Publicado
22 de fev de 2012
Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.
A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.
Fonte: centives.net
Publicado
2 de dez de 2011
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A
IUPAC anunciou ontem que os elementos 114 (
Ununquadium) e 116 (
Ununhexium) podem ganhar nomes definitivos até o fim do ano. Resultado da colaboração entre o Laboratório Flerov de Reações Nucleares, na Rússia e o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, os novos elementos — descobertos no fim dos anos 1990 e confirmados na década seguinte — deverão ser batizados segundo um acordo de cavalheiros: os russos devem dar nome ao 114 e os americanos vão nomear o 116.
Segundo a série Periodic Videos (em inglês), o elemento 114 deverá homenagear Georgy Nikolayevich Flyorov (em russo: Гео́ргий Никола́евич Флёров, 1913-1990), físico nuclear soviético e fundador do Laboratório que leva seu nome, onde o Ununquadium foi descoberto em 1999. No entanto, dada a dificuldade de transcrição de nomes próprios do russo para línguas ocidentais, ainda não se sabe ao certo como será formado o nome. O mais provável é que seja Flerovium [símbolo: Fl] (Fleróvio, em português) derivado de Flerov, uma forma latinizada de Flyorov.
Embora também tenha sido descoberto no laboratório russo, o elemento 116 deve homenagear o laboratório norte-americano. Seria chamado Livermorium [símbolo: Lv] (ou Livermório). Há controvérsias, porém. Embora o recém-divulgado comunicado da IUPAC afaste essa possibilidade, em março deste ano fontes da imprensa russa disseram que o elemento 116 também seria batizado pelos russos e ganharia o nome de Moscovium [Mo?] (já que o Laboratório Flerov fica no oblast — ou distrito — de Moscou).
Pessoalmente, porém, os dois nomes, se confirmados, me decepcionam. Parecem grandes novidades, mas na verdade são repetitivos. Bastante repetitivos.
O Fleróvio é mais uma homenagem a um laboratório que vem monopolizando a descoberta de elementos nas últimas décadas. Foram descobertos no Laboratório Flerov: o Rutherfórdio (1964), o Nobélio (1966), o Dúbnio (1968), o Seabórgio (1976 e sem dúvida um dos piores nomes da tabela); o Bóhrio (1976; não confundir com Boro) e os caçulas 114/Fleróvio(?) (1999), 116/Livermório/Moscóvio(?) (2001), 113 (2004), 115 (2004), 118 (2006) e 117 (2010). Mas com todo respeito ao cientista nuclear soviético, Moscóvio me soa muito melhor que Fleróvio (ou seria Flyoróvio?). A situação do Livermório também não é muito melhor: o laboratório nacional americano já foi homenageado com um elemento, o Laurêncio.
Na verdade, eu bem que gostaria de ver escritores de ficção científica e/ou cientistas populares sendo homenageados. Se os russos quisessem, poderiam batizar o 114 de Asimovium, Asimóvio [As], em homenagem a Isaac Asimov, que embora tenha sido criado nos Estados Unidos era de origem russa (e foi bioquímico no início da carreira). Os americanos, por sua vez, poderiam por o nome de Carl Sagan no elemento 116: Saganium, Sagânio [Sa]. Seria bem geek, pelo menos.
Publicado
2 de out de 2011
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Em maio de 1982, a CompuServe publicou o seguinte anúncio de seu “sistema de videotexto” na revista Inteface Age. Mensagens eletrônicas, murais e jogos em rede com amigos virtuais — muito do que hoje se considera características de redes sociais — já existiam naquela época.
A seguir, uma versão traduzida do anúncio acima e um pouco da história da CompuServe:
A
CompuServe Information Service (
a.k.a. Compu-Serve, CIS e Compuserve) foi realmente a provedora líder do serviço de videotexto, chegando a 380.000 assinantes em 1987. Dois anos depois, em 1989, foi a primeira provedora do mundo a oferecer acesso à internet.
Continuou a ser a líder do mercado norte-americano, chegando a ter cerca de 3 milhões de assinantes, até meados da década de 1990, quando sua cobrança por hora começou a ser detonada pelos pagamentos mensais (e os clássicos CDs de instalação) da America Online.
