Patentes Patéticas (nº. 50) \o/
Mouses (ou como dizem os lusos, ratos) são aqueles dispositivos de entrada que graças às telas-sensíveis-ao-toque começam a parecer desengonçados (ou não). Mas antes mesmo do indispensável botão de rolagem, do rastreamento a laser ou dos dispositivos sem-fio, já havia gente pensando em aperfeiçoar esses ratos eletrônicos.
Talvez inspirados pelas ideias da convergência de aparelhos, esses inventores tentaram colocar impressoras em mouses. Embora não seja a única, a solução mais “elegante” é o Mouse device with a built-in print [Dispositivo mouse com impressora embutida] proposto pelo japonês Yasushi Murai: Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 50) \o/” »
A primeira mensagem de erro
Em meados dos anos 1950, quando até fabricantes duvidavam que computadores pudessem ser um grande negócio, já apareciam as primeiras revistas especializadas em informática. Das publicações pioneiras sobre a área, a Computers and Automation, dedicada a temas como “Processamento de dados – Cibernética – Robôs” destacou-se por não se restringir à área acadêmica e tentar popularizar a então novata (e complicada) computação eletrônica. Na edição de dezembro de 1957, o editor da revista, Edmund C. Berkeley, escreveu uma breve resenha de certo “dispositivo de saída para um computador automático” — a tela, descrita como um “visor e gerador de símbolos”:
A tela do tubo de imagem apresentado irá exibir até 10.000 caracteres por segundo. Cada caracter é formado por uma matriz de pontos brilhantes, uma seleção de uma matriz retangular com um total de 35 pontos, cinco de largura e sete de altura. Para uma letra T maiúscula, por exemplo, a seleção tem cinco pontos cruzando o topo e seis outros que descem pelo meio.
Numa época em que ainda se usavam cartões perfurados como dispositivos de entrada e saída de dados, uma tela com letras de 35 pixels de resolução era uma maravilha. Curiosamente, para demonstrar como seria o uso de uma tela em um computador, aquele número de Computers and Automation trazia na capa a imagem de uma mensagem de erro — que seria, talvez, a primeira de muitas:
Operador Miss Smith – Sua instrução 317 parece incorreta. Ela permite divisão por zero. Você poderia, por favor, revisar meu programa.
- Diana
Não está claro se Diana era o nome de outro “operador” (em vez de “usuário”) ou se esse era o nome do computador. Hoje pode parecer estranho uma mensagem de erro sobre a divisão por zero com um pedido para revisar o programa, mas naquela época os computadores eram basicamente grandes calculadoras programáveis.
[via Ptak Science Books]
>A Rede Social (1982)
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Continuou a ser a líder do mercado norte-americano, chegando a ter cerca de 3 milhões de assinantes, até meados da década de 1990, quando sua cobrança por hora começou a ser detonada pelos pagamentos mensais (e os clássicos CDs de instalação) da America Online.
Ironicamente, a CIS foi adquirida em 1998 por sua maior concorrente, a própria AOL. Embora o serviço de acesso Compuserve Classic tenha sido descontinuado em 2009, ainda é possível ter um e-mail @compuserve.com ou @cs.com. Mais informações na página da própria Compuserve, que ainda existe!
>A Incrível Memória do Pinóquio Mecânico
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| Meca-pinóquio |
>Atropelada pelo Google
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>Primos Gigantes
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>O iPad e a Caretice de Steve Jobs
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Uma luta pela liberdade no coração da Apple
Em 1977, aos 21 anos de idade, Steve Jobs revelou algo que o mundo ainda não tinha visto: um computador pessoal pronto para ser programado. Após ligar a máquina, os orgulhosos proprietários do Apple II se encontravam com um intermitente cursor à espera de instruções.
O Apple II era um bom recomeço, um dispositivo feito — corajosamente — sem nenhum objetivo especial em mente. E, apesar do cursor, você não precisaria saber como escrever programas. Em vez disso, com o apertar de poucas teclas você poderia executar software adquirido de qualquer um em qualquer lugar. O Apple II era generativo, fecundo. Após o lançamento, a Apple não tinha ideia do que iria acontecer depois, o que significa que o que acontecesse não estaria limitado pelas intuições de Mr. Jobs. Em dois anos, Dan Bricklin e Bob Frankston lançaram o VisiCalc, a primeira planilha digital, que funcionava no Apple II. Subitamente, empresas do mundo inteiro desejavam máquinas que até então só eram vendidas a aficcionados. Apples II sumiam das prateleiras. E a companhia teve que fazer uma pesquisa para descobrir o motivo.
