sendo cientista até na hora de criar a senha do email

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Geralmente usamos a mesma senha pra tudo… Quando não é isso, geralmente é uma recombinação de senhas… quase um crossing-over!

E quando o desafio é criar uma nova senha!?

DESESPERO!!! (e não é dessa Desespero aí do lado que eu tô falando não)

O que fazer…?

Aniversário? Nome da cachorrinha? A primeira namorada? Um personagem de livro? Colocar letras maiúculas? Quais? Números e símbolos? Em qual posição?

O que Ricki Lewis (do blog DNA Science) sugere é usarmos o nosso código genético para criarmos novas senhas… Quatro letrinhas A, C, U e G. (ou T, mas aqui estamos falando dos códons de mRNA e, daqui a pouquinho, de aminoácidos). São possibilidades quase sem fim de combinações.

A geneticista já usa essa técnica há alguns anos, quando um colega pediu que ela criasse uma senha: alfanumérica, com mais de 7 números ou letras, e que fosse óbvio para ela, e não para outras pessoas… O código genético se encaixa aí! Algo geralmente aleatório para pessoas leigas, mais com sentido próprio para biólogos (e afins).

O código genético gera 64 combinações entre as bases (sendo, 61 códons que relacionam diretamente com os 20 aminoácidos, e mais 3 códons de parada). Ele é compartilhado por todas as formas de vida que conhecemos. Sejam humanos, plantas, protozoários, um macaco, uma lesma, ou mesmo uma bactéria, um fungo ou um vírus. Ele foi desvendado na década de 1960 e é essa universalidade que permite, dentre outras, as técnicas de transgenia e as novas aventuras nas quais a biologia sintética (veja mais detalhes no nosso vizinho, o SynBio Brasil).

Então… a ideia é juntarmos os 64 códons (3 das 4 letrinhas: A, C, U, e G) além dos nomes e códigos de 1 e 3 letras dos 20 aminoácidos. Vixe! Complicou? Vamos com calma então…

 

1. Esta é a tabelinha do código genético… só escolher as três letrinhas do centro para fora e pronto! Temos o código e o nome do aminoácido correspondente!

Codons_aminoacids_table

 

2. Essa é a tabelinha que relaciona cada um dos aminoácidos a seus códigos de 1 e 3 letras

iGen3_06-02_Figure-Lsmc

 

Abaixo, algumas sugestões de senhas! =)

 

Históricas

• A ideia aqui é usar as sequências utilizadas por Marshall Nirenberg e Heinrich Matthaei nos experimentos que elucidaram o código da vida! Eles criaram mRNA sintéticos e curtos com sequências únicas e observaram quais aminoácidos eles correspondiam… por exemplo uma sequência de UUU levava ao aminoácido fenilalanina (phe), uma de AAA à lisina (lys) e, CCC à prolina (pro). Pronto! Primeira dica de senha: UUUpheAAAlysCCCpro

• O primeiro co-polímero sintetizado foi uma dupla de fenilalanina-isoleucina. Segunda dica: UUUAUApheile

 

Aleatórias

• A ideia aqui é pegar sequencias aleatórias de códons e seus respectivos aminoácidos. Por exemplo: CUGleuAAUasnGUAval

 

Pontuação

• O processo de tradução tem um código de início (start) que é indicado por uma metionina (met) com sequencia AUG… AUGmetSTART

• E tem três códigos (UAG, UAA, UGA) que indicam o término da sequência (STOP)… que tal uma senha: UAAUAGUGASTOP

 

Propriedades químicas da cadeia lateral dos aminoácidos

Antes, vamos entender bem simplificadamente a estrutura de um aminoácido para entender o que é a cadeia lateral.

aminoacido

• Presença de enxofre: AUAmetUGUcys

• Anéis: CCUproline; UAUtyrosine

• Simples: GGUglycine; GCAalanine; AGCserine

 

Sinonímia

• Uma das propriedades do código genético é que ele é degenerado, ou seja, alguns aminoácidos podem ser codificado por mais de um um códon. Como por elexemplo a leucina e a alanina: CUUCUCCUACUGleu GCUGCCGCAGCGala

 

Associações com doenças

• Síndome de Ehlers-Danlos (arginina substituindo uma cisteína na posição 134): Arg134Cys

• Doença de Huntington: CAGglnx36HD

• Oncogene p53: UGAACAGUAp53

 

Dicas dadas, use por sua conta e risco!

