Patentes Patéticas (nº. 90)

Bigodes. Vez por outra esse tufo de pêlos que cresce sobre o lábio superior de indivíduos do sexo masculino após a puberdade volta à moda por razões obscuras. Mas quando a moda volta, costuma vir como enxurrada: de uma maneira ou de outra, todo mundo adota esse meme piloso — até quem não tem ou não pode ter bigodes, como moças e crianças (algumas mulheres são uma exceção notável).
Qualquer que seja o motivo para cultivar esse adereço facial, você certamente encontrará pequenos incômodos. Um dos principais problemas é que um bom bigode é como uma planta e necessita de uma poda precisa de vez em quando. Para solucionar esse problema, Pierre Leon Martin Victor Calmels inventou e patenteou um Apparatus for the cut of the mustache [Aparelho para o corte do bigode]: Continue lendo…
>Os EUA derrotariam Roma?
>
Digamos que a gente volte no tempo com uma MEU [Marine Expeditionary Unit ou Unidade Expedicionária de Fuzileiros-Navais]… poderíamos destruir todas as legiões de Augusto?Estaríamos contra mais ou menos 330.000 homens, uma vez que cada legião era composta por 11.000 homens. Esses homens eram tipicamente equipados com armaduras para os braços e o tronco, feitas de metal e como armas eles usavam espadas, lanças, arcos e outros implementos de apunhalamento. Nós também encontraríamos armas de cerco como catapultas e toscas armas incendiárias.Nós teríamos um total de cerca de 2.000 membros, do qual metade participaria de operações de ataque terrestre. Nós poderíamos usar nossos veículos mecanizados (60 Humvees, 16 veículos blindados, etc), mas não poderíamos usar nosso reforço aéreo. Aeronaves seriam apenas para transporte.Nós teríamos médicos conosco, além de moderno equipamento médico e drogas, mas não teríamos mais uma linha de suprimento mágica através do tempo (nós tínhamos, mas os timelords desprezaram-nas, infelizmente!) que nos alimentaria com toda a munição, equipamento e sustento que precisaríamos para sobreviver. Nós teríamos que prosseguir com as coisas que trouxemos conosco.Assim, seríamos nós vitoriosos?
Obviamente, haveria uma diferença brutal de poder de fogo. A armadura romana seria não só inútil contra um rifle — muito menos contra um lança-granadas ou uma metralhadora .50 —, ela provavelmente distorceria os projéteis, tornando as feridas mais profundas.
No curto prazo e em campo aberto, a infantaria moderna poderia massacrar qualquer soldado da antiguidade com um risco mínimo de baixas. Mas você não poderia sustentar essa infantaria moderna. Assim, com todas essas armas e veículos você poderia fazer uma aparição breve, dramática e até mesmo devastadora, mas que rapidamente se tornaria inútil. Provavelmente em questão de dias… Os marines são os melhores guerreiros já treinados. Mas eles não podem lutar contra uma onda interminável de soldados. Ninguém pode.
>Os Gigantes de Cardiff
>
Durante a escavação de um poço em Cardiff, no interior de Nova York, em 1869, os operários fizeram uma descoberta sensacional: um homem de pedra com 10 pés [3 metros] de altura.
Era uma estátua antiga? Um gigante petrificado? A verdadeira origem era bastante mundana. O chamado “Gigante de Cardiff” havia sido esculpido em gesso e enterrado deliberadamente por um comerciante de Nova York, George Hull. Ele realmente fez um bom negócio: gastou 2.600 dólares para esculpir e enterrar a peça, que foi vendida por US$ 37.500 após ser “descoberta”.
>O peso do nome: Edison (parte 1)
>
| Thomas A. Edison Jr., a.k.a. Dash (Traço). O apelido telegráfico foi dado pelo pai. |
Thomas Alva Edison Junior nunca teve paz na vida.
![]() |
| Certificado de Acionista da Edison Steel and Iron Process Company. Até o embaixador dinamarquês investiu na empresa e, como todo mundo, perdeu dinheiro. |
| Thomas A. Edison Sr.: o Mago de Menlo Park não foi um bom pai. |
>Arte Crítica e os Críticos de Arte
>
![]() |
| “Exaltation” (1924): Estrela-do-mar FAIL é hype WIN. |
Os críticos adoraram o estilo de Jerdanowitch e acabaram fazendo o que Jordan-Smith menos queria: criaram um hype em cima dele. O pintor polonês (ou checo? ninguém nem se importou em saber quem era o cara) foi considerado um visionário e o dessombracionismo era uma revolução.
