Patentes Patéticas (nº. 52)
Você se sente frustrado pelos delays dos sinais de satélite? Acha que os grandes atrasos nas comunicações interplanetárias é que são o verdadeiro impedimento à conquista do espaço? Uma solução seria transmitir sinais a uma velocidade maior do que a da luz. Mas se você acha que não existe tecnologia para isso, não conhece a Hyper-light-speed antenna. Trata-se de Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 52)” »
Sagan relembra Asimov
Há exatos 20 anos, Isaac Asimov saía de cena. Filho de russos emigrados para os Estados Unidos, e com um nome que sempre teve cara de pseudônimo para os americanos, Asimov começou sua brilhante carreira de escritor no que para muitos, especialmente para seus fãs, é a idade de ouro da Ficção Científica: os anos 40 e 50 [do século XX]. Ao longo do quase meio século que se seguiu, Asimov escreveu sobre praticamente tudo — da Bíblia aos robôs. Na ocasião da morte de Asimov, em 1992, Carl Sagan, cientista e outro grande divulgador científico, escreveu o seguinte artigo para a Skeptical Inquirer: Continue reading “Sagan relembra Asimov” »
Death Star: um rombo ‘astronômico’ no orçamento imperial
Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.
A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.
Fonte: centives.net
Contos Traduzidos — “Os Artefatos de Issahar”
Não deve ser difícil escrever uma história sobre um astronauta solitário e perdido ou criar um mistério arqueológico. Mas juntar os dois enredos banais em um conto com densidade psicológica é algo mais complicado. Um autor obscuro, Jesse Bone, conseguiu o feito e o resultado é Os Artefatos de Issahar. Publicado originalmente em 1960 na Amazing Science Fiction Stories, esse conto é o que sobrou do diário de um biólogo-espaçonauta que acaba naufragando em um planeta desconhecido, porém surpreendentemente acolhedor e aparentemente sem vida.
Mas como era de se esperar em um planeta onde um ser humano pode sobreviver, a ausência de vida está apenas nas aparências. Ou será que o suposto ser vivo ameaçador não seria uma criação da mente de alguém “incomensuravelmente perdido”? O que quer que seja, aquilo que foi escrito na tentativa desesperada de aliviar uma paranoia crescente acaba se transformando na maior relíquia arqueológica para os seres daquele planeta misterioso. Sem saber, nosso anônimo astronauta acaba se tornando um deus.
>Nomeados mais dois elementos químicos
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Segundo a série Periodic Videos (em inglês), o elemento 114 deverá homenagear Georgy Nikolayevich Flyorov (em russo: Гео́ргий Никола́евич Флёров, 1913-1990), físico nuclear soviético e fundador do Laboratório que leva seu nome, onde o Ununquadium foi descoberto em 1999. No entanto, dada a dificuldade de transcrição de nomes próprios do russo para línguas ocidentais, ainda não se sabe ao certo como será formado o nome. O mais provável é que seja Flerovium [símbolo: Fl] (Fleróvio, em português) derivado de Flerov, uma forma latinizada de Flyorov.
Embora também tenha sido descoberto no laboratório russo, o elemento 116 deve homenagear o laboratório norte-americano. Seria chamado Livermorium [símbolo: Lv] (ou Livermório). Há controvérsias, porém. Embora o recém-divulgado comunicado da IUPAC afaste essa possibilidade, em março deste ano fontes da imprensa russa disseram que o elemento 116 também seria batizado pelos russos e ganharia o nome de Moscovium [Mo?] (já que o Laboratório Flerov fica no oblast — ou distrito — de Moscou).
>“Alimentos no Ano 2000”
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Campos de trigo e de milho estão para desaparecer da face da terra porque farinha e carne não serão mais criadas, mas fabricadas. Rebanhos de gado, de ovelhas e de suínos deixarão de ser criados poque o bife, a carne de carneiro e a de porco serão manufaturadas diretamente de seus elementos. Não há dúvidas de que frutas e flores continuarão a ser cultivadas, mas apenas como pequenas luxúrias decorativas e não mais como fontes necessárias de alimento e ornamentação. Não haverá, nos grandes trens aéreos do futuro, vagões de grãos ou gado, pois os elementos fundamentais dos alimentos existirão por toda parte, sem precisar de transporte. O carvão não será mais extraído do solo — com exceção, talvez de transformá-lo em pão ou carne. Os motores das grandes indústrias alimentícias serão movidos não por combustão artificial, mas pelo calor subjacente ao globo.
