>Menor Encaixotado
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É um triste fato que bebês mortos apareçam frequentemente entre os conteúdos dos Departamentos de Achados e Perdidos das ferrovias. Quando isso acontece, eles são geralmente entregues à polícia e um inquérito formal é aberto. Há pouco tempo, conta-me Mr. Groom, uma criança viva foi encontrada em uma pequena caixa na plataforma de embarque, perto do trem escocês das oito horas. O pequenino estava comodamente colocado sobre palha e estava acompanhado de uma mamadeira. Uns poucos buracos haviam sido feitos na caixa — a qual, aliás, estava revestida com papel de parede e endereçada para uma residência em Kilburn. As autoridades daquela casa, porém, recusaram-se a receber a criança, já que nenhum dinheiro havia sido enviado com ela. Assim, o pobre e perdido infante foi entregue à polícia que, por sua vez, repassou-a a um hospício, onde foi batizado “Willie Euston” e viveu por quatro anos. Consegui obter uma fotografia do achado dessa criança e o incidente é mostrado na ilustração que segue. O oficial à direita deu seu próprio nome de batismo ao pobre menor abandonado. — William G. FitzGerald, “The Lost Property Office” [“O Departamento de Achados e Perdidos”] Strand, dezembro de 1895
>A Torre de Eben-Ezer
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| Robert Garcet (1912-2001): uma figura! |
Com sete andares, a torre de 30 metros de altura é feita de sílex e, de acordo com M. Garcet, foi projetada com auxílio de antigas medidas místicas. O interior da obra está repleto das coleções bíblica, arqueológica, paleontológica e geológica de M. Garcet. Estátuas de quatro enormes animais bíblicos fazem a vigilância no topo do castelo.
Na entrada da propriedade, uma pequena placa de madeira deixa bem claro quem é bem-vindo:
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| Sejam Bem-vindos Os Pacifistas, Mundialistas, Esperantistas, An-arquistas (sic), Resistentes à Guerra, Todos os que lutam pela paz, Todos os que engedram a Fraternidade |
Por outro lado, à esquerda, há as obrigações da humanidade que, segundo Garcet são: Aimer – Penser – Créer [Amar, Pensar, Criar].
Ironicamente, a torre, embora pareça antiga, está situada sobre uma rede de túneis verdadeiramente antigos. Garcet dizia ter descoberto mais de uma centena de “novas” criaturas fossilizadas e até uma (suposta) vila de 70 milhões de anos perdida no labirinto de túneis no subsolo de sua torre. Infelizmente — ou talvez intencionalmente —, a vila pré-histórica foi destruída por uma explosão durante trabalhos de mineração antes de ser estudada.
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[via: Atlas Obscura e crazy chris here and there]
>Montaigne e a força do hábito
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Roubemos espaço aqui para uma história. Um fidalgo francês sempre se assoava com a mão — coisa muito avessa ao nosso costume. Acerca disso, defendendo sua atitude (e era famoso pelos ditos espirituosos), ele perguntou-me que privilégio tinha aquela excreção para que lhe fôssemos preparando um belo lenço delicado a fim de recebê-la e depois, o que é pior, empacotá-la [no lenço] e guardá-la cuidadosamente em nós; que isso devia causar mais horror e náusea do que vê-la ser lançada fora de qualquer maneira, como fazemos com as outras excreções. Achei que ele não falava totalmente sem razão e que o costume me eliminara a percepção dessa extravagância, que no entanto consideramos tão horrível quando é narrada a propósito de um outro país.— Michel de Montaigne, Do costume e de não mudar facilmente uma lei aceita. in: Ensaios, Livro I (1595)










É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.