“Jerdanowitch”, ou melhor, Jordan-Smith, expôs a pintura na galeria do Waldorf Astoria. Durante os dois anos seguintes, ele apareceu com pinturas cada vez mais fora do comum, exibidas em Chicago, Boston e Buffalo (a cidade, não o animal), comentadas e elogiadas até nos jornais de arte de Paris:
Um explorador de espírito inquieto, ele [Jerdanowitch] não se contenta com os caminhos pisados. Ele fez alguns belos retratos, depois alguns trabalhos muito estranhos, simbólicos e originais: Exaltation, Illumination, Admiration. Suas composições bastante pessoais, onde o artista representa coisas pela simbolização de sentimentos de seu próprio ponto de vista, o que o põe entre os melhores artistas do avant-garde com uma fórmula que exclui qualquer banalidade.— L’Art Contemporain: Livre d’Or [A Arte Contemporânea: O Livro de Ouro] (Éditions De La Revue du Vrai et du Beau, Paris, 1927), pp 85-86
Ele acabou confessando a verdade em uma entrevista para o Los Angeles Times em 1927. E parece que o autor estava certo em sua crítica aos críticos. Mesmo depois de revelar a identidade de Jerdanowtch, Paul Jordan-Smith disse que “a maioria dos críticos da América insistia que, como eu já era um escritor e tinha noção de organização, eu tinha uma habilidade artística, mas era ou ignorante ou arrogante demais para admitir”. Depois de enganados, os críticos é que foram ignorantes e arrogantes demais para admitir.
>4G EPIC FAIL!
>
>Cala a boca, Galvão!
>
![]() |
| by Mola |
Os jogos do Brasil na Copa do Mundo ainda nem começaram, mas ele já está enchendo o saco. E o pessoal do twitter já está xingando. Muito. #CALA A BOCA GALVAO é o tópico mais comentado do momento no microblog. Felizmente, ninguém sabe quem (ou o quê) é Galvão lá fora. Então surgiram as mais incríveis explicaçãos pra inglês ver.
>O iPad e a Caretice de Steve Jobs
>
Uma luta pela liberdade no coração da Apple
Em 1977, aos 21 anos de idade, Steve Jobs revelou algo que o mundo ainda não tinha visto: um computador pessoal pronto para ser programado. Após ligar a máquina, os orgulhosos proprietários do Apple II se encontravam com um intermitente cursor à espera de instruções.
O Apple II era um bom recomeço, um dispositivo feito — corajosamente — sem nenhum objetivo especial em mente. E, apesar do cursor, você não precisaria saber como escrever programas. Em vez disso, com o apertar de poucas teclas você poderia executar software adquirido de qualquer um em qualquer lugar. O Apple II era generativo, fecundo. Após o lançamento, a Apple não tinha ideia do que iria acontecer depois, o que significa que o que acontecesse não estaria limitado pelas intuições de Mr. Jobs. Em dois anos, Dan Bricklin e Bob Frankston lançaram o VisiCalc, a primeira planilha digital, que funcionava no Apple II. Subitamente, empresas do mundo inteiro desejavam máquinas que até então só eram vendidas a aficcionados. Apples II sumiam das prateleiras. E a companhia teve que fazer uma pesquisa para descobrir o motivo.
Trinta anos depois a Apple nos deu o iPhone. Era fácil de usar, elegante e cool — e havia um monte de aplicações “fora da caixa”. Mas a companhia silenciosamente demoliu um aspecto fundamental, um aspecto assinalado pela queda do “Computer” do nome Apple Computer: o iPhone não poderia ser programado por outsiders. “Nós definimos tudo o que está no telefone”, disse Mr. Jobs. “Você não quer que seu fone seja como um PC. A última coisa que você quer é ter três apps carregados no seu fone e daí você faz uma chamada e ele não funciona mais.”
A abertura sobre a qual a Apple contruíra seu império original foi completamente revertida — mas seu espírito continuou vivo entre os usuários. Hackers competiam para “quebrar” o iPhone, executando novos apps apesar do desejo da Apple de mantê-lo fechado. A Apple ameaçou bloquear qualquer aparelho que tivesse sido quebrado, mas depois pareceu curvar-se: um ano depois do lançamento do iPhone, veio a App Store [Loja de Aplicativos]. Agora os outsiders poderiam escrever software pro iPhone, abrindo as cortinas para um novo ciclo de revolucionários VisiCalcs — para não falar das dezenas de milhares de apps simples, como o iPhone Harmonica ou o malfadado I Am Rich que, por US$ 999,99, exibia a imagem de uma gema preciosa, só para mostrar que o dono do iPhone poderia pagar pelo software.
