Publicado
22 de fev de 2012
Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.
A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.
Fonte: centives.net
Publicado
17 de jul de 2011
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Enquanto está sendo desativado (ou morto) em 2001: Uma Odisseia no Espaço, o computador HAL começa a cantar “Daisy Bell”. É uma cena clássica:
A letra da música é singela:
Daisy, Daisy, give me your answer do,
I’m half crazy, all for the love of you.
It won’t be a stylish marriage–
I can’t afford a carriage–
But you’ll look sweet upon the seat
Of a bicycle built for two.
De certo modo, isso é uma ironia poética. Durante uma visita ao Bell Labs em 1961, o autor de ficção científica Arthur C. Clarke (1917-2008) havia testemunhado uma apresentação do primeiro computador a cantar. O físico John Kelly (1923-1965) havia programado um
IBM 704 para cantar através de um sintetizador de voz. O nome da canção era “Daisy Bell”.
Publicado
16 de jul de 2011
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Frustrado com os intertítulos irritantemente intermitentes usados para apresentar as falas nos filmes do cinema mudo, Charles Pidgin teve um sopro de inspiração em 1917. Seria muito melhor se, durante a atuação, os atores inflassem balões nos quais suas falas estariam impressas. “O ato de soprar ou inflar os balões pelos vários personagens de uma foto-peça [sic] irá adicionar palavras que parecem sair da boca dos atores ao realismo da imagem”, justificava Pidgin.
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| Soprando o texto: A: “Você já fez isso antes”; B: “Eu nunca a amei”; C: “Oh! A fraude” |
Mais que isso: “o tamanho do discurso pode ser desenvolvido com o desenvolvimento
[sic] das emoções mostradas na tela.” Também havia outros prós: o sistema seria barato e os atores não precisariam mais decorar os textos (mas talvez precisassem ter mais fôlego). Se tivesse conhecido a ideia, é provável que
o próprio Thomas Edison a aprovasse.
Seria um estouro.
Publicado
11 de jun de 2011
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Durante o período mais brega da borda mais brega da galáxia, Aaron Powell teve uma ideia digna de John Travolta: sapatos de dança — com luzes! Isso mesmo, antes de fazer a infância da garotada dos anos 80, as luzinhas em sapatos apareceram nas pistas de dança durante a febre disco, logo após o lançamento d’Os Embalos de Sábado à Noite. Note que a ideia é tão sofisticada que usa apenas uma lâmpada na meia-sola — a frente é iluminada por feixes de fibra ótica!
Mas se você quiser causar naquela Festa Brega, vai ter que pagar pau royalties para Aaron Powell. Em dezembro de 1978 o pessoal do escritório de pantentes viu genialidade onde havia apenas breguice (ou seria preguiça?) e Powell conseguiu a patente de seu dançante invento.
Publicado
6 de mai de 2011
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Aparentemente, um escritor e psicólogo alemão descobriu o caminho para a vida eterna há quase um século:
Leinbach descobriu uma prova de que, na realidade, a morte não existe. Está além de questionamento, diz ele, que não apenas no momento do afogamento, mas em todos os momentos de morte de qualquer natureza, o sujeito vive novamente toda a sua vida com uma rapidez inconcebível. Essa vida relembrada também deve ter um último momento, e esse último momento também deve ter o seu, e assim por diante. Portanto, o próprio ato de morrer é uma eternidade e, de acordo com a teoria dos limites, pode-se aproximar da morte, mas nunca pode-se alcançá-la.
— Arthur Schnitzler, Flucht in die Finsternis [Fuga na Escuridão], 1931
Então será que Arthur Schnitzler não é o verdadeiro Dom Cobb?
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| “Uma morte, dentro de uma morte, dentro de uma morte…” |
Publicado
1 de fev de 2011
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Lembre-se, se você viajar até o futuro e tiver uma sensação de déjà vu, nunca tente evitar isso — Nunca! Os resultados podem ser desastrosos:
Publicado
17 de jan de 2011
Publicado
3 de jan de 2011
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| Imagem: Super Punch |
Era uma vez os Beatles, O Senhor dos Anéis, Stanley Kubrick e uma adaptação para o cinema da obra de J.R.R. Tolkien. Mas o que poderia se tornar o mais interessante mash-up cinematográfico do século XX acabou antes mesmo de começar.
