Inglês Impronunciável

Se você está tentando aprender inglês, é bom saber que há algumas palavrinhas que enrolam a língua até dos falantes nativos. A mais longa palavra em inglês com uma única vogal é strengths [subst: pontos fortes ou verbo: ele/a força]. Em compensação, a palavra inglesa que mais vogais tem é queueing [subst: enfileiramento; fileira; verbo: gerúndio de queue, enfileirar, formar fila]. E o mais comprido monossílabo na língua de Shakespeare é squirreled [passado do verbo to squirrel que pode ser tanto “esconder algo como um esquilo enconde nozes” ou “mover-se erratica e confusamente, como um esquilo”].

>Estados Unidos: singular ou plural?

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É uma velha dúvida que nos atormenta na hora de escrever sobre a Grande República do Norte: “Estados Unidos é um país” ou “Estados Unidos são um país”? Aparentemente, a dúvida também tem atormentado os estado-unidenses ao longo de sua História. 
Na redação dos primeiros documentos após a Independência, os Pais Fundadores tendiam a usar o plural. Em 1783, por exemplo, John Adams escreveu: “The United States are another object of debate” [“Os Estados Unidos são outro assunto de debate”]. Mais de meio século mais tarde, a 13ª. Emenda proclamava que a escravidão não existirá “no interior dos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito às suas jurisdições.” Ou, no original: “within the United States, or any place subject to their jurisdiction.”
Apesar da tradição histórica do plural, muitos argumentam que o resultado da Guerra Civil — iniciada, ironicamente, pela 13ª. Emenda — estabeleceu uma unificação em sentido moderno nos Estados Unidos. Isto é, na denominação da república norte-americana, a ênfase passou a ser mais a União (com sua singularidade) do que os Estados (com sua pluralidade). 
Como não há nada equivalente a uma Academia Americana de Letras, a questão nunca foi oficialmente resolvida (Até há uma American Academy of Arts and Letters. Entretanto, tal academia é muito mais um clube honorário do que uma autoridade normativa). Vários escritores consagrados e jornalistas já usavam o singular antes da guerra ou continuaram usando o plural após o conflito. O poeta e jornalista William Cullen Bryan (1794-1878), por exemplo, baniu o uso do singular no New York Evening Post em 1870. Ambrose Bierce (1842-1913?) ainda pressionava pelo uso do plural em 1909.
Lentamente, porém, a imprensa foi se fechando em torno do singular. Isso se deu tanto pela ausência de flexão de artigos na língua inglesa — especialmente do artigo definido, the — quanto por razões políticas. Em 1887, um escritor declarou ao Washington Post que “a guerra havia resolvido para sempre a questão gramatical. [...] A rendição de Mr. Davis e do Gen. Lee significou uma transição do plural para o singular.” Oito anos mais tarde, o New York Times observava que “A rebelião tornou as ideias de direito e de soberania dos Estados bastante desagradável às pessoas leais e resultou na correspondente proeminência e popularidade da ideia de nacionalidade.” O diplomata John W. Foster (1836-1917), em artigo numa edição do NYT de 1901, confirmou que “desde a guerra civil, a tendência tem se inclinado para esse uso”, isto é, o singular.
Em português, ambas as formas são aceitas, mas em diferentes contextos. Quando há artigo, usa-se o plural: “Os Estados Unidos são um país da América do Norte.” Sem artigo, usa-se o singular: “Estados Unidos é um país da América do Norte.”

>Trollagem Psicológica

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Em uma universidade feminina, um psicólogo pediu aos membros de sua classe para cumprimentar qualquer garota vestida de vermelho. Em uma semana, a cafeteria ardia de tanto vermelho. Embora tenham notado que a atmosfera estava mais amigável, nenhuma das meninas sabia estar sendo influenciada. Diz-se que uma turma na Universidade de Minnesota teria condicionado seu professor de psicologia uma semana após ele ensinar sobre aprendizagem subconsciente. Toda vez que ele movia-se para o lado direito da sala, os alunos prestavam mais atenção e riam mais ruidosamente de suas piadas — e condicionaram-no tanto a ir para a direita que chegaram a fazê-lo sair da sala. — W. Lambert Gardiner, Psychology: a Story of a Search [Psicologia: relato de uma pesquisa], 1970

Fica a dica para os estudantes universitários trolls.

