Um século e meio de furacões, tornados, ciclones e tufões

Imagem: John Nelson/IDV Solutions
John Nelson cartografa novamente! Depois de mapear pouco mais de um século de terremotos, o gerente de cartografia da IDV Solutions voltou-se para os desastres atmosféricos. Com base em dados do antigo US Weather Bureau e da National Oceanic and Atmospheric Administration (atual agência meteorológica do governo norte-americano) registrados entre 1851 e 2010, Mr. Nelson usou suas cores brilhantes para revelar as trajetórias de furacões e tempestades tropicais que assolaram o planeta durante o último século e meio.
Desta vez, Nelson foi cartograficamente ousado e optou por uma projeção centrada no Pólo Sul. As vantagens são óbvias: as curvas das tempestades tornam-se claramente visíveis, bem como sua tendência de seguir de leste para oeste (ou, se preferir, em sentido anti-horário no mapa).
A frequência e intensidade dos fenômenos cresce a partir da década de 1940. Mas não tire conclusões precipitadas. Tal aumento deve-se antes ao aperfeiçoamento dos sistemas de detecção de furacões e similares. A partir dos anos 1970, por exemplo, há uma explosão no número de registros simplesmente porque o governo americano passou a “ver”, através de satélites, as tempestades tropicais e os tufões da Ásia.
O mais notável, porém, é a assimetria entre o hemisfério sul dos oceanos Pacífico e Atlântico e do oceano Índico. Praticamente metade do Pacífico sul é realmente pacífica (o que explica o batismo, já que Fernão de Magalhães entrou nesse oceano pelo sul). A única ocorrência no Atlântico sul foi o ciclone (ou furacão) que atingiu Santa Catarina em 2004.
O mapa em tamanho original (5000 x 3150 pixel) está aqui.
[via ouramazingplanet.com]
Patentes Patéticas (nº. 67)
Ah, o inverno! Época de comidas quentes, roupas pesadas e bonecos de neve! Bonecos de neve onde?, perguntam-se os invernófilos tupiniquins. Eis, para muita gente, mais uma desvantagem do clima do Brasil: além do inverno não coincidir com a estação fria do “mundo civilizado” ainda nos falta neve! Este é o problema deste país: não podemos nos divertir fazendo bonecos de neve!
Mas não é apenas por aqui que há insatisfeitos com a falta de invernos esbranquiçados. Cory Knapp de La Acacia, na ensolarada Califórnia também é um excluído da neve. Mas Knapp é um empreendedor que criou um Instant Snowman [Homem-de-neve Instantâneo]: Continue lendo…
O lago bipolar
Por definição, um lago é um corpo de água que ocupa permanentemente uma depressão do relevo terrestre. Mas o Lago Merzbacher é uma exceção. Localizado numa das áreas mais inacessíveis das Montanhas Tian Shan, no leste do Quirguistão, não muito longe da fronteira com o Cazaquistão e a China, o Lago Merzbacher fica ao pé do glaciar Inylchek. É tão difícil chegar lá que o lago só foi descoberto em 1902, por Gotfrid Merzbacher (daí o nome), um alpinista-geógrafo alemão.

O isolado lago quirguiz não é lá muito grande: 4 km de extensão, 1 km de largura e até 70 metros de profundidade máxima, mas sua proximidade com a geleira é o que torna excepcional. A cada primavera, quando o lago congelado se torna líquido, suas águas cada vez mais quentes recebem pedaços da geleira vizinha. Um lago tomado por icebergs já seria por si só uma atração turística, mas isso não é tudo o que acontece por lá.
Dependendo da época em que você chega a Merzbacher — se é que você vai conseguir chegar lá —, pode não encontrar lago algum. Mas isso não significa que o seu GPS não funciona e que você esteja perdido ou que o verão local é inclemente a ponto de evaporar o lago inteiro. Também não é preciso culpar o aquecimento global, nem qualquer intervenção humana. O lago some por sua própria natureza.
O Lago Merzbacher é um tipo especial de lago, conhecido como lago proglacial. Isso significa que o lago é represado pela geleira. Há lagos proglaciais em todo o mundo e eles geralmente ou crescem com a retração do gelo ou simplesmente desaparecem junto com o glaciar. Exceção da exceção, o Merzbacher é um meio-termo: esvazia-se para se encher novamente logo depois.

Vão-se as águas, ficam os icebergs
O fenômeno pode parecer misterioso, mas provavelmente é assim: no verão o degelo continua e a água chega a subir até dois metros por dia. Depois de certo ponto, o lago enche tanto que a geleira inteira que o mantém flutua. Quando isso acontece, é como se fosse aberta a comporta de uma represa e o lago inteiro pode se esvaziar em apenas três dias, com suas águas correndo em direção ao Rio Inylchek. Depois que o lago esvazia, a geleira se reacomoda e bloqueia o vale glacial, reiniciando a cheia.

