Sobre fazer o balanço de 2012…
Não fiz nem vou fazer um balanço de 2012… Foi um ano tão esquisito que tenho medo de concluir que o saldo foi negativo, apesar de tanta coisa boa que aconteceu. Melhor assim, ficar com esses momentos bons em mente e esquecer os ruins (ou deveria dizer “os que não foram tão agradáveis”).
Dessa forma, acho que compararia esse ano que passou à decoração de Natal da Praça da Liberdade (aqui em BH/MG). A decoração está horrorosa, mas tem coisas tão bonitas que fazem tudo valer a pena no fim das contas…
Já, já 2013 chega chutando a porta de casa e, pelo menos pra mim, com muitas novidades… Se as surpresas que me aguardam serão boas ou não só o tempo dirá… Então, vamos esperar!
Nessas fotinhas algumas pessoas muito especiais para mim… O pessoal do lab, a galerinha do departamento, o pessoal da licenciatura (Sarah, Moara, Vanessa e Bruninho + agregadas Mari e Uschi), a galerinha do grupo Ciência e Manguaça C&M (Ander, Marcinha, Pri, Ju, Ric) e não posso deixar de citar individualmente: Dinha, Carmen, Vini, Rod, Éricka, Rafinha, Kah, Marlie, Vanessa, Anna… Amo todos vocês, cada um a sua maneira e por seu motivo especial! Obrigado por estarem mais um ano presentes na minha vida (ou por terem entrado nela).
Enfim, quero desejar a você, leitor…

Não venham falar de árvores e bonequinhos de neve de fungos feitos em placas de Petri que isso já é clichê… essa fui eu que fiz =]
E termino esse post com um brinde (com vodca, porque champanhe e vinho são muito mainstream)!
Meu amigo Murphy #divãdapós
Nunca gostei de café (vejo caras de espanto)… Aí quando passei no mestrado juraram que essa minha aversão passaria e que o café se tornaria um grande amigo… Isso nao aconteceu. Muito pelo contrário, inclusive!
Tentaram instaurar esse ano no lab a prova do café para a entrada e permanência dos alunos de pós-graduação. Usei como argumento o princípio jurídico da irretroatividade das normas e venci a discussão (yeah!!).
Pois bem… Ao contrário do café que continua meu inimigo (acho que exagerei, talvez pudesse falar apenas em desafeto), quem, por outro lado, tem se aproximado muito de mim, é o Murphy... Ele já era meu conhecido de longa data, mas nos últimos tempos praticamente nos tornamos ~melhores amigos~.
Sempre me gabei de ser um dos poucos do lab que fazia coloração de Gram sem luvas ou jaleco, e mal mal manchava a ponta dos dedos… Aí veio Murphy e me fez descobrir que às vezes minhas mãos são Gram-positivo (quando ficam coradas de roxo pelo cristal violeta) e outras Gram-negativo (quando se coram de vermelho pela safranina). Pois bem, passei a usar as tais luvas… Mas como Murphy não consegue ficar longe de mim começaram a aparecer manchinhas roxas e vermelhas nas minhas roupas. A solução foi usar o jaleco sob as ~agradáveis~ temperaturas do lab… Pois bem, acho que deixei Murphy furioso com o uso do jaleco e, agora, estou com meu tênis “safranizado”.
Não bastasse isso, ia começar há algumas semanas um experimento. Mas acabei me esquecendo de arrumar alguma distração pro Murphy, ele então foi lá e não deixou minha bactéria crescer e quando cresceu, contaminou com outra…
Depois de muito custo, consegui recuperar minha bactéria… Foi a vez dele, então, me trollar fazendo com que a morfologia da minha bactéria modificasse e me deixasse surtado por uma boa semana, achando que tinha jogado 3/4 do meu mestrado no lixo trabalhando com a bactéria errada.