>Mundo sem Estrelas

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Você já precisou usar um GPS ou o Google Maps? Se sim, é bem provável que apesar — ou até por causa — disso, tenha se perdido. Uma falha nas coordenadas do GPS pode parecer um grande problema e pode até causar grandes acidentes. Agora imagine o erro de localização num sistema de teletransporte interestelar… E esse é só o primeiro dos problemas enfrentados pelos personagens em um Mundo sem Estrelas, de Poul Anderson.
Num futuro muito distante, devidamente não especificado pelo autor, a humanidade já se tornou imortal através de uma “vacina antitanática” e estabeleceu contatos com todas as inteligências da Via Láctea. A Terra não tem mais nações; no máximo há uniões continentais. Nosso planeta acaba por se tornar apenas a “Pátria do Homem”.
Grandes Navegações e um Trovador Interestelar
O comércio interestelar é um ótimo negócio, mas como todos os planetas com vida inteligente já são conhecidos, é hora de expandir as fronteiras — não em nome da ciência, mas das perspectivas de lucro. Tudo começa com o Capitão Felipe Argens à procura de uma boa tripulação para a primeira viagem intergaláctica. Argens vive em Landomar, um mundo que mais se parece com uma versão planetária da Londres do século XVIII: um porto importante, uma cidade cheia de viajantes e aventureiros. E é por acaso que ele descobre Hugh Valland.
Valland mais parece uma figura anacrônica. Embora esteja sempre com um omnisonar — um instrumento musical que parece algo entre um violão e um sintetizador — debaixo do braço, ele vive cantando velhas canções da era pré-estelar. De origem nórdica, tal como Poul Anderson, Valland é um trovador e um aventureiro, um homem ao mesmo tempo gentil e vigoroso — apesar de seus três mil anos. Ele está à procura de uma vaga como artilheiro em uma nave de comércio. É exatamente disso que o Capitão Argens precisa.
A “nau” capitaneada por Argens é a Meteor, que tem como destino não outra galáxia, mas um pequeno sistema perdido no espaço intergaláctico. Os habitantes desse sistema são muito curiosos: respiram hidrogênio, bebem amônia, são telepatas mas têm pouca resistência à radiação. Parecem, portanto, habitantes de um grande planeta gasoso, tal como Júpiter. Em busca de contato, eles mandam as coordenadas para chegar ao seu sistema planetário. Só que essas coordenadas, ao contrário do que a tripulação imagina, são para um planeta mais “terrestre”. Sem saber para onde rumava através do teletransporte, a Meteor espatifa-se ao chegar a esse pequeno mundo sem estrelas que dá título à obra.
Mundo Liso S/A
Com a nave destruída e sem comunicações, os nove tripulantes da Meteor — entre os quais há um novato de trinta anos e um sujeito bastante suspeito — se vêem em um mundo praticamente liso: há poucas montanhas e muitos pântanos. O céu — roxo — é dominado por um grande sol vermelho. Na verdade, uma anã vermelha menor que o sol, mas mais próxima do planeta. Isolado fora da galáxia, esse mundo tem uma noite dominada pela visão distante e difusa da Via Láctea. Chuvas são torrencialmente constantes e o planeta desconhecido parece ser muito antigo.  Por isso, pensam que não há sinal de vida. Mas há grama, algumas árvores — amarelas! —, atmosfera respirável e vultos misteriosos.
Ou nem tanto. Esses vultos têm a aparência de cangurus e são descritos como parte d’A Matilha. Mas eles não são os únicos, nem são a espécie dominante. Quem manda no pedaço são os Ai Chum, anfíbios (!!) telepatas, com uma cultura antiquíssima e, por isso mesmo, extremamente indolentes e conservadores. Os Ai Chum, também chamados de A Manada, escravizam a maioria da Matilha.

