A outra caixa de Skinner

Deborah Skinner em seu aircrib.

Após o nascimento de sua segunda filha, Deborah, em 1944, o psicólogo behaviorista B.F. Skinner (1904-1990) teve o que para uns foi sua ideia mais brilhante e para outros, a mais infame. Para aliviar a barra de sua esposa, Yvonne, Skinner desenvolveu um inovador dispositivo para cuidadados infantis (isso cheira a patente patética, mas não é).

Originalmente batizada de aircrib ou air-crib (lit. aeroberço), a invenção de Skinner era uma caixa com controles de temperatura e umidade e um painel de vidro na qual o bebê — sem qualquer fralda ou lençol — poderia ser posto por algumas horas para dormir. Em suma, era um chiqueirinho (ou cercadinho) high-tech e com ar-condicionado. O objetivo era permitir grande liberdade de movimento para o bebê e encorajar-lhe a independência literalmente desde o berço. O colchão havia sido especialmente projetado para ser facilmente removível e lavável. Como era de se esperar, D. Yvonne ficou interessada e acabou atuando como co-inventora. Durante boa parte de seus primeiros anos, Deborah Skinner passaria a maior parte de suas horas de sono no aeroberço. Mas ao contrário de relatos posteriores, ela não foi “criada numa caixa”. Continue reading “A outra caixa de Skinner” »

>O exorcismo de Amora Carson

>

01tue
Uma jovem de vinte anos, moradora de Lake Cherokee, Texas, foi condenada a prisão perpétua por sua participação em um crime que chocou o Estado, famoso por seu fervor cristão: o assassinato de sua própria filha de treze meses de idade. Jesseca Carson foi condenada por unanimidade pelo júri que a julgou pelo assassinato de Amora Carson. O companheiro de Jesseca, Blaine Milam também já foi condenado à pena capital por espancar Amora com um martelo até matá-la. Embora Blaine tenha perpetrado os golpes de martelo, Jesseca foi condenada como mentora intelectual do assassinato da filha. O casal afirmava que aquilo era um “exorcismo”.

Em uma apresentação chocante diante do juri, a promotora Lisa Tenner descreveu Carson como “a mulher que sacrificou sua filha para um monstro.” Membros do júri chegaram a passar mal quando as fotos do corpo esmagado de Amora foram apresentadas como provas. Alguns até comentaram que podem ter sido traumatizados pela apresentação. A defesa procurou atenuar a participação de Jesseca, apresentando-a como alguém que foi dominada pelo namorado violento, que a teria convencido de que a filha estava possuída por um demônio. Por algum motivo ainda não esclarecido, Carson e Milam decidiram que Amora estava possessa e precisava do “exorcismo”.
1225_amora
Apenas alguém cego pelo fanatismo
veria algo diabólico nessa garotinha
Em dezembro de 2008, a menina de treze meses foi brutalmente agredida com um martelo e outras ferramentas. Além disso, havia diversas marcas de mordidas pelo corpo de Amora. Segundo a investigação, as mordidas foram feitas enquanto Milam “gritava o nome de Jesus” para expulsar os demônios. Quando a filha morreu, Carson e Milam deixaram o corpo no chão do quarto e foram a uma loja de penhores, onde tentariam obter dinheiro para pagar um exorcista profissional (possivelmente para incriminá-lo). A polícia foi chamada e encontrou o corpo de Amora tão irreconhecível que, segundo um policial, “não podíamos dizer quantos golpes ela havia recebido. E havia mais de 20 mordidas pelo corpo dela.” Durante a investigação, Milam e Carson mudaram frequentemente seus depoimentos. Vencida pelo cansaço dos interrogatórios, Jesseca acabou confessando a verdade, mas insistiu na necessidade do ritual.
Blaine Milam já havia sido condenado por atentado violento ao pudor de uma menina de 14 anos, mas acabaou liberado. Sua condicional o proibia de ter qualquer contato com crianças fora de sua família. Por diversas vezes, a polícia teria sido chamada pelos vizinhos após denúncias de violência doméstica. Amigos de Jesseca Carson afirmaram que ela se tornou bastante reclusa durante os meses anteriores ao crime.

fonte: The Houston Chronicle (chron.com)

>O caso Fanny Adams

>

Em 24 de agosto de 1867, o balconista Frederick Baker decidiu sair na hora do chá e foi para um pasto perto de uma plantação de lúpulo em Alton, Hampshire (preciso dizer que é na Inglaterra?). Lá, ele encontrou três garotinhas. Brincou, correu com elas e, ao colher amoras-pretas, dispensou duas delas com três moedas pra cada. Elas viram Baker carregando Fanny Adams, de 8 anos, morro acima, dizendo “Venha comigo e eu vou te dar duas moedas a mais.” A menina jamais foi vista novamente pelas coleguinhas.
Investigadores encontraram a cabeça de Fanny em uma treliça de lúpulo. Os dois olhos haviam sido arrancados e uma orelha, cortada. Os braços dela foram encontrados em dois locais distintos. Em um dos braços a mãozinha ainda guardava duas moedinhas. O coração havia sido extraído, um pé foi encontrado em um campo de margaridas, mas as pernas teriam sido jogadas no Rio Wey. Não havia evidência de crime sexual por que a parte inferior do tronco nunca foi encontrada.

Baker não conseguiu explicar as manchas de sangue em suas mangas. Afirmou apenas que sua faca era pequena demais para ter feito tamanhos danos. Ele foi condenado por assassinato premeditado e enforcado na véspera do Natal.

A prova que condenou Baker foi seu próprio diário. Nele encontra-se o seguinte registro no dia 24 de agosto: “Killed a young girl. It was fine and hot.” [“Matei uma jovem menina. Era bela e quente.”]

O crime teve tamanho impacto que entrou para a fraseologia do inglês britânico: a expressão “sweet Fanny Adams” é o mesmo que “nothing at all” ou “absolutamente nada”.

Categorias

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM