Em uma palavra [128]

cromulente (cro.mu.len.te)
neolog. adj. razoável, aceitável, adequado; excelente; legítimo ou autêntico. [do inglês cromulent, neologismo humorístico criado por David X. Cohen, roteirista d'Os Simpsons]

Acompanhado de outro neologismo de efeito cômico — embiggens, lit. engrandecer, mas que seria algo como aumentaçar —, cromulente estreou em um diálogo de “Lisa, the iconoclast” (episódio 16 da 7ª. temporada) de Os Simpsons:

Mrs. Krabappel: Embiggens? I never heard that word before moving to Springfield.
Ms. Hoover: I don’t know why, it’s a perfectly cromulent word.

Em uma palavra [115]

Parangaricutirimícuaro (Pa.ran.ga.ri.cu.ti.ri.mí.cua.ro)
1. n. próprio (espanhol mexicano)
: denominação popular da vila de Nuevo San Juan Parangaricutiro, localizada no município de Nuevo Parangaricutiro, estado de Michoacán, no México. A antiga vila foi soterrada por uma erupção vulcânica em 1943 na qual apenas o topo da igreja velha de San Juan escapou da lava. 2. Folcl. termo do folclore mexicano usado em um trava-línguas que equivale ao do nosso mafagafo: “El pueblo de Parangaricutirimícuaro se va a desparangaricutirimicuarizar. Quien logre desparangaricutirimicuarizarlo gran desparangaricutirimicuarizador será.” 3. Adj. Pej. Nome dado aos turistas que visitavam a cidade de Parangaricutiro durante a erupção vulcânica. 4. Pop./TV. palavra mágica da varinha de condão da Bruxa Baratuxa, do seriado mexicano ‘Chapolin Colorado’.

Há também uma versão hardcore:

“El Otorrinolaringólogo de Parangaricutirimícuaro se quiere desotorrinolangaparangaricutirimicuarizar, el desotorrinolaringaparangaricutimicuador que logre desotorrinolangaparangaricutirimucuarizarlo, buen desotorrinolaringaparangaricutimicuador será.”

O culpado por essa entrada-monstro na série Em uma palavra foi o colega magratheano Alan Mussoi, que me deu a sugestão via Facebook.

Os 10 Mandamentos do Papa-Léguas

 

  1. 1. O Papa-Léguas não pode ferir o Coyote, exceto pelo “beep-beep!”
  2. 2. Nenhuma força externa pode lesar o Coyote — apenas a sua própria inépcia ou os defeitos dos produtos Acme.
  3. 3. O Coyote poderia parar a qualquer momento — se ele não fosse um fanático. (Lembre-se: “Um fanático é alguém que redobra seu esforço quando se esquece de seu objetivo” — George Santayana)
  4. 4. Nunca, jamais diálogo algum, exceto “beep-beep!”
  5. 5. O Papa-Léguas deve ficar na estrada — de outro modo, logicamente, ele não poderia ser chamado de road runner.
  6. 6. Todas as ações devem ser confinadas ao ambiente natural dos dois personagens — o deserto do sudoeste americano.
  7. 7. Todos os materiais, ferramentas, armas ou utensílios mecânicos devem ser obtidos da Acme Corporation.
  8. 8. Sempre que possível, faça da gravidade o pior inimigo do Coyote.
  9. 9. O Coyote é sempre mais humilhado do que ferido por seus fracassos.

“Os cartoons Road Runner and Coyote são reconhecidos e aceitos por todo o mundo.” — escreve o diretor e criador de Wile E. Coyote, Chuck Jones em seu livro de memórias, Chuck Amuck (1999) — “Talvez a falta de diálogo seja uma razão. Se você quer rir, pode fazê-lo a qualquer tempo, seja em Dinamarquês, Francês, Japonês, Urdu, Navajo, Esquimó, Português ou Hindi. ‘Beep-Beep!’ é o Esperanto da comédia.”

O décimo mandamento, que Mr. Jones talvez tenha esquecido de citar, deve ser esse: “Ao introduzir a trama, não se esqueça de sempre (re)apresentar os personagens com os nomes populares acompanhados de uma pseudocientífica nomenclatura binomial em latim macarrônico.”

Homer vs. Pascal

via LOLgod.

>A tirinha mais geek EVER!

>

Geek Level: it’s over 8.000!!1!!11

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