Ao saber de onde vêm os humanos, a Manada tenta exterminá-los. A presença de seres de outro mundo é uma séria ameaça ao que é mais caro aos membros da Manada: sua crença de que são criadores de tudo que existe no Universo (e sua conseqüente posição dominante).

Apesar de todo esse cenário exótico, o tema central de Mundo sem Estrelas é, sem dúvida, a variedade psicológica dos seres humanos e como isso pode ser uma fraqueza ou uma força em situações extremas. A obra é narrada em retrospectiva, como uma narrativa autobiográfica do Capitão Argens. Apesar disso, o personagem que mais se destaca é o velho Hugh Valland e seu amor transcendental por Mary O’Meara.
MUNDO_SEM_ESTRELASFicha Técnica
Título    Mundo sem Estrelas (World without Stars)
Autor/Tradutor    Poul Anderson/Agatha Maria Auesperberg
Editora    Nova Época Editorial
Publicação    1974
Páginas    181
Comentários    A edição que li — após encontrar na Biblioteca da faculdade — é interessante, apesar da capa não ser muito bonita. O papel um pouco grosso, a tipografia em negrito e os pequenos erros tipográficos aqui e acolá lembram as obras pulp fiction dos anos 30. Mesmo se existisse, uma edição novinha em folha não teria tanta graça…

>Fica a Dica (7) — Como dar Pausa no Atari?

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Na longínqua era pré-Nintendo, as maratonas gamísticas eram praticamente intermináveis. Não havia uma maneira de “dar um tempo” no game para, digamos, responder às “necessidades fisiológicas” de seu corpo. Quando o Atari 5200 foi lançado como upgrade do 2600, uma das maiores novidades era o primeiro botão “pause” da história. Obviamente, a novidade manteve-se no 7800, no qual também dava pra jogar todos os clássicos do 2600 — mas os fãs dos jogos mais antigos não podiam usar a novidade.


onix jr
Onyx Jr.: clone brazuca era
melhor que o original
Não podiam até agora. Levou trinta anos, mas agora dá pra dar uma pausa no Atari! E tudo graças a um brasileiro (e à pirataria). Victor Trucco era mais um dentre muitos que buscavam inutilmente uma pausa para o Atari. Um dia, ele trabalhava num console Onyx Jr, um clone brasileiro do Atari feito nos anos 80. Por uma simples diferença de processador, a cópia pirata saía-se melhor que o original — o Onix Jr. foi o único sistema Atari com pausa.
Com o perdão do trocadilho, Trucco descobriu o truque simples que faria qualquer Atari pré-pausa pausar (perdão pela aliteração). Tudo o que você tem que fazer é comprar uns componentes eletrônicos e ter um pouco de trabalho para soldá-los da maneira correta. Ou, se você for um nerd preguiçoso, porém rico, pode comprar um kit pré-montado que a gringa AtariAge oferece por US$ 20 — irônico como a solução também foi “pirateada” para ser vendida.
As instruções detalhadas para um upgrade faça-você-mesmo no seu Atari estão no site do Victor Trucco. Mas se você prefere gastar 20 doletas, pode comprar o kit aqui.
PS: a solução é nacional, mas eu só fiquei sabendo através do RetroThing.

>Fica a Dica (6) — Como abrir uma garrafa de vinho com um sapato

>Un vidéo tutoriel en français. Pourquoi est tellement plus chic!

Tire-bouchon est pour les mauviettes!