Lembrando que: se você trabalha com uma mutação específica, não é muito inteligente usá-la como senha… e, apesar do código genético ser degenerado, o campo de senha ainda não é capaz de reconhecer essa propriedade, ou seja se você colocou uma prolina como CCA, um CCG ali nunca vai funcionar.

 

 

Este post foi derivado da postagem original publicada no PLOS Blogs|DNA Science, no dia 18/12/2014

Tirando a poeira do blog — 2013: mal começou e já promete

Ja estamos no terceiro mês do ano e acho que só agora conseguir ver que, de verdade, o ano mudou… Difícil notar isso quanto nos últimos meses você se encontra tão abarrotado de coisas pra fazer, que, nem se pode falar direito em finais de semana. Então deixa eu ir li pegar um espanador, um paninho úmido e tirar a poeira que depositou nesse blog…

Pra começar o ano com o pé direito direto no inferno, resolvi aceitar um desafio proposto pelo Anderson Arndt de ler durante esse ano o livro “A Divina Comedia”, do Dante Alighieri. Junto comigo [na verdade, antes de mim], a letrada Fabiana Carelli entrou de cabeça e ainda está lendo uma edição bilingüe! Coragem dessa mulher… A idéia do projeto é ler de 10 em 10 cantos, e postar as impressões… Adivinha quem é a pessoa que mais está atrasada nisso tudo? Euzinho, claro! Ainda nem comecei a ler…

Além disso, após uma leva de problemas (obrigado, Murphy, seu lindo), finalmente consegui terminar de padronizar o experimento que, infelizmente, não entrou para a minha dissertação. Por falar em dissertação, ela foi defendida e…

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Isso significa que no final das contas sou um desempregado até entrar no doutorado, o que me deixa com mais tempo para escrever no blog, certo?

Claro, que não! É ai que entra a segunda, a terceira e a quarta partes do desafio 2013… Começar um projeto de doutorado do zero (nao vou continuar meu projeto de mestrado), mudar de área (resolvi jogar no time do Atila e trabalhar com vírus) e ainda tentar postar ao menos quinzenalmente por aqui…

Ano novo. Desafios novos, tanto profissionais, quanto pessoais… Vamos ver se vou conseguir dar conta de tudo…

Meu amigo Murphy #divãdapós

Nunca gostei de café (vejo caras de espanto)… Aí quando passei no mestrado juraram que essa minha aversão passaria e que o café se tornaria um grande amigo… Isso nao aconteceu. Muito pelo contrário, inclusive!

Tentaram instaurar esse ano no lab a prova do café para a entrada e permanência dos alunos de pós-graduação. Usei como argumento o princípio jurídico da irretroatividade das normas e venci a discussão (yeah!!).

Pois bem… Ao contrário do café que continua meu inimigo (acho que exagerei, talvez pudesse falar apenas em desafeto), quem, por outro lado, tem se aproximado muito de mim, é o Murphy... Ele já era meu conhecido de longa data, mas nos últimos tempos praticamente nos tornamos ~melhores amigos~.

Sempre me gabei de ser um dos poucos do lab que fazia coloração de Gram sem luvas ou jaleco, e mal mal manchava a ponta dos dedos… Aí veio Murphy e me fez descobrir que às vezes minhas mãos são Gram-positivo (quando ficam coradas de roxo pelo cristal violeta) e outras Gram-negativo (quando se coram de vermelho pela safranina). Pois bem, passei a usar as tais luvas… Mas como Murphy não consegue ficar longe de mim começaram a aparecer manchinhas roxas e vermelhas nas minhas roupas. A solução foi usar o jaleco sob as ~agradáveis~ temperaturas do lab… Pois bem, acho que deixei Murphy furioso com o uso do jaleco e, agora, estou com meu tênis “safranizado”.

