Minha Defesa de Doutorado

 

Sei que muitos leitores estão aflitos com a falta de post dos últimos séculos aqui no MARCO EVOLUTIVO. Pois é logo isso vai mudar. Porque um evento único e evolutivo está por vir: minha defesa de doutorado.
Para aqueles que não sabem, depois de 4 anos (em média) de estudo da graduação ao se formar em uma universidade alguns percebem que gostam de fazer pesquisa, então fazem o mestrado que dura 2 anos (em média). Daí, alguns poucos decidem continuar a fazer ciência e entram no doutorado.
Muitos pensam que qualquer político ou alguém apenas formado em direito ou medicina é doutor!! Não, doutor é quem recebe o diploma de doutorado após cumprir créditos assistindo aulas de pós e pesquisar 4 anos (em média) algo inédito, qualificar para defender e defender a tese. Tudo isso matriculado em um programa de pós-graduação reconhecido pelo MEC. É como se fosse fazer uma nova graduação num tema só. Imagine um trabalho de final de
 semestre que demore 8 vezes mais para ser feito e escrito, essa é a tese.
Assim como o uso popular do termo Teoria é diferente do uso científico, o termo tese não se refere a um palpite ou opinião, mas sim ao mais profundo trabalho de investigação científica, seja no aspecto teórico quanto metodológico. Claro que no final tem-se um texto do tamanho de um livro.
Meu doutorado, assim como o mestrado, foi realizado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Experimental da USP. Devo muito à minha orientadora, Vera Bussab, a mesma no mestrado e no doutorado, por todos esses anos juntos, ela sabe. Aprendi muito com ela.

Minha tese é intitulada
“Evolução da Musicalidade Humana: Seleção Sexual e Coesão de Grupo”.

 

Nela abordo e testo algumas explicações adaptativas para a existência das propensões musicais e artísticas em nossa espécie.
A defesa é um momento público em que o doutorando apresenta em meia hora o resumo da tese e uma banca de 5 doutores, dois internos aos programa da pós, 2 externos ao programa e o orientador fazem sua arguição, que inclui críticas, elogios, correções, comentários, colocações e sugestões futuras.
Se você se interessa pelo tema venha assistir minha defesa dia 25/08, na próxima quinta feira, às 14 horas na sala 36 do bloco F no Instituto de Psicologia da USP da São Paulo, Cidade Universitária.
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Discussão - 9 comentários

  1. wallacevidal disse:

    Seria interessante, Marco; mas não vai dar =/

  2. Olá, Marco Antonio.
    Coincidência ou não, na sexta-feira dia 26 defendo minha tese de doutorado, mas na Unicamp (Instituto de Biologia).
    Meu trabalho é com jogos cooperativos no ensino de Biologia Celular. Sem muita relação com o seu. Entretanto, muito me interessou o tema do seu trabalho, pois já andei “passeando” por coisas dele em outros momentos de minha vida.
    Então, quero te pedir que, assim que possível, me envie cópia da sua tese, pois terei prazer em lê-la.
    E boa sorte em sua defesa.
    Abraços
    Marco Antonio

  3. Nathan disse:

    Marco, boa sorte na defesa!
    Eu sou mestrando em música pela unicamp e faço um estudo sobre processos de aprendizagem musicais que se dão em meios não formais e informais segundo uma fundamentação sócio-histórico-cultural. Inevitavelmente a pesquisa flerta também com a psicologia, neste sentido eu gostaria muito de conhecer o seu trabalho. Envie pra mim quando possível, por favor.
    Obrigado.
    Um abraço,
    Nathan

  4. Patola disse:

    Pô, perdi a data por não ler o blog com frequência suficiente.
    Também quero uma cópia da sua tese! Cadê cadê cadê?
    Marco Antonio F. Randi, jogos cooperativos? Existe alguma seção de sociobiologia na Unicamp? Da última vez que fui a um instituto perguntar sobre isso, o professor responsável só faltou me escorraçar do prédio – não me parece que a Unicamp seja muito amigável a essa abordagem da natureza. Certeza que se E. O. Wilson fosse palestrar lá, ele seria cuspido na cara.

  5. Patola disse:

    Ah! E que fique registrado que me incomodo toda vez que alguém faz uma paródia como essa figura do post. O problema é que a figura original ilustra um conceito pré-evolutivo, a Scala Naturae, em que o homem é uma “meta”, e em que os organismos/espécies têm uma “hierarquia” de complexidade (ao invés de um arranjo em árvore). Dois conceitos que a evolução derrubou estão presentes nessa ilustração, então acho muito, muito equivocado usá-la.

  6. Arnaldo disse:

    Olá Marco,

    escrevo após sua defesa, espero que tenha se saído bem. Mas faço um comentário: a ilustração do post nao contem alguns erros? O ancestral mais antigo esta com um instrumento de percussao, o do meio com uma especie de banjo ou instrumento de cordas medieval, e o ultimo com uma guitarra. Esta certo isso? (Tá, sei… é apenas uma brincadeira; mas, caso levássemos a sério, estaria correto?)

    Abraço

  7. ludwig 1149 disse:

    Prezado Marco Varella.
    Feliz dia de Darwin!
    Achei o título de sua tese fenomenal. Gostaria de lê-la. Existe em PDF na internet? Onde você publicou os trabalhos advindos dela? Se possível me mande as referências. Ainda não li. Mas mesmo assim, meus parabéns pelo trabalho e pelo seu excelente Blog! Att., Ludwig

  8. Marco Evolutivo disse:

    Olá Ludwig,
    Feliz Dia de Darwin pra vc tb. Obrigado pelos elogios quanto ao blog. Continue acompanhando e divulgue para os amigos!
    Para baixar minha tese é só clicar no link dela embaixo do meu perfil que vc poderá fazer o download direto da biblioteca de teses e dissertações da usp.
    E os artigos dela ainda estão sendo produzidos quando sair coloco aqui no blog.
    Abraços
    Marco

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