A ‘cabeça demoníaca’ de Mordrake
Pouco se sabe sobre Edward Mordrake e há quem o considere mera lenda urbana.
Nascido no fim do século XIX, Mr. Mordrake seria herdeiro de um nobre inglês e — é aqui que começa a lenda — teria uma segunda face no lugar da nuca. Segundo relatos, a face extra seria capaz de rir e chorar, mas não podia se alimentar nem falar (se assim foi, o rosto traseiro não teria ligação com a garganta). Ou será que não seria bem assim? Também se conta que Mr. Mordrake passou a vida implorando aos médicos que lhe retirassem o que ele chamava de “cabeça demoníaca”, a qual atazanava o “pobre Edward” durante a noite sussurrando uma língua satânica. Evidentemente, nenhum médico se arriscou a fazer a remoção cirúrgica do outro rosto de Mordrake.
Sem surpresa, o herdeiro britânico, atormentado por uma crise de dupla identidade aparentemente insuperável, cometeu suicídio aos 23 anos. O que surpreende, porém, é que apesar de sua condição extraordinária faltam dados médicos confiáveis sobre Mordrake. Em plena era dos estudos sobre o crânio (e dos freak-shows) é difícil entender porque os médicos (ou, pelo menos, os donos de circo) não se interessariam por um caso tão extraordinário. Possivelmente, dada a sua condição de nobre, Mordrake teria sido escondido como uma aberração pela família em algum porão obscuro. Por isso, desconhecemos sua data de nascimento e é difícil confirmar sua existência. Talvez mesmo seu nome seja falso. Isso, claro, se a história toda não for uma lenda urbana.
A condição da dupla-face, porém, não é inteiramente impossível. Pelo menos dez casos de Craniopagus parasiticus — isto é, o desenvolvimento da cabeça de um gêmeo parasítico com um corpo subdesenvolvido, dando a impressão de duas cabeças ou faces — foram documentados cientificamente e há outros oitenta relatos históricos sob suspeita. Lendário ou não, Edward Mordrake poderia ser um deles.
Empréstimo Hereditário
Quem nunca devolveu um livro pra biblioteca da faculdade com semanas ou mesmo meses de atraso não sabe o que é ficar pobre pagar multa. Richard Dodd, de Winnimac, Indiana, que o diga. Em 7 de dezembro de 1968, ele notou que tinha um velho livro atrasado entre seus pertences e o devolveu à Biblioteca Médica da Universidade de Cincinnati.
E como estava atrasado! O livro — Medical Reports of Effects of Water – Cold and Warm – as a Remedy in Fever and Febrile Diseases, Whether Applied to the Surface of the Body or Used Internally [Relatórios Médicos do Efeito da Água (Fria e Quente) como Remédio para Febre e Doenças Febris, seja Aplicada à Superfície do Corpo ou Usada Internamente], escrito por James Currie — tinha um atraso tão grande quanto seu título. O exemplar de Medical Reports… havia sido emprestado, pelo bisavô de Dodd, em 1823 — e estava com meros 145 anos de atraso no momento da devolução.
Tanto o bisavô quanto o avô de Dodd haviam frequentado a Escola de Medicina de Cincinnati. Eles deviam ter devolvido o exemplar, mas o livro acabou chegando às mãos de Richard Dodd como herança de família. Felizmente, ao receber o livro, a bibliotecária Cathy Hufford resolveu não cobrar a multa. Até porque seria difícil receber o valor, então calculado em 22 646 dólares. Em valores atualizados pela inflação, segundo os cálculos do Wolfram | Alpha, seriam US$ 152 904,45 ou (de acordo com a cotação do Google) aproximadamente R$ 299 157,43.
