As desventuras do Teorema de Pick

Em 1900, o matemático austríaco Georg Alexander Pick publicou um artigo de oito páginas intitulado “Geometrisches zur Zahlenlehre” [“Resultados Geométricos sobre a Teoria dos Números”]. O artigo apresentava um teorema interessante e simples, ou como dizem os matemáticos, elegante.

Pick havia encontrado uma maneira de determinar facilmente a área de um polígono simples com a ajuda de coordenadas inteiras. Esteja o polígono P em um plano reticulado — como o de um caderno quadriculado. Se i é o número de pontos reticulares (i.e., determinados pela retícula) no interior do polígono e b o número de pontos reticulares na borda do polígono, então a área, A, é dada pela seguinte fórmula:

pick's theorem

Vamos considerar o exemplo da figura a seguir.

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gitterpolygon.svg

Nesta figura, temos um polígono sobre uma reticula. O polígono de bordas pretas tem seu interior preenchido com a cor amarela. Os pontos reticulares do interior do polígono (i) estão destacados em vermelho e os da borda (b) são os pontos pretos. Para encontrar a área desse polígono, basta contar os pontos e aplicar a Fórmula de Pick: A = 40 + 12/2 – 1 = 45. A unidade de área pode ficar a gosto.

No entanto, apesar de ser extremamente elegante e útil, a fórmula de Pick passou quase setenta anos esquecida. O motivo? Continue lendo…

[Enigma] Salve-se quem puder?

Vincent_van_Gogh

Vincent Van Gogh, ‘La ronde des prisonniers’, 1890

A penitenciária está lotada e o diretor não sabe mais o que fazer. Incapaz de decidir quem deve soltar ou quem deve ser morto, o diretor propõe uma saída matemática. Os nomes de 100 prisioneiros são colocados em um pedaço de papel e guardados dentro de 100 caixas de madeira (um nome em cada caixa). E as caixas, por sua vez, são postas no ginásio da prisão. “Um por um”, explica o diretor, durante o anúncio do esquema, “os prisioneiros serão levados ao ginásio pelos guardas. À procura de seu nome, cada um pode olhar no máximo 50 caixas, mas deve sair sem mudar o modo como elas estão arranjadas. Depois da saída do ginásio, fica proibida a comunicação entre os detentos.”

Os prisioneiros percebem que há uma brecha nas regras, que lhes dá a chance de criar uma estratégia para facilitar as buscas. E eles vão mesmo precisar se entender, já que cada prisioneiro deverá encontrar seu próprio nome. Se isso não acontecer, todos eles serão executados.

Assim, como evitar que todo mundo procure nas mesmas caixas?

  • Nível: de médio para difícil. A lógica é simples até, mas a matemática para comprová-la é mais complicada.
  • Dica: se cada prisioneiro examinar um conjunto aleatório de 50 caixas, a probabilidade de sobrevivência dos condenados é de míseros 1/2^100 ≈ 0,0000000000000000000000000000008. É claro que o resultado poderia ser pior, especialmente se todos eles olharem para as mesmas 50 caixas — nesse caso, as chances caem a zero. Entretanto, é possível elevar a probabilidade de sobrevivência para aproximadamente 30%.
  • Solução: será publicada, assim que me for possível, na sexta, 05/04.
  • UPDATE (04/04, 20H05): Eu não devia, mas vou lhes ajudar. Considerando a dificuldade deste enigma, as poucas manifestações e que, por motivos pessoais, não me será possível publicar a resposta na sexta-feita (amanhã), decreto que a resposta e a discusão dos comentários será feita no domingo, 07/04.

