Death Star: um rombo ‘astronômico’ no orçamento imperial

200px-DeathStar2Não seria difícil imaginar uma manchete como essa em um jornal jedi. Provavelmente, ela estaria certa. Afinal, as finanças do Império Galáctico ficariam no vermelho após a construção de uma Estrela da Morte. Segundo uma estimativa feita por um grupo de nerds desocupados estudantes de economia da Leigh University, o Império teria que gastar 852 quadrilhões de dólares (ou o equivalente a isso) para construir uma Death Star. O estudo baseou-se numa estrela com um diâmetro de 140 quilômetros — esse seria o tamanho da primeira — feita de aço e com a densidade próxima à de um navio de guerra.

A boa notícia é que seria possível fazê-la. Fazendo os continhas, os economistas geeks afirmam que seriam necessárias 1,08×10^15 toneladas de aço para construir a coisa. Parece muito, mas, considerando-se o núcleo, a Terra sozinha tem ferro suficiente para construir até 2 bilhões de Death Stars — uma defesa e tanto (ou não). O problema é que, além do preço — equivalente a 13.000 PIB’s globais —, a demora pareceria eterna. Com a produção no ritmo atual, seriam necessários 833.315 anos para transformar todo aquele ferro em aço (e depois ainda necessário tranformar todo esse aço em peças e transportá-lo até o local de construção). Talvez fosse mais fácil buscar os serviços de Magrathea e improvisar uma Death Star a partir daquela lua de Saturno, Miranda.

Fonte: centives.net

>Em uma palavra [81]

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infonésia (in.fo.né.sia)
s.f., neolog. a incapacidade que alguém pode ter de se lembrar onde encontrou determinada informação; o popular “branco” ou “apagão”. [formado por fusão entre informação e amnésia]

Internésia [internet + amnésia] é uma veriedade mais específica de infonésia: é a incapacidade de se lembrar de determinado site ou endereço da internet (ou de senhas de acesso).

>Patentes Patéticas (nº. 35)

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Ah, com o verão que está chegando uma casquinha de sorvete é uma boa pedida, não é mesmo? Mas, vamos combinar: as casquinhas de sorvete são uma droga! Precisamos ficar girando-as o tempo todo para evitar que o sorvete derreta e se esparrame, sujando (e cansando) a mão do consumidor.

Deve ter sido mais ou menos esse o raciocínio que passou pela cabeça de Richard B. Hartman, de Issaquah, Washington no fim dos anos 1990. Com um problema tão simples a resolver, Mr. Hartman não tardou a ver a solução tipicamente americana: Casquinhas de Sorvete Motorizadas. Ou, segundo o resumo da patente 5.971.829:

Um inovador receptáculo de alimentação para suportar, rotacionar e esculpir uma porção de sorvete ou alimento similarmente maleável durante seu consumo. Compõe-se de: uma caixa portátil, um copo rotável sustentado pela caixa portátil e adaptado para receber e conter uma porção de sorvete ou produto alimentício de consistencia similar e um mecanismo de tração na caixa portátil para imprimir rotação sobre o copo e servir rotacionalmente o seu conteúdo contra a língua estendida de uma pessoa.

Em outras palavras: chega de ficar se virando e melando para tomar sorvete! Basta apenas por a língua pra fora! Ainda segundo a patente, emitida em 26 de outubro de 1999, a ideia surgiu
porque o ato de comer um cone de sorvete tem sido tradicionalmente efetuado pela sustentação de uma porção de sorvete geralmente estacionária na mão de alguém em relação aos contínuos movimentos de lamber com a língua. O apelo de um dispositivo que basicamente reverte esse procedimento — isto é, que continuamente move o sorvete enquanto a língua é mantida em uma posição relativamente estacionária — tem sido largamente ignorado.

