Em uma palavra [153]
brulote (bru.lo.te)
s.m. 1. Náut. navio ou barco não-tripulado, carregado de material inflamável ou explosivos, e que era incendiado antes de ser lançado contra embarcações inimigas; navio-fogo, navio-bomba. 2. por extensão, indivíduo notório por suas opiniões incendiárias; pessoa bombástica. [do francês brûlot]
Patentes Patéticas (nº. 75)

Militares que se borram em ação não prestam para nada. E quando alguém se borra dentro de um tanque, as consequências costumam ser piores, muito piores. Já que não dá para jogar o cagão para fora, que tal usar a merda como munição? Essa é a fétida ideia de Aleksadr Georgievich Semenov. Morador de São Petersburgo, Semenov é o inventor de um “Método de Remoção de Bioresíduos de um Compartimento ou Habitáculo Isolado em uma Instalação Militar e sua Implementação”. Continue lendo…
Ou pelo menos é o que parece…

“Após vinte anos de luta encarniçada, os marcianos escravizaram a Terra, até o surgimento de um líder que leva os terráqueos à revolta…” Sob o título Planetas em Guerra, e com um enorme robô empunhando uma arma na capa, tem-se a impressão de que se trata de um livro com todos os clichês da Ficção Científica. Ou pelo menos é o que parece… Quando, porém, se nota quem é o autor – Poul Anderson –, é melhor esquecer os preconceitos e lembrar que não se julga um livro pela capa.
*** Esta resenha pode conter spoilers. Ou pelo menos é o que parece… *** Continue lendo…
Guerras de Patentes matam os inventores
Toda semana, nós rimos aqui com as patentes patéticas. Mas há dois problemas sérios com o atual sistema de patentes e nenhum tem relação com inventores engenhosos porém ingênuos. O primeiro é o excesso de pedidos nos últimos anos e o segundo são os abusos de quem consegue uma patente.
Vamos começar pelos abusos dos detentores de direitos industriais. Em tese, as patentes deveriam servir apenas para produtos duráveis — i.e., aqueles que podem ser fabricados por alguns anos, ou talvez décadas, sem qualquer alteração substancial. Mas esse não é o caso, por exemplo, das patentes relacionadas a software, internet e, em menor grau, a hardware (também não me parece o caso de inovações na área biotecnológica, mas patentes sobre a vida são uma polêmica à parte). Continue lendo…
Conflitos Esquecidos [12] — Guerra(s) Luso-Turca(s)
Ao estudar a história da ascenção do Império Português no século XVI, poucos autores e professores lembram-se de mencionar os opositores de tal expansão. Não são apenas os nativos americanos que são historicamente desprezados. Até mesmo os longos conflitos com o poderoso Império Otomano pela posse do Oceano Índico e a influência sobre a África Oriental são esquecidos.
A rivalidade entre lusos e turcos remontava a 1509, quando os portugueses conquistaram Diu, na Índia. Embora não fosse um império colonial (ao menos não no sentido ocidental), o Império Otomano tinha grande influência econômica e política sobre o Oceano Índico. Consequentemente, a expansão portuguesa era uma ameaça aos turcos. Além dos motivos econômicos, havia a rivalidade religiosa: Portugal era então a maior potência cristã e a Turquia Otomana era a potência islâmica. Continue lendo…
>Carta em Branco
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Querido Pai e Carmilita,
Eu estou OK. Os dias voam aqui em
Bem, pode acontecer mais cedo ou mais tarde. Estou rezando por isso. Escreva logo. Não há nada como uma carta do lar. Aqui em
Amor,
BillPS – Eles podem censurar essa carta.
>Rebeldes sem pátria
>
Em 1865, Lee requisitou um pedido de perdão e cumpriu um juramento de anistia, o que seria o bastante para ser perdoado legalmente pelo governo norte-americano. No entanto, os documentos do processo do ex-general confederado acabaram se extraviando e nunca foram reconhecidos. Ao falecer, Lee não era mais um cidadão americano, embora se esforçasse muito pela reconciliação do país e mostrasse arrependimento diversas vezes. Sua situação só foi regularizada mais de um século depois, quando os papéis de seu processo foram encontrados por acaso no Arquivo Nacional e sua nacionalidade foi restaurada postumamente pelo presidente Gerald Ford em 1975.