Dupla de dois resolve duplas de três

Esporádicas. Assim são as soluções para problemas físico-matemáticos que atormentam os cientistas há séculos. Hoje aparece uma, outra é proposta daqui um par de décadas, depois de meio século surge uma terceira resposta. É bem entediante. É bem frustrante. Então não é difícil imaginar como a comunidade científica reage quando uma solução — uma que seja — é apresentada por alguém.

fantastic

Continuando nosso experimento mental, imaginem agora o que acontece quando são divulgadas ao mesmo tempo não uma, nem duas, nem três, mas treze — treze, TREZE, 13 — soluções para um problema secular como o Problema dos Três Corpos.

sooo excited

O problema foi originalmente proposto pelo próprio Isaac Newton (1643-1727) e encontra-se na Proposição 66 do livro I dos Principia Mathematica e em seus 22 corolários subsequentes. O problema ainda reaparece nas proposições 25-35 do livro III, onde Newton trata da teoria lunar, i.e., do movimento da Lua sobre influência do Sol e da Terra.

Ao longo do século XVIII, o interesse sobre esse tipo de problema foi crescente. Tornar mais precisas as medições da órbita lunar significava, afinal, mais precisão na navegação, pois isso ajudaria a determinar a longitude geográfica em alto-mar. Na década de 1740, Jean d’Alambert (1717-1783) foi um dos que mais se dedicaram a esse problema e foi ele que passou a chamá-lo de menage à trois Problème des Trois Corps. Outro que se debruçou sobre o problema foi Joseph-Louis Lagrange (1736-1813), que em meio às suas investigações acabou encontrando os famosos pontos lagrangianos.

O caso do sistema com satélite ao redor de um planeta ao redor de uma estrela é o mais comum, mas não é o único. Dois séculos depois de Lagrange, nestes tempos de exploração espacial, o que não faltam são três corpos rodopiando por aí com atração gravitacional: podem ser três satélites ao redor de um planeta (e nós temos bem mais que isso). Ou então um exo-planeta ao redor de uma estrela-binária. Ou ainda três galáxias em meio a um cluster. E não é um problema apenas na escala cósmica. Há equivalentes nas escalas molecular e atômica.

Calcular as trajetórias de dois corpos gravitacionalmente ligados é simples. As leis gravitacionais de Newton nos dizem que nesse caso sempre teremos uma elipse. Mas a coisa complica com três bolas corpos. Tanto que até agora eram conhecidas apenas três configurações possíveis para o Problema dos Três Corpos: o sistema Lagrange-Euler, o sistema Broucke-Hénon e o caso meio óbvio que resulta numa figura parecida com o número 8 — ou, dependendo da sua referência, com ∞, o símbolo do infinito.

A maneira mais simples de descobrir esses padrões de órbitas é observando, como foi o caso do sistema Lagrange-Euler — um exemplo desse sistema é o modo como o Sol, Jupiter e o asteroide Trojan orbitam um ao outro. Ou então você pode “partir pra ignorância” e usar simulações computacionais.

Foi essa a abordagem adotada pelos físicos Milovan Šuvakov e V. Dmitrašinović, do Instituto de Física de Belgrado, na Sérvia. Os dois pesquisadores começaram com a simulação de uma solução já conhecida, mas mudaram um pouco alguns parâmetros para ver o que é que aconteceria. Essa curiosidade matemática parece ter se alinhado com Marte Júpiter Urano Plutão uma sorte tremenda e o resultado foi a descoberta de 13 — treze, TREZE — novas famílias de órbitas. E são órbitas estáveis, que eventualmente levam os corpos para os mesmos lugares onde estavam no início da simulação.

Physics duo discover 13 new solutions to three-body orbit problem

Em meio a (relativa) enxurrada de soluções possíveis, como se fazem comparações e análises? Šuvakov e  Dmitrašinović decidiram usar o olhômetro mesmo e criaram versões topologicamente visíveis de todas aquelas órbitas. Elas foram virtualmente inseridas em uma esfera translúcida na qual era possível ver com o quê elas se pareciam. E foram, então, classificadas como “borboleta”, “óculos”, “novelos”, etc. Todas as possíveis soluções já foram publicadas em artigo na edição de 13 de março deste ano da Physical Review Letters.

