Um banco e uma placa

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Golf_Halt_Station.jpg

Isso é tudo nessa modestíssima estação ferroviária situada Gwynedd, North Gales, que já teve o sesquipedálico nome de Gorsafawddacha’idraigodanheddogleddollônpenrhynareurdraethceredigion.

Essa denominação foi uma tentativa de superar  Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch pela complicada distinção de ser o local com nome mais comprido da Europa. A ideia foi da Fairborne Railway, uma ferrovia turística de Gales e o objetivo era justamente atrair turistas.

Mas como Gorsafawddacha’idraigodanheddogleddollônpenrhynareurdraethceredigion não passa de um banco no meio do nada enquanto Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch é uma vila na ilha de Anglesey, ninguém se importou com a estação ferroviária e o nome não pegou. Talvez se houvesse algo além de um banco…

Gorsafawddacha’idraigodanheddogleddollônpenrhynareurdraethceredigion é algo como “a estação Mawddach e seus dragões sob a paz do norte da Penrhyn Road sobre a praia dourada de Cardigan Bay”. Os tais dragões seriam antigas barreiras anti-tanque, remanascentes da Segunda Guerra Mundial com aparência de… bem, dragões.

Esse não é o único problema com Gorsafawddacha’idraigodanheddogleddollônpenrhynareurdraethceredigion. O nome só faz sentido com aquele apóstrofo ali e o uso do hífen seria a forma correta de escrever o trecho “…[g]ogleddol-lôn…” (mais ou menos no meio do nome). Sendo assim, mesmo para os galeses, foi difícil considerar que tal (notem quantas letras podem ser substituídas por tal) nome seria apenas uma palavra. Outro problema: Cardigan Bay, em galês, é Bae Ceredigion e não apenas “…ceredigion” (não é estranho que tenham perdido a oportunidade de meter mais três letrinhas? talvez tenham se perdido…). Pra piorar, a tal baía situa-se apenas no condado vizinho ao condado de Gwynedd, onde fica a estaçãozinha megalômana.

Assim, em 2007 — para alívio do cara que anuncia o nome das estações de trem —, houve uma mudança de nome um tanto drástica: Gorsafawddacha’idraigodanheddogleddollônpenrhynareurdraethceredigion virou Golf Halt. Aliás, voltou a ser Golf Halt, já que esse era o nome original antes do desastroso batismo publicitário. Mas nem tudo está perdido: até hoje, ainda que em letras minúsculas, a pequena placa traz o grande nome antigo.

Veja também: Um dia na vida de Don Juan Nepomuceno de Burionagonatotorecagageazcoecha.

“Escrita Automática de Romance”

A maravilhosa Lady Buxley era rica. A feia e ninfomaníaca [oversexed no orginal] Lady Buxley era solteira. John era sobrinho de Lady Buxley. Empobrecido e irritável, John era malvado. O belo e ninfomaníaco John Buxley era solteiro. John odiava Edward. John Buxley odiava o Dr. Bartholomew Hume. O brilhante Hume era malvado. Hume eram ninfomaníaco. O belo Dr. Bartholomew era solteiro. Gentil e indolente, Edward era rico. O ninfomaníaco Lord Edward era feio. Lord Edward casou-se com Lady Jane. Edward gostava de Mary Jane. Edward não era invejoso. Lord Edward detestava John. A bela e invejosa Jane gostava de Lord Edward.

Assim começa um conto de mistério policial instantâneo. Evidentemente artificial, a obra é resultado de um experimento liderado pelo Prof. Sheldon Klein na Universidade de Winsconsin em 1973.

Professor de Ciência da Computação e de Linguística, Klein fez um teste na fronteira entra as duas áreas: programou um Univac 1108 em Fortran V para escrever uma história 2.100 palavras em 19 segundos. A trama é bem aleatória (e aparentemente ninfomaníaca), mas cai num lugar-comum: o culpado é o mordomo.

Curiosamente, o professor Klein (e seu computador) ainda não recebeu nenhum prêmio IgNobel de Literatura.

Referência

Klein, S., J.F. Aeschlimann,  D. F. Balsiger,  S. L. Converse,  C. Court,  M. Foster,  R. Lao,  J. D. Oakely  &  J. D. Smith.  1973. AUTOMATIC NOVEL WRITING,  UWCS Tech Report No. 186, 109 pages. [disponível em pdf; o conto gerado começa na pág. 73]

O primeiro ‘alô’

Thomas Edison pode não ter inventado o telefone, mas é o pai do “Alô”. Revirando os arquivos da AT&T em 1987, o professor Allen Koenigsberg, do Brooklyn College, encontrou uma carta de Edison datada de agosto de 1877. Além de informar o presidente de uma companhia telegráfica sobre seus planos para introduzir o telefone em Pittsburgh, Edison levantou uma questão de ordem prática:

Amigo David, Não acho que nós precisemos de um sinal de chamada como “Hello!” que tenha que ser ouvido a 10 ou 20 pés de distância. O que você pensa?

