Publicado
1 de abr de 2011
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Mesmo com tamanhos (e até cores) diferentes, as moedas continuam sendo uma das formas mais inconvenientes de ter dinheiro. Elas são fáceis de perder e, em muitos casos, difíceis de juntar.
Mas o designer japonês Mac Funamizu parece teve uma ideia no mínimo interessante para facilitar a vida de quem lida com moedas. Em lugar de variações no tamanho, no material, na textura ou na cor, ele propõe o uso de moedas com formas diferentes. Mas não são formas aleatórias: o formato teria relação com o valor de cada moeda.
Para o conceito que chamou de
Infographic Coins, Funamizu inspirou-se em duas coisas bastante caras a muitos geeks: o estilo simples da Apple e os gráficos em pizza.
Além de facilitar a identificação — inclusive por pessoas cegas —, as moedas infográficas também teriam vantagens econômicas. Como geralmente usam menos material do que as moedas comuns, as infográficas teriam uma produção mais barata.
No entanto, como todo projeto, este também tem seus defeitos. Apesar das vantagens, moedas com formatos distintos podem ser mais difíceis de transportar. Os ângulos das moedas de 0,25 e 0,50 poderiam danificar bolsos mais sensíveis ou até mesmo causar ferimentos.
Mas o conceito ainda pode ser melhorado se a ideia das moedas de 0,01 a 0,10 for ampliada para toda a gama. Seria ainda mais simples (e matematicamente correto) se todas tivessem o mesmo diâmetro. Assim, a moeda de 0,05 poderia ter uma faixa central um pouco mais larga que a de menor valor. Similarmente, as de 0,25 e 0,50 também poderiam ser redondas com espaços proporcionalmente vazios. Usadas em alguns países, as moedas de 2,00 poderiam simplesmente ter o dobro da espessura da moeda de 1,00.
Publicado
22 de mar de 2011
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Pressionado pelo relógio? Que tal dar o troco? O Vague Clock, criado pelo designer sul-coreano Sejoon Kim só funciona sob pressão — ou quase isso.
À primeira vista os ponteiros são invisíveis, mas na verdade eles estão lá, funcionando normalmente debaixo do tecido elástico que faz as vezes de mostrador. Para ver — ou melhor, tocar — as horas, basta pressionar o tecido.
Além do design clean, você não precisa se preocupar em acertar os ponteiros (até por que isso seria um tanto complicado). O relógio se ajusta sozinho, sincronizando-se via GPS.
“Informação demais pode por as pessoas sob pressão”, explica Sejoon Kim. “O Vague Clock dificulta a leitura dos ponteiros de minutos e horas para libertar a pessoa da corrida contra o tempo.”
Publicado
23 de set de 2010
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Anúncio encontrado na edição de setembro de 1952 da
Collier’s Magazine (via
Modern Mechanix):
Naquela época, os anúncios de eletrodomésticos se limitavam apenas a descrever o produto e nem de longe ofendiam sua inteligência com frases de efeito apelativas.
COZINHE e LAVE em seu REFRIGERADOR!
Cozinha completa em 5 pés quadrados [meio metro quadrado??]. Combina refrigerador, pia, três bocas de gás, e gaveta para panelas. Disponível com queimadores elétricos, 220 ou 110V. Também sem pia. 5 anos de garantia.
General Air Conditioning Corp.
Vendas e serviços para todo o país
Para detalhes, onde comprar, escreva: 4530 E. Dunham St. • Los Angeles 23, Calif. Escritório em Chicago: Dept. 6, 323 W. Polk Street
Estranho como algo tão genial simplesmente não pegou. O fato é que as cozinhas americanas sempre tiveram espaço de sobra e pouco depois o microondas e os restaurantes fast-food praticamente matariam o fogão em muitos lares — mas ainda não criaram um combo micro/pia/geladeira que sirva de brinde no McDonald’s…
Enfim, se o anúncio acima tivesse sido feito hoje, não seria difícil vê-lo insistentemente repetido nos canais Shoptime da vida. Realizem:
[Locutor em tom indignado. Imagens de uma quitinete minúscula] Você vive morrendo de fome numa quitinete tão apertada que faz seu mp3 parecer um jukebox?
[Imagens de um universiótario pobre] Você é um cara inteligente, mas que passa fome por que não consegue montar uma cozinha digna? Seus problemas acabaram! Apresentamos [explosão de entusiasmo] a nossa sensacional Geladeira Multifuncional General 3000: para [demonstrações com as louras trigêmeas] refrigerar, cozinhar e lavar nos menores espaços!
É muito mais simples e mais segura que um forno de microondas — sem radiação [imagem de um microondas sujo e “contaminado” atormentando a vida de uma loura], sem botões confusos [imagem da loura-burra perdida com os botões], e sem manuais de instrução que ninguém lê! [a outra loura rasgando alegremente os manuais de instrução].
Peça agora a sua Geladeira Multifuncional General 3000 [corta para a clássica tela azul com o telefone 0800 e preço, mas só com as parcelas e as bandeiras do cartão de crédito] Condições especiais para bixos burros e outros pé-rapados.
[Para convencer, nada melhor do que brindes apresentados entusiasticamente pelo locutor, mas com letrinhas minúsculas e velozes no rodapé da tela]
[Locutor, com imagens de um botijão simplesmente brilhante e que parece pequeno] E você ainda leva um compacto botijão de gás inteiramente de grátis! [Letreiro ilegível: “Inteiramente grátis e vazio, é claro.”]