Similarmente, em 1893 o primeiro Secretário [Ministro] de Agricultura dos EUA, Jeremiah Rusk, previa que avanços na agricultura tradicional poderiam aumentar seis vezes a produção — talvez o bastante para alimentar até um bilhão de americanos por volta de 1990.A afirmativa de Rusk era parte de uma série de colunas de jornal publicadas nacionalmente com o intuito de transmitir o imenso espírito cornucópico da Exposição Mundial de Chicago de 1893. A maioria dos 74 especialistas consultados pela série assumiam confidentemente que tecnologias mais modernas — variando entre a mais convencional seleção de sementes e a favorita da ficção-científica, a refeição-numa-pílula — poderiam facilmente alimentar os 150 milhões de americanos esperados para 1993 (número real: 256 milhões).
>Os EUA derrotariam Roma?
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Digamos que a gente volte no tempo com uma MEU [Marine Expeditionary Unit ou Unidade Expedicionária de Fuzileiros-Navais]… poderíamos destruir todas as legiões de Augusto?Estaríamos contra mais ou menos 330.000 homens, uma vez que cada legião era composta por 11.000 homens. Esses homens eram tipicamente equipados com armaduras para os braços e o tronco, feitas de metal e como armas eles usavam espadas, lanças, arcos e outros implementos de apunhalamento. Nós também encontraríamos armas de cerco como catapultas e toscas armas incendiárias.Nós teríamos um total de cerca de 2.000 membros, do qual metade participaria de operações de ataque terrestre. Nós poderíamos usar nossos veículos mecanizados (60 Humvees, 16 veículos blindados, etc), mas não poderíamos usar nosso reforço aéreo. Aeronaves seriam apenas para transporte.Nós teríamos médicos conosco, além de moderno equipamento médico e drogas, mas não teríamos mais uma linha de suprimento mágica através do tempo (nós tínhamos, mas os timelords desprezaram-nas, infelizmente!) que nos alimentaria com toda a munição, equipamento e sustento que precisaríamos para sobreviver. Nós teríamos que prosseguir com as coisas que trouxemos conosco.Assim, seríamos nós vitoriosos?
Obviamente, haveria uma diferença brutal de poder de fogo. A armadura romana seria não só inútil contra um rifle — muito menos contra um lança-granadas ou uma metralhadora .50 —, ela provavelmente distorceria os projéteis, tornando as feridas mais profundas.
No curto prazo e em campo aberto, a infantaria moderna poderia massacrar qualquer soldado da antiguidade com um risco mínimo de baixas. Mas você não poderia sustentar essa infantaria moderna. Assim, com todas essas armas e veículos você poderia fazer uma aparição breve, dramática e até mesmo devastadora, mas que rapidamente se tornaria inútil. Provavelmente em questão de dias… Os marines são os melhores guerreiros já treinados. Mas eles não podem lutar contra uma onda interminável de soldados. Ninguém pode.
>Arte Ucrônica
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Mas — e se eles estivessem lá? É essa a pergunta que o artista Matthew Buchholz, de Pittsburg, busca responder. Munido de imagens históricas, vinhetas antigas e Photoshop, ele reimagina eventos históricos com uma pitada de ficção científica. Obviamente, seu foco é a História Americana, mas a ideia não deixa de ser divertida.
Entre outras obras, há Metallo, o Homem Mecânico em um retrato dos presidentes norte-americanos; Metallo participando da assinatura da Declaração de Independência (acima); a derrota do General Frankenstein em Bunker Hill [B. H. foi a primeira derrota na Guerra de Independência dos Estados Unidos]; a posse presidencial de Vilnar, o Destruidor e o dia em que aliens “tomaram os céus em suas Embarcações Voadoras e usaram seu Destructo-Raio”, incendiando Chicago em 1871 (abaixo).
