Vida após a Morte
Reiss relata a morte de uma mulher que foi enterrada apressadamente enquanto seu marido estava longe. Ao retornar, ele pediu a exumação de seu corpo [dela] e, ao abrir do caixão, o choro de uma criança foi ouvido. O infante havia evidentemente nascido postmortem. Ele acabou sendo conhecido pelo nome de “Fils de la terre” [Filho da terra]. Willoughby menciona a curiosa ocorrência na qual ouviu-se um murmúrio do caixão de uma mulher durante seu apressado sepultamento. Uma de seus vizinhas retornou ao túmulo, colocou seu ouvido rente ao solo e estava certa de ouvir um ruído de respiração. Um soldado que a acompanhava confirmou sua história e, juntos, eles foram atrás de um clérigo e de um juiz, implorando a abertura da cova. Quando o férretro foi aberto, encontrou-se uma criança recém-nascida, que havia descido para os joelhos [da mãe]. Em Derbyshire, ainda hoje, pode-se encontrar no registro paroquial: “Em Abril, aos 20 [dias], 1650, foi sepultada Emme, esposa de Thomas Toplace, a qual foi encontrada com uma criança nascida após ela estar duas horas na sepultura.” – George Milbry Gould e Walter Lytle Pyle, Anomalies and Curiosities of Medicine [Anomalias e Curiosidades da Medicina], 1896
E assim nascem os bebês-zumbi…
Sagan relembra Asimov
Há exatos 20 anos, Isaac Asimov saía de cena. Filho de russos emigrados para os Estados Unidos, e com um nome que sempre teve cara de pseudônimo para os americanos, Asimov começou sua brilhante carreira de escritor no que para muitos, especialmente para seus fãs, é a idade de ouro da Ficção Científica: os anos 40 e 50 [do século XX]. Ao longo do quase meio século que se seguiu, Asimov escreveu sobre praticamente tudo — da Bíblia aos robôs. Na ocasião da morte de Asimov, em 1992, Carl Sagan, cientista e outro grande divulgador científico, escreveu o seguinte artigo para a Skeptical Inquirer: Continue reading “Sagan relembra Asimov” »
Patentes Patéticas (nº. 42)
Você já deve ter ouvido falar de caixões biodegradáveis, mas caixões reutilizáveis não seriam melhores? Harry J. Fash, inventor dessa inovação funerária, acha que sim. Ao contrário do que pode parecer, tal ideia não é exatamente “verde”. Morador de Chalfont, Pensilvânia, Mr. Fash provavelmente deve ser um agente funerário visionário. Eis o resumo de uma patente que deveria ser banal, mas é minuciosa, e tem mais de trinta figuras (!!) e trinta páginas: Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 42)” »
Herdeiros por telefone
Qual a melhor utilidade para uma lista telefônica hoje em dia? Escorar o pé da mesa bamba? Servir de peso de papel? Fonte de papel reciclável? Aparentemente, listas telefônicas também podem ser usadas para redistribuir renda. Foi exatamente assim que um excêntrico aristocrata português resolveu usar uma lista telefônica para se despedir da vida.
Em vez de legar sua herança para hospitais, instituições de caridade ou alguma ONG, Luís Carlos de Noronha Cabral da Câmara resolveu partilhar seus bens entre 70 pessoas escolhidas ao acaso em uma lista telefônica de Lisboa. Parece piada, ou pior, um golpe, mas não é nem uma coisa nem outra.
Um dos poucos aristocratas excêntricos de Portugal, o Sr. Cabral da Câmara era um solteirão sem filhos que faleceu em 2001, aos 42 anos. Apesar da nobreza, Luis Carlos era um filho ilegítimo e tinha poucos amigos. Por isso mesmo, treze anos antes de morrer, ele já havia registrado em cartório um testamento com uma lista de números que ele escolheu aleatoreamente diante de duas testemunhas.
Na época, muita gente se surpreendeu não pela excentricidade do testamento, mas pelo testamento em si. Como os brasileiros, os portugueses abominam tanto a morte que não têm o hábito de registrar testamentos.
Entre os bens legados, havia um apartamento de 12 quartos no centro de Lisboa, uma casa na cidade histórica de Guimarães, um carro, um par de motocicletas e 25 mil euros em dinheiro. Pode parecer pouco para cada herdeiro telefônico — especialmente agora que Portugal está em crise. Mas se o Sr. Cabral da Câmara não tivesse indicado herdeiros, sua fortuna acabaria nas mãos do governo português.
>As Torres do Silêncio
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| A Torre do Silêncio de Yazd, no Irã (imagem: indigoprime) |
Segundo a tradição — que remonta a mais de 3000 anos — os corpos dos falecidos, devidamente despidos, eram abandonados no topo das torres formando três círculos concêntricos. Os homens ficavam na circunferência mais externa; as mulheres no círculo intermediário e as crianças formavam o anel interno. Os cadáveres eram abandonados até serem desintegrados naturalmente ou despedaçados pelas aves de rapina do deserto.
Após esse processo de purificação, os ossos eram retirados e guardados em ossuários localizados no interior das torres ou dentro delas. Monumentos fúnebres dos zoroastrianos, essas torres-ossuários existiam em grande parte do sul da Ásia — foram descobertas dakhmas dos séculos IV e V antes da era comum nas proximidades de Mumbai, na Índia.
Mas as mais famosas dessas torres eram conhecidas como Torres do Silêncio. Situadas em Yazd, no Irã, elas continuaram a ser usadas até o começo dos anos 1970. Mas a crescente urbanização deixou as dakhmas incomodamente próximas dos limites urbanos de muitas cidades, obrigando o governo iraniano a proibir o milenar ritual fúnebre.
>Patentes Patéticas (nº. 17)
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| Cuidado! Frágil! |
>“A mais beijada de todos os tempos”
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No fim da década de 1880, o corpo de uma garota de 16 anos foi encontrado no Rio Sena, em Paris. Sem sinais de violência, o cadáver seria de uma jovem suicida. Mas ela era tão bela e tinha um sorriso tão enigmático que depois da autópsia, um legista fez uma máscara mortuária do rosto dela.>Morte Eterna
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Aparentemente, um escritor e psicólogo alemão descobriu o caminho para a vida eterna há quase um século:
Leinbach descobriu uma prova de que, na realidade, a morte não existe. Está além de questionamento, diz ele, que não apenas no momento do afogamento, mas em todos os momentos de morte de qualquer natureza, o sujeito vive novamente toda a sua vida com uma rapidez inconcebível. Essa vida relembrada também deve ter um último momento, e esse último momento também deve ter o seu, e assim por diante. Portanto, o próprio ato de morrer é uma eternidade e, de acordo com a teoria dos limites, pode-se aproximar da morte, mas nunca pode-se alcançá-la.— Arthur Schnitzler, Flucht in die Finsternis [Fuga na Escuridão], 1931
Então será que Arthur Schnitzler não é o verdadeiro Dom Cobb?
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| “Uma morte, dentro de uma morte, dentro de uma morte…” |
>Sarah Bernhardt como Funérea
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Quando os homens da funerária entraram no quarto para levar o corpo dela [da irmã], eles se depararam com dois caixões. Perplexo, o mestre de cerimônias chamou um segundo rabecão. Naquele momento, eu estava na casa de minha mãe, que havia desmaiado, mas consegui voltar a tempo de impedir que os homens de preto levassem meu caixão.











É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídio pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.