No entanto, as 13 novas famílias orbitais descobertas pela dupla sérvia ainda não foram extensivamente testadas para verificar se são capazes de se manter estáveis por looooongos períodos de tempo. Os pesquisadores indicam que esse deve ser o próximo passo de sua pesquisa. Se confirmados teoricamente, todos esses novos modelos podem guiar estudos observacionais de sistemas reais. E o zoológico cósmico pode ficar ainda mais bizarro rico do que já parece.

rb2_large_gray25Referência
Šuvakov, M. Dmitrašinović V. Three Classes of Newtonian Three-Body Planar Periodic Orbits, Phys. Rev. Lett. 110, 114301 (2013) DOI:10.1103/PhysRevLett.110.114301

Quanto é 2 elevado a 222?

Resposta:

2²²² = 6.739.986.666.787.659.948.666.753.771.754.907.668.409.286.105.635.143.120.275.902.562.304 ou “seis unvintilhões, setecentos e vinte e nove vintilhões, novecentos e oitenta e seis novemdecilão, seiscentos e sessenta e seis octodecilhões, setecentos e oitenta e sete septendecilhões, seiscentos e cinquenta e nove sexdecilhiões, novecentos e quarenta e oito quindecilhões, seiscentos e sessenta e seis quatridecilhões, setecentos e cinquenta e três tredecilhões, setecentos e setenta e um duodecilhões, setecentos e cinquenta e quatro undecilhão, novecentos e sete decilhões, seiscentos e sessenta e oito nonilhões, quatrocentos e nove octilhões, duzentos e oitenta e seis septilhões, cento e cinco sextilhões, seiscentos e trinta e cinco quintilhões, cento e quarenta e três quadrilões, cento e vinte trilhões, duzentos e setenta e cinco bilhões, novecentos e dois milhões, quinhentos e sessenta e dois mil, trezentos e quatro.” (67 dígitos, 832 caracteres)

Essa foi a 222ª. postagem do tumblr powers of two, cujo objetivo é fazer “uma lista de todas as potências de dois, de 2^0 ao infinito”. E você aí, se aborrecendo com o preenchimento daquela listinha de 1 a 1000 por extenso…

Linhas de expressão cartesianamente corretas

Dadas suficientes variáveis, é possível plotar qualquer coisa num plano cartesiano. Círculos, triângulos, órbitas planetárias e até pessoas. O único problema é que, pra ser matematicamente preciso, você teria que encontrar e resolver as equações certas antes de sair por aí desenhando entre os eixos x e y.

Ou talvez baste apenas fazer uma boa busca no Wolfram Alpha. Mais que um mecanismo de busca, o W|A é um verdadeiro processador online — e para demonstrar seu poder de computação, ele é capaz de plotar algumas person curves. As person curves são retratos de diversas personalidades da cultura pop, da ciência e da política. Além da plotagem, o Wolfram Alpha também apresenta os cálculos por trás de cada imagem.

Há, por exemplo, a PSY curve  psy curve

e sua respectiva equação paramétrica:

psy equation

Apresentada aqui parcialmente, é claro.

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Acústica da Balada

Instituto Politécnico do Brooklyn, 1958. O engenheiro acústico William MacLean investiga um problema importantíssimo, com sérias repercursões sociais: Quantos convidados podem participar de uma festa antes que ela se torne barulhenta demais para manter uma conversa? McLean encontrou uma resposta e expressou-a na seguinte fórmula:

cocktail party noise

onde:

  • No = o número crítico de convidados, acima do qual cada pessoa terá que elevar a voz para se fazer mais clara em meio ao ruído do ambiente;
  • K = o número de convidados em cada rodinha de conversa;
  • a = a média do coeficiente de absorção sonora da sala;
  • V = o volume da sala;
  • h = a média ponderada da trajetória livre de uma onda sonora;
  • do = a distância mínima convencional entre dois falantes;
  • Sm = a razão mínima sinal/ruído para os ouvintes.

