Publicado
28 de abr de 2013

Isto não é um dado.
Quem acha que, entre os anos 1970 e 1980, o Quico fosse o único que queria jogar com uma bola quadrada está cubicamente enganado. O americano Thomas J. Maxwell não devia gostar de nossa parcialidade por bolas esféricas e desejava uma bola com arestas e faces. Tanto que inventou um Nonpredictable Game Projectile [Projétil de Jogo Imprevisível]: Continue lendo…
Publicado
8 de jan de 2011
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Você deve participar de um trielo, um duelo triplo com outros dois rivais. Cada um recebe uma pistola e munição ilimitada. Infelizmente você, Sr. Vermelho, tem o pior tiro — você acerta seu alvo apenas 1 em cada 3 vezes. O Sr. Verde é bem-sucedido, com 2/3 de acertos e o Sr. Azul acerta tudo o que se encontra em sua mira.
Além dessas condições, há as regras do trielo: Você vai atirar primeiro, depois será o Sr. Verde e depois o Sr. Azul e em seguida você. Os três continuam nessa ordem até haja apenas um vencedor: o sobrevivente.
Para ganhar, em quem você deveria atirar primeiro?
Publicado
16 de ago de 2010
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Parece uma tabela ou planilha qualquer, mas não é. Não, vovó minha senhora, também não é a maior cartela de bingo que a senhora já viu. Trata-se de um quadrado mágico notável pelo seu tamanho e por suas propriedades. Composto por um “puzzlist durante o tempo em que esteve numa prisão”, esse quadrado mágico gigante acabou publicado nas páginas do Journal of Recreational Mathematics [Jornal de Matemática Recreativa].
São treze casas (ou seria melhor dizer celas?) de cada lado do quadrado, que abriga outros quadrados mágicos menores — de 11×11 ao mínimo de 3×3 casas no centro. A constante mágica de cada quadrado — a soma de cada linha ou coluna — tem sempre 10.874 unidades a menos do que a constante do quadrado mágico imediatamente maior. E todas as casas contém números primos.
Eis aí um caso em que trabalho na prisão foi voluntário e rendeu algo de bom — embora não seja lá muito útil no dia-a-dia. O prisioneiro, quem quer que seja, certamente aprendeu muito com sua prisão e nos ensina que nem sempre o “ócio é a oficina do diabo”.
Fica a sugestão para as administrações penitenciárias brasileiras: vamos mandar nossos presos quebrar esse recorde também. Se eles conseguem fazer gambiarras malemolentes para falar no celular, botar números (primos) num quadrado mágico gigante deve ser moleza…
Publicado
30 de jul de 2010
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Em julho de 1979, talvez após umas boas horas de tédio, Horace A. Knowles pediu uma patente para um “novo brinquedo que auxilia o usuário no giro de seus polegares.” Segundo Knowles, a ideia surgiu por que
Até o momento nenhum equipamento estava disponível ao girador de polegares para auxiliá-lo no procedimento do giro. Para os giradores desprovidos de coordenação suficiente, a incapacidade de girar com sucesso, com os polegares colidindo-se acidentalmente durante o movimento de giro, traz grande frustração adicional ao repouso e à paz de espírito.
Belas palavras, mas isso é uma brincadeira? Digo, é uma brincadeira brincadeira ou uma brincadeira séria, uma sátira para pegar (ou seria pregar?) o pessoal do Escritório de Patentes? Bem, se eles caíram na pegadinha, não perceberam — o Patent Office aprovou o pedido de Knowles. Talvez eles estivessem entediados demais.
Publicado
25 de jun de 2010
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Um clássico quebra-cabeça ferroviário. Esse tipo de puzzle sobre trilhos é comum na gringolândia, onde as linhas férreas nunca enferrujaram. As condições são as seguintes:
Temos uma locomotiva L, dois vagões de carga, A e B e duas curvas de ligação entre a linha principal (na horizontal) e a área de manobra (na vertical). A área de manobra pode acomodar qualquer um dos vagões de carga, mas não a locomotiva. Os vagões podem ser acoplados se necessário e a locomotiva pode empurrar ou puxar um ou os dois carros em qualquer direção.
O desafio é usar a locomotiva L para trocar os dois vagões, A e B, de posição.
Dica: a frente da locomotiva está voltada para a esquerda no desenho.
Publicado
6 de jun de 2010
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Lembram-se do desafio de sexta? Ligar os quadrados numerados ao seus respectivos triângulos sem cruzar linhas? A solução é a seguinte:

Publicado
4 de jun de 2010
>Eis a versão simplificada de um quebra-cabeça clássico.
Ligue cada quadrado numerado a seu respectivo triângulo com uma linha. As linhas de ligação não podem sair dos limites do retângulo maior nem podem se cruzar.
Quebrem a cabeça. Se quiserem, postem possíveis soluções nos comentários.
Resposta no domingo.
Publicado
9 de mai de 2010
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Lembrando que tínhamos o Maracanã lotado com 80.000 pessoas, as quais deveriam trocar apertos de mão entre si.
Pois bem, se duas pessoas devem apertar o mesmo número de mãos no total, então o cara mais popular do estádio deve apertar 79.999 mãos. O segundo mais popular vai apertar 79.998 e assim por diante. Mas isso significa que o cara mais tímido apertaria zero mãos — isto é, nenhuma. Só que isso é impossível, pois o Sr. Popular apertou a mão de todo mundo no estádio, inclusive a do Sr. Tímido.
Por outro lado, se o Sr. Tímido deixar de ser tão tímido e trocar um aperto de mão que seja, o Sr. Popular teria que evitar a duplicação e apertaria 80.000 mãos — o que é impossível, já que ele não pode apertar a outra mão dele. Portanto, deve haver pelo menos dois participantes, em algum lugar do estádio, que apertaram o mesmo número de mãos.
A explicação matemática desse e de outros casos curiosos, é chamada de Princípio do Pombal, uma teoria de Análise Combinatória. Segundo o Princípio, também conhecido como “Teoria das Gavetas”, se n pombos devem ser postos em m casas, e se n > m, então pelo menos uma casa irá conter mais de um pombo. Simples assim.
Publicado
7 de mai de 2010
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Vamos supor que temos um estádio de futebol lotado, o Maracanã, por exemplo, com 80.000 pessoas nas arquibancadas. Vamos supor também que todos os torcedores presentes devem passar o dia inteiro trocando apertos de mão entre si.
Prove que, no fim do dia, pelo menos duas pessoas tiveram que trocar apertos de mão com o mesmo número de torcedores.
Parece complicado mas não é. Resposta no domingo.
Publicado
6 de jan de 2010
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Em um oásis no meio do deserto, Alberto e Bruno decidem matar Cláudio. Alberto não sabe da decisão de Bruno e vice-versa. Alberto põe veneno no cantil de Cláudio. Depois, Bruno fura o cantil. Cláudio acaba por morrer — de sede. Quem o matou?
Mais tarde, no tribunal, Alberto argumenta que Cláudio nunca bebeu o veneno. E Bruno diz que apenas evitou que Cláudio bebesse água envenenada. Ambos estão certos, mas Cláudio foi assasinado. Então, quem é o culpado?
Alguém se arrisca a agir como juiz e dar uma solução para o caso?