Patentes Patéticas (nº. 94)

Há inventores que parecem genuinamente inspirados pela Acme, Inc — ainda que seus inventos tenham sido criados e patenteados antes da fictícia (e patética) companhia da Warner Bros. Já vimos, por exemplo, a pá/ancinho e a cadeira de dentista elétrica. O invento de hoje é mais um clássico digno de desenhos animados. Trata-se de uma simples “Firearm” (“Arma de Fogo”), mas com um cano curvo: Continue lendo…
O elemento J
Um clássico tabu da tabela periódica está prestes a ser derrubado por uma equipe de pesquisadores japoneses. Após oito anos de tentativas, o Japão acaba de se tornar o primeiro país da Ásia a sintetizar um elemento — provisoriamente chamado de 113 ou ununtrium (Uut) —, o que lhe dará o direito de nomeá-lo. Apesar da esperança de finalmente termos um J na tabela periódica, a descoberta deve causar polêmica. Continue lendo…
As naus de Nemi

Uma das naus de Nemi, logo após a drenagem.
Foi uma grande surpresa a descoberta de dois grandes barcos no pequeno Lago Nemi, nos arredores de Roma. Embora sua existência fosse conhecida há séculos, as naus construídas pelo imperador romano Calígula eram consideradas legendárias. Porque não eram simples barcos, eram verdadeiros palácios flutuantes. Continue lendo…
John Steele, o herói azarado
Imagine-se como um soldado americano sendo lançado de paraquedas na França na madrugada anterior ao Dia D. Agora imagine que, em vez de cair a oeste de uma cidadezinha normanda, você desce diretamente sobre a pracinha principal, que está cheia de militares alemães. Pra piorar, seu paraquedas acaba se enroscando na torre da igreja, te deixando pendurado lá em cima, bem à vista dos tedescos. Seria difícil acreditar que, depois de tudo isso, você ainda acabaria virando um monumento.
Mas, por incrível que pareça, foi justamente essa sequência de FAILS que transformou o paraquedista americano John Steele em herói para a população de Sainte-Mère-Église. Junto com outros soldados de dois dos três batalhões da 82ª. Divisão Aerotransportada, Steele foi lançado por engano sobre aquela cidadezinha após um bombardeio realizado na noite anterior ao Dia D.
Em situações como essa, paraquedistas são alvos fáceis. A sorte de Steele mudou quando, depois de ser ferido no tiroteiro anti-aéreo e sobreviver, ele ficou preso pelo páraquedas na torre da igreja. Notando que seus companheiros ou já chegavam mortos ao solo ou eram mortos após o pouso, Steele resolveu se fingir de morto. Seus ferimentos ajudaram em sua encenação estratégica.
O truque funcionou, mas não muito. Duas horas depois, Steele foi descoberto e, como estava vivo, foi feito prisioneiro. Só que o truque dos alemães também não funcionou por muito tempo. Mesmo ferido, Steele escapou e conseguiu encontrar as tropas do terceiro batalhão de paraquedistas, a essa altura reorganizados no 505º. Regimento de Infantaria Paraquedista e pousados no lugar certo. Steele voltou à vila com seus companheiros e ajudou-os a capturar St.-Mère-Église, num ataque que matou 11 alemães e capturou outros 30. Mais tarde, o paraquedista azarão foi recompensado com uma Estrela de Bronze e uma Purple Heart.
Após a guerra, Steele continuou visitando anualmente a cidadezinha que ajudou a libertar. Foi feito cidadão honorário e deu seu nome à uma taverna situada naquela praça, onde sua memória é mantida através de fotos e cartas. Há uma estátua de Steele pendurada com um paraquedas na torre da igreja onde ele teve a (in)felicidade de ficar enroscado. Num dos vitrais reconstruídos, dois paraquedistas cercam a Virgem Maria — um deles é o próprio John Steele, que faleceu em 1969, de câncer, poucas semanas antes do 25º. aniversário do Dia D.
>Carta em Branco
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Querido Pai e Carmilita,
Eu estou OK. Os dias voam aqui em
Bem, pode acontecer mais cedo ou mais tarde. Estou rezando por isso. Escreva logo. Não há nada como uma carta do lar. Aqui em
Amor,
BillPS – Eles podem censurar essa carta.
>Fim da Linha
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>Vista Grossa
>
Não é de hoje que o governo norte-americano faz vista grossa a uma ameaça de ataque em seu próprio território para entrar em uma guerra. Em 7 de janeiro de 1941, exatos 11 meses antes do ataque japonês a Pearl Harbor, o embaixador Joseph Clark, mandou o seguinte telegrama para o Departamento de Estado:
