Patentes Patéticas (nº. 94)

Há inventores que parecem genuinamente inspirados pela Acme, Inc — ainda que seus inventos tenham sido criados e patenteados antes da fictícia (e patética) companhia da Warner Bros. Já vimos, por exemplo, a pá/ancinho e a cadeira de dentista elétrica. O invento de hoje é mais um clássico digno de desenhos animados. Trata-se de uma simples “Firearm” (“Arma de Fogo”), mas com um cano curvo: Continue lendo…
Patentes Patéticas (nº. 75)

Militares que se borram em ação não prestam para nada. E quando alguém se borra dentro de um tanque, as consequências costumam ser piores, muito piores. Já que não dá para jogar o cagão para fora, que tal usar a merda como munição? Essa é a fétida ideia de Aleksadr Georgievich Semenov. Morador de São Petersburgo, Semenov é o inventor de um “Método de Remoção de Bioresíduos de um Compartimento ou Habitáculo Isolado em uma Instalação Militar e sua Implementação”. Continue lendo…
Em uma palavra [105]
armamentário (ar.ma.men.tá.rio)
s.m. armazém onde se mantém armas; local onde se armazena os armamentos; arsenal. [do latim armamentarium]
As Flechadas de Franklin
Em carta ao general Charles Lee datada de fevereiro de 1776, Benjamin Franklin argumentava que o exército das colônias deveria se armar com instrumentos tipicamente americanos — arcos e flechas. Franklin os considerava “boas armas, insensatamente postas de lado”. O inventor e diplomata americano apresentou seis razões para o uso estratégico de um arsenal low-tech:
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1. “Porque um homem pode atirar tão verdadeiramente com um arco quanto com um mosquete comum.”
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2. “Ele pode lançar quatro flechas no intervalo entre carregar e descarregar uma bala.”
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3. “Seu alvo não lhe é tirado de vista por fumaça do seu próprio lado.”
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4. “Uma chuva de flechas, vista por baixo, aterroriza e perturba a atenção do inimigo.”
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5. “Uma flecha que acerte qualquer parte de um homem o põe hors de combat até que seja extraída.”
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6. “Arcos e flechas são mais fáceis de se arranjar em qualquer lugar do que mosquetes e munições.”
Franklin também recomendava a utilização do pique (uma longa lança com ponta de aço, comum na Idade Média). Mesmo que não tenham sido postas em prática, as recomendações militares de Franklin continuaram a ser debatidas muito tempo após a Revolução Americana.
Um teórico calculou que, em 22 de maio de 1794, na Batalha de Tournay, os franceses revolucionários e a coalizão antirepublicana (Áustria, Grã-Bretanha e Hanôver) trocaram 1.280.000 tiros. Com estimadas 8.500 baixas de ambos os lados, o resultado foi uma média de 150 disparos para cada baixa, “o que evidentemente aparece em favor do arco, em termos da certeza de seu tiro, de não mais de 20 [disparos] para 1 [morte].”
>Os EUA derrotariam Roma?
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Digamos que a gente volte no tempo com uma MEU [Marine Expeditionary Unit ou Unidade Expedicionária de Fuzileiros-Navais]… poderíamos destruir todas as legiões de Augusto?Estaríamos contra mais ou menos 330.000 homens, uma vez que cada legião era composta por 11.000 homens. Esses homens eram tipicamente equipados com armaduras para os braços e o tronco, feitas de metal e como armas eles usavam espadas, lanças, arcos e outros implementos de apunhalamento. Nós também encontraríamos armas de cerco como catapultas e toscas armas incendiárias.Nós teríamos um total de cerca de 2.000 membros, do qual metade participaria de operações de ataque terrestre. Nós poderíamos usar nossos veículos mecanizados (60 Humvees, 16 veículos blindados, etc), mas não poderíamos usar nosso reforço aéreo. Aeronaves seriam apenas para transporte.Nós teríamos médicos conosco, além de moderno equipamento médico e drogas, mas não teríamos mais uma linha de suprimento mágica através do tempo (nós tínhamos, mas os timelords desprezaram-nas, infelizmente!) que nos alimentaria com toda a munição, equipamento e sustento que precisaríamos para sobreviver. Nós teríamos que prosseguir com as coisas que trouxemos conosco.Assim, seríamos nós vitoriosos?
Obviamente, haveria uma diferença brutal de poder de fogo. A armadura romana seria não só inútil contra um rifle — muito menos contra um lança-granadas ou uma metralhadora .50 —, ela provavelmente distorceria os projéteis, tornando as feridas mais profundas.
No curto prazo e em campo aberto, a infantaria moderna poderia massacrar qualquer soldado da antiguidade com um risco mínimo de baixas. Mas você não poderia sustentar essa infantaria moderna. Assim, com todas essas armas e veículos você poderia fazer uma aparição breve, dramática e até mesmo devastadora, mas que rapidamente se tornaria inútil. Provavelmente em questão de dias… Os marines são os melhores guerreiros já treinados. Mas eles não podem lutar contra uma onda interminável de soldados. Ninguém pode.
>De trás pra frente, só que ao contrário
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Infelizmente, o plano de Marshall (ou Llashram) funcionou bem demais, pois enganou até o Exército, que o convocou novamente em 1966. Ele levou mais de um ano para provar que já havia cumprido o serviço militar.
“Tudo isso foi culpa dele”, disse um porta-voz do Exército à Associated Press. “Não teria acontecido se ele não tivesse grafado seu nome de trás pra frente.” Isso prova a eficácia da — com o perdão da contradição — “inteligência militar”.
>50 Anos-Lesma
A ausência do homem no espaço é sinal de que desperdiçamos uma chance enorme de evoluir. Garantir a autodestruição é sempre mais fácil, seguro e barato do que adaptar-se aos novos tempos.
| Yuri Gagarin: se a exploração espacial fosse bem-sucedida, ele não deveria ser lembrado. |
| Montar a humanidade em bombas atômicas: para políticos e militares, é divertido. E barato. |
| Orçamento militar mundial: de volta aos níveis da Guerra Fria. Os milicos não sofreram com a crise. |
| Estação Espacial Internacional: nem estação, nem espacial nem internacional. |
| Dave ficaria abismado. Por não existir. |




É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.