O próprio Buchholz adimite que alguns de seus photoshops são mais bem-feitos que outros. Mas o que vale é a intenção. E se você quiser, pode adquirir algumas dessas obras por meros 20 dólares na loja virtual Alternate Histories, um lugar “onde o passado ganha vida monstruosamente.”
>Láadan, a língua das mulheres
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Após receber seu Ph.D. em linguística, Suzette Haden Elgin inventou a língua Láadan para um romance de ficção científica. Em termos literários, isso já não é novidade: das línguas élficas de O Senhor dos Anéis ao Klingon de Star Trek, dezenas de idiomas foram inventados na ficção moderna. Mas o que torna a Láadan única é que ela é uma linguagem feminina, por assim dizer. Foi criada especialmente para expressar as percepções das mulheres. Eis alguns vocábulos de Láadan, que, aliás, é autodefinida como a “linguagem da percepção”:
- ab: amor por alguém que você ama, mas não respeita
- bala: raiva com razão, com alguém para culpar, que não é fútil
- bina: raiva sem razão, sem ter a quem culpar, que não é fútil
- dóthadelh: permitir que alguém persista em um comportamento auto-destrutivo através de desculpas ou até mesmo ajudando tal pessoa a evitar as consequências de tal comportamento.
- háawithéthe: o nível de limpeza (ou organização) em que um filho considera seu quarto “limpo”.
- nehena: contentamento apesar de circunstâncias negativas; como diria Camões, um “contentamento-descontente”.
- radiídin: um não-feriado, um feriado com mais trabalho que descanso; um dia que é oficialmente um feriado, mas que acaba se tornando um transtorno por causa de todo o trabalho em preparar festas para a ocasião, especialmente quando há muitos convidados e nenhum deles ajuda.
- ramimelh: refrear-se ao fazer uma perguntas; especialmente quando está claro que a outra pessoa não deseja responder.
- rathom: um “não-travesseiro”: alguém que engana, fazendo-se paracer confiável mas sem nenhuma boa intenção; uma pessoa do tipo “apoie-se em mim que eu te latrgo só pra te ver cair”.
- rathóo: um não-covidado, em sentido similar a radiídin; seria melhor defini-lo como um anti-convidado, alguém que aparece para uma visita mesmo sabendo perfeitamente que não será bem-vindo e só vai causar problemas; é um bicão ou um intruso, mas pior. (já deu pra perceber que ra- é um prefixo de negação)
- rilerashum: silêncio imposto internamente, à força, quando se percebe que todas as palavras são erradas e o silêncio é a única defesa.
- widazhad: estar nos meses finais da gravidez e não ver a hora de dar à luz e se livrar do barrigão.
- wonewith: ser socialmente disléxico; não compreender os sinais sociais dos outros.
Vamos supor que temos uma mulher comum. Ele não tem controle sobre sua vida. Ela tem pouco ou nada em termos de recursos para seu próprio bem-estar, mesmo quando precisa. Ela tem família e animais e amigos e agregados que dependem dela para todos os tipos de sustento. Ela raramente tem um sono ou descanso adequado; não tem tempo para si mesma, nem espaço para ela própria. Ela tem pouco ou nenhum dinheiro para comprar coisas para si mesma e nenhuma oportunidade para ponderar sobre suas próprias necessidades emocionais. Ela está sempre atendendo e ajudando aos outros, porque ela tem essas responsabilidades e obrigações não optou por (ou não pode) abandoná-las. Para tal mulher, a única coisa sobre a qual ela tem o mínimo de controle para sua auto-indulgência é a COMIDA. Quando tal mulher come demais, o verbo para isso é “doroledim” (E depois, ela se sente culpada, pois há mulheres cujas crianças estão famintas e que não têm nem mesmo AQUELA opção para a auto-indulgência…)
>A última canção
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Daisy, Daisy, give me your answer do,
I’m half crazy, all for the love of you.
It won’t be a stylish marriage–
I can’t afford a carriage–
But you’ll look sweet upon the seat
Of a bicycle built for two.








É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.