Publicado
17 de abr de 2012
hecatostilo (he.ca.tos.ti.lo)
s.m. Arq. pórtico ou edifício adornado com cem colunas. [do grego hekáton = cem + stylos = coluna]
Em ordem de publicação, eis as 100 colunas do edifício Em uma palavra. [As 83 primeiras estão ligadas ao blog antigo.] Continue lendo…
Publicado
2 de fev de 2012
Se você está tentando aprender inglês, é bom saber que há algumas palavrinhas que enrolam a língua até dos falantes nativos. A mais longa palavra em inglês com uma única vogal é strengths [subst: pontos fortes ou verbo: ele/a força]. Em compensação, a palavra inglesa que mais vogais tem é queueing [subst: enfileiramento; fileira; verbo: gerúndio de queue, enfileirar, formar fila]. E o mais comprido monossílabo na língua de Shakespeare é squirreled [passado do verbo to squirrel que pode ser tanto “esconder algo como um esquilo enconde nozes” ou “mover-se erratica e confusamente, como um esquilo”].
Publicado
14 de set de 2011
>
Esse mundo está tão cheio de perfis
fakes que eles chegaram até os dicionários. Não,
fake ainda não entrou para o
Aurélio ou o
Houaiss. Em 2001, os editores do
New Oxford American Dictionary (
NOAD) inseriram uma palavra
fake como armadilha para descobrir se outros lexicógrafos estavam usando seu material de forma imprópria.
Ironicamente, a palavra que inventaram foi esquivalience — ou esquivaliência — definida como “o insistente ato de evitar responsabilidades oficiais; a fuga do dever.” Parece clara a correlação com o nosso esquivar-se.
Sem surpresa, a palavra não tardou a aparecer no Dictionary.com (para depois ser deletada), que citava como fonte o Webster’s New Millenium Dictionary. O recém-finado Google Dictionary apresentava esquivalience com três definições e exemplos, mas corretamente indicava o NOAD como fonte.
Entretanto, quando é que uma palavra falsa se torna verdadeira? Quando uma palavra inventada passa a ser usada, ela cai em domínio público? Aparentemente, a resposta para a última pergunta é
sim.
Christine Lindberg, a editora do NOAD que inventou essa armadilha lexicográfica, disse ao Chicago Tribune que ela própria se pega usando o neologismo regularmente. “Eu gosto especialmente do tom crítico, de julgamento que eu posso expressar: ‘Aqueles miseráveis esquivalientes’. Parece indecente e literário de uma só vez. Eu gosto disso.”
Publicado
25 de set de 2010
>
Diversas línguas usam nomes inventados (ou muito comuns) para se referir a alguém cujo nome ou é desconhecido ou não pode ser citado. Eis os parentes estrangeiros de Fulano de Tal:
- África do Sul: Koos van der Merwe
- Austrália: Fred Nurk
- Áustria: Hans Meier
- Bélgica: Jan Janssen
- Croácia: Ivan Horvat
- Estados Unidos: John Doe
- Eslovênia: Janez Novak
- Estônia: Jaan Tamm
- Filipinas: Juan dela Cruz
- França: Jean Dupont
- Guatemala: Juan Perez
- Itália: Mario Rossi
- Lituânia: Vardenis Pavardenis
- Malta: Joe Borg
- Nova Zelândia: Joe Bloggs
- Rep. Checa: Josef Novák
- Polônia: Jan Kowalski
- Romênia: Ion Popescu
Notem que com exceção da África do Sul, da Austrália e da Itália, todos os pseudônimos populares usam equivalentes locais (ou apelidos) de João ou José. O mesmo se dá em português: além de Fulano, nós também usamos Zé-Ninguém.
Publicado
31 de ago de 2010
>
antiscianos
subst. pl. pessoas que vivem em lados opostos da linha do equador e cujas sombras, portanto, apontam em direções opostas ao meio-dia.
perioeci
subst. pessoas que vivem na mesma latitude, mas em meridianos opostos, de modo que o meio-dia de um é a meia-noite de outro.
Formosa é a antiga denominação da ilha de Taiwan e o nome de uma província argentina. Curiosamente, as duas Formosas estão em lados precisamente opostos do planeta. Quando é meio-dia de um dia de verão em uma, é meia-noite de uma noite de inverno em outra. Assim, argentinos e taiwaneses são antiscianos e perioeci.
Publicado
10 de ago de 2010
>
Ombíbulo
adj. aquele que bebe de tudo. Cf. Onívoro, aquele que come de tudo.
Publicado
3 de ago de 2010
>
Ambissinistro
adj. muito desastrado, destrambelhado; literalmente, “aquele que tem duas mãos esquerdas.” Antônimo: ambidestro.
Publicado
27 de jul de 2010
>
Vespertilionizar
[de vespertilio, morcego em latim] v. transformar-se em um morcego; amorcegar-se. “Bruce Wayne vespertilioniza-se toda vez que o Batman é chamado.” Vespertilionizado, adj.
Curiosamente, a palavra morcego também tem origem latina. Vem de mus caecus, literalmente rato cego (e não rato que voa, embora essa comparação seja mais adequada).
Nenhuma das línguas neolatinas formou derivados a partir de vespertilio. Em espanhol, é murciélago, com a mesma origem do português; em francês, é chauve-souris; em italiano, é pipistrello. Em occitano — antiga língua falada no sul da França, relacionada com o provençal — é uma pérola: ratapenada (embora não seja rato e nem tenha penas). Se vespertilio tivesse evoluído em português, talvez tivéssemos algo como *vespertílio, ou *vespertilho ou quem sabe até *vespertilhão.
Apenas as línguas artificiais criadas a partir do século XIX tomaram o vocábulo latino como modelo: vesperto (esperanto), vespertilio (ido) e vespertilion (interlingua).
Publicado
20 de jul de 2010
>
Lexifânico
adj. aquele que usa vocabulário pretensioso; tipo popularmente conhecido como “fala-bonito”. “’Em uma palavra’ é uma série muito lexifânica”
Publicado
13 de jul de 2010
>
Calopsia
subst. [do grego calis, “belo, bonito” e opsia, “visão”]. A ilusão de que as coisas (ou as pessoas) são mais belas do que realmente são.
“O Ministério da Saúde adverte: beber na balada pode causar calopsia.”