As Premonições Probabilísticas de Gott

J. Richard Gott, um astrofísico de Princeton, estava visitando o Muro de Berlim em 1969. Durante o passeio, teve um insight e percebeu que sua visita acontecia num momento aleatório da existência do muro. Assim, pareceu-lhe razoável supor que havia 50% de chances que ele estivesse observando a Cortina de Ferro bem na metade de sua história. “Se eu estava no começo desse intervalo”, escreveu mais tarde na New Scientist “então um quarto da vida do muro já havia passado e faltavam ainda três quartos.”
“Por outro lado” — continua Gott — “se eu estivesse no fim desse intevalo, então três quartos já teriam passado, restando apenas um quarto para o futuro. Dessa maneira, calculei que havia 50% de chance de que o muro duraria de 1/3 a 3 vezes o tempo em que já existia.” Àquela altura, o muro tinha 8 anos de existência. Portanto, Gott considerou que havia 50% de chances de que ele permaneceria lá por mais de 2 anos e 2/3 (aprox. 2 anos e 8 meses) mas menos de 24 anos. O prazo máximo de 24 anos terminaria em 1993. O Muro, como todos sabem, caiu em 1989.
Depois de perceber o sucesso de seu raciocínio, Gott aplicou o mesmo princípio para estimar o tempo de vida da espécie humana. Em um artigo publicado na Nature — justamente em 1993 —, ele argumentava que havia 95% chances de que nossa espécie sobreviveria entre os próximos 5.100 a 7,8 milhões de anos.
A validade do método Gott de previsão — mais conhecido por Método Copérnico por partir do Princípio Copernicano de que não há nada de especial em um observador humano — ainda é matéria de debate entre físicos e filósofos. Ainda em 1993, Gott usou seu método para prever, em artigo publicado na New Yorker, a longevidade de 44 peças e musicais da Broadway — com 90% de acertos.
“Procedimentos contra as coisas inanimadas”
Entre os Kulkis, se um homem cai de uma árvore e é morto, é dever sagrado derrubar a árvore, cortá-la em pedaços e jogá-los fora da comunidade. O espírito da árvore, supõem, causou o acidente e o sangue do falecido não terá sido inteiramente vingado até que o objeto ofensivo tenha sido extraído da face da Terra. Um sobrevivente dessa noção era o costume de queimar hereges e lançar suas cinzas aos quatro ventos ou em rios que correm para o mar. As leis de Drakôn e Erechtheus exigiam que as armas e todos os outros objetos pelo qual uma pessoa tenha perdido a vida fossem publicamente condenados e lançados para fora das fronteiras atenienses. Essa sentença de banimento, então considerada uma das mais severas que se podia aplicar, foi pronunciada contra a espada que matara um sacerdote e também contra um busto do poeta elegíaco Theognis, que caíra sobre um homem, matando-o. Mesmo nos casos em que alguém poderia considerar como homicídio justificável por legítima defesa, não se admitia exceção. Assim, a estátua erigida pelos atenienses em honra de um famoso atleta, Nikôn de Thasos, foi atacada e derrubada de seu pedestal por invejosos inimigos [do homenageado]. Ao cair, a estátua matou um dos atacantes e foi levada ao tribunal, onde foi sentenciada a ser lançada ao mar. Processos judiciais desse tipo eram chamados de “procedimentos contra as coisas inanimadas” e eram conduzidas na baixa corte de Atenas conhecida como Prytaneion. Tais processos são relatados por Ésquines, Pausânias, Demóstenes e outros autores, e brevemente descritos no “Onomasticon” de Julius Pollux e no “Lexicon Decem Oratorum Graecorum” de Valerius Hapokration. — Edward Payson Evans, The Criminal Prosecution and Capital Punishment of Animals [O Processo Criminal e Punição Capital de Animais], 1906
O tubarão que veio do céu
Encontrar um tubarão em um campo de golfe não é incomum – embora geralmente seja um tubarão figurativo, como um tubarão capitalista. Mas e se você encontrasse um tubarão literal, de verdade, naquele gramado impecável, entre uma tacada e outra? Pois foi justamente isso que aconteceu na última segunda-feira no San Juan Hills Golf Club, em San Juan Capistrano, na Califórnia.