Não bastasse isso, ia começar há algumas semanas um experimento. Mas acabei me esquecendo de arrumar alguma distração pro Murphy, ele então foi lá e não deixou minha bactéria crescer e quando cresceu, contaminou com outra…

Depois de muito custo, consegui recuperar minha bactéria… Foi a vez dele, então, me trollar fazendo com que a morfologia da minha bactéria modificasse e me deixasse surtado por uma boa semana, achando que tinha jogado 3/4 do meu mestrado no lixo trabalhando com a bactéria errada.

Não bastasse isso, fui ajudar uma colega de laboratório com o experimento com os animais isentos de germes. Esses animais precisam de um cuidado todo especial para não se contaminarem com outras bactérias, por exemplo, do ar ou da pele do manipulador. Para isso usamos luvas estéreis, uma salinha específica e fechada para evitar fluxo de ar, touca, máscara, jaleco limpinho (às vezes descartáveis e estéreis também)… Algo mais ou menos assim, ó:

A cara é de mau, mas sou bonzinho ^.^”

Além disso, ração e água são esterilizadas e as gaiolas, além de estéreis, são fechadas com tampas que possuem filtros para impedir a entrada de microrganismos do ar. Então, para garantirmos a esterilidade dos animais (ou que só as bactérias que nós inoculamos estejam presentes) e, portanto, a confiabilidade dos resultados, fazemos coleta de fezes dos animais da gaiola e colocamos em meio de cultura para ver se há crescimento… Pois é, Murphy… você quase conseguiu nos enganar, mas fomos mais espertos e você não conseguiu estragar nosso experimento.

Me falaram que tudo o que aconteceu, aconteceu porquê a pós graduação é como uma montanha russa… outros falaram que é normal ter esses surtos e entrar em crise no final do mestrado… alguns ainda jogaram a culpa na macumba (linda! sério!! olha a foto!) que eu peguei outro dia na porta da minha casa…

A primeira macumba a gente nunca esquece… e tira foto pra postar no blog! E não é que ela era bonitinha!?

Mas no fundo eu sei: é tudo culpa do meu ~amigo~ Murphy…

 

ps1: esse post foi publicado com algumas várias semanas de atraso. Hoje posso dizer que meu tênis que era jeans preto-desbotado, agora é um jeans cinza-quase-branco-desbotado.

ps2: nunca escrevi um texto com tantos “tils irônicos” na minha vida. ~Essa é a informação mais relevante desse post~.


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A capa da revista

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Então um dia você chega no lab e se depara com a seguinte cena:

Sim… você encontra uma capa de revista no quadro de avisos. Você faz o que? Vai olhar pra ver o que é, claro!

Então você olha de perto, abre a folha, olha a contra capa… E o que você descobre?

NADA!

Era só a capa da revista. Não tinha índice, não tinha nada que indicasse o motivo dela estar ali. Fui então perguntar para o pessoal do lab o que era aquilo: ninguém sabia…

Resolvi tirar a minha dúvida (e a de todo mundo que estava no laboratório naquela hora) e perguntei ao professor. Descoberto o motivo, escrevi um bilhetinho para avisar os desavisados. Ficou curioso? Olha o bilhetinho que eu!!!

Pessoal, este é o volume da revista na qual o artigo da Fabs foi publicado. Aí você deve estar se perguntando: por que colocar a capa da revista e não a primeira página do artigo? A resposta é simples: tá vendo estas fotos na capa? Então, são do artigo da Fabs! Legal, né!?