Ironicamente, a CIS foi adquirida em 1998 por sua maior concorrente, a própria AOL. Embora o serviço de acesso Compuserve Classic tenha sido descontinuado em 2009, ainda é possível ter um e-mail @compuserve.com ou @cs.com. Mais informações na página da própria Compuserve, que ainda existe!
Publicado
23 de set de 2011
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Em 1980, William J. O’Donnell, professor de matemática em uma escola do Colorado, estava explicando que
quando um estudante levantou a mão e disse que havia notado que
“Minha reação imediata”, escreveu O’Donnell em uma carta à revista especializada Mathematics Teacher [Professor de Matemática], “foi responder que esse estudante havia caído em um caso especial, onde esse algoritmo funcionava. No entanto, mais tarde, um trabalho de questão de minutos revelou que essa técnica funciona para todas as frações, desde que a, b, c e d sejam inteiros. Assim:
“Embora esse método possa ser convenientemente aplicado em qualquer ocasião, ele não oferece muitas vantagens ao estudante quando a não é divisível por c e b não é divisível por d.”
Publicado
5 de set de 2011
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Ao longo do século XIX, vários autores anunciaram, cheios de confiança, que haviam encontrado um valor certo e exato de piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii pi. Infelizmente, houve bastante divergência, pois cada um deu a sua resposta. Buscando resolver de uma vez por todas o problema de π, DUDLEY (1977), matemático da DePauw University, resolveu procurar um consenso através da análise de uma seleção de 50 valores de π ordenados pelo ano do anúncio:
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| É mais ou menos por aí: 3,04862 < π < 3,200000 |
Surpreendentemente, Underwood Dudley descobriu uma tendência preocupante: o valor de π está diminuindo. Para encontrar o valor de pi para cada ano, Dudley usou a fórmula πt = 4,59183 – 0,000773t, onde t é o ano do cálculo do valor exato de pi. Fazendo as continhas, verifica-se que 1876 foi o ano com o pico do pi, co’ pi mais exato: 3,145926535. Desde então — admitindo-se um ritmo constante, é claro — o valor de π vem declinando.
Para ser bem claro, isso pode ter consequências estrogonoficamente catastróficas:
Quando πt for igual a 1, [alerta Dudley] a circunferência de um círculo será igual ao seu diâmetro. Assim, todos os círculos vão entrar em colapso. O mesmo ocorrerá com as esferas (uma vez que elas têm secções circulares), entre elas a Terra e o Sol. Será, de fato, o fim do mundo, que vai acontecer em 9 de agosto de 4646, exatos 3 minutos em 27 segundos antes das 9 da manhã.
Entretanto, há uma boa notícia (pelo menos para os seus netos): “Será particularmente fácil calcular circunferências de círculos em 2059, quando πt= 3”. A cotação de π para 2011 é π 2011= 3,032737.
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Bibliografia
- DUDLEY, Underwood. “πt”, artigo publicado em Journal of Recreational Mathematics 9:3, março de 1977, p. 178
Publicado
2 de set de 2011
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Precisamos admitir: o estudo da História seria muito mais interessante se tivéssemos a participação de mais robôs, aliens e monstros em eventos históricos. Infelizmente, eles não estavam presentes em momentos que mudaram o curso da História, como a assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos ou em tragédias como o Grande Incêndio de Chicago.
Mas — e se eles estivessem lá? É essa a pergunta que o artista Matthew Buchholz, de Pittsburg, busca responder. Munido de imagens históricas, vinhetas antigas e Photoshop, ele reimagina eventos históricos com uma pitada de ficção científica. Obviamente, seu foco é a História Americana, mas a ideia não deixa de ser divertida.
Entre outras obras, há Metallo, o Homem Mecânico em um retrato dos presidentes norte-americanos; Metallo participando da assinatura da Declaração de Independência (acima); a derrota do General Frankenstein em Bunker Hill [B. H. foi a primeira derrota na Guerra de Independência dos Estados Unidos]; a posse presidencial de Vilnar, o Destruidor e o dia em que aliens “tomaram os céus em suas Embarcações Voadoras e usaram seu Destructo-Raio”, incendiando Chicago em 1871 (abaixo).
O próprio Buchholz adimite que alguns de seus photoshops são mais bem-feitos que outros. Mas o que vale é a intenção. E se você quiser, pode adquirir algumas dessas obras por meros 20 dólares na loja virtual Alternate Histories, um lugar “onde o passado ganha vida monstruosamente.”
