Patentes Patéticas (nº. 58)

pegador de sorvete

Vai querer o quê? Sorvete quente? Você já deve ter ouvido essa piadinha velha, mas você nunca deve ter ouvido falar de Chad Budreau. Se dependesse dele, seria melhor tomar um sorvetinho morno. Ou quase isso. É de Budreau a ideia para um Heated Ice Cream Scoop Apparatus [Aparelho Pegador de Sorvete Aquecido]. Ou simplesmente: Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 58)” »

Patentes Patéticas (nº. 57)

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Evitar acidentes de trânsito é importante. Usar fogos de artifício para tentar fazer isso é… patético. O californiano Harry Rudolph Rodrigues não deve ter percebido os riscos envolvidos nesse método ao inventar o Vehicular Impact Signaling Device [Dispositivo de Sinalização de Impacto Veicular]. O U.S. Patent Office também não, pois aprovou um pedido de patente para Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 57)” »

Patentes Patéticas (nº. 56)

boobie flask

Bom drinks!

Você é uma linda garota que procura manter-se sempre hidratada mas está cansada de carregar garrafinhas de água mineral ou de isotônico para cima e para baixo? Em vez da cabeça, mulher, use os peitos! Pelo menos esse é o conselho que Tracy B. Shailer lhe daria. Natural de Fort Lauderdale, Flórida, Shailer é a inventora do genial Brassiere Having Integrated Inflatable Bladders for the Holding of Comestible Liquids [Sutiã Equipado com Bolsas Infláveis e Integradas para Armazenamento de Líquidos Comestíveis], formado por Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 56)” »

Patentes Patéticas (nº. 55)

pogomotor

Qual o resultado do cruzamento de uma britadeira com um pogo stick? Um pogo stick motorizado! Parece piada, mas vários inventores já pensaram nisso. Portanto, se você já pensou em ficar rico com uma máquina de pular mecanizada, é melhor desistir.

Originalmente, o pogo stick motorizado foi inventado por Richard J. Mays, de Tacoma, Washington. Ele trabalhou seriamente nisso no fim da década de 1940 e desenvolveu o Mechanical Jump Stick [Bastão de Salto Mecânico] Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 55)” »

Patentes Patéticas (nº. 54)

assento sedativo

Há invenções (e invetores) ganham fama por serem tão geniais que parecem à frente de seu tempo. Também há casos que, apesar do avanço e da genialidade, continuam largamente ignorados. Jack Jensen, por exemplo. Quem já ouviu falar de seu Airplane Hijacking Injector [ou Injetor de Sequestrador de Avião]? Não se engane pela denominação ambígua. Trata-se de um engenhoso Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 54)” »

Patentes Patéticas (nº. 53)

sem-fumaça

Pouca gente hoje sente saudade das locomotivas a vapor, com sua fumaça, seu barulho e sua relativa lentidão. Embora já esteja virtualmente extinta há mais de meio século, não foi por falta de inovação que a tecnologia a vapor morreu — já vimos, por exemplo, um sistema termo-hidráulico para tirar animais dos trilhos. Uma invenção mais útil, que tentava aumentar a eficiência e reduzir a poluição das Marias-Fumaça, apareceu já no fim do século XIX. Era a “Locomotiva Consumidora de Fumaça” de Frank Charles McNally:

Essa invenção relaciona-se a locomotivas que consomem seus próprios produtos de combustão (chamadas às vezes de “locomotivas sem-fumaça”), de um tipo que é equipado com um ventilador/compressor giratório para criar uma corrente de ar forçada e retornar a fumaça e as cinzas da caixa de fumaça para a caixa de fogo, em vez de permitir seu escape para o ar livre. Meu aperfeiçoamento consiste em uma inovadora construção e combinação da caixa de fogo, da caixa de fumaça ou cinzas, do ventilador, do sistema de exaustão, da chaminé e de uma válvula para regulagem da corrente através da mesma.

Como fica implícito na patente, a ideia de Mr. McNally (de Kansas City, Missouri), não era exatamente original. Na edição de 10 de outubro de 1888, o jornal Deseret News traz uma nota intitulada “Uma Locomotiva sem ruído e sem fumaça”, mas sem dar detalhes técnicos. Já a patente nº. 531.555, que foi emitida em 25 de dezembro de 1894, é bastante detalhada.