[Imagens repetidas das louras trigêmeas] Peça agora e nós ainda vamos lhe enviar um maravilhoso kit de trigêmeas louras para fazer todo o serviço! [Letreiro ainda mais ilegível e fugaz: “devem ser usadas apenas para tarefas de culinários. Não nos responsabilizamos por eventuais defeitos estéticos. Não aceitamos devoluções”]
Publicado
8 de set de 2010
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| O Land Rover foi pro brejo… |
Fugindo de toda essa modinha SUV — que combina interior glamouroso num jipe automático que é incapaz de sair de um atoleiro sozinho, mas mesmo assim bebe (e polui) feito um viciado — o Land Rover Defender tem se mantido basicamente o mesmo durante mais de trinta anos.
Ainda apenas em sua quarta série em mais de 60 anos, a dupla 90/110 é um exemplo de que a obsolescência planejada — chamar um design com três anos de idade ou menos de “geração” e substui-lo — é algo desnecessário para a sobrevivência da indústria automobilística. Mas o Landie pode estar com os dias contados. Padrões de segurança e baixas emissões cada vez mais rigorosos (na Europa, é claro) vão matá-lo até 2015.
Após conseguir tirar a Land Rover dos braços da Ford, a indiana Tata já percebeu que vai ser difícil matar um veículo com tantos fãs e deu início ao “Project Icon”, para reinventar o Defender. O desafio, porém, é imenso. Projetar um sucessor com a mesma capacidade fora-de-estrada, construí-lo por menos (para vender mais) e ainda adequar-se aos padrões ambientais e de segurança do século 21 é uma tarefa hercúlea — ainda mais por que não dá para desagradar uma legião de fãs formada duramente ao longo de seis décadas e que, naturalmente, é conservadora em termos de design.
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| Um motor híbrido sobrevive a isso? |
A montadora indiana poderia conseguir isso de várias formas. Para baratear a produção sem interferir na qualidade, a solução óbvia é levar a linha de produção para a própria Índia. O novo modelo também poderia ser híbrido, mas ainda não se sabe como motores elétricos podem se adequar (ou mesmo sobreviver) a situações tão extremas quanto as que existem no mundo off-road.
Além disso, será preciso manter os atributos que fazem do Landie o melhor 4×4 que existe. O Defender é o único que leva a sério a utilidade e não a esportividade de um utilitário esporte. A distância até o solo é de mais de 30 centímetros. Água até meio metro (até mais com um snorkel) e inclinações de até 45 graus não são problema. Consumo? Como dizem, “Se você precisa perguntar…”. E segundo pesquisas da fábrica, 70% de todas as unidades produzidas desde 1959 continuam rodando.
O “Defensor” já foi fabricado montado em terras tupiniquins no fim dos anos 1990. Mesmo assim, o baixo índice de nacionalização, os preços altos incompatíveis com a simplicidade do veículo e a verdadeira perseguição legal contra os motores a diesel tornaram o negócio inviável. A busca de mercados produtores com mão-de-obra mais barata pode fazê-lo voltar para o Brasil.
Publicado
22 de jun de 2010
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Encravado no Himalaia e escondido entre a Índia e o Tibete, o minúsculo reino do Butão não tem lá uma economia muito memorável. Exceto por uma coisa: seus selos postais.
Em 1951, Burt Kerr Todd, durante sua lua-de-mel, foi um dos primeiros ocidentais a visitar a pequena nação himalaia. O casal Todd se apaixonou pelo país e resolveu ficar por lá. Todd teve a ideia de ajudar a economia do país fazendo selos. Ele vendeu a ideia para o governo, que aceitou-a.
Foram duas décadas de pioneirismo e verdadeiras loucuras filatélicas: os primeiros selos em 3-D (e não, não eram ilustrações de Avatar), selos com cheiro de rosas, selos com texturas e em baixo-relevo, selos pintados em seda, plástico e até aço inox (!?).
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| Selos de Vinil do Butão: um novo sentido para a expressão “selo fonográfico” |
Houve até mesmo “selos falantes”, pequenos discos de borracha que poderiam ser tocados num fonógrafo (um trazia o Hino Nacional; outro continha uma brevíssima história do Butão). O país era tão isolado que lançou um selo para correio aéreo antes mesmo de ter um aeroporto. Incrivelmente, os primeiros selos com temática espacial vieram de lá.
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| Não sabe mais o que fazer com um CD-ROM? Use-o para mandar uma carta! |
Todd perdeu o contrato de exclusividade em 1974 e o país passou a usar selos mais convencionais. Mas a tradição de inovação filatélica persistiu: em 2008 a filha de Todd criou o primeiro selo-CD-ROM do mundo — que contém um vídeo sobre os 100 anos de história dos reis butaneses. Mas difícil mesmo deve ser mandar uma carta com um CD colado por fora…
Publicado
4 de jan de 2010
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Não há nada mais chato — e perigoso — do que ter de ficar esperando atrás daquelas carretas enormes até ultrapassar. Ainda mais se o teu carro for compacto. Você certamente já deve ter desejado que aquela jamanta simplemente suma da sua frente. Como isso é um tanto impossível, talvez seja melhor esperar que ela fique transparente. Tipo assim:
Em resumo, é o seguinte: uma câmera na frente do caminhão e uma tela nas portas traseiras do baú. Esta é uma ótima ideia, mas não sei se já foi posta em prática. De qualquer maneira, seria muito mais prático e seguro do que ter que contar com os sinais de ultrapassagem que apenas alguns caminhoneiros fazem.