Naquela época, ainda se achava que a linha que a linha precisaria ficar o tempo todo aberta, o que tornaria necessário definir um modo de chamar a atenção do outro lado da linha ao iniciar uma chamada.

Sendo assim, como deveríamos responder uma chamada recebida? O próprio inventor do telefone, Alexander Graham Bell, sugeriu ahoy (o que tornaria as chamadas um tanto marítimas: Ahoooooy!). Edison defendia hello e acabou ganhando — talvez por ter melhores contatos tanto com os empresários das nascentes telecoms quanto com o público.

Há quem diga que hello seria uma variação de Haloo!, uma tradicional exclamação usada por caçadores. Ironicamente, isso torna o aportuguesamento alô bastante próximo do étimo original.

Inglês Impronunciável

Se você está tentando aprender inglês, é bom saber que há algumas palavrinhas que enrolam a língua até dos falantes nativos. A mais longa palavra em inglês com uma única vogal é strengths [subst: pontos fortes ou verbo: ele/a força]. Em compensação, a palavra inglesa que mais vogais tem é queueing [subst: enfileiramento; fileira; verbo: gerúndio de queue, enfileirar, formar fila]. E o mais comprido monossílabo na língua de Shakespeare é squirreled [passado do verbo to squirrel que pode ser tanto “esconder algo como um esquilo enconde nozes” ou “mover-se erratica e confusamente, como um esquilo”].

>Estados Unidos: singular ou plural?

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É uma velha dúvida que nos atormenta na hora de escrever sobre a Grande República do Norte: “Estados Unidos é um país” ou “Estados Unidos são um país”? Aparentemente, a dúvida também tem atormentado os estado-unidenses ao longo de sua História. 
Na redação dos primeiros documentos após a Independência, os Pais Fundadores tendiam a usar o plural. Em 1783, por exemplo, John Adams escreveu: “The United States are another object of debate” [“Os Estados Unidos são outro assunto de debate”]. Mais de meio século mais tarde, a 13ª. Emenda proclamava que a escravidão não existirá “no interior dos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito às suas jurisdições.” Ou, no original: “within the United States, or any place subject to their jurisdiction.”
Apesar da tradição histórica do plural, muitos argumentam que o resultado da Guerra Civil — iniciada, ironicamente, pela 13ª. Emenda — estabeleceu uma unificação em sentido moderno nos Estados Unidos. Isto é, na denominação da república norte-americana, a ênfase passou a ser mais a União (com sua singularidade) do que os Estados (com sua pluralidade). 
Como não há nada equivalente a uma Academia Americana de Letras, a questão nunca foi oficialmente resolvida (Até há uma American Academy of Arts and Letters. Entretanto, tal academia é muito mais um clube honorário do que uma autoridade normativa). Vários escritores consagrados e jornalistas já usavam o singular antes da guerra ou continuaram usando o plural após o conflito. O poeta e jornalista William Cullen Bryan (1794-1878), por exemplo, baniu o uso do singular no New York Evening Post em 1870. Ambrose Bierce (1842-1913?) ainda pressionava pelo uso do plural em 1909.
Lentamente, porém, a imprensa foi se fechando em torno do singular. Isso se deu tanto pela ausência de flexão de artigos na língua inglesa — especialmente do artigo definido, the — quanto por razões políticas. Em 1887, um escritor declarou ao Washington Post que “a guerra havia resolvido para sempre a questão gramatical. [...] A rendição de Mr. Davis e do Gen. Lee significou uma transição do plural para o singular.” Oito anos mais tarde, o New York Times observava que “A rebelião tornou as ideias de direito e de soberania dos Estados bastante desagradável às pessoas leais e resultou na correspondente proeminência e popularidade da ideia de nacionalidade.” O diplomata John W. Foster (1836-1917), em artigo numa edição do NYT de 1901, confirmou que “desde a guerra civil, a tendência tem se inclinado para esse uso”, isto é, o singular.
Em português, ambas as formas são aceitas, mas em diferentes contextos. Quando há artigo, usa-se o plural: “Os Estados Unidos são um país da América do Norte.” Sem artigo, usa-se o singular: “Estados Unidos é um país da América do Norte.”