O velho dilema do copo d'água em proporções lacustres: meio cheio ou meio vazio?
Normalmente, esse ciclo de cheia e vazante costuma acontecer anualmente, mas já houve registro de ciclos semestrais ou de cheias que levaram dois anos até chegar ao ponto crítico. Dada a dificuldade de acessar o lago, ele foi pouco estudado até agora e a hipótese da represa de gelo móvel ainda não foi inteiramente confirmada.
O céu está caindo?
De certo modo, sim. As nuvens da atmosfera terrestre estão ficando mais baixas, segundo dados de um satélite da NASA. Mas antes de soar alarmes apocalíticos, é bom saber que isso pode ser uma boa notícia.
Cientistas da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, analisaram medições de altitudes de nuvens feitas entre março de 2000 e fevereiro de 2010 pela sonda Terra, da NASA. Recém-publicada na Geophysical Research Letters, a análise revela uma tendência de diminuição generalizada na altitude das nuvens. Ao longo da década pesquisada, a média global de altitude de nuvens caiu cerca de 1%, o que equivale a algo entre 30 e 40 metros de diferença. A redução foi causada principalmente pela ocorrência menos frequente de nuvens em altitudes muito altas.

El Nino/La Niña parecem reforçar as variações observadas. (Imagem: University of Auckland/NASA JPL-Caltech)
Líder da pesquisa, o professor Roger Davies afirma que, embora ainda seja muito pouco para ser uma tendência definitiva, a variação observada pode indicar que está acontecendo algo importante nos céus da Terra. Uma queda consistente na altitude das nuvens poderia ajudar o planeta a se resfriar mais facilmente, com possível redução dos efeitos do aquecimento global.
Ao contrário do derretimento das calotas polares (que reforça o aquecimento), esse seria um processo de feedback negativo: uma mudança causada pelo aquecimento global que enfraquece-o. “Não sabemos exatamente o quê causa a diminuição na altitude das nuvens”, diz Davies. “Mas deve ser por causa de uma mudança nos padrões de circulação que dificulta a formação de nuvens em grandes altitudes.”
A sonda Terra deve continuar recolhendo dados sobre o clima até o fim da década e pode confirmar a tendência de queda das nuvens.
Com informações da NASA.
>Neves Coloridas
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Nevascas coloridas tem sido registradas desde o século sexto. Humboldt fala de uma precipitação de granizo ocorrida em Palermo. Na Toscana, em 14 de março de 1813, caiu granizo de cor laranja. Em 1808, cinco pés [cerca de 150cm] de neve vermelha caíram em Carniola, Alemanha. A tempestade de neve colorida foi seguida de uma de cor regular e o efeito produzido pelas camadas separadas de vermelho e branco, que eram bem distintas, foi bastante peculiar. Uma porção da neve escarlate derreteu em um vaso e a água evaporou e em seguida foi encontrado um sedimento terroso no fundo do vaso. Neve de um tom vermelho-tijolo caiu na Itália em 1816 e no Tirol em 1847.— Henry Williams, Book of Curious Facts of General Interest Relating to Almost Everything Under the Sun [Livro de Fatos Curiosos de Interesse Geral sobre Quase Tudo que há sob o Sol], 1903.
>Tempestade Telefônica
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>Quem Chega Lá?
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>É Agora ou Nunca
>No início de dezembro, líderes de todo o mundo se encontram em Copenhague para buscar ações conjuntas e evitar o pior das mudanças climáticas. Mas o choque de interesses pode ser fatal para o encontro.
Yes? We? Can?
Tic, tac, tic…
Para saber mais
- COP-15.dk- site oficial do evento tem versões em 7 línguas, mas deixou o português de fora.
- tictictictic.org – infos sobre o movimento, que já conta com a adesão de centenas de ONGs e mais de 9 milhões de pessoas do mundo todo. Participe!
>Meteoro-loser-gista
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“Após encontrar 146 milímetros de chuva no pluviômetro, ele verificou esse dado com um vizinho situado a meio quilômetro de distância, no sentido leste. Ele soube que o vizinho tinha apenas 12,5 milímetros em seu pluviômetro. Ele, então, examinou a área externa para encontrar os efeitos visíveis. O rastro da exurrada na estrada estendia-se apenas por uns 30 metros. Ao sul da casa, por trás do pluviômetro, bem distante das árvores ou das estruturas, estende-se um campo de 4 hectares. A grama dele foi aplainada. À tarde, ela começou a revigorar e, no meio-dia seguinte, já estava ereta novamente. A oeste da casa, um riacho que corria vigorosamente ao amanhecer já estava vazio às 8 da manhã. Ao desenhar as linhas de direção dos traços de erosão, descobriu-se uma área oval com mais ou menos 1,6 quilômetro no sentido Norte-Sul e 1,1 km no sentido Leste-Oeste. Dentro dessa área, a intensidade da chuva variou de 10mm em suas bordas até cerca de 150mm no seu centro. Fora dessa área, a chuva foi tão fina que acumulou menos de 0,5mm.”
- Monthly Weather Review [Revista Mensal de Clima], 93:164-68, 1970
>Conflitos Esquecidos — “Batalha” Naval de Texel
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É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.