Patentes Genéticas?
Nada parece mais orwelliano do que o controle de uma empresa privada sobre algo que todo mundo tem e do qual não pode abrir mão: genes. Não é possível comprar genes, é claro, mas pode-se patentar um. Faz quase 30 anos que o US Patent and Trademark Office emite patentes sobre genes humanos. Algumas dessas patentes, relacionadas a dois genes ligados ao aumento do risco de câncer de mama e câncer de ovário pertencem à Myriad Genetics, Inc. Pode isso, Arnaldo? Continue lendo…
O elemento J
Um clássico tabu da tabela periódica está prestes a ser derrubado por uma equipe de pesquisadores japoneses. Após oito anos de tentativas, o Japão acaba de se tornar o primeiro país da Ásia a sintetizar um elemento — provisoriamente chamado de 113 ou ununtrium (Uut) —, o que lhe dará o direito de nomeá-lo. Apesar da esperança de finalmente termos um J na tabela periódica, a descoberta deve causar polêmica. Continue lendo…
A primeira missão interestelar já começou?

Concepção artística de “Daedalus”, astronave interestelar proposta pela British Interplanetary Society. (imagem: icarusinterstellar.org)
Se depender de alguns entusiastas liderados por Mae Jamison, a resposta é sim. Não são entusiastas de garagem: um programa recém-lançado, chamado 100 Year Starship Program, é uma iniciativa conjunta de respeitáveis organizações como a British Interplanetary Society, a americana Icarus Interstelar, Inc. e o próprio SETI. E, em maio, a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), — agência americana de projetos do Departamento de Defesa — anunciou que vai financiar os trabalhos do 100YSS. Ou, pelo menos, o começo dos trabalhos. Mas, com tantos problemas relacionados — questões humanas, políticas, financeiras e tecnológicas — será possível realizar uma viagem interestelar dentro de um século? O entusiasmo pelo 100YSS não seria mais um fogo de palha astronáutico? Continue lendo…
Guerras de Patentes matam os inventores
Toda semana, nós rimos aqui com as patentes patéticas. Mas há dois problemas sérios com o atual sistema de patentes e nenhum tem relação com inventores engenhosos porém ingênuos. O primeiro é o excesso de pedidos nos últimos anos e o segundo são os abusos de quem consegue uma patente.
Vamos começar pelos abusos dos detentores de direitos industriais. Em tese, as patentes deveriam servir apenas para produtos duráveis — i.e., aqueles que podem ser fabricados por alguns anos, ou talvez décadas, sem qualquer alteração substancial. Mas esse não é o caso, por exemplo, das patentes relacionadas a software, internet e, em menor grau, a hardware (também não me parece o caso de inovações na área biotecnológica, mas patentes sobre a vida são uma polêmica à parte). Continue lendo…
Clonagem Olímpica

Cavalo clonado pela empresa francesa Cryozootech em 2006 [Imagem: tuesdayshorse]
Não, ainda não clonaram atletas como Usain Bolt — felizmente. Mas se Bolt fosse um cavalo, seu clone poderia competir. A Fédération Equestre Internationale (FEI) anunciou que permitirá a inscrição de clones de cavalos em provas internacionais. “A FEI não proibirá a participação de clones ou seus descendentes em suas competições”, declarou a organização após o encontro do mês de Junho, em Lausanne, na Suíça.
A decisão reverte uma proibição imposta em 2007 pela própria FEI. Embora isso singifique que clones possam competir nas provas equestres das Olimpíadas, não haverá nenhum equino clonado em Londres-2012.
A novidade, porém, não deixa de ser controversa. A nova regra da FEI não terá efeito universal. Federações nacionais, como a americana, continuam mantendo o veto a cavalos clonados. O próprio uso de animais clonados em competições talvez se baseie em uma premissa falsa — a de que um clone de um campeão seria garantia de novas vitórias.
Apenas duas empresas (a americana ViaGen e a francesa Cryozootech) clonaram alazões com sucesso, até agora só para fins reprodutivos. Uma proprietária americana de cavalos clonados reconheceu que “a clonagem é cara e acreditamos que ela será limitada a um número relativamente pequeno de cavalos excepcionais.” Por enquanto, as duas empresas e os pouquíssimos haras com animais clonados devem ser os únicos a ganhar com a nova regra. E a equitação, que já é um esporte de elite, pode se tornar ainda mais excludente caso os caríssimos animais clonados tenham sucesso.