Trinta anos depois a Apple nos deu o iPhone. Era fácil de usar, elegante e cool — e havia um monte de aplicações “fora da caixa”. Mas a companhia silenciosamente demoliu um aspecto fundamental, um aspecto assinalado pela queda do “Computer” do nome Apple Computer: o iPhone não poderia ser programado por outsiders. “Nós definimos tudo o que está no telefone”, disse Mr. Jobs. “Você não quer que seu fone seja como um PC. A última coisa que você quer é ter três apps carregados no seu fone e daí você faz uma chamada e ele não funciona mais.”
A abertura sobre a qual a Apple contruíra seu império original foi completamente revertida — mas seu espírito continuou vivo entre os usuários. Hackers competiam para “quebrar” o iPhone, executando novos apps apesar do desejo da Apple de mantê-lo fechado. A Apple ameaçou bloquear qualquer aparelho que tivesse sido quebrado, mas depois pareceu curvar-se: um ano depois do lançamento do iPhone, veio a App Store [Loja de Aplicativos]. Agora os outsiders poderiam escrever software pro iPhone, abrindo as cortinas para um novo ciclo de revolucionários VisiCalcs — para não falar das dezenas de milhares de apps simples, como o iPhone Harmonica ou o malfadado I Am Rich que, por US$ 999,99, exibia a imagem de uma gema preciosa, só para mostrar que o dono do iPhone poderia pagar pelo software.
Mas a App Store tem uma armadilha: os desenvolvedores de aplicativos e os softwares devem ser aprovados pela Apple. Se a Apple não gosta do novo aplicativo, qualquer que seja a razão, já era. O I Am Rich foi retirado da Store depois de ser ridicularizado pela imprensa. Outro app, o Freedom Time, nem chegou a ser posto à venda. Ele contava os dias para o fim da presidência de George W. Bush e foi considerado politicamente sensível. Um leitor de e-mail foi negado por que poderia concorrer com o app Mail da própria Apple. Imaginem se a Microsoft do Bill Gates tivesse decretado que nenhum editor de textos além do Word poderia ser rodado no Windows. A Microsoft perdeu uma longa disputa judicial de uma década por apresentar um comportamento muito menos proprietário.
Apesar de convidar gente de fora para escrever software, o iPhone ainda continua fortemente acorrentado ao seu vendedor — assim como o Kindle é controlado pela Amazon. O 1984 de George Orwell foi retroativamente extraído de Kindles do mundo todo depois que a Amazon ficou ansiosa por ter vendido o livro sem permissão.
Para ser justo, muitos apps rejeitados não vão fazer falta (Só oito gastadores compraram o I Am Rich antes dele desaparecer). E os usuários podem ser protegidos de softwares danosos de fontes suspeitas. Mas pense: a world wide web começou como — e continua a ser — um app. Suas primeiras versões foram escritas por Tim Barners-Lee, um cientista da computação britânico que não tinha ligação alguma com fábricas de software ou de hardware. Qual seria o valor da Wikipédia, diante de uma necessária aprovação, quando ela exibia apenas sete artigos e esperava dubiamente que o público se encarregasse de fazer todo o resto? Quão ameaçado estaria a publiação de conteúdo de par a par [peer to peer] que permite a troca de dados entre usuários do iPhone? Nós sabemos a resposta: ameaçados o bastante para que eles persuadissem a Apple a excluir aplicativos do tipo da App Store.
É tentador pensar que um pouco de software externo é melhor que nada. Mas o que é válido para um único aparelho pode ser ruim para o ecossistema. O modelo híbrido do iPhone, de softwares externos sob controle centralizado já está indo além do smartphone. Este é o sentido do iPad. Ele poderia ser feito como um pequeno Apple Macintosh — aberto a qualquer software externo — ou como um grande iPhone, sob controle da Apple. E a Apple escolheu a última possibilidade. Ligue um teclado a ele e você poderia substituir um PC — com um monte de novos apps, mas só aqueles que a Apple considera válidos.