O mais incrível é que a queda de um tubarão-leopardo de duas libras [aprox. 1kg] foi um acontecimento discretíssimo. Ninguém estava jogando na tarde daquela segunda quando o Triakis semifasciata caiu perto do 12º. buraco. Segundo a diretora do clube de golfe, Melissa McCormack, o animal aparentemente caiu após ter sido capturado por alguma ave marinha*. Inofensivo aos humanos, o pequeno predador foi descoberto por um funcionário do campo, que encontrou o tubarão vivo, porém levemente ferido e sangrando.
Trabalhando às pressas para salvar o animal, McCormack e outros dois funcionários colocaram o tubarãozinho num balde com água. Então alguém lembrou que aquilo não era um peixe de água doce e o trio teve que improvisar uma dose de água salgada caseira (com sal de cozinha mesmo). Antes de soltá-lo no mar, McCormack teve o cuidade de fotografar o tubarão.
‘Onde estou? Quem sou eu?’ [Imagem: Melissa McCormick/San Juan Hills Golf Club]
Não é a primeira vez que o clube de golfe local atrai a fauna da região. “Nós temos nossos típicos coiotes, gambás e um ou outro cougar**”, disse McCormack. “Mas nada como um tubarão.”
[via The News Tribune]
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* Sobre uma ave que possa ter feito isso, vide o comentário do Rafael S. Marcondes a seguir.
** Para uma discussão do termo cougar, vide o comentário citado e a réplica Deste Que Vos Escreve.
As “escravisauras” das minas britânicas
Muito se fala de que a industrialização inglesa fez-se sem qualquer consideração pelas duríssimas condições de trabalho que criou para seus operários. Isso não é inteiramente correto. Em 1842, uma comissão parlamentar de inquérito (ou seja, uma CPI) debruçou-se sobre as condições de trabalhos das moças e rapazes empregados em minas de carvão. Algo semelhante hoje em dia seria veiculado pela imprensa como a CPI dos Meninos-Carvoeiros ou das Escravas Isauras. Não foi sob nenhum título vistoso que a Facts and Figures reproduziu, em sua edição de 2 de maio de 1842, o relatório final da comissão, do qual destacamos os seguintes trechos: Continue lendo…
Perna pra que te quero
O que acontece quando se junta vingança e fetiche por pernas? Provavelmente, algo assim:
“Em certa noite, uma pessoa veio ao nosso escritório e pediu para ver o editor do Lancet. Ao ser introduzido em nosso santuário, ele colocou um saco sobre a mesa, do qual, em seguida, ele retirou uma bela e simétrica extremidade inferior, a qual igualava-se à “melhor parte de Atalanta” e que evidentemente pertencera a uma mulher. “Eis!”, disse ele, “Haverá algo com essa perna? Já viste alguma mais bela? O que deveria ser feito com o homem que a cortou?” Ao receber a explicação dessas interrogações que nos foram postas, viemos a saber que a perna era da esposa de nosso visitante noturno. Ele se acostumara a admirar o pé e a perna da senhora, de cuja perfeição, parece-nos, ela era plenamente consciente. Uns poucos dias antes [daquela noite] ele atiçara a ira dela e ambos tiveram uma violenta querela. Após a discussão, ela saiu de sua casa, dizendo que se vingaria dele e que ele jamais veria novamente os objetos de sua admiração. A primeira coisa que ele soube dela é que ela havia sido paciente no Hospital **** e teve sua perna amputada. Ela declarou aos cirurgiões que sofria de uma intolerável dor no joelho e implorou pela remoção de seu membro – um pedido que os cirugiões atenderam e, assim, tornaram-se instrumentos de sua absurda e torurante vingança contra seu marido!”
De A Collection of Remarkable Cases in Surgery [Coletânea de Casos Notáveis em Cirurgia] (1857), com citação do Lancet de 1850. Paul Fitzsimmons Eve, autor da coletânea, comenta: “O caso nos parece altamente improvável, mas percebam que o Lancet é o responsável por sua publicação.”
