[Enigma] Enrolando o hipster cinéfilo

Ah, os filmes em bobina! Houve tempo em que era preciso ter esse tipo de mídia para assistir filmes nos projetores, numa espécie praticamente literal de cinema em casa. Pois bem, suponha que você é um hipster saudosista que despreza a perfeição too mainstream das imagens de DVD e suporta menos ainda os Blu-Rays. Ipso facto, você acaba de comprar um projetor antigo e, junto com ele, vieram 13 bobinas de filme e uma bobina vazia.
Infelizmente, todos os 13 filmes estão bobinados da maneira errada (i.e., de trás pra frente) e você precisa colocar os seus clássicos em ordem correta antes de assisti-los. É possível usar o projetor para passar uma bobina cheia para uma vazia, revertendo sua direção. Como você só tem as 13 bobinas e só uma vazia, você precisa reverter suas 13 fitas em suas bobinas originais. Demonstre como isso pode ser feito ou prove que é impossível.
De Profundis II
Durante o clímax do filme The Black Cat [O Gato Preto] — clássico de terror de 1934 —, Hjalmar Poelzig (Boris Karloff) reza uma “missa negra” que antecede o sacrifício da pobre e desesperada Jacqueline Wells (Julia Bishop):
Cum grano salis. Fortis cadere cedere non potest. Humanum est errare. Lupis pilum mutat, non mentem. Magna est veritas et praevalebit. Acta exteriora indicant interiora secreta. Aequam memento rebus in arduis servare mentem. Amissum quod nescitur non amittitur. Brutum fulmen. Cum grano salis. Fortis cadere cedere non potest. Fructu, non foliis arborem aestima. Insanus omnes furere credit ceteros. Quem paenitet peccasse paene est innocens.
Tudo isso pode parecer assustador na voz grave de Karloff. Mas qualquer um com um conhecimento mínimo de latim nota que se trata apenas uma sucessão de lugares-comuns em linguagem clássica:
Com um grão de sal. Um forte pode cair, mas não pode ceder. Errar é humano. O lobo muda o pelo, não a índole. Poderosa é a verdade e prevalecerá. Ações externas indicam segredos internos. Lembra-te de quando a estrada da vida é dura para manter sua mente calma. A perda que não se conhece não é uma perda. Relâmpago brutal. Com um grão de sal. Um forte pode cair, mas não pode ceder. Julgai a árvore pelo fruto e não pelas folhas. Todo louco pensa que todo mundo é louco. Quem se arrepende de pecar é quase inocente.
E assim, Finis coronat opus — o fim coroa a obra.
Ironicamente, durante séculos a Igreja forçou o uso do latim em suas missas como forma de manter as coisas sob seu controle direto. Mas como habitus non facit monachum (o hábito não faz o monge), não seria difícil para qualquer um com um raso conhecimento de latim fazer-se passar por padre e “rezar” missas repetindo meia-dúzia de lugares-comuns salpicados com in nomine Patris, et Filii, et Spiritūs Sancti. Amém.
Death Star: um rombo ‘astronômico’ no orçamento imperial
Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.
A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.
Fonte: centives.net
>A última canção
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Daisy, Daisy, give me your answer do,
I’m half crazy, all for the love of you.
It won’t be a stylish marriage–
I can’t afford a carriage–
But you’ll look sweet upon the seat
Of a bicycle built for two.
>Patentes patéticas (nº. 16)
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| Soprando o texto: A: “Você já fez isso antes”; B: “Eu nunca a amei”; C: “Oh! A fraude” |
>Patentes Patéticas (nº 11)
>
>Morte Eterna
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Aparentemente, um escritor e psicólogo alemão descobriu o caminho para a vida eterna há quase um século:
Leinbach descobriu uma prova de que, na realidade, a morte não existe. Está além de questionamento, diz ele, que não apenas no momento do afogamento, mas em todos os momentos de morte de qualquer natureza, o sujeito vive novamente toda a sua vida com uma rapidez inconcebível. Essa vida relembrada também deve ter um último momento, e esse último momento também deve ter o seu, e assim por diante. Portanto, o próprio ato de morrer é uma eternidade e, de acordo com a teoria dos limites, pode-se aproximar da morte, mas nunca pode-se alcançá-la.— Arthur Schnitzler, Flucht in die Finsternis [Fuga na Escuridão], 1931
Então será que Arthur Schnitzler não é o verdadeiro Dom Cobb?
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| “Uma morte, dentro de uma morte, dentro de uma morte…” |
>Porra, McFly!
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| “Book’em Danno!” |
>O Senhor dos Anéis: uma co-produção Beatles-Kubrick
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| Imagem: Super Punch |
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| Imagem: Super Punch |
Era uma vez, os Beatles interessados em estrelar uma versão live-action de O Senhor dos Anéis: Paul McCartney como Frodo Baggins, Ringo Starr como Sam Gamgee, George Harrisson como Gandalf e John Lennon como Gollum. Eles pediram que Stanley Kubrick os dirigisse, mas ou ele declinou o convite (segundo a Wikipedia) ou Tolkien matou o projeto (segundo Peter Jackson).
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| Imagem: Super Punch |
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| Imagem: Super Punch |












É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.