>Hélène Smith, a médium marciana
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Que engraçados, esses carros! Dificilmente há qualquer cavalo ou pessoa a puxá-los. Imagine diferentes tipos de poltronas que se movem mas não têm rodas. São as pequenas rodas que produzem as faíscas. As pessoas sentam em suas poltronas. Algumas, as maiores, levam quatro ou cinco pessoas. À direita do braço da poltrona está espetado um tipo de vara, que tem um botão, o qual é pressionado com o polegar para por o veículo em movimento. Não há trilhos. Também se vê pessoas a pé. Elas são constituídas como nós e seguram-se com pequenos dedos. A vestimenta é a mesma para ambos os sexos: uma blusa comprida de gola alta, calças bem largas, sapatos de couro, com solas grossas, sem salto e cuja cor é a mesma do resto do conjunto: branco com detalhes em preto.
Flournoy (à esq.) fora amigo próximo de Catherine-Elise Müller (o verdadeiro nome de Mme. Smith), mas — talvez cedendo ao ceticismo de seu lado científico — ele não conseguiu engolir a história sobre Marte. Ele afirmava que as descrições do povo marciano eram baseadas no orientalismo que estava em moda (too mainstream); que o Planeta Vermelho apresentado pela médium era excessivamente “material”, pois se parcecia muito com a Terra. E a suposta língua marciana, com suas 22 letras e sua gramática era muito semelhante ao francês. Ele classificou Catherine Müller como um caso de “sonambulismo com glossolalia”. Depois dessa, a carreira de Mademoiselle Smith deveria ter ido para o espaço.
>Carruagens sem Cavalos e Psicógrafos Automáticos
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“Olhem para esses dias e vejam charretes e carruagens viajando pelas estradas — sem cavalos, sem vapor, sem qualquer força motriz visível — e movendo-se com maior velocidad e maior segurança do que no presente. Carruagens serão movidas por uma estranha, bela e simples mistura de gases aquosos e atmosféricos tão facilmente condensados, tão simplesmente combustíveis numa máquina que talvez lembre os nossos engenhos, inteiramente concebida e para se colocar entre as rodas dianteiras (…)“Eu quase me sinto quase movido a inventar um psicógrafo automático, isto é, um escritor artificial. Seria construído mais ou menos como um piano. Uma parte da escala é formada pelas teclas para representar os sons elementares, outra serve para representar uma combinação e outra ainda para uma rápida recombinação. Assim, uma pessoa, em vez de tocar uma peça de música, poderia tocar um sermão ou um poema!”






É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.