Publicado
28 de ago de 2011
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Houve uma época, no começo dos anos 1970, em que um relógio digital não saía por menos de incríveis US$ 2.000,00. Hoje em dia, com celulares e smartphones por todo lado, esses mesmos relógios já são considerados anacronismos. Menos, é claro, pelos geeks. E o que poderia ser mais geek do que fazer seu próprio relógio digital?
A Spikenzie Labs lançou recentemente nos States o relógio-kit Solder : Time LED, que custa meros US$ 29,95 (sem frete). O kit do-it-yourself vem com uma placa de circuito fácil de montar e um case feito de quatro placas de acrílico (cortadas with laser!!!11!). Tudo o que você vai precisar além das 30 pratas gringas é ter habilidades de sobra solda para montar o kit. Se você for preguiçoso ou não sabe soldar um par de circuitos integrados e montar um relógio em 20 minutos, pode pedir uma versão já montada por 10 dólares a mais (frete não incluso).
Comofas??/
Todos os resistores e capacitores têm valores idênticos. Então, a não ser que você seja muito azarado, não tem como errar. Basta ter um pouco de atenção e montar os circuitos corretamente — eles são montados com as marcações de cabeça-para-baixo. A única complicação é ligar o suporte da bateria à placa. Como é uma peça plana, isso significa que você vai ter de achar uma boa solução para mantê-la no lugar durante a soldagem.

Assim que a placa estiver montada, falta apenas fazer um sanduíche com as placas acrílicas para ter o relógio propriamente dito. Não há nada muito difícil aqui. Assegure-se apenas de que cada camada esteja perfeitamente alinhada e que o botão de controle
(fig. à direita) esteja no lugar. Se estiver OK, fixe tudo com os parafusinhos. Por fim, basta acrescentar a pulseira de velcro de tamanho universal.
Para ver as horas, basta apertar o botão à direita. O visor se apaga após poucos segundos para conservar a bateria. A fabricante estima que ela poderá durar até cinco anos com uso moderado. Há um jumper no verso da placa para deixar o Solder : Timer em um modo “sempre on” para uso como relógio fixo, mas para isso você vai precisar de uma fonte externa de energia.
A programação do relógio também é incrivelmente simples. Aperte o botão duas vezes e mantenha pressionado para avançar as horas. O único defeito é que ele só funciona em modo 12 horas. É uma pena, porque bastaria um simples
jumper a mais no
kit para dar a opção de 24 horas. Mais informações (inclusive com uma
blueprint e o código-fonte do relógio) na
página oficial do Solder : Time.
Publicado
8 de ago de 2011
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Quando terminou de datilografar o manuscrito (peraí, não seria datilografar a datilografia?) de um artigo, o físico J. H. Hetherington percebeu que havia cometido um pequeno deslize estilístico. Tudo estava escrito na primeira pessoa do plural. O problema é que, muito apropriadamente, a revista Physical Review Letters não aceita papers de um único autor redigidos com nós — nem mesmo em casos de plural de modéstia.
Naquela época, no começo dos anos 1970, ainda não existiam PCs, nem editores de texto, muito menos revisores eletrônicos ou comandos “localizar se substituir”. Por isso Hetherington não queria escrever tudo de novo. Então, ele teve uma ideia: por que não adicionar um segundo autor? E, já que ninguém precisaria conhecê-lo, por que não poderia ser seu próprio gato? Assim, o físico adicionou F. D. C. Willard (“Felis Domesticus Chester Willard”) como seu co-autor.
Até onde se sabe, Chester é o único gato que já publicou uma pesquisa sobre física de baixas temperaturas.
Publicado
11 de abr de 2011
>Se você pensa que um tuíte tem só 140 caracteres, é melhor tirar o passarinho azul da chuva:
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| Clique para ampliar esse arco-íris de códigos (ui!) |
Publicado
4 de abr de 2011
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Não é de hoje que gatos são geeks. Muito antes dos computadores aparecerem, os bichanos já dormiam em gadgets que, na época, eram sofisticados.
Esse gato gosta mesmo é de um gramofone. Ele adora entrar na trompa para dormir e não sai nem mesmo quando um disco é posto para tocar! — Strand, Agosto de 1906