Quando o convidado crítico No chega, cada pessoa que está falando é forçada a aumentar progressivamente sua potência acústica (e.g., “Eu realmente não sei o que ela viu nele” — “Oi?” — “Eu disse: EU REALMENTE NÃO SEI PORQUE ELA SAIU COM ELE”) ao mesmo tempo em que cada rodinha é forçada a se fechar cada vez mais a fim de manter a conversação em níveis confortáveis.

“Portanto, nós verificamos que, uma vez que o número crítico de convidados seja excedido, a festa subitamente se torna barulhenta”, concluiu MacLean. “A potência de cada falante aumenta exponencialmente até o máximo possível. Depois disso, cada um reduz sua distância de conversação abaixo do convencional e então passa, por exemplo, a manter apenas a proximidade, o tête à tête necessário para uma razão sinal/ruído suportável. Graças a esse fenômeno, a festa, mesmo que seja uma bem barulhenta, pode ser confinada no interior de um apartamento.”

É uma pena que o IgNobel ainda não existisse na época. MacLean merecia um de Física.

Referência

rb2_large_gray25MACLEAN, William R., “On the Acoustics of Cocktail Parties,” Journal of the Acoustical Society of America, January 1959, 79-80. [Há um pdf disponível apenas para assinantes em http://dx.doi.org/10.1121/1.1907616.]

As Premonições Probabilísticas de Gott

File:Berlin Wall Potsdamer Platz November 1975 looking east.jpg

J. Richard Gott, um astrofísico de Princeton, estava visitando o Muro de Berlim em 1969. Durante o passeio, teve um insight e percebeu que sua visita acontecia num momento aleatório da existência do muro. Assim, pareceu-lhe razoável supor que havia 50% de chances que ele estivesse observando a Cortina de Ferro bem na metade de sua história. “Se eu estava no começo desse intervalo”, escreveu mais tarde na New Scientist “então um quarto da vida do muro já havia passado e faltavam ainda três quartos.”

“Por outro lado” — continua Gott — “se eu estivesse no fim desse intevalo, então três quartos já teriam passado, restando apenas um quarto para o futuro. Dessa maneira, calculei que havia 50% de chance de que o muro duraria de 1/3 a 3 vezes o tempo em que já existia.” Àquela altura, o muro tinha 8 anos de existência. Portanto, Gott considerou que havia 50% de chances de que ele permaneceria lá por mais de 2 anos e 2/3 (aprox. 2 anos e 8 meses) mas menos de 24 anos. O prazo máximo de 24 anos terminaria em 1993. O Muro, como todos sabem, caiu em 1989.

Depois de perceber o sucesso de seu raciocínio, Gott aplicou o mesmo princípio para estimar o tempo de vida da espécie humana. Em um artigo publicado na Nature — justamente em 1993 —, ele argumentava que havia 95% chances de que nossa espécie sobreviveria entre os próximos 5.100 a 7,8 milhões de anos.

A validade do método Gott de previsão — mais conhecido por Método Copérnico por partir do Princípio Copernicano de que não há nada de especial em um observador humano — ainda é matéria de debate entre físicos e filósofos. Ainda em 1993, Gott usou seu método para prever, em artigo publicado na New Yorker, a longevidade de 44 peças e musicais da Broadway — com 90% de acertos.

Patentes Patéticas (nº. 85)

http://www.google.com/patents/US6419111

Um dos trabalhos dos inventores é encontrar aplicações práticas para descobertas científicas. Ou pelo menos tentar. Tome-se, por exemplo, a topologia, com suas curiosas Fitas de Möbius e Garrafas de Klein. São apenas curiosas e talvez divertidas, mas, na prática, não servem para nada.