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| Imagem: Super Punch |
Essa história voltou à tona quando blog de arte gringo Super Punch resgatou esse quase-grande-sucesso-do-cinema como base para um concurso onde o desafio é imaginar como seria esse Senhor dos Anéis alternativo. John Struan, autor do Super Punch, explica melhor:
Era uma vez, os Beatles interessados em estrelar uma versão live-action de O Senhor dos Anéis: Paul McCartney como Frodo Baggins, Ringo Starr como Sam Gamgee, George Harrisson como Gandalf e John Lennon como Gollum. Eles pediram que Stanley Kubrick os dirigisse, mas ou ele declinou o convite (segundo a Wikipedia) ou Tolkien matou o projeto (segundo Peter Jackson).
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| Imagem: Super Punch |
Tudo isso (quase) aconteceu em 1969 e foi a segunda tentativa de levar a saga do anel para a telona. Diante dos quatro rapazes de Liverpool, Kubrick teria rejeitado filmar O Senhor dos Anéis por considerá-lo simplesmente infilmável.
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| Imagem: Super Punch |
No entanto, Tolkien ainda estava vivo e detinha todos os direitos da obra — mas jamais aprovou uma adaptação para o cinema. Disney tentou fazer uma versão animada em 1956, mas Tolkien detestava o mago americano. E, pelo visto, também não curtia os Beatles.
Encontrei essa história alternativa no io9, que descobriu o Super Punch.
PS: se vc criou uma arte baseada nesse mash-up histórico, pode postar nos comentários.
Publicado
11 de nov de 2010
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Em 14 de março de 1887, o norte-americano Ansel Bourne acordou em um quarto desconhecido. Para sua imensa surpresa (e a sua também, leitor), Bourne, que vivia em Rhode Island como pastor evangélico, descobriu que estava em Norristown, Pensilvânia. Lá, ele havia se estabelecido dois meses antes, apresentando-se como A. J. Brown, e abriu uma loja de confecção.
Mister Bourne/Brown foi encontrado por seu sobrinho, que ajudou-o a voltar para Providence, capital de Rhode Island. Psicólogos diagnosticaram nele um dos primeiros casos de fuga dissociativa, múltipla personalidade e amnésia.
Não foi a primeira vez que Bourne perdeu sua identidade (não, não foi o RG). Em 1857-58, ele, que até então era carpinteiro, tornou-se subitamente obcecado com a ideia de visitar uma capela. Depois desse episódio, ele tornou-se o pastor Bourne.
Quase um século depois, em 1980, Robert Ludlum foi inspirado pela história e deu o sobrenome do carpinteiro/pastor/comerciante ao personagem principal de sua trilogia mais bem-sucedida — A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne (1986) e O Ultimato Bourne (1990).
Publicado
15 de set de 2010
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Enquanto procurava um figurino para o Professor Marvel d’O Mágico de Oz, o pessoal da MGM encontrou um paletó Prince Albert num brechó de Los Angeles.
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Frank Morgan com o paletó mágico de Frank Baum |
Numa tarde, durante as gravações, o ator Frank Morgan virou o bolso do paletó do avesso e descobriu um nome: “L. Frank Baum.” Por uma coincidência bizarra, a produção do filme comprara o casaco do próprio autor do Maravilhoso Mágico de Oz, livro que deu origem ao filme.
O cinegrafista Hal Rosson, sua sobrinha Helene Bowman e a publicitária Mary Mayer trabalharam na produção do filme e foram testemunhas dessa história.
No livro The Making of The Wizard of Oz, a Sra. Mayer disse que após a descoberta, “nós telegrafamos e mandamos fotos para o alfaiate, em Chicago. E ele nos mandou de volta uma nota fiscal dizendo que o paletó havia sido feito para Frank Baum. A viúva de Baum também reconheceu o paletó e, após o fim das filmagens, nós o demos de presente a ela. Mas eu nunca consegui fazer ninguém acreditar nessa história.”