(E não, bilhetes de laboratório não precisam ser chatos e formais)

É claro que eu também não deixaria de comentar o que são as fotos. Dá só uma olhadinha…

As imagens são de microscopia eletrônica do intestino delgado de camundongos “germ-free” que:

A) foram desafiados com Salmonella. Repare como a bactéria está dispersa pela mucosa.

C) os animais foram tratados com um probiótico (Saccharomyces boulardii) comercial e desafiados com Samonella.Reparem que a bactéria tende a se ligar na levedeura ao invés de se ligar no intestino dos camundongos.

B) aqui, utilizamos uma linhagem da levedura S. cerevisiae isolada da produção de cachaça como probiótico. Os resultados com essa levedura foram semelhantes aos apresentados pelo probiótico comercial.

A ideia é conseguir no futuro transformar essa levedura em produto para que possamos ter aqui no Brasil um produto nacional tão eficiente quando o outro que já está estabelecido comercialmente, e que tenha um custo significativamente mais baixo!

O dia em que a Science foi parar no lixo…

Acho que todo pesquisador tem vontade de ter um paper na Nature, na Science, ou na The Cell… Meu contato com essas revistas porém sempre se deu virtualmente. Pois bem, vou contar pra vocês o dia em que vi a Science, e como ela foi parar numa lata de lixo no meu laboratório – e o destino que ela tomou, então.

Pois bem, meus caros… Estava eu concentrado na bancada processando minhas amostras, quando abriram a porta. Era o chefão do lab chegando, e ele trazia na mão uma revista Science. Voltei a me concentrar no que estava fazendo, mas me pegava pensando coisas do tipo:

“Bem que ele poderia disponibilizar essa revista pra gente dar uma olhadinha depois…”

Pois depois de um tempo, quando o chefe do lab já tinha se dirigido a sua residência, me para uma colega do lado e fala, num tom de espanto:

“NOOOOOSSA! UMA SCIENCE NO LIXO DE DESCARTE DE PAPEL!!!”

Acho que demorei alguns segundos para processar o que foi dito e quando olhei para o lixo lá estava “A” Science que o professor havia entrado com ela. Como eu não tinha visto isso? Eu estava a uns 4 passos… sim, meus caros: 4 PASSOS do local do crime e não tinha me dado conta do acontecido.

Tive a oportunidade de pegar e folhear a revista e fizemos algumas brincadeirinhas tipo colocar a revista sobre a bancada e fazer reverências e só!

A revista foi parar na casa dessa menina. Joguei uma indireta pedindo pra ela me emprestar depois, mas sem muitas esperanças. Cheguei a comentar sobre isso no twitter e, pelas pessoas que me responderam, vi um quadro de surpresa/revolta com o fato.

Pois bem, depois de algumas semanas adivinhem só!

Sim, a parede do meu quarto é verde!

Agora meus caros, ela está aqui em casa, onde o Zurico (que enquanto se alimenta de uma comida invisível na plaquinha de Petri) deixou que eu fotografasse sua leitura favorita! Ainda não li, mas pretendo fazer isso em breve! Mas, infelizmente, acho que o Zurico não vai deixar eu devolver a revista… E vocês estão de prova!

hehehe

Cadê o orientador?

Nesta última sexta feira presenciei umas das cenas mais estranhas da minha vida acadêmica e que gostaria de compartilhar com vocês… Mas antes, algumas considerações…

Formei em biologia pela UFMG no final de 2010. Como fiz a opção de cursar a licenciatura, não tive que fazer monografia. Lá somos avaliados por um portfólio com reflexões sobre a nossa prática durante as três disciplinas de estagio. Fazemos uma apresentação desse trabalho em sala de aula mesmo, como um semanário para o professor da disciplina e os demais colegas. Não tem toda a pompa que esta envolvida na apresentação de uma monografia.