Não bastasse isso, fui ajudar uma colega de laboratório com o experimento com os animais isentos de germes. Esses animais precisam de um cuidado todo especial para não se contaminarem com outras bactérias, por exemplo, do ar ou da pele do manipulador. Para isso usamos luvas estéreis, uma salinha específica e fechada para evitar fluxo de ar, touca, máscara, jaleco limpinho (às vezes descartáveis e estéreis também)… Algo mais ou menos assim, ó:
Além disso, ração e água são esterilizadas e as gaiolas, além de estéreis, são fechadas com tampas que possuem filtros para impedir a entrada de microrganismos do ar. Então, para garantirmos a esterilidade dos animais (ou que só as bactérias que nós inoculamos estejam presentes) e, portanto, a confiabilidade dos resultados, fazemos coleta de fezes dos animais da gaiola e colocamos em meio de cultura para ver se há crescimento… Pois é, Murphy… você quase conseguiu nos enganar, mas fomos mais espertos e você não conseguiu estragar nosso experimento.
Me falaram que tudo o que aconteceu, aconteceu porquê a pós graduação é como uma montanha russa… outros falaram que é normal ter esses surtos e entrar em crise no final do mestrado… alguns ainda jogaram a culpa na macumba (linda! sério!! olha a foto!) que eu peguei outro dia na porta da minha casa…

A primeira macumba a gente nunca esquece… e tira foto pra postar no blog! E não é que ela era bonitinha!?
Mas no fundo eu sei: é tudo culpa do meu ~amigo~ Murphy…
ps1: esse post foi publicado com algumas várias semanas de atraso. Hoje posso dizer que meu tênis que era jeans preto-desbotado, agora é um jeans cinza-quase-branco-desbotado.
ps2: nunca escrevi um texto com tantos “tils irônicos” na minha vida. ~Essa é a informação mais relevante desse post~.
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A geladeira que queria amor…
Outro dia, equanto estava num dos laboratórios aqui do Depto de Microbiologia/UFMG, vi, na geladeira da salinha dos estudantes, um cartazinho… Achei tão simpático que resolvi tirar uma foto para compartilhar com vocês =)
Podemos refletir não só sobre a conservação dos bem públicos e de uso comum, mas também da importância da manutenção das relações interpessoais no ambiente de trabalho – que conhevenhamos, muitas vezes é dificílima!
Mas só pode ser um milagre, Mr. Feynman!
Acabei de ler, no último sábado, o livro “A magia da realidade”, cujo autor, Richard Dawkins, biólogo, é muito famoso por seu movimento ateísta e sua tentativa de divulgar a evolução. No ultimo capítulo “O que é um milagre?”, Dawkins apresenta para seus leitores a Lei de Hume que (como disse nas minhas impressões do “Livro dos Milagres“) pressupõe que as explicações para um milagre devem ser mais convincentes do que qualquer outra explicação racional/natural – inclusive a de o milagre ser, na verdade, uma fraude.
Reproduzo abaixo um trechinho bem curioso do livro, no qual o físco Richard Feynman se deparou com uma situação cuja primeira coisa que muitos devem ter pensado ao ficarem sabendo do ocorrido seria: Mas só pode ser um milagre, Mr. Feynman!
Às vezes podemos identificar com precisão a causa de uma coincidência estranha. Um grande cientista americano chamado Richard Feynman perdeu tragicamente a muher, que morreu de câncer, e o relógio no quarto dela parou bem no momento da morte. Frio na espinha! Mas o doutor Feynman não era considerado um grande cientista à toa. Ele foi averiguar e descobriu a verdadeira explicação. O relógio estava com defeito. Se o inclinassem, ele parava. Quando a sra. Feynman morreu, a enfermeira precisou saber a hora da morte para informar no atestado de óbito. O quarto do hospital estava escuro, por isso ela pegou o relógio e o inclinou na direção da janela para enxergar o mostrador. Foi nesse momento que o relógio parou. Nada de milagre, apenas um mecanismo defeituoso.
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O livro “A magia da realidade” é um livro voltado para o público infantil/juvenil/adolescente – desculpa, mas eu não sei como classificá-lo. Apesar de ter gostado muito do livro, não vou fazer uma resenha. Deixo aqui duas sugestões: a primeira foi publicada no blog Meia Palavra e a segunda é o jornalista Carlos Orsi, no Amálgama.
Se você quiser dar aquela espiadinha nas primeiras páginas do livro, a editora Companhia das Letras disponibilizou um pdf em seu site. Para lê-lo, é só clicar AQUI.