Isso, por si só, já parece tornar a invenção de Mr. Hartman revolucionária (e talvez até relativística!). Prosseguindo em sua argumentação a favor da casquinha automatizada, ele afirma que “tal dispositivo é imensamente divertido, amplia o prazer natural [...] de comer sorvete e alimentos similarmente maleáveis, aperfeiçoando a experiencia de ingerir tais alimentos tanto para crianças quanto para jovens adultos.” Além disso, a casquinha giratória pode ser um grande estímulo artístico para o consumidor de sorvete, pois
um copo giratório portátil e motorizado provê uma divertida alternativa aos métodos tradicionais de comer tais alimentos e expande o ato típico de tomar uma casquinha de sorvete a ponto de incluir numerosas e divertidas possibilidades, incluindo a escultura e modelagem de canais com a língua para formar formas e padrões interessantes na superfície externa da porção de sorvete.

Como se simplesmente se lambuzar de sorvete já não fosse divertido o bastante…

>Em uma palavra [68]

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deltiologia
s.f. ramo da filatelia dedicado ao estudo e à coleção de cartões-postais.  “A popularização do correio eletrônico e das fotomensagens levou a deltiologia à beira da extinção.” Deltiologista (ou Deltiólogo), adj. é o colecionador de cartões-postais. “Ao se aposentar, ele pretendia realizar dois velhos sonhos: ser um turista profissional e um deltiologista dedicado.” [derivado do grego δελτίον, deltion, diminutivo de δέλτος, déltos, carta].

Os filatelistas mais tradicionalistas usam o termo cartofilia (e cartófilo). Telecartofilia é o hábito de colecionar cartões telefônicos; telecartófilo é o colecionador.

>Físico Felino

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Quando terminou de datilografar o manuscrito (peraí, não seria datilografar a datilografia?) de um artigo, o físico J. H. Hetherington percebeu que havia cometido um pequeno deslize estilístico. Tudo estava escrito na primeira pessoa do plural. O problema é que, muito apropriadamente, a revista Physical Review Letters não aceita papers de um único autor redigidos com nós — nem mesmo em casos de plural de modéstia.

Naquela época, no começo dos anos 1970, ainda não existiam PCs, nem editores de texto, muito menos revisores eletrônicos ou comandos “localizar se substituir”. Por isso Hetherington não queria escrever tudo de novo. Então, ele teve uma ideia: por que não adicionar um segundo autor? E, já que ninguém precisaria conhecê-lo, por que não poderia ser seu próprio gato? Assim, o físico adicionou F. D. C. Willard (“Felis Domesticus Chester Willard”) como seu co-autor.
Até onde se sabe, Chester é o único gato que já publicou uma pesquisa sobre física de baixas temperaturas.

>De Dase a Lemaire

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Quais os maiores números que você já multiplicou de cabeça? Certa vez o jovem alemão Johann Martin Zacharias Dase (1824-1861) teria multiplicado dois números de 100 dígitos. De cabeça. Ele levou 8 horas e 45 minutos para terminar a operação. Entretanto, outro prodígio matemático, Gauss (1777-1855), estimou que um matemático hábil, usando apenas papel e lápis, levaria só metade daquele tempo para cumprir a mesma tarefa de Dase. Mas Zacharias não era um matemático e mal aprendeu o básico de teoria matemática quando tentaram lhe ensinar. 
Zacharias Dase: “Eu não preciso de lápis e papel. Beijos.”
Ele simplesmente contava, com uma rapidez incrível. Aliás, ele talvez nem contasse. Segundo Douglas Hofstadter em Gödel, Escher, Bach, “[...] ele tinha um senso de quantidade sisnistro. Isso é, ele podia apenas ‘dizer’, sem contar, quantas ovelhas ovelhas havia num campo ou quantas palavras em uma sentença e assim por diante [...]”
Em 1844, o prodígio de Hamburgo chegou a calcular de cabeça π com 200 casas decimais, um recorde para a época. Apesar de ganhar fama em toda a Europa como calculador mental, a habilidade de Dase não lhe trouxe dinheiro algum. Portador de epilepsia desde a infância, ele fez apresentações de suas habilidades em Berlim, Mannheim e Viena, onde chegou a trabalhar temporariamente no Departamento Ferroviário para se manter. 
Depois de muitos anos e pouco dinheiro, Zacharias Dase voltou para Hamburgo. Ele finalmente havia sido reconhecido e convidado para atuar como matemático de tempo integral na Academia de Ciências de Hamburgo. Infelizmente, ele morreu aos 37 anos, pouco antes de começar a trabalhar profissionalmente.
Pois bem, o tempo passou e mostrou que até Gauss pode ter se enganado em sua defesa do lápis e papel. E, até onde se sabe, não estamos falando de computadores eletrônicos ou inteligências artificiais, mas de alguém que trabalha com eles. Em 17 de dezembro de 2004, o cientista da computação e pesquisador de inteligência atrificial francês Alexis Lemaire, então com 24 anos, computou mentalmente a raiz décima-terceira de um número que também tinha 100 dígitos. 
Abram alas, por favor:  
3.893.458.979.352.680.277.349.663.255.651.930.553.265.700.608.215.449.817.188.566.054.427.172.046.103.952.232.604.799.107.453.543.533.