Seria possível uma vingança tão cruel? Ainda mais numa época em que a anestesia engatinhava e, sem antibióticos ou procedimentos antissépticos, a morte de amputados era comum? Os médicos teriam sido assim tão ingênuos? E como o marido teria conseguido arranjar a perna? Seria assim tão fácil sair de um hospital inglês carregando um saco com uma perna nas costas?
Mesmo que não seja verdade – e tudo indica que não é – o jornalista que escreveu (ou inventou) essa história deveria ter tentado a carreira como autor de contos de terror.
Porém, não seria surpresa se o inventor da história fosse o próprio Mr. Eve. O caso aparece apenas no fim do capítulo dedicado às amputações de sua coletânea – e pode muito bem ter sido criado apenas para inchar mais um pouco seu volumoso livro de 850 páginas. Mesmo citando o Lancet, Eve não dá o número da edição. Uma busca nos arquivos da publicação médica britânica não dá resultados relevantes.
Um século e meio de furacões, tornados, ciclones e tufões

Imagem: John Nelson/IDV Solutions
John Nelson cartografa novamente! Depois de mapear pouco mais de um século de terremotos, o gerente de cartografia da IDV Solutions voltou-se para os desastres atmosféricos. Com base em dados do antigo US Weather Bureau e da National Oceanic and Atmospheric Administration (atual agência meteorológica do governo norte-americano) registrados entre 1851 e 2010, Mr. Nelson usou suas cores brilhantes para revelar as trajetórias de furacões e tempestades tropicais que assolaram o planeta durante o último século e meio.
Desta vez, Nelson foi cartograficamente ousado e optou por uma projeção centrada no Pólo Sul. As vantagens são óbvias: as curvas das tempestades tornam-se claramente visíveis, bem como sua tendência de seguir de leste para oeste (ou, se preferir, em sentido anti-horário no mapa).
A frequência e intensidade dos fenômenos cresce a partir da década de 1940. Mas não tire conclusões precipitadas. Tal aumento deve-se antes ao aperfeiçoamento dos sistemas de detecção de furacões e similares. A partir dos anos 1970, por exemplo, há uma explosão no número de registros simplesmente porque o governo americano passou a “ver”, através de satélites, as tempestades tropicais e os tufões da Ásia.
O mais notável, porém, é a assimetria entre o hemisfério sul dos oceanos Pacífico e Atlântico e do oceano Índico. Praticamente metade do Pacífico sul é realmente pacífica (o que explica o batismo, já que Fernão de Magalhães entrou nesse oceano pelo sul). A única ocorrência no Atlântico sul foi o ciclone (ou furacão) que atingiu Santa Catarina em 2004.
O mapa em tamanho original (5000 x 3150 pixel) está aqui.
[via ouramazingplanet.com]
Metamorfose Ambulante
Na edição de setembro de 1954 de Scripta Mathematica, Pedro A. Pisa revelou que a identidade
1234 + 2484 + 3674 = 1254 + 2444 + 3694
continua válida mesmo quando os dígitos de cada termo são permutados da mesma forma:
1234 + 2484 + 3674 = 1254 + 2444 + 3694
1243 + 2448 + 3647 = 1245 + 2444 + 3649
1324 + 2844 + 3764 = 1524 + 2444 + 3964
1342 + 2844 + 3746 = 1542 + 2444 + 3946
1423 + 2448 + 3467 = 1425 + 2444 + 3469
1432 + 2484 + 3476 = 1452 + 2444 + 3496
2134 + 4284 + 6374 = 2154 + 4244 + 6394
2143 + 4248 + 6347 = 2145 + 4244 + 6349
2314 + 4824 + 6734 = 2514 + 4424 + 6934
2341 + 4842 + 6743 = 2541 + 4442 + 6943
2413 + 4428 + 6437 = 2415 + 4424 + 6439
2431 + 4482 + 6473 = 2451 + 4442 + 6493
3124 + 8244 + 7364 = 5124 + 4244 + 9364
3142 + 8244 + 7346 = 5142 + 4244 + 9346
3214 + 8424 + 7634 = 5214 + 4424 + 9634
3241 + 8442 + 7643 = 5241 + 4442 + 9643
3412 + 8424 + 7436 = 5412 + 4424 + 9436
3421 + 8442 + 7463 = 5421 + 4442 + 9463
4123 + 4248 + 4367 = 4125 + 4244 + 4369
4132 + 4284 + 4376 = 4152 + 4244 + 4396
4213 + 4428 + 4637 = 4215 + 4424 + 4639
4231 + 4482 + 4673 = 4251 + 4442 + 4693
4312 + 4824 + 4736 = 4512 + 4424 + 4936
4321 + 4842 + 4763 = 4521 + 4442 + 4963
O mesmo acontece se cada termo da equação for elevado ao quadrado!