Porém, Erl E. Kepner acha que a Garrafa de Klein seria mais apreciada e compreendida se fosse transformada numa banal caneca de café. Ou melhor, em um One-sided beverage vessel [Vaso de bebida de lado único]: Continue lendo…

[Contos Traduzidos] O Escrevinhador Quadridimensional

Na sala do professor de Física, Mr. Gault, há uma visita e um estagiário. A visita é o Dr. Pillbot, um psiquiatra interessado na questão da vida inteligente na quarta dimensão. O estagiário é o jovem Harper, um matemático discretamente ambicioso que sonha com um prêmio para quem resolver a misteriosa barreira de estresse enfrentada por arranha-céus com mais de 150 andares.

Enquanto o ranzinza e magrelo Prof. Gault e o baixinho e gorducho Dr. Pillbot discutem sobre a possibilidade de vida extradimensional e se ela seria de alguma forma acessível, Harper trabalha — ou melhor, finge que trabalha. Ele deveria estar revisando alguns cáculos para o Prof. Gault, mas em vez disso está escrevinhando aquilo que seu chefe considera um monte de “rabiscos absurdos”. Por outro lado, o Dr. Pillbot acredita que Harper deve ser um cara “iluminado”, com uma noção intuitiva da quarta dimensão e que merece ter sua mente meticulosamente estudada.

No canto da sala, há uma estátua maluca que Harper fez às escondidas com material de modelagem do Professor. O que pode acontecer quando seus rabiscos e seu modelo forem descobertos? Que mal pode haver em levantar um recorte de papel sobre uma bancada? Será possível que aqueles rabiscos chamem a atenção de um Ente Quadridimensional? Quais seriam as consequências desse contato?

Parte integrante da curtíssima obra — formada por apenas cinco contos — de um autor interessante porém obscuro chamado (ou conhecido como) Graph Waldayer, O Escrevinhador Quadridimensional é uma tradução do conto The 4-D Doodler, publicado originalmente na revista Comet Stories de julho de 1941.

Metamorfose Ambulante

Na edição de setembro de 1954 de Scripta Mathematica, Pedro A. Pisa revelou que a identidade

1234 + 2484 + 3674 = 1254 + 2444 + 3694

continua válida mesmo quando os dígitos de cada termo são permutados da mesma forma:

1234 + 2484 + 3674 = 1254 + 2444 + 3694
1243 + 2448 + 3647 = 1245 + 2444 + 3649
1324 + 2844 + 3764 = 1524 + 2444 + 3964
1342 + 2844 + 3746 = 1542 + 2444 + 3946
1423 + 2448 + 3467 = 1425 + 2444 + 3469
1432 + 2484 + 3476 = 1452 + 2444 + 3496
2134 + 4284 + 6374 = 2154 + 4244 + 6394
2143 + 4248 + 6347 = 2145 + 4244 + 6349
2314 + 4824 + 6734 = 2514 + 4424 + 6934
2341 + 4842 + 6743 = 2541 + 4442 + 6943
2413 + 4428 + 6437 = 2415 + 4424 + 6439
2431 + 4482 + 6473 = 2451 + 4442 + 6493
3124 + 8244 + 7364 = 5124 + 4244 + 9364
3142 + 8244 + 7346 = 5142 + 4244 + 9346
3214 + 8424 + 7634 = 5214 + 4424 + 9634
3241 + 8442 + 7643 = 5241 + 4442 + 9643
3412 + 8424 + 7436 = 5412 + 4424 + 9436
3421 + 8442 + 7463 = 5421 + 4442 + 9463
4123 + 4248 + 4367 = 4125 + 4244 + 4369
4132 + 4284 + 4376 = 4152 + 4244 + 4396
4213 + 4428 + 4637 = 4215 + 4424 + 4639
4231 + 4482 + 4673 = 4251 + 4442 + 4693
4312 + 4824 + 4736 = 4512 + 4424 + 4936
4321 + 4842 + 4763 = 4521 + 4442 + 4963

O mesmo acontece se cada termo da equação for elevado ao quadrado!

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