>Etiqueta para incêndios

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fire
Você é um verdadeiro gentleman, daqueles que se dispõem até a ajudar as pessoas num prédio incendiado? Mas você também se preocupa com a etiqueta? A lista abaixo, elaborada por Mark Twain, pode lhe ser útil. São 27 itens que devem ser removidos na seguinte ordem de uma pensão (ou de um hotel) em chamas: 

  1. A Noiva
  2. Pessoas pelas quais o você sente um sentimento terno, mas ainda não se declarou
  3. Irmãs
  4. Irmãs adotivas
  5. Sobrinhas
  6. Primas em primeiro grau
  7. Pernetas
  8. Primas em segundo grau
  9. Inválidos
  10. Jovens damas
  11. Primas em terceiro grau e jovens damas amigas da família
  12. Os desclassificados
  13. Bebês
  14. Crianças abaixo de 10 anos de idade
  15. Jovens viúvas
  16. Jovens fêmeas casadas
  17. Idem ao anterior, só que mais velhas
  18. Viúvas mais velhas
  19. Clérigos
  20. Hóspedes em geral
  21. Empregadas domésticos
  22. Idem ao anterior, do sexo masculino
  23. A Locadora
  24. O Locador
  25. Bombeiros
  26. Mobília
  27. Sogras

“E seja subindo ou descendo as escadas,” acrescentou Twain, “o jovem gentleman deverá andar ao lado da jovem lady, se as escadas forem largas o bastante para o permitir. Em outro caso, ele deve precedê-la. Em nenhum caso, ele deverá segui-la. Isso é de rigueur.”

>Fica a dica (5) — estacionamento no shopping

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Sem lugar para estacionar no estacionamento do shopping? Então tente estacionar no shopping. Veja  como no vídeo a seguir (em inglês):

“Eu coloco [o cumpom] em qual urna?”
Totalmente OWNED! Só não tente fazer isso com uma Brasília 78 fumacenta e barulhenta — aí seria um EPIC FAIL.

vi no haha.nu.

>"Dez dias que abalaram o mundo"

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10 diasO livro do jornalista norte-americano John Reed é considerado um dos primeiros livros-reportagem da história. Embora o título fale em Dez dias que abalaram o mundo (edição fac-similar da Record, 1967), o livro é uma cobertura das primeiras semanas da Revolução de Outubro de 1917, que acabaria implantando o regime soviético na Rússia.
Pelas páginas do livro desfilam Vladimir Ilyitch Ulianov, o Lênin, Leon Trotsky e, de maneira bastante discreta, Ióssif Vissariónovich Djugashvíli, o futuro Stálin. Os líderes do Governo Provisório, Alexander Kerensky, o premiê derrubado, e Levr Kornilov, um militar que tentara fortalecer o governo provisório com um golpe, são demonizados com a pecha de “anti-revolucionários”.