Alexis Lemaire: “Por favor, só mais um segundinho.”
Embora fosse uma operação completamente diferente da efetuada por Dase no século XIX, Lemaire deu a resposta correta — 45.792.573 — em apenas 3,625 segundos. Mas o recorde parece tão incrível que ainda não foi reconhecido oficialmente. O recorde anterior oficialmente aceito era de 88 segundos, ou pouco mais de um minuto. Os matemáticos argumentam que como não há uma forma padrão de estabelecer ou medir um tempo-padrão para a extração de raízes de grandes números aleatórios, não há como fazer novas medições. Assim, Lemaire pode ser o último recordista, numa linhagem que remonta ao próprio Zach Dase e suas quase nove horas. Sem papel, é claro.

>Patentes Patéticas (nº. 15)

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Esta parece ser o cúmulo do sedentarismo, da nerdice ou da automação (fica à sua escolha, caro leitor). Trata-se de um sistema de controle remoto para cavalos inventado por Lem Maddem em 1980. O “cavaleiro” opera um transmissor eletrônico e o cavalo leva na sela um receptor que controla as rédeas. Opcionalmente, o receptor pode ser equipado com um bastão para tocar o animal e um alto-falante para dar comandos de voz.
Mas, se a necessidade é a mãe da invenção quem precisaria de tal invenção? “Uma pessoa idosa”, esclarece o texto da patente, “pode ser fisicamente incapaz de montar e manter o controle de um cavalo sozinha” ainda que prescise dele para fazer certas tarefas. E ainda “há aqueles que desejam domar e treinar os animais, mas que não podem fazê-lo por causa dos riscos envovidos em tais operações.” Aí sim!

>Tuitermoto

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#correnegadis!

>Créditos Finais Sem Fim

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Certa vez, o matemático inglês John Edensor Littlewood (1885-1977) escreveu um artigo para o Comptes rendus de l’Académie des sciences, da França. Noves fora a matemática, a tradução do texto foi feita pelo Prof. Marcel Riesz (1886-1969). O trabalho nem era muito importante e passaria despercebido, não fossem essas três notas de rodapé no fim do artigo:

Devo muito ao Prof. Riesz pela tradução do presente trabalho.

Ainda devo ao Prof. Riesz pela tradução da nota anterior.
Ainda devo ao Prof. Riesz pela tradução da nota anterior.

A coisa poderia ter continuado indefinidamente (exceto talvez pela limitação de espaço). Mas não foi a isso que Littlewood se prendeu: “Eu parei legitimamente no número 3: não importa quão pouco eu saiba de Francês, eu sei que sou capaz de copiar uma sentença em Francês.”

>Encontrado o primeiro projeto da Apple

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Está com um visual bem clean e tem uma tela plana, mas ainda falta hype.

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