Os colegas do bacharelado, por outro lado, devem desenvolver um TCC que pode ser de revisão bibliográfica ou um trabalho experimental. Ambos devem ser feito sob a supervisão de um professor orientador. Quando da avaliação desse trabalho as notas eram dadas pelo professor da disciplina de TCC, pelo orientador e pelo professor da banca – tanto para o trabalho escrito quanto para a apresentação. Apesar de a norma dizer que durante a arguição o orientador não pode se manifestar, ele estava ali, presente.

Pois bem, no dia 01/06/12 fui prestigiar a monografia de uma amiga. Ela estuda em uma faculdade particular e, portanto, fez seu trabalho experimental em um centro de pesquisa – logo, ela tinha 2 orientadores: um professor da faculdade de origem e o pesquisador que a orientou na execução dos experimentos. Qual não foi a surpresa minha e de outras pessoas quando ficamos sabendo que nenhum dos orientadores estaria presente na apresentação dela? No início cheguei a achar que era uma brincadeira… mas não, era sério.

É mais ou menos por aí...

É um caso de descaso dos orientadores em relação aos orientados? Em caso afirmativo, a aluna fez por merecer ou é displicência do orientador?

Cheguei a comentar sobre isso no twitter antes de sair para a defesa, e chegaram a me questionar até mesmo se isso não invalidaria a defesa da monografia. Não sabia como responder e também achei melhor não comentar sobre esta possibilidade com minha amiga- temeroso de que ela pudesse ficar ainda mais nervosa e assim não fizesse uma boa apresentação.

Pois quando cheguei ao local, a defesa anterior ainda não havia terminado – eu entrei na sala e durante a arguição pude ver que o orientador da apresentadora também não estava presente – parece-me que ele foi, mas foi embora no inicio da apresentação.

Isso realmente me deixou meio chocado. Como assim para a faculdade a presença do orientador não é necessária durante a defesa do aluno? A meu ver, a função do orientador vai além de ler e corrigir um trabalho, e defendo fortemente, a presença dele ali para dar apoio ao apresentador. O TCC é geralmente a primeira participação do aluno na participação de um projeto grande e em uma defesa formal – a participação do orientador não estaria ali apenas para acalmar o aluno, mas defendê-lo e apoiá-lo, afinal o orientador tem participação ali naquele trabalho e tem uma base teórica maior que o aluno ali presente, o que lhe permite fazer ponderações e conexões que talvez o aluno ainda não esteja apto.

Mas as coisas não param por aí. Foram marcadas quatro defesas seguidas, cada uma durante 50 minutos (20 de apresentação + 15 minutos de arguição para cada um dos dois membros da banca) – detalhe, as apresentações foram no período noturno.

A coordenadora do curso era quem presidia a sessão ela permitiu que os membros da banca se alongassem em suas arguições. O resultado disso foi algo que vi como uma grande falta de respeito a todos os presentes:

Minha amiga era a última a apresentar e, devido ao adiantado da hora (a monografia anterior ainda estava sendo avaliada) a coordenadora interrompeu a banca para que minha amiga pudesse apresentar. Mas a professora ressaltou que só estava fazendo isso em respeito à avó da minha amiga que estava ali presente. E mais, ela iria apresentar naquele dia, mas a arguição seria transferida para a semana seguinte.

Oi?

Sim, isso mesmo! Ela argumentou que o momento da arguição é muito importante para o crescimento do aluno (concordo!) e que por isso ela permite que a banca extrapole o tempo. O problema disso é muito claro! E se ela sabe que atrasa, inclusive permite que esse atraso ocorra e mais, tem ciência de que o atraso ocorrendo à última monografia tem a data alterada naa hora da apresentação, ela teria que marcar menos monografia para o dia – ou impedir os atrasos ou deixar 1 ao invés de 2 avaliadores.

Fiquei extremamente chocado com o acontecido, e chego a me perguntar, qual a justificativa para se fizer uma monografia com apresentação formal e tudo mais, mas a própria faculdade parece estar pouco se importando para que isso ande de forma correta? Parece que a exigência é feita só para constar e acaba perdendo algo ode seu glamour acadêmico.

