Patentes Patéticas (nº. 100) (não, péra…)

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Telefone celular (ou telemóvel para os lusos): OK. Tablet: OK. Carregadores de baterias: OK. Garrafinha de água: OK. Carteira: OK. Bolsos: não dá. Se você já enche seus bolsos (inclusive o do boné), como vai aindar por aí com sua parafernália tecnológica e manter-se on-line? Convenhamos, carregar celulares e tablets nas mãos não é confortável nem seguro. Pior, eles acabam ficando sujos e manchados. E podem até acabar arranhados. E, com duas mãos ocupadas (e talvez algumas sacolas), vai ser difícil se manter hidratado e postar aquela foto do gole d’água no Instagram. Como proceder?

Comprar uma bolsa ou mochila seria a resposta mais simples, mas não para Clerence Thomas. Ele prefere um cinto de utilidades (dois, aliás) e recomenda o seu Neck wrap/brace for holding items and belt article holder for same [Envoltório de pescoço/cinta para segurar itens e artigo de cinta de suporte para o mesmo], que o mesmo descreve de modo redundantemente bem claro: Continue lendo…

Quanto é 2 elevado a 222?

Resposta:

2²²² = 6.739.986.666.787.659.948.666.753.771.754.907.668.409.286.105.635.143.120.275.902.562.304 ou “seis unvintilhões, setecentos e vinte e nove vintilhões, novecentos e oitenta e seis novemdecilão, seiscentos e sessenta e seis octodecilhões, setecentos e oitenta e sete septendecilhões, seiscentos e cinquenta e nove sexdecilhiões, novecentos e quarenta e oito quindecilhões, seiscentos e sessenta e seis quatridecilhões, setecentos e cinquenta e três tredecilhões, setecentos e setenta e um duodecilhões, setecentos e cinquenta e quatro undecilhão, novecentos e sete decilhões, seiscentos e sessenta e oito nonilhões, quatrocentos e nove octilhões, duzentos e oitenta e seis septilhões, cento e cinco sextilhões, seiscentos e trinta e cinco quintilhões, cento e quarenta e três quadrilões, cento e vinte trilhões, duzentos e setenta e cinco bilhões, novecentos e dois milhões, quinhentos e sessenta e dois mil, trezentos e quatro.” (67 dígitos, 832 caracteres)

Essa foi a 222ª. postagem do tumblr powers of two, cujo objetivo é fazer “uma lista de todas as potências de dois, de 2^0 ao infinito”. E você aí, se aborrecendo com o preenchimento daquela listinha de 1 a 1000 por extenso…

Linhas de expressão cartesianamente corretas

Dadas suficientes variáveis, é possível plotar qualquer coisa num plano cartesiano. Círculos, triângulos, órbitas planetárias e até pessoas. O único problema é que, pra ser matematicamente preciso, você teria que encontrar e resolver as equações certas antes de sair por aí desenhando entre os eixos x e y.

Ou talvez baste apenas fazer uma boa busca no Wolfram Alpha. Mais que um mecanismo de busca, o W|A é um verdadeiro processador online — e para demonstrar seu poder de computação, ele é capaz de plotar algumas person curves. As person curves são retratos de diversas personalidades da cultura pop, da ciência e da política. Além da plotagem, o Wolfram Alpha também apresenta os cálculos por trás de cada imagem.

Há, por exemplo, a PSY curve  psy curve

e sua respectiva equação paramétrica:

psy equation

Apresentada aqui parcialmente, é claro.

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‘Párachoques’ protegem óculos para basquetebol (1941)

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‘Parachoques’ agora permitem que os jogadores de basquetebol que usam óculos possam desfrutar do esporte. Uma proteção de plástico transparente e inquebrável, cortada na altura da ponte sobre o nariz, cerca completamente as lentes e protege-as do risco de serem retiradas ou quebradas caso sejam atingidas. Sustentado por alças, o acessório é mantido à distância da face por almofadas resistentes apoiadas na testa e nas têmporas e não atrapalha a visão. A ilustração mostra Dick Dikeman, jogador colegial de Detroit, Mich[igan]. — Popular Science, abril de 1941

Não deve ter dado certo por falta de público. Nerd ou não, quem usa óculos sempre foi deixado de fora dos jogos de basquete. Mas talvez fosse útil para os nerds na defesa contra os valentões. Ou não.

via Modern Mechanix.

Os 10 Mandamentos do Papa-Léguas

 

  1. 1. O Papa-Léguas não pode ferir o Coyote, exceto pelo “beep-beep!”
  2. 2. Nenhuma força externa pode lesar o Coyote — apenas a sua própria inépcia ou os defeitos dos produtos Acme.
  3. 3. O Coyote poderia parar a qualquer momento — se ele não fosse um fanático. (Lembre-se: “Um fanático é alguém que redobra seu esforço quando se esquece de seu objetivo” — George Santayana)
  4. 4. Nunca, jamais diálogo algum, exceto “beep-beep!”
  5. 5. O Papa-Léguas deve ficar na estrada — de outro modo, logicamente, ele não poderia ser chamado de road runner.
  6. 6. Todas as ações devem ser confinadas ao ambiente natural dos dois personagens — o deserto do sudoeste americano.
  7. 7. Todos os materiais, ferramentas, armas ou utensílios mecânicos devem ser obtidos da Acme Corporation.
  8. 8. Sempre que possível, faça da gravidade o pior inimigo do Coyote.
  9. 9. O Coyote é sempre mais humilhado do que ferido por seus fracassos.

