Os trilhões de graus da Guerra Fria
Os três grandes desastres nucleares do século XX — Hiroshima, Nagasaki e Chernobyl — são constantemente lembrados. Mas estas, infelizmente, foram apenas uma fração minúscula de todas as detonações atômicas que ocorreram desde julho de 1945, em Alamogordo, no Novo México. Para ser mais preciso, 0,146%. Para dar uma noção mais precisa do impacto do uso deliberado de armas nucleares — sempre com o fim de desenvolvê-las e demonstrar força —, o artista japonês Isao Hashimoto criou o vídeo-mapa a seguir. Continue lendo…
Se Arrependimento Pagasse…
Durante a Guerra Civil (1861-1865), o Tesouro dos Estados Unidos recebeu um cheque no valor de 1.500 dólares, enviado anonimamente. Junto com o cheque, um bilhete explicava que o valor deveria ser recebido como reparação por uma apropriação indébita da mesma quantia, que um cidadão cometera enquanto trabalhava no Exército. Ele se declarava culpado, porém arrependido, e desejava ressarcir os cofres públicos.
Ao saber disso, o então Tesoureiro dos Estados Unidos, Francis E. Spinner (1802-1890; no cargo entre 1861-75), teve um estalo: “Suponhamos que essa seja uma contribuição para o Fundo de Consciência e coloquenos anúncios nos jornais sobre isso. Talvez ganhemos mais alguma coisa.” Há quem diga, porém, que o fundo fora estabelecido meio século antes e começara com uma doação igualmente anônima no valor de cinco dólares.
Desde então, o Tesouro Americano mantém um Fundo de Consciência, que recebe depósitos de cidadãos arrependidos de pecados cometidos com dinheiro público, de desvios de verbas a calotes de impostos. Nos primeiros 20 anos de funcionamento, o fundo recebeu 250 mil dólares dos arrependidos. Segundo a Time, por volta de 1987, mais de 5,7 milhões de dólares haviam sido recuperados dessa maneira simples, porém discreta.
Para encorajar os depósitos, o Tesouro não procura identificar nem punir os doadores. Até porque eles já estão pagando o que devem, o que é bom para ambas as partes, pois tira um peso monetário da consciência e o deposita no erário. Os valores devolvidos variam amplamente — dos nove centavos de um morador de Massachussetts pelo uso de um selo danificado em uma correspondência aos 139 mil dólares depositados em 1950 por um único indivíduo não-identificado e por razões desconhecidas.
Aliás, a maioria das doações são anônimas, mas muitas cartas que chegam são enviadas por clérigos. Isso não significa necessariamente que os padres ou pastores estão arrependidos depois de andar sonegando demais. Tais doações geralmente cumprem pedidos de reparações feitos em confissões no leito de morte.
Em uma palavra [152]
corpocracia (cor.po.cra.cia)
s.f. 1. burocracia corporativa, especialmente aquela caracterizada pelo gerenciamento ineficiente como, por ex., os serviços de telemarketing. 2. sociedade na qual os interesses de grandes corporações ditam os rumos das decisões políticas e/ou econômicas do governo; neoliberalismo extremo. corpocrata, s.c.2g. aquele que defende a corpocracia, esp. na 2ª. acepção. corpocrático, adj. [neologismo formado pela fusão de corporação com burocracia ou de corpo- (forma reduzida de corporação) + -cracia (governo)]
As “escravisauras” das minas britânicas
Muito se fala de que a industrialização inglesa fez-se sem qualquer consideração pelas duríssimas condições de trabalho que criou para seus operários. Isso não é inteiramente correto. Em 1842, uma comissão parlamentar de inquérito (ou seja, uma CPI) debruçou-se sobre as condições de trabalhos das moças e rapazes empregados em minas de carvão. Algo semelhante hoje em dia seria veiculado pela imprensa como a CPI dos Meninos-Carvoeiros ou das Escravas Isauras. Não foi sob nenhum título vistoso que a Facts and Figures reproduziu, em sua edição de 2 de maio de 1842, o relatório final da comissão, do qual destacamos os seguintes trechos: Continue lendo…
O Paradoxo das Apólices Concorrentes

Quando Seguros Colidem!
Há apólices de seguro que declaram-se inaplicáveis quando os danos ou ferimentos são cobertos por outras apólices. Isso significa que, caso haja um acidente, apenas uma apólice é paga para cobrir os prejuízos. Mas e se uma pessoa ferida — e excessivamente precavida — mantém duas apólices concorrentes?
Se a interpretação das condições for estrita, “então cada uma se tornaria inaplicável”, esclarece o filósofo Peter Suber, do Earlham College. “Mas assim que se tornam inaplicáveis, uma acionaria a aplicabilidade da outra e assim por diante.”
O segurado duplamente precavido poderia ou ficar sem seguro algum ou receber benefícios de apenas uma apólice, mas nunca das duas. Isso, claro, se houver alguma decisão em meio a essa interminável oscilação de responsabilidades.
Malditas seguradoras! Mal consigo ver seus movimentos!
Death Star: um rombo ‘astronômico’ no orçamento imperial
Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.
A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.
Fonte: centives.net
O (pobre) salvador da pátria
>O paradoxo do acionista honesto
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| Um acionista em meio a uma crise de consciência? |
Suponha que você tenha ações de uma companhia e que você descobriu que ela age de maneira imoral (digamos que ela explore mão-de-obra em condições de escravidão). Você decide, então, vender seus títulos. Mas será que isso é moralmente correto?
Mesmo renunciar à propriedade das suas ações, devolvendo-as à empresa, pode ser imoral. Isso levaria a uma redistribuição do valor da empresa entre os demais acionistas, o que aumenta a culpabilidade moral deles. Nesse caso, é possível ter uma saída honesta do mercado de ações?
(Steve M. Cahn, “A Puzzle Concerning Divestiture” [“Um Problema em Relação ao Desinvestimento”], Analysis, 1987)
>Imposto Nasal
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No século IX, quando os Dinamarqueses estavam cuidando das coisas na Irlanda, eles impuseram — para desgosto dos nativos — uma taxa anual de uma onça de ouro sobre cada chefe de família irlandês. O não-pagamento seria punido com a amputação do nariz. Os Irlandeses nunca foram notáveis por suas riquezas e o ouro era quase tão escasso quanto as cobras na Ilha Esmeraldina. Consequentemente, a taxa era um grande peso, e a maioria dos pais de família era incapaz de pagá-la. A lista de inadimplentes logo tornou-se algo formidável e parecia quase certo que a Irlanda se tornaria um país de sem-narizes. Após se sujeitar por treze anos, o povo levantou-se e, irado, massacrou muitos de seus opressores. Estes entenderam o recado e a odiosa lei foi banida. — Albert W. Macy, Curious Bits of History [Bocados Curiosos da História], 1912
>Uma pequena (e bem pequena) bolha imobiliária
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É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.