No inicio desse semestre cursei uma disciplina de apresentação de trabalhos acedêmico-científicos e a professora contou de uma banca que ela assistiu ou participou – não lembro bem. Em toda banca os professores tem um tempo determinado para fazerem a arguição, geralmente 30 minutos, mas esse tempo acaba sendo extrapolado. Por isso mesmo geralmente são marcadas apenas duas defesas por dia (uma pela manha e outra pela tarde). Pois bem, um dos membros da banca havia extrapolado e muito o seu tempo e quando passou a palavra para o seguinte, este último fez questão de olhar o relógio me falou algo como: vou ter que ser breve, afinal agora só tenho 5 minutos. Eu também já presenciei algo parecido em uma banca de mestrado recente que acompanhei.

Desabafo… Indignação… Relato… Sei lá como classificar esse post… Queria saber o que vocês pensam sobre esse assunto. Eu estou sendo muito purista e estou dando mais valor a um TCC do que ele realmente merece? E, principalmente, se vocês já viram situações semelhantes (e a situação está pior do que eu estava imaginando).

Pra terminar, fica a sugestão do texto “A função do orientador: dever e honra”, de Eva Bueno.

atualização (6/6/12): recomendo também a leitura dos comentários, em especial o comentário do Flávio de Farias!

UFC

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Mas quem foi que falou que contar placas não é uma luta?

 

Vi amigos compartilhando no facebook – mas a imagem falava só de farmacêuticos. Então, resolvi fazer uma nova versão! Enjoy!

Leve informação no seu “bolso”: Dica de aplicativo — Pocket

Você já ouviu falar no “Read It Later”?

Seja “sim” ou “não” a sua resposta, o que interessa mesmo é que ele passou por uma grande reformulação (mudança para um layout bem clean e intuitivo) e agora recebe o nome de “Pocket” – e agora é de graça!

Imagina a cena (talvez você esteja passando por isso agora mesmo, mas efim…): Você está navegando em uma página, achou muito legal o conteúdo e quer guardá-la para ler depois.

Vai favoritar? Mandar por email? Por que não guardá-la como um bilhetinho no seu bolso? É mais ou menos essa a ideia do Pocket. Você salva a página para ler depois e com mais calma.

Você pode baixar o pocket para o seu browser de internet, integrando-o com o GReader e o Twitter. Além, disso, você pode baixar o app para Kindle, Android e iPad/iPhone/iPod e ler os artigos offline! O melhor de tudo é que ele não salva apenas páginas, mas também arquivos, como imagens, pdfs e vídeos (do youtube, por exemplo) – apesar de estes só rodarem online…

Não posso falar pelos gadgets que rodam Android ou sobre o Kindle, mas nos iDevices há uma grande integração entre o app do Pocket e email, twitter, facebook, evernote e outros!

Uma baita mão na roda. #fikadika

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Conselho a um jovem cientista


“Não posso dar a nenhum cientista de qualquer idade melhor conselho do que este: a intensidade da convicção de que uma hipótese é verdadeira não tem nenhuma relação com se é ou não verdadeira”

(Peter Medawar, 1979, em seu livro “Advice to a Young Scientist“)

Peter Brian Medawar nasceu em 28 de fevereiro de 1915, no Rio de Janeiro. Falecido em 2 de outubro de 1987, o biólogo foi vencedor do prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1960 (em conjunto com Frank Burnet) pela descoberta da tolerância imunológica adquirida.

Saiba mais no site oficial do Prêmio Nobel

 

 


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Em busca da estatística perfeita #DivãDaPós

O blog está parado há pouco mais de um mês, e isso se deveu a um experimento gigantesco do meu mestrado e de uma outra colega de laboratório e que foi realizado na 5ª e na 6ª da semana passada (dias 15 e 16 de março). E quando eu falo que é um experimento gigantesco, acreditem… É tão grande que quando a gente vai realizá-lo, praticamente interditamos o laboratório – tanto porque a gente precisa de muita mão de obra, quanto de material e equipamentos. Na quinta-feira, o experimento começou às 7h30 às terminou às 20h – eu extendi até as 22h pra terminar dois ciclos de centrifugação – e na 6a conseguimos terminar às 18h.