“Os cartoons Road Runner and Coyote são reconhecidos e aceitos por todo o mundo.” — escreve o diretor e criador de Wile E. Coyote, Chuck Jones em seu livro de memórias, Chuck Amuck (1999) — “Talvez a falta de diálogo seja uma razão. Se você quer rir, pode fazê-lo a qualquer tempo, seja em Dinamarquês, Francês, Japonês, Urdu, Navajo, Esquimó, Português ou Hindi. ‘Beep-Beep!’ é o Esperanto da comédia.”

O décimo mandamento, que Mr. Jones talvez tenha esquecido de citar, deve ser esse: “Ao introduzir a trama, não se esqueça de sempre (re)apresentar os personagens com os nomes populares acompanhados de uma pseudocientífica nomenclatura binomial em latim macarrônico.”

Patentes Patéticas (nº. 59)

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Douglas Adams pode ter sido o primeiro a chamar a atenção para as múltiplas utilidades da toalha, mas não foi o primeiro a levar a sério esse banal pedaço de tecido felpudo, encontrável em (quase) todo banheiro. Diversos inventores tentaram aperfeiçoar esse utensílio têxtil, úmido e às vezes bolorento aplicando-lhe utilidades extra-banho.

Foi difícil escolher uma única patente, mas decidimo-nos por uma que mantém a toalha o mais intacta possível, o que permitiria seus múltiplos usos em situações interestelares. É esse o caso do Convertible Towel Costume [Traje de Toalha Conversível], elegante ideia de Charlotte B. Dike: Continue lendo…

Death Star: um rombo ‘astronômico’ no orçamento imperial

200px-DeathStar2Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.

A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.

Fonte: centives.net

>Em uma palavra [81]

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infonésia (in.fo.né.sia)
s.f., neolog. a incapacidade que alguém pode ter de se lembrar onde encontrou determinada informação; o popular “branco” ou “apagão”. [formado por fusão entre informação e amnésia]

Internésia [internet + amnésia] é uma veriedade mais específica de infonésia: é a incapacidade de se lembrar de determinado site ou endereço da internet (ou de senhas de acesso).

>Patentes Patéticas (nº. 35)

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Ah, com o verão que está chegando uma casquinha de sorvete é uma boa pedida, não é mesmo? Mas, vamos combinar: as casquinhas de sorvete são uma droga! Precisamos ficar girando-as o tempo todo para evitar que o sorvete derreta e se esparrame, sujando (e cansando) a mão do consumidor.

Deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que passou pela cabeça de Richard B. Hartman, de Issaquah, Washington no fim dos anos 1990. Com um problema tão simples a resolver, Mr. Hartman não tardou a ver a solução tipicamente americana: Casquinhas de Sorvete Motorizadas. Ou, segundo o resumo da patente 5.971.829:

Um inovador receptáculo de alimentação para suportar, rotacionar e esculpir uma porção de sorvete ou alimento similarmente maleável durante seu consumo. Compõe-se de: uma caixa portátil, um copo rotável sustentado pela caixa portátil e adaptado para receber e conter uma porção de sorvete ou produto alimentício de consistencia similar e um mecanismo de tração na caixa portátil para imprimir rotação sobre o copo e servir rotacionalmente o seu conteúdo contra a língua estendida de uma pessoa.

Em outras palavras: chega de ficar se virando e melando para tomar sorvete! Basta apenas por a língua pra fora! Ainda segundo a patente, emitida em 26 de outubro de 1999, a ideia surgiu
porque o ato de comer um cone de sorvete tem sido tradicionalmente efetuado pela sustentação de uma porção de sorvete geralmente estacionária na mão de alguém em relação aos contínuos movimentos de lamber com a língua. O apelo de um dispositivo que basicamente reverte esse procedimento — isto é, que continuamente move o sorvete enquanto a língua é mantida em uma posição relativamente estacionária — tem sido largamente ignorado.

Isso, por si só, já parece tornar a invenção de Mr. Hartman revolucionária (e talvez até relativística!). Prosseguindo em sua argumentação a favor da casquinha automatizada, ele afirma que “tal dispositivo é imensamente divertido, amplia o prazer natural [...] de comer sorvete e alimentos similarmente maleáveis, aperfeiçoando a experiencia de ingerir tais alimentos tanto para crianças quanto para jovens adultos.” Além disso, a casquinha giratória pode ser um grande estímulo artístico para o consumidor de sorvete, pois
um copo giratório portátil e motorizado provê uma divertida alternativa aos métodos tradicionais de comer tais alimentos e expande o ato típico de tomar uma casquinha de sorvete a ponto de incluir numerosas e divertidas possibilidades, incluindo a escultura e modelagem de canais com a língua para formar formas e padrões interessantes na superfície externa da porção de sorvete.

Como se simplesmente se lambuzar de sorvete já não fosse divertido o bastante…

>Em uma palavra [68]

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deltiologia
s.f. ramo da filatelia dedicado ao estudo e à coleção de cartões-postais.  “A popularização do correio eletrônico e das fotomensagens levou a deltiologia à beira da extinção.” Deltiologista (ou Deltiólogo), adj. é o colecionador de cartões-postais. “Ao se aposentar, ele pretendia realizar dois velhos sonhos: ser um turista profissional e um deltiologista dedicado.” [derivado do grego δελτίον, deltion, diminutivo de δέλτος, déltos, carta].

Os filatelistas mais tradicionalistas usam o termo cartofilia (e cartófilo). Telecartofilia é o hábito de colecionar cartões telefônicos; telecartófilo é o colecionador.

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