Death Star: um rombo ‘astronômico’ no orçamento imperial

200px-DeathStar2Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.

A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.

Fonte: centives.net

>A última canção

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Enquanto está sendo desativado (ou morto) em 2001: Uma Odisseia no Espaço, o computador HAL começa a cantar “Daisy Bell”. É uma cena clássica:
A letra da música é singela:

Daisy, Daisy, give me your answer do,
I’m half crazy, all for the love of you.
It won’t be a stylish marriage–
I can’t afford a carriage–
But you’ll look sweet upon the seat
Of a bicycle built for two.

De certo modo, isso é uma ironia poética. Durante uma visita ao Bell Labs em 1961, o autor de ficção científica Arthur C. Clarke (1917-2008) havia testemunhado uma apresentação do primeiro computador a cantar. O físico John Kelly (1923-1965) havia programado um IBM 704 para cantar através de um sintetizador de voz. O nome da canção era “Daisy Bell”.

>Patentes patéticas (nº. 16)

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Frustrado com os intertítulos irritantemente intermitentes usados para apresentar as falas nos filmes do cinema mudo, Charles Pidgin teve um sopro de inspiração em 1917. Seria muito melhor se, durante a atuação, os atores inflassem balões nos quais suas falas estariam impressas. “O ato de soprar ou inflar os balões pelos vários personagens de uma foto-peça [sic] irá adicionar palavras que parecem sair da boca dos atores ao realismo da imagem”, justificava Pidgin. 
Soprando o texto: A: “Você já fez isso antes”; B: “Eu nunca a amei”; C: “Oh! A fraude”
Mais que isso: “o tamanho do discurso pode ser desenvolvido com o desenvolvimento [sic] das emoções mostradas na tela.” Também havia outros prós: o sistema seria barato e os atores não precisariam mais decorar os textos (mas talvez precisassem ter mais fôlego). Se tivesse conhecido a ideia, é provável que o próprio Thomas Edison a aprovasse. 
Seria um estouro.

>Patentes Patéticas (nº 11)

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Durante o período mais brega da borda mais brega da galáxia, Aaron Powell teve uma ideia digna de John Travolta: sapatos de dança — com luzes! Isso mesmo, antes de fazer a infância da garotada dos anos 80, as luzinhas em sapatos apareceram nas pistas de dança durante a febre disco, logo após o lançamento d’Os Embalos de Sábado à Noite. Note que a ideia é tão sofisticada que usa apenas uma lâmpada na meia-sola — a frente é iluminada por feixes de fibra ótica!
Mas se você quiser causar naquela Festa Brega, vai ter que pagar pau royalties  para Aaron Powell. Em dezembro de 1978 o pessoal do escritório de pantentes viu genialidade onde havia apenas breguice (ou seria preguiça?) e Powell conseguiu a patente de seu dançante invento.

>Morte Eterna

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Aparentemente, um escritor e psicólogo alemão descobriu o caminho para a vida eterna há quase um século:

Leinbach descobriu uma prova de que, na realidade, a morte não existe. Está além de questionamento, diz ele, que não apenas no momento do afogamento, mas em todos os momentos de morte de qualquer natureza, o sujeito vive novamente toda a sua vida com uma rapidez inconcebível. Essa vida relembrada também deve ter um último momento, e esse último momento também deve ter o seu, e assim por diante. Portanto, o próprio ato de morrer é uma eternidade e, de acordo com a teoria dos limites, pode-se aproximar da morte, mas nunca pode-se alcançá-la.
— Arthur Schnitzler, Flucht in die Finsternis [Fuga na Escuridão], 1931

Então será que Arthur Schnitzler não é o verdadeiro Dom Cobb?

“Uma morte, dentro de uma morte, dentro de uma morte…”

>Porra, McFly!

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Lembre-se, se você viajar até o futuro e tiver uma sensação de déjà vu, nunca tente evitar isso — Nunca! Os resultados podem ser desastrosos:

“Book’em Danno!”