>Língua presa

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O antropólogo Daniel Suslak, da Indiana University, está compilando um dicionário de Ayapaneco, uma das 68 línguas indígenas do México. Isso não seria incomum, não fossem dois grandes problemas que Suslak encontrou em seu trabalho: 1) há apenas duas pessoas ainda falam Ayapaneco e 2) essas pessoas não se falam entre si.

Os últimos ayapanecófonos são Manuel Segovia, de 75 anos e Isidro Velazquez, 69. Os dois vivem no Estado de Tabasco — e a apenas 500 metros de distância. Infelizmente, como contou Suslak ao Guardian em abril, “eles não têm muito em comum.” Segovia é “um pouco espinhoso” enquanto Velazquez é “mais estóico” e raramente sai de casa.

Sem a cooperação dos dois velhinhos ranzinzas, a língua Ayapaneco (que era chamada por seus falantes de Nuumte Oote, “voz de verdade”) pode morrer com eles. “Quando eu era um garoto”, reconhece Segovia, “todo mundo a falava. Pouco a pouco ela foi desaparecendo e agora eu suponho que pode morrer junto comigo.” Velazquez, seis anos mais jovem, talvez discorde.

>Teste do Frasômetro

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A sentença Strč prst skrz krk [áudio], que em checo significa “enfiar o dedo através da garganta”, não tem nenhuma vogal. Por isso mesmo, é um trava-línguas.
Mas, mesmo para os checófonos (neolog., falantes de checo) dizer Strč prst skrz krk em claro e bom som é algo tão difícil que não é um simples desafio, uma mera brincadeira de criança. A frase é usada pela polícia como teste de sobriedade dos motoristas. 
Bem, isso não deixa de ser bastante bastante apropriado: é mais fácil Strč prst skrz krk depois de tomar umas vodcas a mais (e gorfar) do que dizer isso.

>Láadan, a língua das mulheres

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Após receber seu Ph.D. em linguística, Suzette Haden Elgin inventou a língua Láadan para um romance de ficção científica. Em termos literários, isso já não é novidade: das línguas élficas de O Senhor dos Anéis ao Klingon de Star Trek, dezenas de idiomas foram inventados na ficção moderna. Mas o que torna a Láadan única é que ela é uma linguagem feminina, por assim dizer. Foi criada especialmente para expressar as percepções das mulheres. Eis alguns vocábulos de Láadan, que, aliás, é autodefinida como a “linguagem da percepção”:

  • ab: amor por alguém que você ama, mas não respeita
  • bala: raiva com razão, com alguém para culpar, que não é fútil
  • bina: raiva sem razão, sem ter a quem culpar, que não é fútil
  • dóthadelh: permitir que alguém persista em um comportamento auto-destrutivo através de desculpas ou até mesmo ajudando tal pessoa a evitar as consequências de tal comportamento.
  • háawithéthe: o nível de limpeza (ou organização) em que um filho considera seu quarto “limpo”.
  • nehena: contentamento apesar de circunstâncias negativas; como diria Camões, um “contentamento-descontente”.
  • radiídin: um não-feriado, um feriado com mais trabalho que descanso; um dia que é oficialmente um feriado, mas que acaba se tornando um transtorno por causa de todo o trabalho em preparar festas para a ocasião, especialmente quando há muitos convidados e nenhum deles ajuda.
  • ramimelh: refrear-se ao fazer uma perguntas; especialmente quando está claro que a outra pessoa não deseja responder.
  • rathom: um “não-travesseiro”: alguém que engana, fazendo-se paracer confiável mas sem nenhuma boa intenção; uma pessoa do tipo “apoie-se em mim que eu te latrgo só pra te ver cair”. 
  • rathóo: um não-covidado, em sentido similar a radiídin; seria melhor defini-lo como um anti-convidado, alguém que aparece para uma visita mesmo sabendo perfeitamente que não será bem-vindo e só vai causar problemas; é um bicão ou um intruso, mas pior. (já deu pra perceber que ra- é um prefixo de negação)
  • rilerashum: silêncio imposto internamente, à força, quando se percebe que todas as palavras são erradas e o silêncio é a única defesa.
  • widazhad: estar nos meses finais da gravidez e não ver a hora de dar à luz e se livrar do barrigão.
  • wonewith: ser socialmente disléxico; não compreender os sinais sociais dos outros.
Uma palavra mais difícil de definir e que não parece ter equivalente exato nem em inglês nem em português é doroledim, que em síntese é a “sublimação com comida acompanhada pela culpa por tal sublimação”. Não se trata de uma simples gordice seguida de um arrependimento anoréxico, conforme a própria Miss Elgin explica:

