Em uma palavra [101]

orbícola (or.bí.co.la)
adj. 1. Class. que habita em um orbe; habitante do mundo; que pode habitar qualquer ponto da Terra. 2. que viaja ou erra por todo o orbe, cosmopolita. 3. neol. que vive na órbita de algum planeta ou corpo celeste. [do lat. orbe = mundo, globo + -icola, habitante]

Em uma palavra [99]

Em uma palavra [97]

policitação (po.li.ci.ta.ção)
1.
s.f. Dir. oferta ou promessa feita por uma das partes mas ainda não aceita pela outra; proposta. [do lat. pollicitacione] policitante, adj. aquele que faz policitações. 2. s.f., neolog. abundância ou abuso de citações em um texto, especialmente a fim de torná-lo mais longo do que realmente é; prolixidade; “encheção de linguiça”. [de poli-, prefixo para muitos, múltiplos + citação]

Em uma palavra [96]

morósofo (mo.ró.so.fo)
s.m. 1. um sábio idiota: alguém de educação pobre com eventuais iluminações filosóficas. 2. pejorativamente é um pseudo-filósofo, um filósofo pedante. Morosofia, s.f. espécie de loucura tranquila e lúcida. Morosofada, s.f. neolog. o “insight” filosófico de um morosofo; cf. filosofada. [do grego moros = tolo, néscio, louco + sophos = sábio, prudente]

BÔNUS: O insulto inglês moron – estúpido, retardado – vem da mesma raiz grega e originalmente era um termo técnico que significava “retardo mental brando” em psicologia.

OBSERVAÇÃO: Não estou certo quanto à pronúncia. Não sei se é /morósofo/ (como filósofo) ou /morôsofo/ (como moroso, palavra com a qual não há nenhum parentesco etimológico).

UPDATE (23/03): Como bem lembrou o Roberto nos comentários, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) registra a forma Morósofo. O post foi corrigido para incluir o acento.

>Em uma palavra [81]

>

infonésia (in.fo.né.sia)
s.f., neolog. a incapacidade que alguém pode ter de se lembrar onde encontrou determinada informação; o popular “branco” ou “apagão”. [formado por fusão entre informação e amnésia]

Internésia [internet + amnésia] é uma veriedade mais específica de infonésia: é a incapacidade de se lembrar de determinado site ou endereço da internet (ou de senhas de acesso).

>Em uma palavra [79]

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gregicídio (gre.gi.cí.dio)
s.m., neolog. 1. assassinato de diversas pessoas comuns; assassinato em série. 2. extermínio de rebanhos. Gregicida, s.c.2g., que ou aquele que pratica o gregicídio; serial killer. [neologismo formado por comparação com regicídio, a partir do latim grex = grei, rebanho, multidão] 

>De pseudovocábulo a neologismo

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Esse mundo está tão cheio de perfis fakes que eles chegaram até os dicionários. Não, fake ainda não entrou para o Aurélio ou o Houaiss. Em 2001, os editores do New Oxford American Dictionary (NOAD) inseriram uma palavra fake como armadilha para descobrir se outros lexicógrafos estavam usando seu material de forma imprópria.
Ironicamente, a palavra que inventaram foi esquivalience — ou esquivaliência — definida como “o insistente ato de evitar responsabilidades oficiais; a fuga do dever.” Parece clara a correlação com o nosso esquivar-se.
Sem surpresa, a palavra não tardou a aparecer no Dictionary.com (para depois ser deletada), que citava como fonte o Webster’s New Millenium Dictionary. O recém-finado Google Dictionary apresentava esquivalience com três definições e exemplos, mas corretamente indicava o NOAD como fonte.
Entretanto, quando é que uma palavra falsa se torna verdadeira? Quando uma palavra inventada passa a ser usada, ela cai em domínio público? Aparentemente, a resposta para a última pergunta é sim.

Christine Lindberg, a editora do NOAD que inventou essa armadilha lexicográfica, disse ao Chicago Tribune que ela própria se pega usando o neologismo regularmente. “Eu gosto especialmente do tom crítico, de julgamento que eu posso expressar: ‘Aqueles miseráveis esquivalientes’. Parece indecente e literário de uma só vez. Eu gosto disso.”

>Em uma palavra [70]

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latrinologia
s.f. neolog. o estudo das inscrições encontradas em banheiros (latrinália). [derivado de latrina; originalmente cunhado como latrinology pelo Professor Alan Dundes, da Universidade de Berkeley]

>Em uma palavra [69]

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Tirem as crianças da sala! Tendo em vista a data de hoje, 6/9, o número especial a que essa série chegou e a coincidência entre ambos, eis algumas palavrinhas, digamos, calientes (ou não):

alorgasmia
s.f., neolog. a necessidade de imaginar um parceiro mais atraente durante o ato sexual, especialmente durante o orgasmo. Alorgásmico, adj. [de alo-, prefixo que indica alteridade ou diferença, + orgasmo + -ia]
discaliginia

s.f. ato ou efeito de não sentir atração por mulheres bonitas. Discaligínico (ou discalígino), adj. [formado por dis-, prefixo de negação; + cali, belo em grego; + giné, mulher em grego]

imparlibidinidade
s.f. estado no qual o desejo de duas pessoas se desencontra; desentendimento sexual. Imparlibidinoso, adj. [formado a partir do latim impar, sem par, desequilibrado e do adjetivo libidinoso]

>Teste do Frasômetro

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A sentença Strč prst skrz krk [áudio], que em checo significa “enfiar o dedo através da garganta”, não tem nenhuma vogal. Por isso mesmo, é um trava-línguas.
Mas, mesmo para os checófonos (neolog., falantes de checo) dizer Strč prst skrz krk em claro e bom som é algo tão difícil que não é um simples desafio, uma mera brincadeira de criança. A frase é usada pela polícia como teste de sobriedade dos motoristas. 
Bem, isso não deixa de ser bastante bastante apropriado: é mais fácil Strč prst skrz krk depois de tomar umas vodcas a mais (e gorfar) do que dizer isso.

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