O melhor de tudo foi o chefe ter me pedido para tabular todos os dados, montar os gráficos e fazer análise estatística de tudo para a segunda-feira seguinte! O detalhe é que não são dados de apenas 2 dias de experimento… Esses dois dias foram apenas o final, no qual a gente consegue o material para as análises futuras. Na verdade esse experimento durou 18 dias – e a minha tarefa do final de semana envolvia todos os dados desses 18 dias!

Chellenge accepted.

That's me!

Passei meu sábado inteirinho (literalmente) digitando números no excell… depois fiz os cálculos necessários para obter os valores para plotar os gráficos.

Montar gráficos no programa estatístico. (check)

[é claro que, na segunda-feira, o chefe pediu pra mudar umas contas e refazer todos os gráficos]

O chefe...

Chegou, então, o momento cruel: fazer a análise estatística!

Estatística? SOCOOOOOORRO!!!!

Nada contra estatística, na verdade eu até curtia ficar calculando média, variância e desvio padrão na calculadora nas aulas/provas de bioestatistica. Mas a questão que eu queria levantar aqui é que hoje temos pacotes estatísticos fantásticos e muito acurados, mas o problema é que tem muita gente que não tem a menor ideia de qual teste é o melhor a fazer. [alguém se identifica???]

a tão conhecida e tão pouco compreendida...

Nas aulas de estatística, ficamos muito presos a fórmulas, e a forma de aplicação acabam ficando esquecidas. Não interpretem que estou dizendo que saber como calcular um teste t é desnecessário, mas pra a minha realidade atual como pesquisador saber se o teste t é o meu teste de escolha é mais importante, pois há uma infinidade de programas que podem fazer esses cálculos pra mim!

E o bendito valor de “p”. O que é mesmo que ele significa? Ele só mostra que o resultado é estatisticamente significativo? O que significa dizer que algo é significativo? É uma verdade absoluta?

Desde que li, há mais de um ano, o texto “Check list”, do Mauro, aqui no SbBr, eu passei a me preocupar um pouco mais com isso. Desde então, eu estou na busca por entender um pouquinho mais o que fazer com meus resultados… Com a finalidade de não simplesmente usar teste t pra tudo [acho que, inclusive, no excell a gente consegue fazer teste t para mais de três grupos de dados] ou usar, sem questionar, o teste que o programa estatístico sugere, mas poder escolher o teste que realmente se aplica para a analise daqueles dados.

Nesses 5 anos no lab, cansei de ver gente gente fazendo diferentes disciplinas de estatística na pós-graduação. Todo mundo elogia pra caramba a que é ofertada pela Escola de Veterinária, mas quando você pergunta alguma coisa, ninguém sabe explicar… o mesmo com a disciplina da PG da Medicina. Então, será que pelo jeito, entender estatística é entrar num beco sem saída? Eu acho que não… mesmo não tendo encontrado muitas plaquinhas de orientação.

Já passaram pelas minhas mãos pelo menos 4 livros, nenhum deles me foram úteis era o que eu procurava… Todos muito focados nos cálculos e tão extensos/complexos/chatos que acabei desistindo deles. Esta semana consegui um que promete exatamente o que eu procuro, estática sem conta uma abordagem mais textual/científica e menos matemática [ele mostra as fórmulas, propõe aplicações e exercícios]. Agora é esperar pra ver.

O André, autor do blog Cognando, escreveu o texto “Quem tem medo de estatística? – parte I” (publicado no CogPsi). Aqui, o André apresenta e desmistifica alguns conceitos básicos, além de levantar questões para próximos posts (que eu estou aguardando ansiosamente). [e se você não sabe, ele participou no Nerdcast #302 – Notas mentais sobre neurociência].


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