[future tense via 8bitfuture]
Patentes Patéticas (nº. 63)
Quando se trata de disciplinar as crianças, os pais modernos têm um monte de dúvidas. Elas devem ou não ser punidas por seu comportamento (ou falta de)? Se sim, como deve ser a punição: física, moral, psicológica ou uma combinação de todos? O conflito com os pais é sempre problemático, criando sentimentos de vingança entre os filhos? Castigos destroem a família? Como lidar? Tentando resolver todos esses problemas, tornar o processo de punição divertido para as crianças e ainda ganhar uma grana, o casal americano Jose e Mary Jo Gonzalez inventou a Punishment Wheel [Roda dos Castigos], formada por Continue lendo…
Patentes Patéticas (nº. 56)
Você é uma linda garota que procura manter-se sempre hidratada mas está cansada de carregar garrafinhas de água mineral ou de isotônico para cima e para baixo? Em vez da cabeça, mulher, use os peitos! Pelo menos esse é o conselho que Tracy B. Shailer lhe daria. Natural de Fort Lauderdale, Flórida, Shailer é a inventora do genial Brassiere Having Integrated Inflatable Bladders for the Holding of Comestible Liquids [Sutiã Equipado com Bolsas Infláveis e Integradas para Armazenamento de Líquidos Comestíveis], formado por Continue lendo…
>Patentes patéticas (nº. 27)
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Já que largar o vício (que vício?) nem sempre é uma ideia agradável, Mr. Netschert criou um meio para acabar com o isolamento de quem fuma. Assim, em 25 de maio de 1988, ele entrou com pedido de patente para um “Chapéu para Fumantes”, descrito como
Um sistema de chapéu portátil que permite o fumo de produtos à base de tabaco sem afetar o ambiente e que inclui um chapéu para cobrir a cabeça do fumante, um ventilador integral para sugar o fluxo de ar ambiente (contaminado e não-contaminado) que passa pela face do fumante para o interior do cahpéu, um sistema de filtração, deionização e purificação para remoção dos produtos de combustão, como odores de fumaça e íons positivos do ar sugado do ambiente e um sistema de exaustão para expelir do chapéu o ar filtrado, deionizado e, opcionalmente, aromatizado.
Porém, o que deve ter parecido inaceitável para Mr. Netschert foi quando empresas e até o governo passaram a regulamentar o fumo, “limitando severamente o uso de produtos de tabaco e, em muitos casos, afetando diretamente os hábitos de trabalho, a eficiência e a potencial promoção e/ou contratação” dos “desafortunados fumantes típicos”. Parece que há alguma frustração de um fumante desempregado por trás do invento.
“Por causa das crescentes mudanças sociais de nossa sociedade”, prossegue o texto, quase em tom de manifesto tabagista-conservador, “há uma necessidade para um equipamento que coloque o fumante e o não-fumante em pé de igualdade. A presente invenção cumpre esse papel. Um sistema portátil em um chapéu é apresentado aqui para permitir o fumo de produtos de tabaco sem incomodar ou ameaçar os vizinhos não-fumantes.”
Interessante notar como o tempo todo a patente fala claramente que se destina aos usuários de cigarros de fumo ou tabaco, devidamente legalizados, não havendo nenhuma palavra sobre certo tipo de cigarro ilícito (ou defesa da socialização de seus usuários)…
>Confirmado: deus está em baixa
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| Deus: um declínio |
Uma agência de pesquisas americana, a Public Policy Polling cansou-se de fazer sondagens populares sobre os políticos e, durante uma enquete sobre diversas figuras em evidência na mídia, finalmente fez a grande pergunta: “Se Deus existe, você aprova ou desaprova sua atuação?” Realizada entre 15 e 17 de julho, a pesquisa revelou que 52% dos 928 entrevistados aprovam a atuação de Deus. 40% estão indecisos e 8% o desaprovam. A margem de erro é 3,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nunca antes na história deste universo o PC (Partido Celestial) esteve tão em baixa — ao menos nos Estados Unidos, onde o criacionismo ainda é divulgado em escolas a título de “ensinar a controvérsia”. Aparentemente, a tática não tem dado muito certo… Levando-se em conta a margem de erro e a popularidade divina em baixa na Europa e na Austrália já há algum tempo, a reeleição de Deus estaria ameaçada se o cargo-mor do Universo fosse eletivo. Felizmente, para ele e infelizmente para nós, seu governo é uma monarquia absolutista e autocrática (se existir, é claro).
>A indústria ‘brasileira’ está com medinho
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É um punhado de material cósmico, composto principalmente de carbono e hidrogênio, um animal, cordado, mamífero, primata, hominídeo pensante (cof,cof...) que não tem a mínima ideia do que está fazendo no mundo (ou do que é o mundo) e de quem é.