>Martin Luther King não gostou de “A Origem”

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sonho

>O Senhor dos Anéis: uma co-produção Beatles-Kubrick

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Imagem: Super Punch
Era uma vez os Beatles, O Senhor dos Anéis, Stanley Kubrick e uma adaptação para o cinema da obra de J.R.R. Tolkien. Mas o que poderia se tornar o mais interessante mash-up cinematográfico do século XX acabou antes mesmo de começar.

Imagem: Super Punch
Essa história voltou à tona quando blog de arte gringo Super Punch resgatou esse quase-grande-sucesso-do-cinema como base para um concurso onde o desafio é imaginar como seria esse Senhor dos Anéis alternativo. John Struan, autor do Super Punch, explica melhor:
Era uma vez, os Beatles interessados em estrelar uma versão live-action de O Senhor dos Anéis: Paul McCartney como Frodo Baggins, Ringo Starr como Sam Gamgee, George Harrisson como Gandalf e John Lennon como Gollum. Eles pediram que Stanley Kubrick os dirigisse, mas ou ele declinou o convite (segundo a Wikipedia) ou Tolkien matou o projeto (segundo Peter Jackson).

Imagem: Super Punch
Tudo isso (quase) aconteceu em 1969 e foi a segunda tentativa de levar a saga do anel para a telona. Diante dos quatro rapazes de Liverpool, Kubrick teria rejeitado filmar O Senhor dos Anéis por considerá-lo  simplesmente infilmável.
Imagem: Super Punch
No entanto, Tolkien ainda estava vivo e detinha todos os direitos da obra — mas jamais aprovou uma adaptação para o cinema. Disney tentou fazer uma versão animada em 1956, mas Tolkien detestava o mago americano. E, pelo visto, também não curtia os Beatles.
Encontrei essa história alternativa no io9, que descobriu o Super Punch.

PS: se vc criou uma arte baseada nesse mash-up histórico, pode postar nos comentários.

>Efeito Bourne

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Em 14 de março de 1887, o norte-americano Ansel Bourne acordou em um quarto desconhecido. Para sua imensa surpresa (e a sua também, leitor), Bourne, que vivia em Rhode Island como pastor evangélico, descobriu que estava em Norristown, Pensilvânia. Lá, ele havia se estabelecido dois meses antes, apresentando-se como A. J. Brown, e abriu uma loja de confecção.
Mister Bourne/Brown foi encontrado por seu sobrinho, que ajudou-o a voltar para Providence, capital de Rhode Island. Psicólogos diagnosticaram nele um dos primeiros casos de fuga dissociativa, múltipla personalidade e amnésia.
Não foi a primeira vez que Bourne perdeu sua identidade (não, não foi o RG). Em 1857-58, ele, que até então era carpinteiro, tornou-se subitamente obcecado com a ideia de visitar uma capela. Depois desse episódio, ele tornou-se o pastor Bourne.
Quase um século depois, em 1980, Robert Ludlum foi inspirado pela história e deu o sobrenome do carpinteiro/pastor/comerciante ao personagem principal de sua trilogia mais bem-sucedida — A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne (1986) e O Ultimato Bourne (1990).

>O Paletó Mágico de Oz

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Enquanto procurava um figurino para o Professor Marvel d’O Mágico de Oz, o pessoal da MGM encontrou um paletó Prince Albert num brechó de Los Angeles.
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Frank Morgan com o paletó mágico de
Frank Baum
Numa tarde, durante as gravações, o ator Frank Morgan virou o bolso do paletó do avesso e descobriu um nome: “L. Frank Baum.” Por uma coincidência bizarra, a produção do filme comprara o casaco do próprio autor do Maravilhoso Mágico de Oz, livro que deu origem ao filme.
O cinegrafista Hal Rosson, sua sobrinha Helene Bowman e a publicitária Mary Mayer trabalharam na produção do filme e foram testemunhas dessa história.
No livro The Making of The Wizard of Oz, a Sra. Mayer disse que após a descoberta, “nós telegrafamos e mandamos fotos para o alfaiate, em Chicago. E ele nos mandou de volta uma nota fiscal dizendo que o paletó havia sido feito para Frank Baum. A viúva de Baum também reconheceu o paletó e, após o fim das filmagens, nós o demos de presente a ela. Mas eu nunca consegui fazer ninguém acreditar nessa história.”

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