Simplificando a patente de McNally, os gases e cinzas são liberados apenas durante o aquecimento do sistema — o que, em parte, explica porque ainda há uma chaminé. Uma vez alcançada certa pressão, a chaminé é fechada (com uma sofisticada cordinha). Acionado pelo vapor da locomotiva ou por uma correia ligada a uma das rodas, o compressor passa, então, a redirecionar a fumaça para um tubo que termina numa espécie de gaveta de cinzas, onde os gases (re)combustíveis elevam-se e retornam à câmara de combustão. As partículas mais finas também sobem, mas as mais pesadas ficam nessa gaveta. Caso o compressor entre em pane, não há problemas: uma válvula força a abertura da chaminé e os gases de exaustão são lançados na atmosfera normalmente.

No entanto, uma série de problemas torna uma locomotiva sem fumaça tecnicamente impraticável. Não fica claro, por exemplo, com que frequência a gaveta de cinzas deve ser esvaziada. Seria preciso interromper viagens para isso? Talvez sim. Aparentemente, o sistema McNally é um sistema fechado (desde que a chaminé seja fechada). Para não haver acúmulo de gases e riscos de explosão seria necessário abrir a chaminé de vez em quando (é verdade que basta puxar uma cordinha para resolver isso, mas uma “Maria-sem-Fumaça” que solta fumaça certamente seria vista como propaganda enganosa pelo público). Nem todos os gases de exaustão seriam combustíveis — o gás carbônico é o exemplo mais óbvio — e portanto a economia talvez fosse pequena demais para o investimento. Além disso, o sistema McNally seria até anti-econômico. Mais peças, ainda que sejam poucas e bem simples, necessitam de mais manutenção. A opção mais poluidora sempre foi a mais barata.

Patentes Patéticas (nº. 52)

antena hiperlumínica

Você se sente frustrado pelos delays dos sinais de satélite? Acha que os grandes atrasos nas comunicações interplanetárias é que são o verdadeiro impedimento à conquista do espaço? Uma solução seria transmitir sinais a uma velocidade maior do que a da luz. Mas se você acha que não existe tecnologia para isso, não conhece a Hyper-light-speed antenna. Trata-se de Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 52)” »

Patentes Patéticas (nº. 51)

relógio behavioristaModificar o comportamento de alguém é algo complicado, que leva tempo. Comportamento, tempo… Comportamento, tempo… Percebendo essa tênue correlação, Neil W. Decker (de Eagle, Idaho) inventou o que considera a maneira mais efetiva, prática e barata de mudar qualquer comportamento de qualquer pessoa – o “Behavior Modification Wristwatch” ou “Relógio de Modificação de Comportamento”:

Um relógio de modificação de comportamento (10) apresentado tem um corpo (11) modelado em forma de um octógono, inclui uma face pintada de vermelho e com a palavra “stop” pintada nela para lembrar um sinal de trânsito e, assim, servir como constante lembrete consciente e inconsciente para que o(a) usuário(a) pare com seu comportamento destrutivo. O relógio (10) inclui três mostradores digitais: um mostrador de relógio (16), para apresentação de funções cronológicas normais, como a hora do dia, a data, o dia da semana, a hora do alarme, etc; um mostrador de contagem (17) para exibição e contagem do tempo decorrido em dias, horas e minutos desde que o indivíduo abandonou o comportamento destrutivo; e um mostrador alfa[bético] multi-caracter (18) para exibição de palavras ou frases de reforçamento positivo após certos períodos de tempo. O relógio (10) também inclui um alarme audível (34) para gerar um sinal auditivo responsivo tanto para o alarme de tempo comum quanto para a mudança do mostrador de reforçamento positivo (18) de uma frase para outra para chamar a atenção do usuário e facilitar a experimentação de um senso de cumprimento do dever.

Quem já estudou o básico de teorias psicológicas é capaz de perceber facilmente, através dos termos “reforçamento positivo” e “sinal responsivo”, que o relógio modificador de comportamento de Decker é uma invenção essencialmente behaviorista.