OS ATORES POLÍTICOS
Diversas são as agremiações políticas. A esquerda russa tinha, além de bolcheviques e mencheviques, socialistas, socialistas revolucionários e socialistas revolucionários de esquerda (tipo um PC do B). A direita contava com militares de alta patente, kadets (republicanos liberais), líderes da Igreja Ortodoxa (evidentemente) e uma minoria monarquista. Havia ainda os anarquistas, que aparecem de vez em quando, e os ucranianos, que tentam proclamar sua independência em meio ao que parece uma desagregação russa.
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À esquerda, Trotsky, Lênin e Kamenev, líderes da revolução; À direita, Kerensky e Kornilov, os derrotados
A guerra começa, às vésperas da Assembleia Constituinte, com chuvas de panfletos, avisos e cartazes — muitos dos quais são transcritos por Reed em notas ao fim de cada capítulo — que cobrem São Petersburgo. Há relatos e descrições de muitas assembleias e muitos congressos, sempre lotados de homens que não param de discutir e de fumar.
Apesar do clima de intensa democracia direta — e dos apelos de ambos os lados pedindo que o conflito fosse evitado para não haver derramamento de sangue de irmãos russos —, o que ocorre na verdade é uma verdadeira luta pelo poder num país mergulhado pelo caos. Embora fosse uma grande força militar na Primeira Guerra, a força russa estava mais em seus recursos humanos do que em equipamentos, logística e táticas militares. Essa discrepância ente fatores humanos e técnicos foi o que impediu a Rússia de 1917 de derrotar a Alemanha. Graças a essas condições, o socialismo espalhou-se apenas pelas baixas patentes, as que sofriam mais.
AS CONDIÇÕES DOS ATORES
As insatisfações de operários e de soldados são compreensíveis dadas as condições da Rússia. Surpreendente, porém, é a resistência demonstrada pelos camponeses e pelos cossacos. Mesmo diante da promessa de coletivização da agricultura — uma reforma agrária na qual o Estado passa a ser o proprietário de todas as terras —, os camponeses demoram a se convencer e a apoiar aqueles relativamente poucos operários que viviam apenas em algumas cidades do leste russo.
Os camponeses russos haviam saído de um estado de servidão apenas meio século antes. Evidentemente que ainda havia muitos idosos que haviam sido servos e não entendiam aquele papo de reforma agrária. E, tradicionalmente, os mais velhos eram levados mais a sério do que jovens operários que viviam em cidades.
Já os cossacos, na verdade, foram os indecisos do jogo. A princípio eles apoiavam as tropas brancas que ameaçavam retomar São Petersburgo, mas foram convertidos com a promessa de que suas terras só seriam redistribuídas entre cossacos.
Também pode surpreender o fato de que alguns operários apoiaram os Brancos ou tentaram ficar neutros. Foi o caso dos ferroviários, dos carteiros, dos telegrafistas e das telefonistas.
“DISCIPLINA REVOLUCIONÁRIA” E UM POUCO DE LIRISMO
reed_johnEm meio ao caos dos conflitos em São Petersburgo, Reed (à direita) reitera muitas vezes  a chamada “disciplina revolucionária” que às vezes surge espontaneamente, como na invasão do Palácio de Inverno (logo alguns invasores começam a surrupiar as riquezas do Palácio para serem presos em seguida por outros revolucionários menos afoitos) e às vezes surge por decreto (como nas prisões dos ex-ministros depostos, em que a tortura é proibida após denúncias ou quando Trotsky baixa um decreto proibindo o consumo de vinho no Exército Vermelho).
Também em meio a enxurrada de documentos públicos sobre a nova ordem soviética, há descrições mais prosaicas sobre o clima (a revolução ocorreu em dias bastante escuros e nublados, que logo se transformaram nas primeiras nevascas do ano) ou mais líricas (como a descrição do enterro, na Praça Vermelha, em Moscou, dos primeiros “mártires” da revolução). Em certa altura, Reed conta também seus apuros, como a viagem a Moscou num país imenso, gelado e com ferroviários em greve. Ou quando ele quase foi executado por dois soldados analfabetos que ignoraram suas autorizações para visitar a frente de batalha como “correspondente da imprensa proletária americana”.
VEREDITO
Em termos de conteúdo, o livro — ou, pelo menos, a edição que eu li — tem dois pecados: primeiro, poucas são as referências visuais como fotos e mapas; segundo, há muito pouco sobre a repercussão da revolução no exterior, principalmente nos países beligerantes (Alemanha, Áustria-Hungria, França, Inglaterra e Estados Unidos). Reed também deixa essas e muitas outras informações em aberto, sempre sob a jsutificativa de que elas fariam parte de outro livro, De Kornilov a Brest-Litovsk, que o autor nunca concluiu.
Em resumo, Dez dias…, embora tenha grande valor histórico, não pode ser considerado uma grande obra jornalística pois trata de mostrar e explicar apenas um dos lados da história.  A obra de John Reed não deve ser levada tão a sério; ela é apenas a crônica de uma revolução feita mais por um simpatizante estrangeiro do que por um correspondente jornalístico imparcial.

>Pobreza

>pobreza

Por que o dinheiro pode fazer você perder a noção de ridículo (e ainda achar que está ar-ra-san-do!)

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