco pato-sem-calça. Não há informações sobre a mecânica (até porque é tudo improviso), mas a foto abaixo dá a entender que o motor é um quatro-cilindros comum.

>Big Brother Rodoviário

>

Aquele carro vermelho virando à esquerda é muito suspeito! (esta legenda vermelha alinhada à esquerda também!)



Durante a caça às bruxas do começo dos anos 1950, a paranóia anticomunista dos americanos chegou até mesmo às ruas e às estradas. Segundo J. Edgar Hoover, então chefe do FBI, estes seriam os hábitos de motoristas comunistas ao volante [e estes são os sintomas da paranoia]:

  • Dirigir alternadamente em altas e baixas velocidades [claro que é suspeito: não faz o menor sentido diminuir de velocidade se as condições da pista ou o trânsito mudam...];
  • Passar num cruzamento movimentado durante a luz amarela intencionalmente, para desorientar ou causar um acidente fatal [também muito suspeito: o camarada pode ser daltônico ou estar a caminho de um hospital. E fugir de um assalto sempre levanta suspeitas];
  • Dobrar a esquina em alta velocidade e parar repentinamente logo em seguida [evitar um atropelamento não é algo muito americano];
  • Sair do carro e soltá-lo na contramão de uma ladeira de mão única [abandonar um carro sem freios é coisa de comuna!];
  • Entrar em uma rua residencial escura, à noite, com as luzes apagadas [o cúmulo da suspeita! É um comportamento totalmente anti-americano. Mas a rua escura não é culpa nossa, pois o governo não pode forçar a companhia elétrica — um empreendimento particular — a manter a rede em ordem];
  • Dirigir até uma área rural, atravessar campos por um longo tempo e se encontrar com outro carro [também muito suspeito: se perder é coisa de forasteiro];
  • Esperar até o último minuto no sinal e depois cortar à esquerda do tráfego [mas cortar à direita é um ato de amor à pátria!];
  • Parar em todos os postos de gasolina, sair, andar em volta do carro, sempre olhando e depois ir embora [camarada, esse seu disfarce de motorista cansado para deixar de consumir não nos convence. Estamos de olho!].

>Antimanual: Como NÃO resgatar uma picape

>

O que fazer quando sua querida picape cabine-dupla te trai e capota logo em um lago congelado? Bem, primeiro o veículo não deve afundar. Caso contrário você morre e aí não dá pra salvar nada mesmo.
Se você sobreviver, seria melhor não se preocupar com mais nada: é melhor deixar estar até que as condições favoreçam um resgate (ou até que você consiga entender o que aconteceu). Mas se você for impaciente ou desesperado; se estiver com pressa ou não tiver seguro, tente ao menos procurar um operador de guincho que tenha um mínimo de bom-senso (ou não esteja bêbado). Caso contrário, quem morre é a picape:

Em todo caso, você sempre pode tentar juntar tudo antes de jogar fora…

video rebocado (pelo lado correto) do Carscoop.

>Junta tudo e joga fora?

>

O que fazer com o que sobrou de dois carros após um acidente? Bem, normalmente, os destroços acabam jogados nos ferro-velhos da vida — o que mostra que um automóvel não é um bem tão durável quanto parece. Mas o pessoal da Auto Be Yours, uma oficina de Scottsburg, Indiana, nos Estados Unidos, resolveu fazer algo diferente. Muito diferente.
Eles levaram o conceito de “carro híbrido” ao pé da letra e criaram um único carro com o que sobrou de dois. A frente — na verdade, a maior parte — é um Toyota Prius e a traseira é parte de um Subaru Baja. O Baja, apesar do nome, é a versão picape do Subaru Outback. Ironicamente, o Prius é um sedã, mas também é híbrido: tem um motor de combustão auxiliado por um elétrico.

Subaru Baja
Toyota Prius
O resultado é um tanto estranho, esteticamente falando. Afinal, é difícil harmonizar um sedã de teto curvo e quatro portas com uma caçamba. Se mesmo assim você estiver interessado nesse novo conceito de carro híbrido, é melhor preparar o bolso. O Pruck — trocadilho entre Prius e Truck — não sai da oficina por menos de US$ 20.000.

Pruck-Prius-Baja-01

Trocadilho infame: Plug-in Hybrid

>Como funciona o diferencial?

>

Ei, você já deu uma olhada debaixo do seu carro hoje? Já viu aquela “bola” que fica no meio do eixo traseiro de caminhões e de alguns carros mais antigos? Se você for curioso, já deve ter se perguntado para quê serve aquela coisa redonda no meio de um eixo.
Pois aquela “bola” é uma das peças, ou melhor, um dos sistemas mais importantes em um carro — o diferencial, que distribui de forma equilibrada a energia cinética do motor entre as rodas de um eixo (dianteiro ou traseiro). O diferencial tem esse nome por que movimenta as duas rodas em velocidades diferentes. Graças a isso (e ao sistema de direção), os automóveis podem fazer algo incrível: curvas! 
Embora pareça complexo, o conceito por trás do diferencial é muito simples.  É mais simples ainda se usarmos imagens em lugar de palavras. O vídeo a seguir — traduzido por este que vos escreve — é um verdadeiro tesouro. Foi feito nos anos 1930 pela Chevrolet norte-americana e explica o que é e como funciona um diferencial.
Hoje em dia, os engenheiros nem precisam mais se preocupar com aquele “eixo desajeitado por cima do piso”. Exceto por alguns esportivos, todos os carros modernos são tracionados pelo eixo dianteiro, o que permite ainda mais espaço interno, menor altura e muito mais conforto. Mas é realmente uma pena que não se façam mais videos explicativos como esse. Isso deveria ser apresentação obrigatória nas aulas de auto-escolas.

Categorias

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM