Publicado
11 de dez de 2012
mateologia (ma.te.o.lo.gia)
s.f. estudo inútil de assuntos acima do alcance do entendimento humano. mateólogo, s.m. especialista em inutilidades; ‘mestre’ em papo-furado. [do gr. mataiología, linguagem inútil, lenga-lenga; mataiós = fútil, frívolo, vão]
Uma interpretação mais livre seria “vã filosofia”, como não disse Shakespeare¹. Não confundir com “má teologia”. Se bem que a teologia é um estudo bastante mateológico.
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¹ no ato I, cena 5 do original de "Hamlet", lê-se "There are more things in heaven and earth, Horatio,/Than are dreamt of in your philosophy.". O adjetivo vã é uma intromissão de um tradutor, ainda que consagrada.
Publicado
16 de dez de 2011
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Caros leitores, queridas leitoras,
Quando abri essas
hipercúbicas dimensões há cinco anos e 838
posts atrás, eu não tinha ideia de que tal empresa seria tão longeva. Aliás, eu até mesmo me contentava se conseguisse uma dúzia de leitores. Hoje, tendo quase uma centena deles, que me acompanham (via
Facebook ou via Google), eu não poderia estar mais feliz. Mas não se assustem com o tom deste nem com o título. Não é o fim do
hypercubic — é um recomeço.
Há alguns (dois?) meses eu recebi uma proposta do Kentaro Mori (autor do
Ceticismo Aberto, dos
100 Nexos e da
Dúvida Razoável), do qual, aliás, sou grande fã. Ele estava começando a expandir o
ScienceBlogs Brasil e, tendo gostado do
hypercubic, pediu-me para levar este “hyperespaço de ideias” para aquele universo blogo-científico. Eu não podia estar mais feliz. Porém, como é típico de mim, também fiquei “um pouco” inseguro, já que é uma grande mudança, inclusive (e principalmente) de plataforma de publicação. Até agora o blogger/blogspot foi minha única experiência de blogagem. Confesso que esse foi meu maior motivo de hesitação.
O que mais me alegra, porém, é que embora nunca tenha tido grande publicidade — exceto uma ou outra aparição em agregadores como o
Ueba ou o
Ocioso —, muito menos anúncios, eu conseguira me destacar apenas pelo conteúdo (e, este ano, talvez, pelo visual). A essa altura, na verdade, vocês já deveriam ter lido um texto mais ou menos como esse, pois segundo o acordo, a mudança já deveria ter sido feita em novembro.
Entretanto, vicissitudes de fim de semestre (e um estômago um tanto inoperante) me atrapalharam deveras. Agora, neste fim-de-semana, o
hypercubic vai finalmente partir para uma outra dimensão e fará parte do
ScienceBlogs Brasil como “uma dimensão a mais”. Por isso, excepcionalmente não teremos (creio eu) postagens para sábado e domingo. Aos que acompanham a série
“Patentes Patéticas”, não se desesperem: ela volta na semana que vem. Outras séries como
“Em uma palavra” continuam e — graças às férias — também devem voltar as séries mais profundas: os
“Conflitos Esquecidos” e o
“Peso do Nome”.
Agradeço profusa e profundamente os leitores que hoje me acompanham — mesmo que não comentem tão frequentemente quanto eu gostaria — e espero que continuem me acompanhando, de uma maneira ou de outra. Aliás, aos leitores que me seguem via Google Friend Connect,
recomendo que passem a seguir o hypercubic através de nossa página no Facebook, já que agora eu vou deixar o sistema de publicação do Google. Aos demais e aos que têm o
hypercubic entre seus favoritos, a nova URL deverá ser essa:
http://scienceblogs.com.br/hypercubic/.
Por fim, mesmo sabendo que esse é um clichê pra lá de gasto, eu gostaria de dizer que sem vocês, SEUS LINDOS, o hypercubic já teria se desintegrado há muito. Seriously.
Um grande abraço aos leitores, beijos às leitoras e até breve!
Publicado
28 de abr de 2011
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Eu realmente não queria deixar passar em branco uma data tão quadrática. Quatro anos em 4-D não se repetem. No entanto, eu não tenho muito a dizer (não precisam fugir, eu não sou como o Fidel Castro quando uso essa frase).
Sinto-me muito feliz por enfim poder saber não apenas que tenho leitores mas por poder conhecê-los. Apesar de já ter aparecido em grandes agregadores de conteúdo, como
Ocioso e
Uêba, não me importo muito com o número do leitores. O que me importa são os que ficam e acompanham ou os que, mesmo de passagem deixam algum comentário, qualquer que seja. No momento em que escrevo, a
página do hypercubic no Facebook conta com 50 fãs e 4 me acompanham através do Google. Eu gostaria de dizer que vocês são muito importantes mesmo pra mim. São motivos para eu continuar aprofundando cada vez mais as dimensões deste espaço.
Ooops, parece que já estou me alongando… #fidelfeelings
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| O primeiro cabeçalho (2007-2008) |
Agora, porém, um pouco de autocrítica. Originalmente, este espaço foi criado para expor minhas ideias e opiniões. Eventualmente, minha paixão por curiosidades, paradoxos, ciência e humor fino e irônico acabou se sobressaindo. Eu gostaria de poder opinar mais, mas isso nem sempre é possível. Em parte por que não gosto de textos opinativos curtos — para mim, são meros comentários — e em parte por que já há muito conteúdo desse tipo na rede. Também há muitas oddities, mas eu sempre procuro algo inédito.
Por outro lado, já há mais de um ano eu tenho conseguido manter um ritmo razoavelmente diário. Às vezes há até dois posts por dia. Tenho conseguido manter algumas séries, como Em uma palavra, Conflitos Esquecidos e, desde do começo do ano, O Peso do Nome e Patentes Patéticas (infelizmente, Cectic, a série de tirinhas sobre ceticismo que eu traduzia, acabou por que o original foi encerrado). Considerando que eu trabalho durante o dia e estudo em outra cidade durante a noite, me parece um feito do qual eu não esperava ser capaz quando abri este espaço.
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| O segundo cabeçalho (2009-2010) |
Eu gostaria de poder presentear cada um ou, ao menos, poder sortear algum brinde para comemorar essa data. Por razões econônicas ainda não posso fazer tamanha festa. Por isso, há um ponto que gostaria de por em discussão. Este é — e sempre foi — um blog ads-free. Não apenas por que sempre me opus à publicidade meio sem-noção que o Google oferece, mas por que sempre me pareceu que com tão esporádicos leitores eu ganharia muito pouco. O que eu quero perguntar é: seria aceitável incluir alguma publicidade por aqui? Não tenho praticamente custo algum para manter este blog, nem pretendo viver exclusivamente disso. Mas a grana dos anúncios seria uma ajuda bem-vinda em alguns momentos. Eventualmente, poderia proporcionar brindes e sorteios. Sintam-se à vontade para se manifestarem.
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Eu preciso por a legenda? Quarto e atual cabeçalho |
Para quebrar um pouco esse clima, mas ainda sem sair do tema hipercúbico, lembrei-me de compartilhar a clássica explicação sobre a Quarta Dimensão feita por Carl Sagan na inesquecível série Cosmos:
Publicado
3 de jan de 2011
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Só para lembrar, a 3ª. edição deste blog não morreu. Deve sair ainda hoje com um visual profundamente modificado. Antes disso, porém, informo aos eventuais leitores que:
a) não será necessário o uso de óculos especiais (mas se você quiser usar, pode haver risco de dores de cabeça com o novo
template);
b) algumas coisas talvez não funcionem bem e terão que ser modificadas e
c) como vamos passar a usar elementos de CSS3,
pode deve ser necessário atualizar o seu navegador para visualizar este blog corretamente.
Update:
Pra quem já está com saudade, ou não chegou a conhecer, eis um screenshot completo da versão anterior:
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| Clique para ampliar |
Publicado
30 de dez de 2010
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O último post do ano não poderia ser diferente. É chato, é sinônimo de preguiça de quem faz, mas… todo mundo gosta de uma retrospectiva.
Antes, porém, uma dose de entusiasmo, por favor. Neste ano esse blog deslanchou, explodiu, inflacionou! Foram 278 postagens (um crescimento ultra-chinês:
237,93%), numa base quase diária. Mais ou menos como fizemos em nosso
retrospecto do ano passado, aí vai um texto-resumo dos capítulos anteriores:
Feliz 11111011011!
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E este foi o último texto desta encarnação do hypercubic. Na segunda, dia 03, estréia a versão 3,14 (pi, para os íntimos), algo completamente diferente (e, espero, com menos vírgulas a cada frase).
Publicado
30 de dez de 2009
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Esse foi o ano mais produtivo e bem-sucedido da história — ainda curta — deste blog. Nunca antes na história deste blog se escreveu tanto e com regularidade. Foram 115 posts (116 com esse). E poderiam ter sido mais, pois eu só me acostumei a blogar regularmente a partir de agosto. Eis uma seleção, segundo este autor que vos traça esta linha cheia de interpolações, das melhores postagens deste ano que já está nos 47 do segundo tempo:
Infelizmente (ou não), o artigo que mais atraiu paraquedistas, digo, leitores nem é deste ano.
2012 e a verdadeira profecia maia, publicado em setembro de 2008 (eu nem sabia nada sobre o tal filme-catástrofe) sobre essa baboseira toda em torno de um fim de mundo previsto por uma grande civilização antiga — só que eles esqueceram-se de prever o próprio fim.
Eu vou ficar em off, curtindo as férias e a virada do ano com parentes e amigos até segunda-feira. Assim, aproveito para avisar aos navegantes que aproveitem os próximos dias para virar páginas nunca dantes viradas neste blog. Revirem os nossos arquivos. Há muita coisa boa que não entrou nesta lista.
Feliz Nova Translação Terrestre e até 2010!
Publicado
3 de nov de 2009
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Apesar do feriadão, eu sumi misteriosamente. Bem, nem tanto. Eu não fui abduzido por incas venusianos nem fulminado por deuses irados. Como já podem notar pelo título, a culpa não foi minha, mas dessa coisa vaga e sempre (in)definida como “sistema”.
Minha internet (by Speedy/Telefonica) simplesmente me deixou na mão, dando-me como justificativa um irritante e incontornável erro 691 — o não reconhecimento da combinação usuário-senha (que estava correto) ou um protocolo irreconhecível enviado pelo provedor. Uma definição tão vaga quanto a solução que me seria dada. Após três longas chamadas para o serviço de atendimento ao cliente, o famigerado SAC, que me encheu o saco por horas e horas e parece não ter se adaptado às novas exigências legais sobre o atendimento ao consumidor. Foram três chamadas por que duas caíram logo após eu conseguir os tais “números de protocolo” que não me ajudaram em nada e sequer foram registrados pelos “sistemas” da Telefonica. Na terceira chamada, após uma eternidade de 40 minutos, disseram-me que o problema estava no modem (fornecido por quem mesmo? ah, pela Telefonica!) e que um técnico seria enviado em até 72 horas (esse prazo ainda não se esgotou, mas o problema e a enrolação do provedor se arrastam desde a manhã de sexta).
Na hora de cobrar, porém, a Telefonica apresenta uma eficiência e uma fome incríveis: R$ 99,90 (sem qualquer opção de mudança de data de vencimento!) e o que eu recebo em troca é um atendimento miserável e antiprofissional – para não dizer ilegal. Isso sem falar que o Speedy é o único serviço de banda — ou seria bunda — larga do país que já passou por um apagão!
Evidentemente, já tentei contratar um serviço mais barato, mas por incrível que pareça, a maior companhia telefonica do Estado de São Paulo — a única, num monopólio vergonhoso — não parece ser capaz de manter a qualidade de suas próprias linhas telefônicas, por que a ligação para o SAC sempre cai.
A
Telefonica, enfim, só está “
em ação” na mente imaginativa e nas imagens ilusórias criadas pelos grandes marqueteiros desse país. Afinal, é muito mais fácil investir em publicidade barata do que em grandes mudanças de infra-estrutura e aprimoramento humano.
[Update (05/11): o problema foi resolvido após a visita de um técnico. Mas o prazo previsto, de 72 horas, não foi respeitado]
Publicado
30 de out de 2008
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O
hypercubic, depois de mais um
face-lift (agora com novas cores) vai cobrir seu primeiro evento: o
25º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que a partir desse ano entra oficialmente para o circuito internacional dos Grandes Salões. O evento paulistano, que é bienal, abre no dia 30/10 e termina no dia 09/11. Eu vou estar por lá no próximo sábado, dia 01/11. Se tudo der certo, a partir de semana que vem teremos fotos e comentários do maior evento do setor automotivo na América Latina.