Lá onde o Sol não chega
Perdida nos Alpes italianos, a uns 120 km a nordeste de Turim, Viganella é uma pequena comuna italiana. Pequena mesmo: cerca de 200 habitantes vivem ali (menos do que muita gente tem de “amigos” em redes sociais). E perdida também: Viganella fica tão escondida numa encosta que não é iluminada pelo sol durante o inverno, entre novembro e fevereiro.
A falta de iluminação natural foi resolvida de forma engenhosa pelo prefeito Pierfranco Midali e pelo arquiteto Giacomo Bonzani. Desde 2006, o vilarejo é iluminado por um grande espelho de 8 metros de largura por 5 de altura, formado por 14 placas de aço. O projeto custou cerca de 100.000 euros, ou aproximadamente €540 por habitante.
O vídeo a seguir (em inglês) mostra como foi a construção do espelho.
Com movimentos controlados por computadores, o Espelho de Viganella foi montado numa encosta próxima, a cerca de 1.100 metros de altutude. Durante 83 dias, seis horas por dia, o equipamento reflete a luz do sol para iluminar os 250 m² da principal pracinha do lugarejo. As nonnas agradecem.
A vida, o Universo e tudo mais — na ponta da língua

A expressão “tá na ponta da língua” pode tornar-se bastante literal em um futuro próximo. Graças ao cruzamento de engenharia genética e ciência da computação, será possível armazenar tudo o que você quiser na ponta da sua língua — ou melhor, no DNA da ponta da sua língua. Nos laboratórios, DNA como mídia de armazenamento não é exatamente uma novidade. Mas o recente feito de um bioengenheiro e de um geneticista de Harvard é de cair o queixo. Continue lendo…
As naus de Nemi

Uma das naus de Nemi, logo após a drenagem.
Foi uma grande surpresa a descoberta de dois grandes barcos no pequeno Lago Nemi, nos arredores de Roma. Embora sua existência fosse conhecida há séculos, as naus construídas pelo imperador romano Calígula eram consideradas legendárias. Porque não eram simples barcos, eram verdadeiros palácios flutuantes. Continue lendo…
Engenharia musical

Relatório escrito por um engenheiro de métodos e organização (que mais parece um economista) após uma visita ao Royal Festival Hall, grande salão de apresentações musicais situado em Londres:
Durante consideráveis períodos, os quatro tocadores de oboé não tinham nada para fazer. Seu número deveria ser reduzido, e seu trabalho deveria ser mais bem distribuído ao longo do concerto, eliminando os picos de atividade.
Todos os doze violinos tocavam notas idênticas. Isso parece um multiplicação desncessária. A equipe desse setor deveria ser drasticamente cortada. Se um grande volume de som é necessário, seria possível obtê-lo por meio de amplificadores eletrônicos.
Muito esforço foi despendido na execução das fusas [notas de 1/32 de duração]. Isso parece um refinamento desnecessário. É recomendável que todas das notas deveriam ser arredondadas para as semicolcheias [notas de 1/16, ou o dobro das fusas] mais próximas. Se isso fosse feito, seria possível usar trainees e diminuir o grau dos operadores mais extensivamente.
Parece haver excesso de repetição de algumas passagens musicais. As partituras deveriam ser drasticamente podadas. Não há qualquer utilidade em repetir, com os sopros, uma passagem que já foi apresentada pelas cordas. Estima-se que se todas as passagens redundantes fossem eliminadas, o tempo total do concerto poderia ser reduzido de duas horas para vinte minutos e não haveria necessidade de um intervalo.
O Condutor concorda genericamente com essas recomendações, mas expressa a opinião de que poderia haver alguma queda na receita dos ingressos. Em caso de tal evento improvável, seria possível fechar seções inteiras do auditório, com consequente economia de despesas extras – iluminação, funcionários, etc.
Se ocorrer o pior dos pior possível, a coisa toda poderia ser abandonada e o público ainda poderia ir para o Albert Hall. — NPL News 236, 17 (1969)
Patentes Patéticas (nº. 44)
Quando a americana Mary Anderson (1866-1953) inventou o limpador de para-brisas em 1903, recebeu muitas críticas. A principal delas argumentava que os movimentos pendulares dos limpadores eram incômodos e poderiam até hipnotizar os motoristas. Apesar disso, mais de meio século se passaria até que alguém tentasse fazer algo melhor. No fim dos anos 1950, os engenheiros Béla Barényi (1907-1997) e Karl Wilfert (1907-1976), de Stuttgart, na Alemanha, criaram um limpador de para-brisas com varredura linear que foi simplesmente chamado de “Limpadores de para-brisas para veículos motorizados” e cujo objetivo era: Continue lendo…
>Rodando e rodando!
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| Motor hipocicloidal (modelo). |
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| Salamanca (1812) |
>Patentes Patéticas (nº. 35)
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Deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que passou pela cabeça de Richard B. Hartman, de Issaquah, Washington no fim dos anos 1990. Com um problema tão simples a resolver, Mr. Hartman não tardou a ver a solução tipicamente americana: Casquinhas de Sorvete Motorizadas. Ou, segundo o resumo da patente 5.971.829:
Um inovador receptáculo de alimentação para suportar, rotacionar e esculpir uma porção de sorvete ou alimento similarmente maleável durante seu consumo. Compõe-se de: uma caixa portátil, um copo rotável sustentado pela caixa portátil e adaptado para receber e conter uma porção de sorvete ou produto alimentício de consistencia similar e um mecanismo de tração na caixa portátil para imprimir rotação sobre o copo e servir rotacionalmente o seu conteúdo contra a língua estendida de uma pessoa.
porque o ato de comer um cone de sorvete tem sido tradicionalmente efetuado pela sustentação de uma porção de sorvete geralmente estacionária na mão de alguém em relação aos contínuos movimentos de lamber com a língua. O apelo de um dispositivo que basicamente reverte esse procedimento — isto é, que continuamente move o sorvete enquanto a língua é mantida em uma posição relativamente estacionária — tem sido largamente ignorado.
um copo giratório portátil e motorizado provê uma divertida alternativa aos métodos tradicionais de comer tais alimentos e expande o ato típico de tomar uma casquinha de sorvete a ponto de incluir numerosas e divertidas possibilidades, incluindo a escultura e modelagem de canais com a língua para formar formas e padrões interessantes na superfície externa da porção de sorvete.
>Igreja Fatiada
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Dizem que a fé move montanhas. Mas a engenharia move igrejas:
Um dos mais incomuns feitos da engenharia em tempos recentes foi a moção da torre de 1814 toneladas de uma igreja em Detroit para abrir espaço para o alargamento de uma rua. A torre de pedra de 55 metros foi movida por sete homens sob os olhares de centenas de espectadores que seguravam o fôlego. Trabalhando sob a direção de Carl F. Henrichsen e Carl A. Johnson, veteranos motores de edifícios, os homens primeiro removeram uma secção de 8,2296m da igreja para que a fronte pudesse ser movida para trás o mesmo tanto. A porção frontal foi então levantada e colocada sobre calços. Polegada por polegada a estrutura foi empurrada através de força manual até encostar na parte posterior da igreja, quando os calços foram retirados e a fundação foi rapidamente cimentada. Devido ao risco de desequilíbrio e tombamento da torre, foi necessário eliminar todo o equipamento mecânico. — Modern Mechanix, Dezembro de 1936










É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.