Entre as justificativas apresentadas em 28 de dezembro de 1992 no que se tornaria a patente 5.285.430 em 8 de fevereiro de 1994, Mr. Decker diz que as pessoas sempre foram atormentadas com comportamentos fisica, emocional ou moralmente destrutivos. Entre os exemplos citados, há os comportamentos de alcoolismo, drogadição, tabagismo, abuso físico, sobrealimentação, preguiça, jogatina, xingamentos, discriminação, abusos emocionais e “certo comportamento sexual” — este último, embora não especificado, poderia ser o homossexualismo já que abusos sexuais aparentemente entrariam na categoria de abusos físicos.

Decker ainda relata a crescente popularidade de programas de controle de tais comportamentos, como dietas ou terapias (não fica claro se ele considera inúteis apenas as terapias científicas ou apenas as pseudocientíficas ou ambas). No entanto, ele afirma que “embora uma pessoa em particular tenha um desejo relativamente intenso de abandonar um comportamento destrutivo”, os meios para isso “podem ser realmente contraproducentes”, já que “diferentes pessoas reagem a diferentes estímulos.”

Ironicamente, porém, Mr. Decker oferece justamente uma solução universal, um relógio-alarme-panaceia cujos únicos estímulos para todos os comportamentos que se propõe a resolver são uma meia dúzia de frases ou palavras de auto-ajuda apresentadas de hora em hora e um ridículo mostrador em forma de placa de trânsito. Ainda que as frases ou palavras possam ser modificadas de acordo com o caso, não deve ser muito efetivo.

O sistema de contagem de tempo passado desde que o usuário abandona um hábito pode ser mais poderoso, mas não é lá muito prático. Se você está tentando parar de fumar, por exemplo, tem que lançar esse cronômetro especial assim que toma a decisão. Se tiver uma recaída, o relógio evidentemente não vai parar a contagem sozinho — será necessário zerar a contagem e começar tudo de novo. Obviamente, isso é mais frustrante do que recompensador.

Além tudo isso, o uso puro e simples de um relógio já pode ser uma fonte de estresse e até mesmo de alguns dos “comportamentos destrutivos” – como o fumo ou os xingamentos ou a preguiça. Quanto às frases motivacionais, uma apresentação mais artística (e sem alarmes irritantes) — como os cartazes da série Keep Calm and Carry On — deve ser mais barata, divertida e bonita do que um relógio que grita “pare!” a toda hora.

Patentes Patéticas (nº. 50) \o/

mouse-pressMouses (ou como dizem os lusos, ratos) são aqueles dispositivos de entrada que graças às telas-sensíveis-ao-toque começam a parecer desengonçados (ou não). Mas antes mesmo do indispensável botão de rolagem, do rastreamento a laser ou dos dispositivos sem-fio, já havia gente pensando em aperfeiçoar esses ratos eletrônicos.

Talvez inspirados pelas ideias da convergência de aparelhos, esses inventores tentaram colocar impressoras em mouses. Embora não seja a única, a solução mais “elegante” é o Mouse device with a built-in print [Dispositivo mouse com impressora embutida] proposto pelo japonês Yasushi Murai: Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 50) \o/” »

Patentes Patéticas (nº. 49)

7108178-0-largeLadrões de carro fugindo da polícia em alta velocidade são a base de jogos como Need for Speed: Most Wanted e GTA e de filmes como Bullitt e 60 segundos. Embora seja perigoso na vida real, o roubo de carros pelo método hit and run [bater e correr] é praticamente um patrimônio cultural norte-americano (ou, pelo menos, californiano). Mas isso não significa que todos os americanos adoram perseguições na vida real.

Por isso mesmo, diversas invenções foram criadas ao longo das últimas décadas para tentar frear os fugitivos à força (e atrapalhar a audiência dos plantões televisivos a la Datena). No entanto, nenhuma dessas estratégias patenteadas conseguiu superar a redundância digna de comédia policial do “Método para parar um carro roubado sem uma caçada em alta velocidade, utilizando um código de barras”, o qual seria Continue reading “Patentes Patéticas (nº. 49)” »

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