Para mais informações, clique na capa do livro. =)
Dawkins R. A Magia da Realidade. Companhia das Letras: 2012
Leve informação no seu “bolso”: Dica de aplicativo — Pocket
Você já ouviu falar no “Read It Later”?
Seja “sim” ou “não” a sua resposta, o que interessa mesmo é que ele passou por uma grande reformulação (mudança para um layout bem clean e intuitivo) e agora recebe o nome de “Pocket” – e agora é de graça!
Imagina a cena (talvez você esteja passando por isso agora mesmo, mas efim…): Você está navegando em uma página, achou muito legal o conteúdo e quer guardá-la para ler depois.
Vai favoritar? Mandar por email? Por que não guardá-la como um bilhetinho no seu bolso? É mais ou menos essa a ideia do Pocket. Você salva a página para ler depois e com mais calma.
Você pode baixar o pocket para o seu browser de internet, integrando-o com o GReader e o Twitter. Além, disso, você pode baixar o app para Kindle, Android e iPad/iPhone/iPod e ler os artigos offline! O melhor de tudo é que ele não salva apenas páginas, mas também arquivos, como imagens, pdfs e vídeos (do youtube, por exemplo) – apesar de estes só rodarem online…
Não posso falar pelos gadgets que rodam Android ou sobre o Kindle, mas nos iDevices há uma grande integração entre o app do Pocket e email, twitter, facebook, evernote e outros!
Uma baita mão na roda. #fikadika
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VIII Fórum de Microbiologia da UFMG
O tradicional Fórum de Microbiologia, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Microbiologia da UFMG, já está com data definida e programação em vias de finalização!
Esta edição do fórum homenageia uma querida professora do Departamento de Microbiologia, a profa. Maria Auxiliadora Roque de Carvalho – mais conhecida como Dodora!
Outra novidade é que, neste ano, o fórum ocorrerá em dois dias: 23 e 24 de maio. Além disso, o local de realização mudou dos tradicionais e mofados auditórios do ICB para o novo e luxuoso auditório nobre do Centro de Atividades Didáticas de Ciências Naturais (CAD1).
Dentre as palestras do evento, a representação do nosso departamento está a cargo do Prof. Flaviano Martins que apresentará resultados dos trabalhos que tem sido realizados no nosso laboratório e que envolvem as propriedades probióticas da levedura Saccharomyces cerevisiae linhagem UFMG-A905.
Você pode saber mais detalhes e fazer sua inscrição entrando no blog do evento.
Atualização: O evento também conta com um twitter!
Estarei por lá… e você?
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Conselho a um jovem cientista

“Não posso dar a nenhum cientista de qualquer idade melhor conselho do que este: a intensidade da convicção de que uma hipótese é verdadeira não tem nenhuma relação com se é ou não verdadeira”
(Peter Medawar, 1979, em seu livro “Advice to a Young Scientist“)
Peter Brian Medawar nasceu em 28 de fevereiro de 1915, no Rio de Janeiro. Falecido em 2 de outubro de 1987, o biólogo foi vencedor do prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1960 (em conjunto com Frank Burnet) pela descoberta da tolerância imunológica adquirida.
Saiba mais no site oficial do Prêmio Nobel
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Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar…
Antes de qualquer coisa, clique no play e leia esse post escutando essa música de Assis Valente, que fez muito sucesso na voz de Carmen Miranda, mas aqui, eu coloquei a versão de Adriana Calcanhotto *.*
Sim, meus caros, fizeram isso… Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar!
Tudo bem que isso não é novidade e já aconteceu outras vezes. Mas e se desta vez for verdade? E se esse for nosso último ano? E SE ESSE FOR O SEU ÚLTIMO CARNAVAL???
Você já parou para pensar nisso? Não!?!? Pois o SbBr pensou, e por isso está lançando sua (última?) blogagem coletiva.
Se você tem um blog, participe! Você tem uma semana para escrever seu post! – Mais detalhes sobre o evento você encontra no blog Raio-X.
Se você não tem um blog, não deixe de acompanhar os textos!
Anote aí: A última blogagem coletiva do SbBr, vai ao ar do dia 11-18 de feveiro.
(sim, uma semana antes do carnaval!)
