Vamos supor que temos uma mulher comum. Ele não tem controle sobre sua vida. Ela tem pouco ou nada em termos de recursos para seu próprio bem-estar, mesmo quando precisa. Ela tem família e animais e amigos e agregados que dependem dela para todos os tipos de sustento. Ela raramente tem um sono ou descanso adequado; não tem tempo para si mesma, nem espaço para ela própria. Ela tem pouco ou nenhum dinheiro para comprar coisas para si mesma e nenhuma oportunidade para ponderar sobre suas próprias necessidades emocionais. Ela está sempre atendendo e ajudando aos outros, porque ela tem essas responsabilidades e obrigações não optou por (ou não pode) abandoná-las. Para tal mulher, a única coisa sobre a qual ela tem o mínimo de controle para sua auto-indulgência é a COMIDA. Quando tal mulher come demais, o verbo para isso é “doroledim” (E depois, ela se sente culpada, pois há mulheres cujas crianças estão famintas e que não têm nem mesmo AQUELA opção para a auto-indulgência…)

Pra quem se interessar, há um dicionário completo, inclusive com prefixos e sufixos bem aqui (mas é apenas Láadan-Inglês). O site também oferece lições básicas de Láadan.

>Em uma palavra [53]

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Algumas palavras são tão antigas que, ao mudar de gênero, revelam os preconceitos de sua época:
herbolário

adj. e s.m. 1. que ou aquele que faz coleção de plantas; 2. aquele que conhece plantas medicinais. [derivado do latim herbula = ervinha] sin. hortelão

Curiosamente, herbolária era “3. a mulher que fazia feitiços ou preparava venenos com plantas.” Ou seja, uma bruxa.

>O século XIX inteiro. E ponto final.

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Dentre os muitos livros de história do cristianismo publicados no século XIX, History of the Church of God: from Creation to A.D. 1885 [História da Igreja de Deus: da Criação a 1885 A.D.] é notável por seu estilo prolixo. Publicado em 1886, o livro de Cushing Biggs Hassell não é apenas um calhamaço com umas mil páginas. Ele contém o que se considera a mais longa sentença já escrita em um livro. É simplesmente o quinto parágrafo do capítulo XIX, que trata, justamente, do século XIX.
The nineteenth is the century of the rise and fall of Napoleon Bonaparte, in a long series of bloody and demoralizing European wars; the […]

Esses são apenas os primeiros 140 caracteres da sentença. A frase começa na página 580 e ocupa todas as seis páginas seguintes. No total, são 20.438 caracteres. Seriam necessárias 146 tuítes para escrever a oração inteira. As 3153 palavras são interrompidas aqui e acolá por 360 vírgulas e 86 ponto-e-vírgulas (é esse o plural?). Como o exemplo perfeito da fabulosa arte da prolixidade, o estilo também não é muito direto. Também não poderia faltar em algo do tipo um monte de encheção de linguiça citações. Me abstive de contar todas as aspas, mas encontrei sessenta intercalações: são 27 travessões e 33 pares de parênteses, além de seis notas de rodapé (não inclusas nesse censo ortográfico).
Caso não caia no sono ou morra sem fôlego, o pobre leitor enfrenta tudo isso antes de encontrar O ponto final, que vem logo depois de praticamente todos os –ismos oitocentistas:
[…] Universalism, Unitarianism, Naturalism, Anti-Supernaturalism, Unspiritualism, Undoctrinalism, Superficialism, Philosophism, Transcendentalism, Paganism, Pantheism, Humanitarianism, Liberalism, Neologism, Campbellism, Irvingism, Darbyism, Puseyism, Mormonism, Millerism, Wine-brennerianism, Two-Scedism, Psychopannychism, Non-Resurrectionism, Annihilationism, Universal Restorationism, Pseudo-Spiritualism, Utilitarianism, Rationalism, Pelagiamsm, Scientism, Agnosticism, Omniscienceism, Presumptuousism, Stoicism, Materialism, Evolutionism, Fatalism, Atheism, Optimism, Pessimism, Socialism, Communism, Libertinism, Red Republicanism, Internationalism, Nihilism, Destructionism, Dynamitism, Atrocicism and Anarchism.
Confesso que não conhecia alguns. Por si só, esse grand finale já bastava para resumir os 1800.
Em síntese, essa frase-parágrafo é uma longa descrição do século XIX, em que Hassell prova que “[…] após todo nosso progresso, este ainda é um mundo muito miserável e cheio de pecado […]”. Ironicamente, o autor dessa pérola deplora a arte moderna, mas antecipa o recurso do monólogo interior dos grandes romances do século XX.
Compreensivelmente (não sei dizer se infelizmente ou não), não há uma edição brasileira. Seria praticamente impossível manter uma sentença tão longa em português. Para quem estiver com insônia (ou for um cristão fervoroso), a sentença inteira está disponível on-line.

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