Um membro da Embaixada foi informado por —– meu colega que em muitos quartéis, inclusive em um japonês, ele ouviu que um massivo ataque-surpresa em Pearl Harbor estaria sendo planejado pelas forças militares japonesas em caso de “problema” entre o Japão e os Estados Unidos. Tal ataque envolveria o uso de todas as instalações militares japonesas.
Uma guerra errada, como se viu (duas, na verdade). Bin Laden pode ter sido extremamente estúpido em abandonar a vida de playboy de petrodólares por um fundamentalismo religioso odiento. Mas ele não se tornou um simples guerrilheiro; foi um gênio por se esconder no Paquistão. Por outra ironia do destino, os militares americanos caíram na própria armadilha que criaram na Guerra Fria. Eles jamais ousaram atacar o Paquistão, por que ainda acreditavam em um antigo aliado na luta contra o comunismo seria confiável. Ainda mais um aliado com um arsenal nuclear. Assim, se Washington tivesse lutado pelo desmantelamento completo do arsenal nuclear em todo o mundo — Israel inclusive — nos anos 90, pegar o terrorista número 1 teria sido bem mais fácil (e barato, pois dez anos de uma guerra infrutífera ajudaram e muito a botar a economia americana de joelhos).
Ficou bem claro agora que os Estados Unidos desmantelaram o sistema errado quando Moscou caiu. A CIA pós-soviética já não era a mesma: acomodou-se com a suposta postura de única superpotência e abriu mão de infiltrados e clássicas estratégias de espionagem em favor de equipamento high tech. Quando os alertas sobre o 11 de setembro surgiram já era tarde e, como se viu, foram ignorados por uma mistura estúpida de conservadorismo político-econômico e fundamentalismo religioso.
>Kamikases tropicais
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Em fevereiro de 1945, o 14º. Exército Britânico havia cercado um exército japonês perto de um mangue na Ilha de Ramree, no sul da Birmânia. No pântano havia milhares de crocodilos-de-água-salgada, cada um com mais de 4,5 m de comprimento. Então, na noite do dia 19, entre render-se ou lançar-se ao pântano infestado de crocodilos, os japoneses escolheram escolheram a última opção:
Foi a noite mais terrível que qualquer membro da tropa [de fuzileiros navais] jamais experimentou. Os sons de tiros de rifle no breu do pântano, que eram pontuados pelos gritos de homens feridos e esmagados pelas mandíbulas dos grandes répteis, e o horrível ruído dos crocodilos agonizantes formavam uma cacofonia infernal, que raramente se repetiria na Terra. Ao amanhecer, os urubus chegaram para limpar o que os crocodilos deixaram. [...] Dos cerca de 1.000 soldados japoneses que entraram nos pântanos de Ramree, apenas uns 20 foram encontrados vivos.
>Verdades Goebbelianas
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| Goebbels: apesar de poderoso, o número 2 da Alemanha Nazi nunca deve ter ido ao dentista. |
| A galinha ariana é a da esquerda, evidentemente. |
Nós requeremos que cada galinha ponha de 130 a 140 ovos por ano. Esse aumento não pode ser alcançado através das galinhas bastardas (não-Arianas), que agora são a população das granjas germânicas. Abatam essas indesejáveis e substituam-nas. — Agência de Notícias do Partido Nazista, 3 de abril de 1937.
Respirar apropriadamente é um meio de adquirir mentalidade heroica nacional. A arte da respiração era uma antiga característica do verdadeiro Arianismo e [era] conhecida por todos os líderes Arianos. — Weltpolitische Rundschau [Observações da Política Mundial], Berlim, (s/d).
| “zu sein oder nicht Deutsch ist, das ist die Frage” |
Considerável número de pessoas [...] descrevem o clássico autor alemão, Shakespeare, como pertencente à literatura inglesa por que — acidentalmente nascido em Stratford-on-Avon —, ele foi forçado pelas autoridades daquele país a escrever em inglês. — Deutscher Weckruf und Beobachter [Observadores e Despertadores Alemães], jornal da comunidade alemã de NY; citado pela revista The American Mercury (Julho de 1940).
O coelho, é certo, não é um animal germânico, dada a sua dolorosa timidez. É um imigrante que aproveita os privilégios de um convidado. Quanto ao leão, vemos nele características indisputavelmente germânicas. Assim, poderíamos considerá-lo um alemão no estrangeiro. — Gen. Erich Ludendorff em Am Quell Deutscher Kraft [Na Fonte do Vigor Alemão].
| Ops, Coelho errado! |
>Conflitos Esquecidos [8] — As Batalhas de Khalkhin Gol
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| Zhukov planejando a ofensiva final |
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| Zhukov: o homem mais condecorado da URSS. |











É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.