Really Lost

Seu avião caiu no mar e você sobreviveu em uma ilha deserta em companhia de uma bola de vôlei chamada Wilson? Você foi um sobrevivente do vôo 815 da companhia aérea Oceanic Airlines e descobriu-se em uma ilha cheia de mistérios (e até ursos polares)? Bitch, please!
Poderia ser pior, muito pior! Lembre-se dos navios negreiros. Eles também naufragavam. Um negreiro chamado Utile — que ainda por cima era ilegal — foi a pique em 31 de julho de 1761. Não muito longe do local do naufrágio ficava uma ilhota minúscula perdida a umas 200 milhas [321km] a leste de Madagascar, conhecida apenas como Île de Sable [Ilha de Areia].
Depois de esperar seis meses na ilha, os tripulantes e traficantes sobreviventes montaram uma jangada e partiram. Antes disso, porém, eles prometeram que, assim que fosse possível, viriam resgatar os 60 escravos que deixaram para trás.
Era de se esperar que eles voltassem para recuperar a “mercadoria” humana e não ficar no prejuízo. Mas, como eram traficantes ilegais, não cumpriram a promessa — talvez não voltassem nem mesmo se fossem comerciantes de escravos legais. Deixados ao léu, os cativos lutaram durante 15 anos para manter uma fogueira acesa e para sobreviver numa área desolada de meros 0,776 km².
“Encontramos evidências de onde eles viveram e o que eles comeram”, disse o arqueologista Max Guéroult ao Independent em 2007. “Encontramos utensílios de cozinha de cobre, reparados vez após vez e que devem ter se originado dos destroços do navio.” Para sobreviver, os abandonados construíram abrigos com coral e areia, um forno comunal e alimentaram-se de tartarugas e aves marinhas.
Como era de se esperar, a maioria dos escravos náufragos acabou perecendo. A certa altura, 18 fugiram em uma embarcação improvisada — mas não se sabe se eles tiveram algum sucesso.
Ironicamente, a salvação veio com a chegada de outro náufrago. Em novembro de 1776, um marujo francês foi o único sobrevivente de um naufrágio naquela área. Com os destroços, ele conseguiu construir uma jangada e partiu para as Ilhas Maurício, levando com ele três homens e três mulheres que encontrou na Ilha de Areia. Quando a corveta La Dauphine chegou para levar os outro sete (ou melhor, as outras) que restavam, havia entre os sobreviventes uma avó, uma mãe e um neto de 8 meses que havia nascido na ilhota.
Após o resgate, o governador de Île de France declarou os náufragos livres, pois haviam sido capturados ilegalmente. Ele também adotou a família do bebê, que foi batizado com o nome de Jacques Moise — um sobrenome que significa Moisés.
Atualmente, a ilhota ainda está sob domínio francês e é conhecida como Tromelin, nome do capitão do navio que resgatou os náufragos. Tromelin tem apenas uma pista de pouso e uma pequena estação meteriológica, mas é desabitada.



É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.