A farsa do coala irado

Você já deve ter visto a imagem acima em outras páginas da internet. Assustadora, não? Tanto que muita gente nem percebeu que poderia ser fake. Há duas razões básicas para a falsidade: 1) coalas são geralmente avessos a água e 2) é anatomicamente impossível que esses marsupiais tenham uma mandíbula de lobo.
Notando bem, não é difícil perceber que a bocarra aberta foi uma montagem. Mas e quanto ao coala molhado? O Museum of Hoaxes explica que a foto original (abaixo) foi tirada em janeiro de 2009 por Oz_drdolittle, um usuário do Flickr.

O fotógrafo esclarece a situação:
O pobrezinho estava realmente quente (Havíamos passado por uma longa onda de calor recentemente). Três estavam nas cercanias da casa e eu os molhava duas vezes ao dia, enquanto regava o jardim. Eles adoravam! Os coalas não bebem água com frequência (eles geralmente obtém seus fluidos através das folhas de eucalipto), mas eles certamente gostaram!
Há controvérsias! Ainda que não pareça tão feroz, o bichinho parece claramente incomodado com o banho…
Femtofotografia: a luz como você nunca viu!
Congelar a própria luz em uma imagem parece uma loucura saída de um conto de ficção científica. Ou melhor, parecia, pois isso já existe. Nessa vídeoconferência para o TED, Ramesh Raskar apresenta a femtofotografia, técnica de filmagem em 1.000.000.000.000 de quadros por segundo.
Professor-Associado de Artes Midiáticas e Ciências do MIT e especialista em fotografia computacional, Raskar explica como é possível fotografar a própria luz em movimento e apresenta um impressionante exemplo prático: uma “bala” de laser atravessando uma garrafa de Coca-Cola (merchan não-intencional).
Segundo Raskar, essa super-hiper-mega-ultra-blaster-câmera-lenta é tão lenta, mas tão lenta, mas tãããããoooooo leeeeeentaaaaaa que, se filmasse algo fugaz e banal, como uma bala atravessando uma maçã, o filme teria não um dia ou uma semana de duração — mas um ano inteiro!
Para o professor e pesquisador indiano — que também coordena o grupo de pesquisas Camera Culture —, a femtofotografia será capaz de nos dar outro superpoder digno de super-heróis: olhar “além da esquina”. Futurismo à parte, o prof. Raskar prevê outros usos, do mais sério — como na medicina — ao mais lúdico — como na fotografia artística ou na visualização de fenômenos como a relatividade e natureza ondulatória da luz.
Não bastasse tudo isso, a câmera de Raskar não deve ser tão cara quanto parece pois o sistema todo está em código aberto.
Infelizmente, o vídeo está apenas em inglês, mas Raskar fala com um sotaque indiano que me parece bastante fácil de entender. Quem preferir, pode acompanhar as legendas (que eu deixei ativas por default, mas podem ser desativas no botão ‘legendas ocultas’, abaixo, à direita) ou ver o vídeo original no TED.
[Agradecimentos ao leitor André Gazoto por ter me mostrado o vídeo via Facebook. Aliás, você já curtiu a nossa página?]
Todos os terremotos de pouco mais de um século
Quando se trata de visualizar terremotos, mapas são sempre úteis — especialmente para saber onde eles ocorrem. Mas e quanto à dimensão temporal?
Juntando dados do ANSS (Advanced National Seismic System), do USGS (United States Geological Surveys) e da Universidade de Berkeley à imagens da NASA, John Nelson montou um mapa com todos os sismos registrados desde 1898. Cada ponto luminoso é um terremoto, ou melhor, o epicentro de um terremoto. Quanto mais brilhante, mais tremores há em determinada área. As magnitudes são separadas por cores e vão de 4 a 8 na escala Ritcher.

Uma pena que o infográfico (tamanho integral) de Mr. Nelson seja apenas estático e não interativo — seria muito mais interessante poder clicar em cada ponto, ampliá-lo e ter acesso aos dados sobre os terremotos representados. Ainda assim, além do pouco surpreendente acúmulo de ocorrências em torno do Pacífico, há informações interessantes. Como indica o gráfico no rodapé, os sismos mais frequentes foram os de 4 graus (74,45% dos registros). Apenas 0,01% tiveram grau 8 (ou mais). Note que há alguns tremores, ainda que de pequena magnitude, no território brasileiro — principalmente no Nordeste, que fica mais próximo do rift meso-atlântico.
[IDV Solutions via Scinerds]
>Fotocopiadora portátil (1939)
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Inteiramente auto-contida, uma máquina foto-copiadora está agora no mercado. É completa, com câmera com foco ajustável, rolo de papel sensibilizado, mecanismo de corte embutido, que corta o papel no tamanho adequado, e todas as substâncias para a revelação. Quando dobrada para transpote, fecha-se como uma mala. Não é necessário drenar os líquidos. A câmera tem um timer sincronizado com as luzes para desligá-las após a exposição apropriada. O material a ser copiado é posto numa bandeja diante da caixa, que pode ser ajustada verticalmente. Fabricada em dois tamanhos, a unidade maior pesa 68 libras [30,8 kg] e a menor, 38 [17,2 kg]. — Popular Mechanics, agosto de 1939
Do tempo em que fotocópias eram fotos mesmo…
>Fotógrafo-fantasma
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Esta é Mary Todd Lincoln, viúva de Abraham Lincoln, com o fantasma de seu marido, em uma foto do “fotógrafo de espíritos”, Willianm H. Mumler.
>Um Ilustre Desconhecido (e um Engraxate)
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>Cinquentões Americanos sobrevivem em Cuba
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Outro dia eu tropecei no site do fotógrafo americano Dan Heller. Seus retratos de Cuba a partir de uma temática automotiva são tétricos e mais parecem o trabalho de um viajante do tempo.
Para muitos, os grandes e pujantes carros norte-americanos dos anos 1950 não passam hoje de objetos de recordação e símbolos da Era de Ouro da economia yankee – na verdade uma era de ostentação e desperdício incompatíveis com as atuais crises energética e econômica. Embora Cuba tenha passado a importar carros de outros países – principalmente da Rússia –a partir dos anos 60, poucos foram os modelos euro-asiáticos que sobreviveram no tórrido e tormentoso clima da maior ilha do Caribe. Quase a totalidade dos carros que circulam pela Cuba de hoje são, na verdade, aqueles velhos símbolos de ostentação do “inimigo”. Por uma grande ironia do destino, a situação dos transportes na Ilha embargada e sub-industrializada só confirmou duas coisas alardeadas pela publicidade norte-americana dos anos ‘50: a durabilidade e o conforto. Surpreendentemente, apesar do embargo, muitas “banheiras” mantém-se impecavelmente bem-conservadas. Para muitos cubanos, esses carros velhos são uma boa fonte de renda. É facilmente possível tornar-se taxista, pegar uns turistas por aí e ganhar até 50 dólares (ou mais) por mês. Parece pouco, mas é muito para economia falida e estagnada como a cubana, onde a média salarial não passa dos ÚS$ 25,00. Apesar dos altos custos de manutenção – esses carros são beberrões e a gasolina é tabelada pelo equivalente a US$ 4,00 o litro – o esforço compensa. E atrai os jovens.
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Dan Heller, à direita, com a esposa, Jill, à esquerda.







É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.