Mas a App Store tem uma armadilha: os desenvolvedores de aplicativos e os softwares devem ser aprovados pela Apple. Se a Apple não gosta do novo aplicativo, qualquer que seja a razão, já era. O I Am Rich foi retirado da Store depois de ser ridicularizado pela imprensa. Outro app, o Freedom Time, nem chegou a ser posto à venda. Ele contava os dias para o fim da presidência de George W. Bush e foi considerado politicamente sensível. Um leitor de e-mail foi negado por que poderia concorrer com o app Mail da própria Apple. Imaginem se a Microsoft do Bill Gates tivesse decretado que nenhum editor de textos além do Word poderia ser rodado no Windows. A Microsoft perdeu uma longa disputa judicial de uma década por apresentar um comportamento muito menos proprietário.
Apesar de convidar gente de fora para escrever software, o iPhone ainda continua fortemente acorrentado ao seu vendedor — assim como o Kindle é controlado pela Amazon. O 1984 de George Orwell foi retroativamente extraído de Kindles do mundo todo depois que a Amazon ficou ansiosa por ter vendido o livro sem permissão.
Para ser justo, muitos apps rejeitados não vão fazer falta (Só oito gastadores compraram o I Am Rich antes dele desaparecer). E os usuários podem ser protegidos de softwares danosos de fontes suspeitas. Mas pense: a world wide web começou como — e continua a ser — um app. Suas primeiras versões foram escritas por Tim Barners-Lee, um cientista da computação britânico que não tinha ligação alguma com fábricas de software ou de hardware. Qual seria o valor da Wikipédia, diante de uma necessária aprovação, quando ela exibia apenas sete artigos e esperava dubiamente que o público se encarregasse de fazer todo o resto? Quão ameaçado estaria a publiação de conteúdo de par a par [peer to peer] que permite a troca de dados entre usuários do iPhone? Nós sabemos a resposta: ameaçados o bastante para que eles persuadissem a Apple a excluir aplicativos do tipo da App Store.
É tentador pensar que um pouco de software externo é melhor que nada. Mas o que é válido para um único aparelho pode ser ruim para o ecossistema. O modelo híbrido do iPhone, de softwares externos sob controle centralizado já está indo além do smartphone. Este é o sentido do iPad. Ele poderia ser feito como um pequeno Apple Macintosh — aberto a qualquer software externo — ou como um grande iPhone, sob controle da Apple. E a Apple escolheu a última possibilidade. Ligue um teclado a ele e você poderia substituir um PC — com um monte de novos apps, mas só aqueles que a Apple considera válidos.
Se a Apple é a gurdiã dos usos para o aparelho, governos do mundo só precisam bater à porta de um escritório em Cupertino, Califórnia — o QG da Apple — para exigir mudanças nos códigos ou nos conteúdos. Usuários não têm mais posse ou controle sobre os aplicativos que executam — eles meramente os alugam minuto a minuto.
A esperança está numa combinação mais balanceada de sistemas abertos e fechados, como o que é seguido pelo tradicional Apple Mac — ou por telefones baseados no sistema operacional Android da Open Handset Alliance, um consórcio de empresas de hardware, software e telecomunicações. O Android Market seria a contraparte da Apple Store mas, nesse caso, usuários também são livres para sair dos trilhos e instalar os códigos que quiserem. O Android é como um canário na mina de carvão digital[*]. Se seu modelo mais aberto sobreviver, as pessoas usariam apps suspeitos e descobririam que não podem mais fazer ligações?
Mr. Jobs lançou-nos na era do computador pessoal e agora está tentando nos retirar. Nós devíamos procurar preservar nossas liberdades, mesmo que os aparelhos que tenhamos tornem-se mais atraentes e fáceis de usar.
[* Nota do Tradutor: os mineiros ingleses costumavam levar canários para as minas de carvão não só para fins de companhia, mas por que os canários alertavam-lhes quando havia algo estranho na mina, algum perigo. Daí a expressão “canário numa mina de carvão” para designar algo que é sinal de uma coisa despercebida]
>Orçamento de "Avatar"
>










É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.