Se a Apple é a gurdiã dos usos para o aparelho, governos do mundo só precisam bater à porta de um escritório em Cupertino, Califórnia — o QG da Apple — para exigir mudanças nos códigos ou nos conteúdos. Usuários não têm mais posse ou controle sobre os aplicativos que executam — eles meramente os alugam minuto a minuto.
A esperança está numa combinação mais balanceada de sistemas abertos e fechados, como o que é seguido pelo tradicional Apple Mac — ou por telefones baseados no sistema operacional Android da Open Handset Alliance, um consórcio de empresas de hardware, software e telecomunicações. O Android Market seria a contraparte da Apple Store mas, nesse caso, usuários também são livres para sair dos trilhos e instalar os códigos que quiserem. O Android é como um canário na mina de carvão digital[*]. Se seu modelo mais aberto sobreviver, as pessoas usariam apps suspeitos e descobririam que não podem mais fazer ligações?
Mr. Jobs lançou-nos na era do computador pessoal e agora está tentando nos retirar. Nós devíamos procurar preservar nossas liberdades, mesmo que os aparelhos que tenhamos tornem-se mais atraentes e fáceis de usar.
[* Nota do Tradutor: os mineiros ingleses costumavam levar canários para as minas de carvão não só para fins de companhia, mas por que os canários alertavam-lhes quando havia algo estranho na mina, algum perigo. Daí a expressão “canário numa mina de carvão” para designar algo que é sinal de uma coisa despercebida]
>Erro 691
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[Update (05/11): o problema foi resolvido após a visita de um técnico. Mas o prazo previsto, de 72 horas, não foi respeitado]
>O Grande Reino do Petabyte e o Twitter
>
Como se vê, espaço é o que não vai faltar, mas tem gente que prefere usar só 140 caracteres (minúsculos 20 KB). Perdoem-me os twitteiros, mas isso, pra mim, é de um pão-durismo mesquinho. Além, é claro, de ser sinal de preguiça de ler e escrever.
Para os twitteiros, vou tentar dar uma idéia de quanto é 1 Terabyte em termos de tuitadas.
Quem quiser, pode acompanhar as contas com uma calculadora simples. Como cada mensagem de 140 caracteres tem 20 KB, umas 50 tuitadas ainda somariam apenas 1 Megabyte (MB) – caberiam num disquete. Para acumular 1 Giga de mensagens no twitter, seriam necessários 50 000 tweets. Multiplique isso por 1000 – 50 000 000 – e ainda dá apenas1 Terabyte. Estima-se que a quantidade de informação processada pelo cérebro de uma pessoa que morre após 80 anos de vida é da ordem de 80 Terabytes. Ou 4 bilhões de tuitadas. Para alcançar um Petabyte, seria necessário tuitar…. 50 000 000 000 (50 BILHÕES) de vezes. É humanamente impossível tuitar tanto – a não ser que você tenha vida eterna.
Supondo uma média de 4 tuitadas por dia (podem ser mais, dependendo do vício), seriam necessários 12,5 bilhões de dias para acumular tamanha quantidade de informação. Isso equivale a pouco menos de 34,25 milhões anos. Só para se ter uma idéia, os mais antigos ancestrais dos seres humanos apareceram há uns 6 milhões de anos. Assim, a estimativa de armazenar toda a história escrita da humanidade – acumulada em meros 6.000 anos de trabalho – em “apenas” 50 Terabytes não parece tão absurda. Mas para armazenar todos os conhecimentos humanos, deveríamos considerar também todas as pinturas, todas as músicas, todas as fotografias, todos os filmes e todas as animações feitas em todas as culturas de todas as épocas. E, se não nos autodestruirmos em breve, numa guerra nuclear, numa catástrofe climática ou num desastroso choque com um asteróide de grandes proporções, ainda teremos centenas de milhões (bilhões?) de anos pela frente para criar e produzir. Qual será o tamanho da herança cultural humana? Impossível estimar, mas o cofre, possivelmente, parecerá pequeno.






É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.