A situação de Davis foi um pouco mais complicada. Após a queda de Richmond, ele foi preso por alta traição. Ao ser libertado — por uma fiança de 100.000 dólares (mais de 2 milhões em valores atuais) — dois anos mais tarde, sua cidadania foi negada. Ele não poderia ser candidato nem tinha direito a votar. Em contraste com a postura de Lee, Davis insistiu até o fim que o domínio “ianque e negro” sobre o Sul era injusto. O ex-presidente da Confederação também passaria o resto da vida sem pátria e só teria sua nacionalidade restaurada no século seguinte: Jimmy Carter devolveu-lhe a condição de americano em 1978.
>Os EUA derrotariam Roma?
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Digamos que a gente volte no tempo com uma MEU [Marine Expeditionary Unit ou Unidade Expedicionária de Fuzileiros-Navais]… poderíamos destruir todas as legiões de Augusto?Estaríamos contra mais ou menos 330.000 homens, uma vez que cada legião era composta por 11.000 homens. Esses homens eram tipicamente equipados com armaduras para os braços e o tronco, feitas de metal e como armas eles usavam espadas, lanças, arcos e outros implementos de apunhalamento. Nós também encontraríamos armas de cerco como catapultas e toscas armas incendiárias.Nós teríamos um total de cerca de 2.000 membros, do qual metade participaria de operações de ataque terrestre. Nós poderíamos usar nossos veículos mecanizados (60 Humvees, 16 veículos blindados, etc), mas não poderíamos usar nosso reforço aéreo. Aeronaves seriam apenas para transporte.Nós teríamos médicos conosco, além de moderno equipamento médico e drogas, mas não teríamos mais uma linha de suprimento mágica através do tempo (nós tínhamos, mas os timelords desprezaram-nas, infelizmente!) que nos alimentaria com toda a munição, equipamento e sustento que precisaríamos para sobreviver. Nós teríamos que prosseguir com as coisas que trouxemos conosco.Assim, seríamos nós vitoriosos?
Obviamente, haveria uma diferença brutal de poder de fogo. A armadura romana seria não só inútil contra um rifle — muito menos contra um lança-granadas ou uma metralhadora .50 —, ela provavelmente distorceria os projéteis, tornando as feridas mais profundas.
No curto prazo e em campo aberto, a infantaria moderna poderia massacrar qualquer soldado da antiguidade com um risco mínimo de baixas. Mas você não poderia sustentar essa infantaria moderna. Assim, com todas essas armas e veículos você poderia fazer uma aparição breve, dramática e até mesmo devastadora, mas que rapidamente se tornaria inútil. Provavelmente em questão de dias… Os marines são os melhores guerreiros já treinados. Mas eles não podem lutar contra uma onda interminável de soldados. Ninguém pode.
>50 Anos-Lesma
A ausência do homem no espaço é sinal de que desperdiçamos uma chance enorme de evoluir. Garantir a autodestruição é sempre mais fácil, seguro e barato do que adaptar-se aos novos tempos.
| Yuri Gagarin: se a exploração espacial fosse bem-sucedida, ele não deveria ser lembrado. |
| Montar a humanidade em bombas atômicas: para políticos e militares, é divertido. E barato. |
| Orçamento militar mundial: de volta aos níveis da Guerra Fria. Os milicos não sofreram com a crise. |
| Estação Espacial Internacional: nem estação, nem espacial nem internacional. |
| Dave ficaria abismado. Por não existir. |
>Kamikases tropicais
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Em fevereiro de 1945, o 14º. Exército Britânico havia cercado um exército japonês perto de um mangue na Ilha de Ramree, no sul da Birmânia. No pântano havia milhares de crocodilos-de-água-salgada, cada um com mais de 4,5 m de comprimento. Então, na noite do dia 19, entre render-se ou lançar-se ao pântano infestado de crocodilos, os japoneses escolheram escolheram a última opção:
Foi a noite mais terrível que qualquer membro da tropa [de fuzileiros navais] jamais experimentou. Os sons de tiros de rifle no breu do pântano, que eram pontuados pelos gritos de homens feridos e esmagados pelas mandíbulas dos grandes répteis, e o horrível ruído dos crocodilos agonizantes formavam uma cacofonia infernal, que raramente se repetiria na Terra. Ao amanhecer, os urubus chegaram para limpar o que os crocodilos deixaram. [...] Dos cerca de 1.000 soldados japoneses que entraram nos pântanos de Ramree, apenas uns 20 foram encontrados vivos.





É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.